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NASCE NO SERTÃO DA CONQUISTA O MAIOR MUSEU CONTEMPORÂNEO DO NORDESTE

Entre a transição da caatinga com a mata de cipó, em direção ao oeste e à Chapada Diamantina, na BA-262, num portal de entrada e saída para várias partes do Brasil, ergue no ameno clima de Vitória da Conquista, numa área de aproximadamente meio milhão de metros quadrados, o maior museu contemporâneo do Nordeste. Quem passa pela via sertaneja, num percurso de 1,6 quilômetros, logo se depara com os 366 guardiões do tempo, e muitos são logo atraídos a visitar seus encantadores monumentos a céu aberto.

Trata-se do Museu Kard, com suas imponentes obras metafóricas e até mesmo mitológicas que falam da vida, de poesia, de sonhos, de lendas, de parábolas e do tempo passado, presente e futuro, concentrando os elementos da ciência, da filosofia, da religião e da arte. Seu artista idealizador, Allan Kardec Cardoso Lessa, o “Allan Kard”, é uma pessoa simples de visão futurística espiritual, que aprendeu a conviver com as críticas e as polêmicas em torno do seu incansável trabalho.

A ARARA CANIDÉ E A ASCENSÃO

Como diz o poeta cancioneiro, “o tempo não para”, e “Allan de Kard” sabe disso, tanto que o seu desejo, enquanto estiver em seu mandato espiritual, como costuma afirmar, é ampliar o museu que já ocupa 10% do total da área. Logo na entrada do portão de ferro, o visitante é recebido pela imagem majestosa da Arara Canidé e, à sua frente, é recebido pela Pirâmide Ascensão. No mais, você faz uma viagem cultural, e sai com sua alma bem mais leve e alimentada de conhecimento e saber. Não há dúvida que o conjunto da obra é um grande legado para as furas gerações.

Como já atestaram visitantes (o museu deverá ser aberto, oficialmente, ainda neste ano, com ingressos pagos), o lugar é mágico, tanto pela sua beleza plástica e paisagística, como pela sua energia. Conta com duas galerias, a da Pirâmide que abrigará o acervo permanente com cerca de 750 obras do artista construtor, e outra Mix que receberá peças dos artistas Alex Emmanuel, Valéria Vidigal e Romeu Ferreira.

No projeto já está instalada a obra do escultor Mário Cravo, de título “Flor do Cacau”, que o próprio doou ao museu. Fazem ainda parte da estrutura,  mais de 20 esculturas do artista Allan Kard, entre as quais, Mon Solei, Desejos e Dever, Mater (figura masculina e feminina em estado de gravidez), Resistência, Tributo a Mondrian (holandês), Monumento ao Gráfico, Labore per Vitae, o Vento, Lápis na Mão (depósito), Sala de Estar, Diversidade Fenotípica, Xadrez Nordestino (personagens do cangaço e da cultura da região), Monumento aos Heróis da Saúde, Quo Vadere (Aonde Fostes, conhecido como labirinto, de 150 metros quadrados e 80 toneladas de cinzas no piso, com fotos de crianças desaparecidas), Jogo da Velha, Zigoto (ovo estrelado), Tukurê, Sonho de Menino (24 obras), Ode ao Amor, Transbordo, Sem Rumos e Pramix.

PAISAGÍSTICO E ARQUITETÔNICO

De acordo com Allan, agrônomo diplomado pela Uesb no início da década de 80, o paisagismo está sendo construído junto com o projeto arquitetônico, dando funcionalidade às edificações. Cada galeria e prédio administrativo são também obras de arte. O Tributo a Mondrian é composto de loja, auditório e nele funcionará o setor de administração do projeto.

A área do museu era um antigo lixão da cidade, e nela permaneceram as espécies endêmicas. O artista e agrônomo procurou preservar as árvores e plantas do local e, em torno delas, implantou uma imensa cobertura de grama nativa, sem a necessidade de irrigação, com baixo custo. Na outra etapa, conforme informou, serão plantadas espécies exóticas.

Para ele, o maior desafio será ainda fazer renascer um antigo riacho que existia na localidade, e que foi degradado ao longo do tempo pela ação do homem, bem como reconstruir a lagoa que foi assoreada pelos materiais do lixão.

O DOM DA CRIATIVIDADE

Allan Kardec Cardoso Lessa nasceu em Itapetinga, em 13 de fevereiro de 1964, mas é mesmo filho de Conquista desde os 15 dias de vida. É o terceiro de uma família de nove irmãos. Veio ao mundo com o dom da criatividade. Na infância fez um Baralho, que em 1995 participou do 3º Salão do MAM da Bahia e foi classificado para a composição do acervo.

É um autodidata que assumiu com esmero e força de vontade a sua condição de artista plástico, com produção de esculturas e telas que já foram vistas até no exterior, a exemplo de “Sonhos de Menino”, que faz parte da Exposição Além Mar, em Coimbra, Portugal.

Com seus trabalhos provocativos e polêmicos, a partir de 2008, Allan passou a experimentar uma nova fase em sua carreira quando decidiu colocar em público as suas esculturas, a exemplo do “Calendário de Kard”, o maior do mundo, com 1,6 quilômetros de extensão, feito em parceria com seu irmão Alex Emmanuel.

A partir daí, vieram outras, como Kaypê, Equilibrium, Solidare, Tukurê e, mais recentemente, a Exposição “Caminhos da Paz” (cinco grandes esculturas), na Avenida Olívia Flores, em Vitória da Conquista, que lhe renderam a comenda da Medalha de Mérito Cultural Glauber Rocha, outorgada pela Prefeitura Municipal.

UM SER INQUIETO

Em 2015, Allan foi finalista do Troféu Prime e, em 2016, em consulta popular, foi indicado como personalidade conquistense, com a honra de acender a Pira Olímpica quando da passagem da tocha pela cidade. Há três anos, por iniciativa própria, o artista começou a construir o Museu Kard, um patrimônio cultural que engradece Conquista, a Bahia e ultrapassa as fronteiras nacionais.

O incansável artista, que respeita as opiniões e recebe as críticas com a maior naturalidade, continua a realizar suas instalações metafóricas em diversos pontos da cidade. “Construo caminhos por onde trafego. Crio técnicas próprias”, sempre procurando inovar a arte, dentro de seus princípios espirituais. Suas pinceladas e marteladas são como parábolas históricas.

Allan é um ser inquieto e exercita também o seu talento poético, quando na entrada do monumento Quo Vadere (o Labirinto) escreveu “Aonde foste tu rebento meu?/Deixando órfão meu coração/qual teu paradeiro neste mundo do meu Deus?/traz de volta meu sorriso que se foi,/Enxuga minhas lágrimas que não cessam de rolar/Acalma meu coração que ameaça parar./A esperança, a mãe de todos que ainda teimam em viver,/É quem me mantém de pé./Vem tu esperança e carrega-me no teu colo./Sê tu o meu cajado…/Se ainda assim quiser Deus que não te encontre aqui,/Encontrar-te-ei na eternidade./Tenho certeza que ainda voltarei a sorrir. Allan de Kard – Verão de 2019.

 

PRESIDENTE, PONHA A MÁSCARA!

 

 

Carlos Albán González – jornalista

​Presidente, por favor, coloque a máscara”. Na imaginação dos leitores, o pedido feito com polidez por três policiais militares,  foi dirigido a Jair Messias Bolsonaro, flagrado centenas de vezes desrespeitando decretos de prefeitos e do governador do Distrito Federal, que obrigam o uso da máscara, o mais seguro meio de proteção à contaminação pelo covid-19. O infrator está sujeito a uma punição: o pagamento de uma multa que pode chegar a R$ 2 mil.

Engana-se, prezado leitor. Ninguém neste país teve o atrevimento de chamar a atenção do capitão que deixou o Exército pela portas dos fundos; líder do negacionismo, uma prática altamente perigosa, cujos adeptos, instalados no Palácio do Planalto, espalham o ódio e as notícias falsas através das redes sociais. O sujeito advertido pelos policiais foi Paulo Carneiro, presidente do Vitória, que assistia a um jogo do seu time nas arquibancadas do Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas. Figura polêmica nos meios esportivos, bolsonarista de carteirinha, Carneiro recentemente esteve em Brasília para entregar uma camisa do clube rubro-negro ao seu “mito”.

No meio do recrudescimento da doença, onde os hospitais, na falta de leitos, são forçados a escolher quem vai viver e quem vai morrer, Bolsonaro chama de “politicalha” as medidas adotadas por governadores e prefeitos, assumindo uma responsabilidade que deveria ser do governo federal; e apresenta dados distorcidos sobre o repasse de verbas para estados e municípios. Precisamos tirar esse cara”, diz o veterano senador Tasso Jeressatti (PSDB-CE), defendendo a criação da CPI da Covid. Omisso e catastrófico, Bolsonaro viu aumentar dez vezes os 30 mil brasileiros que, na sua presunção, deveriam morrer no período da ditadura militar.

Os brasileiros devem assistir – o vídeo pode ser acessado na internet – uma reportagem do Fantástico sobre Wuhan, o primeiro epicentro da Covid-9. Graças a consciência do seu povo, a eficiência dos seus governantes (os omissos foram demitidos…ou fuzilados), e as medidas adotadas (construção em 11 dias de um hospital com mil leitos), lockdown de 76 dias para todos, a cidade chinesa de 11 milhões de habitantes desde maio está livre do vírus, mas a máscara, que não é mais obrigatória, continua sendo usada por todos. Brasileiros moradores de Wuhan, abordados pela reportagem, só tiveram palavras de elogio às autoridades do país que foi eleito como o inimigo número um da política externa do governo bolsonarista.

Em vez de empunhar a bandeira da Cruz Vermelha (não confundam com a estrela vermelha do PT), Bolsonaro ainda insiste em prescrever medicamentos sem eficácia comprovada, recusados até pelas emas do Palácio da Alvorada, cuja reação foi bicar o presidente e o ministro da Economia, Paulo Guedes. O capitão vai mandar uma comitiva a Israel com a missão de trazer um novo remédio milagroso, mesmo sabendo que um dos seus gurus, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, debocha dos negacionistas e convoca o povo israelense a se vacinar.

Um dos primeiros brasileiros a se engajar no time da cloroquina, o prefeito licenciado Herzem Gusmão viajou para Brasília, onde esperava se reunir com o intendente Eduardo Pazuello, que interpreta o papel de ministro da Saúde nessa crise sanitária sem precedentes. Seu interlocutor no ministério foi um assessor de nome Cascavel, que atendeu prontamente o pedido do gestor baiano. Depois de dois meses num dos melhores hospitais do país, sob os cuidados de uma excelente equipe médica, Herzem já deve ter concluído pela inutilidade da cloroquina e hidroxicloroquina.

Dos 417 municípios baianos apenas quatro (Teixeira de Freitas, Luiz Eduardo Magalhães, Buerarema e Itapetinga) deram a vitória a Bolsonaro. Com uma diferença de menos de 1%, Teixeira de Freitas, governada pelo médico Marcelo Belitardo (DEM), assumiu a condição de baluarte do bolsonarismo em território baiano, rompendo decretos do Estado, o que se constitui em desobediência civil. Mensagens postas nas redes sociais ameaçam linchar o governador Rui Costa em praça pública. O teixeirense não está só. Porto Seguro e Itamaraju, também no Extremo Sul, têm revelado desprezo pela vida humana.

Impedir a realização, com muito barulho e bla-bla-blá, da missa do meio-dia na catedral repercutiu muito mal junto à comunidade católica de Vitória da Conquista. Um grupo de donos de academias (lembro que nas lutas de judô sobre o tatami não há distanciamento) e lojistas fizeram na última segunda-feira (dia 1) um protesto em frente à prefeitura. Pediam a desobediência ao lockdown de 48 horas, o que se caracteriza num crime contra a saúde. Incluindo moradores de outros municípios, Conquista soma 715 vítimas da covid-19. Entre os presentes ao ato, admiradores das oradoras e o pastor David Salomão, nomeado recentemente assessor parlamentar, e, provavelmente, visando as eleições do próximo ano.

 

 

 

 

BRASILEIROS ESTÃO SURTADOS!

BRASILEIROS ESTÃO SURTADOS

BASEADO NOS ENSINAMENTOS DE SIDARTA GAUTAMA, O INDIANO GANDHI DISSE QUE “A VIDA NÃO É FEITA DE PRAZERES, MAS DE RESPONSABILIDADES”

Como já era de se esperar, o novo surto mais perigoso da Covid-19, que está matando cerca de 1.500 pessoas por dia no Brasil e mais de 100 somente na Bahia, com os hospitais superlotados, está também deixando os brasileiros surtados mentalmente. Muitos já estão partindo para agressões contra enfermeiros e atendentes nas unidades de saúde, como se eles fossem culpados. Estamos à beira de uma convulsão social!

Nesse quadro tão caótico, senhores lojistas e empresários em geral, é muito feio e degradante vocês irem para as portas das prefeituras e para as ruas protestarem contra o fechamento do comércio e outras medidas restritivas! Não deixa também de ser um surto proveniente do surto da doença maldita, tudo por causa da irresponsabilidade de elementos que dão mais valor ao prazer das aglomerações.

Toda vez que sou obrigado a ir à rua e vejo um imbecil sem máscara, debochando de tudo quanto está acontecendo (hoje vi um desse na entrada de um supermercado), sinto minha alma aniquilada, desenganado com o ser humano e também com ímpeto de surtar. Estamos convivendo com um horror, numa corrente de suicidas, como se fosse o apocalipse.

Estamos cercados de seguidores do Anticristo, que estão conseguindo transformar o Brasil no Inferno de Dante. Eles não importam de matar seus pais e parentes mais idosos. Ridicularizam a ciência, e ainda negam a existência de um vírus devastador.

AS LIVES DE CARNAVAL

Como se não bastassem as festas de final de ano, os “artistas” desse lixo da axé music, escravos do carnaval, renegaram os ensinamentos de Buda e Gandhi sobre a vida. Preferiram, com larga cobertura da TV Bahia, se apegar ao prazer e à vaidade de se aparecer em público.

Com suas festas lives de arromba, letras pobres e chulas, com o papo de que estavam transmitindo alegria em tempos de tristeza, terminaram por incitar as realizações de carnavais clandestinos. A mídia televisiva, que de um lado tem procurado alertar a população para os cuidados e o distanciamento social, também tem sua parcela de culpa por colocar a audiência acima da responsabilidade.

Lembram das felicitações de um Novo Ano na passagem de 2020 para 2021? Lembram dos jargões de que tudo vai passar e que dias melhores virão? Como ter tudo isso, se muitos não fazem o seu dever de casa, a sua lição? Tudo vai passar e dias melhores virão, mas quando e a que custo? Como nas religiões das civilizações dos nossos antepassados, temos que oferecer humanos em sacrifícios nos altares da morte para apaziguar a ira dos deuses?

ATÉ QUANDO VAMOS TER QUE ESPERAR?

 

De um especialista da área de saúde disse esperar que o presidente da República tome medidas restritivas para o uso da máscara e do isolamento social. É muita ingenuidade em se tratando de um cara que desde o início da pandemia faz o contrário e critica os governadores e prefeitos que estão fechando o comércio e decretando o toque de recolher.

O número de casos e mortes pelo vírus só aumenta, numa tragédia que estava anunciada desde as eleições municipais, as festas de final de ano e o carnaval clandestino. Até quando vamos esperar que mais gente morra nesse país desgovernado? Até quando vamos ter de aturar esse genocídio em massa de um presidente que incentiva as aglomerações?

Os secretários de saúde dos estados estão apelando para que o governo federal tome atitudes de restrição porque a situação está insustentável. Não fossem as ações dos governadores e prefeitos já teríamos registrado 500 mil mortes, como nos Estados Unidos que têm uma população bem maior. Se depender dele, vamos chegar a essa cifra mortífera até o final do ano.

É claro que a população brasileira (em parte) tem sua parcela de culpa por promover aglomerações, mas, o capitão presidente e seus generais têm a maior. Vamos esperar que a história lá adiante nos julgue por omissão, ou vamos dar um basta nessa mortandade? Vejo mais uma vez em minha vida esses generais e outros oficiais manchando suas fardas de sangue.

Diante desse quadro tão caótico e absurdo, ainda presenciamos lojistas e prestadores de serviços em protesto na porta da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista contra o fechamento de dois dias úteis do comércio. Além de provocar aglomeração, esses indivíduos só pensam exclusivamente no dinheiro.

A nação brasileira é, ao mesmo tempo, masoquista e sádica. Infelizmente, estamos num caminho de suicídio em massa onde não existe consciência coletiva, respeito aos outros e preservação da vida. De tão desesperadas, sem sentido de existência e como quem não têm nada a perder, essas pessoas estão mesmo querendo morrer.

É tudo confuso porque não existe uma coordenação central, e cada um toma a sua medida, inclusive com relação aos critérios de vacinação. Tem muita gente sendo imunizada só porque trabalha numa empresa de saúde, como atendente, recepcionista ou é agende da área, que nem está mais entrando nas casas.

Nesse caso, os comerciários que estão no dia a dia em contato com clientes nas lojas são bem mais prioritários no atual momento. Cada secretário e cada prefeitura faz o que quer. Não existem mais protocolos e ordem de prioridade. Cada um interpreta a sua própria maneira de ver a liberdade, do direito de ir e vir e de agir como bem entende. É um povo sem guia. Até quando vamos esperar que se dê um basta nesse desmando?

 

AMEAÇA DE PUNIR OS ESTADOS QUE ADOTAREM MEDIDAS RESTRITIVAS

A PREFEITURA DE VITÓRIA DA CONQUISTA CONTINUA SEM TOMAR NENHUMA MEDIDA RESTRITIVA CONTRA O AVANÇO DA COVID-19, ENQUANTO OUTROS MUNICÍPIOS DA BAHIA AMPLIAM AÇÕES PARALELAS AOS DECRETOS DO TOQUE DE RECOLHER E FECHAMENTO DO COMÉRCIO NO FINAL DE SEMANA DO GOVERNO DO ESTADO. É UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA.

As barbaridades do capitão-presidente contra os brasileiros nesses tempos de pandemia não têm limites, mesmo diante de mais de 250 mil mortes vítimas da Covid-19. Ele debocha, nega a ciência, emperra as negociações na compra das vacinas e, como se não bastasse tudo isso, agora ameaça punir os governadores dos estados que estão adotando medidas restritivas para barrar o novo surto do vírus, que está colocando a rede hospitalar em colapso.

Parece que ele tem o gosto da morte na boca e sente prazer em ver tanta gente tombando nos corredores dos hospitais. É uma psicopatia! Diante de toda essa tragédia nacional, ele anda sem máscara, solta impropérios na frente de seus seguidores e provoca aglomerações.

VEIO PARA DESTRUIR

Ele não veio para salvar vidas, mas para destruir, não só o Brasil, mas todos que nele habitam. Chegou ao absurdo de dizer que vai cortar, como se isso fosse possível, o auxílio emergencial (uma merreca de 250 reais) para o estado, cujo governador decretar medidas de restrição. Então, não vai haver mais auxílio porque todos vão ser obrigados a endurecer as medidas. Ele joga o povo contra o governador, ou o prefeito, não importando quem morra.

Por muito menos que todo esse conjunto da obra maléfica, dois presidentes sofreram impeachment, mas ele, cercado de generais por todos os lados, sobrevive a cerca de 60 pedidos de afastamento que estão engavetados na Câmara dos Deputados. Agora, com o Centrão, que o próprio o chamou de ladrão e escória, ele pode tudo, num misto de democracia com militarismo.

Enquanto isso, as imagens de choros e os noticiários de um vírus letal deixam os nossos lares cada vez mais em pânico. De um lado, um governo sem planejamento e coordenação, que desde o início fez pouco caso da Covid-19, chamando-a de “gripezinha” e receitando cloroquina. Do outro, uma grande parcela da população (a maioria de jovens brucutus), desrespeitando as recomendações científicas e caindo nas baladas e festas.

Quem tem mais culpa por tudo quanto está acontecendo de tão terrível em nosso país? O governo federal, ou o povo? Coloque sua consciência para funcionar e faça a sua avaliação. Digo, porém, que o maior exemplo, bom ou ruim, parte do chefe da casa (homem ou mulher). Numa casa onde os pais são desequilibrados e desajustados, os filhos tendem a ser violentos, agressivos e não respeitar os outros que estão ao seu lado.

Estamos vivendo momentos caóticos como nunca ocorreram na história do nosso Brasil. Estaríamos numa guerra civil, ou numa grande convulsão social, se os brasileiros não fossem tão cordatos, conformados, apegados à esperança e à fé, submissos e tolerantes ao sofrimento. Suportam todo tipo de dor, perdas e humilhação, mesmo em lágrimas.

Nas filas sem fim, dia e noite, ao sol ou na chuva, a passos lentos e suados, o brasileiro segue em frente calado, lutando para manter apenas sua sobrevivência. A grande maioria não vive, resiste à morte até onde pode. Das alturas, ele consegue se equilibrar num fio que balança com o vento. Enquanto isso uma minoria privilegiada e poderosa se deleita nas mordomias.

O brasileiro é solidário em parte, quando expressa seu sentimento de ajuda na forma de doações materiais. A sua outra banda é individualista e egoísta que não age pensando no coletivo. Isso está fielmente retratado no caso atual do vírus, quando muitos não se submetem aos protocolos e partem para as aglomerações, como se tudo estivesse normal. O pior é que não temos um guia condutor de exemplo, que deveria vir lá de cima.

Um ano de Covid, e começamos com o carnaval de fevereiro, depois o São João clandestino (a festa foi oficialmente proibida no Nordeste), os feriadões, as eleições que deveriam ter sido prorrogadas, as festas de final de ano, um novo carnaval de festas fechadas, incentivadas e induzidas pelas lives da turma do axé music, os pancadões e, para fechar, as comemorações de torcidas de futebol em bares e restaurantes, como a mais recente do Flamengo.

Agora, pegue todos esses ingredientes indigestos e misture. Com certeza, vai resultar num caldeirão de Covid. A tampa não vai suportar a pressão, e a tendência é explodir como uma bomba radiativa destruidora. Quem promove essas aglomerações não passa de suicida kamikaze.

O elemento permissivo e imbecil mata os outros que estão mais próximos, inclusive pai, mãe, tia, avós e outros parentes. Como o ser humano chega a esse ponto? Vem aí o São João que, por causa dessa insensatez, terá que ser novamente cancelado. Nessa toada, vamos repetir o mesmo erro do passado. Estamos sim, no país da burrice onde prevalece a autodestruição.

A PEC CORPORATIVISTA DA IMPUNIDADE E A DESCONFIANÇA NAS VACINAS

Quando a Câmara dos Deputados aprovou a manutenção da prisão do parlamentar Daniel Silveira, cuja detenção em flagrante foi votada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal, por ele ter pregado o fechamento do STF e pedido a volta do AI-5, ato que endureceu a ditadura civil-militar de 1964, logo pensei comigo que viria por aí uma medida corporativista para blindar seus pares da Casa Legislativa.

Não deu outra. Como revide ao STF, os canalhas querem votar, às pressas, uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que garante, em definitivo, a total impunidade dos deputados, mesmo que sejam flagrados praticando ato criminoso. Essa PEC é como se desse ao deputado uma autorização expressa até para matar alguém, como um James Bond do filme 007 onde ele tem um passaporte da rainha para assassinar quem quer que seja.

Tudo foi combinado com antecedência entre eles para não ficar tão vergonhoso passar por cima de uma decisão do STF e soltar o deputado. Foi mais uma forma de engabelar a sociedade, como eles sempre fazem nessas ocasiões e, vamos reconhecer, são mestres nesse tipo de disfarce. No momento, jogam uma imagem de sérios, para depois mostrar a desfaçatez e como jogam sujos. Mordem e depois assopram.

Do Centrão, que já foi chamado de ladrão e de escória pelo próprio governo que aí está e, com a mesma cara de pau, depois fez acordo com o grupo, não dava para esperar outra coisa. Para quem tem memória, sabe muito bem que foi esse mesmo Centrão que já derrubou vários governos, com quais se conluiou e se envolveu em falcatruas e corrupções.

O pior e o mais lamentável, é que, no caso do corporativismo, não é somente o Centrão que se reúne para proteger seus colegas dos malfeitos e se tornarem intocáveis e privilegiados, nessa frágil democracia, onde é uma grande mentira essa de que todos são iguais perante as leis.

Os ditos partidos de esquerda e “oposição” (são raras as exceções) também estão lá nas negociações de costas viradas para o povo, como no caso da detonação da Lava-Jato, visando passar uma borracha em seus crimes. A camarilha é uma só quando se trata de corporativismo. Cá em baixo, na ralé, os súditos se dividem em xingamentos, ódios e intolerâncias onde cada um defende o seu canalha. É assim caminha o nosso Brasil. Lá em cima, eles riem de nossas caras de otários.

Uma discussão que gera desconfiança

Outro assunto que quero abordar, se me permitem, é quanto essa discussão pública entre os laboratórios e o governo federal sobre de quem é a responsabilidade no caso de uma vacina vir a provocar danos físicos e até mentais na saúde da pessoa que recebeu a dose de imunização.

Essa questão só faz abrir mais espaço para as fake news dos horrorosos negacionistas da ciência contra a vacinação. É uma polêmica que só faz gerar mais desconfiança sobre essa, ou aquela vacina. A essa altura já tem gente idiota dizendo que esse aumento de contaminação e mortes é decorrência da vacina.

Claro que se trata de uma imbecilidade, visto que os países que até agora mais vacinaram sua população, como a Inglaterra e Israel, estão registrando uma redução dos casos de infecção e mortes, inclusive com os hospitais mais desafogados e menos procura por leitos. No entanto, essa gente do mal não se cansa de soltar informações desencontradas e irracionais.

No mundo, somente o Brasil, a Argentina e a Venezuela estão contestando essa cláusula de responsabilidade, gerando mais demora nas negociações, enquanto mais de mil pessoas morrem diariamente em nosso país, que bateu nesta quarta-feira a marca de 250 mil vidas perdidas para esse maldito vírus.

No Brasil, a situação ainda é mais complicada em razão, principalmente, da falta de organização e planejamento por parte do governo federal desde o início da pandemia no ano passado. Como se não bastasse a pequena quantidade de vacinas, ainda temos os criminosos dos fura-filas. Portanto, essa discussão entre contratantes e contratados só traz pontos mais negativos diante de todo esse caos e confusão.

 

MAIS UM GENERAL NA PETROBRÁS DO PETRÓLEO QUE NUNCA FOI NOSSO

NÃO SABIA QUE AGENTES DE SAÚDE, PORTEIROS, VIGILANTES, RECEPCIONISTAS E OUTRAS FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS DE HOSPITAIS E CLÍNICAS FIZESSEM PARTE DA LINHA DE FRENTE NO TRATAMENTO DOS PACIENTES DE COVID-19. POIS É, MESMO COM A ESCASSEZ DE VACINAS, TODOS ESTÃO SENDO IMUNIZADOS, CONTRARIANDO O PROTOCOLO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, MAS ESSE NÃO EXISTE.

Na verdade, o assunto é sobre a Petrobrás, se não me engano, criada na década de 50 com o slogan de que o petróleo era nosso. Papo furado, tanto quanto aquele que a gente está cansado de ouvir, de que todos são iguais perante a lei. Essa é mais uma grande mentira, uma falácia de caloteiro. Coisa de vigarista que, infelizmente, muitos acreditam e terminam sendo enganados. Não existe democracia de barriga vazia. A questão não é só liberdade.

Mais uma vez, se não estou equivocado, o último general que dirigiu a Petrobrás foi Ernesto Geisel no final da ditadura civil-militar de 1964 ao final dos anos 80. Naquele tempo, era general com general-presidente. Agora será mais um general que vai bater continência para um capitão-presidente, e tende a destruir a empresa estatal, a que mais levou porrada e serviu de fonte de ladroagens para corruptos na história do Brasil.

CADÊ OS TRILHÕES?

Em tempos mais recentes, com a descoberta do présal, no Governo Lula, a promessa era de que os lucros com o petróleo (o país se tornou autossuficiente de uma hora para outra) iam encher a cuia dos pobres, praticamente zerando as desigualdades sociais. A presidente Dilma chegou a falar em trilhões para os setores da saúde e da educação.

O resto da história todos já sabem, pelo menos os que têm memória e sempre estão atentos às informações. Os gatunos vieram como salteadores e lambuzaram suas mãos no ouro negro. Deixaram a Petrobrás falida e endividada. Até agora eles colocam como maior culpa pela destruição da empresa o aprisionamento dos preços dos combustíveis, e quase nada comentam dos roubos.

Portanto, o petróleo nunca foi nosso, mas deles e, mais uma vez, aparece o destruidor do futuro para torrar seus ativos por preços de banana e sugar com o que ainda restou de um pouco de carne e nervo da caveira. Pelo menos desse capitão a gente já sabia que ele não veio para construir, mas para destruir.

Sua intenção não é somente atingir a Petrobrás, mas também o Banco do Brasil, os Correios (falido), a Eletrobrás, e depois vem a Caixa Econômica Federal. Com seu grosso jargão, lá de muitos anos, de enxugar o Estado, o destruidor já enxugou a saúde e a educação que já estão mais subnutridos do que nordestino na miséria da fome.

Não fossem os destruidores do futuro, os preços da gasolina e do diesel poderiam ser um dos mais baixos do mundo, sem abalar as estruturas financeiras da Petrobrás. Por que temos que ficar reféns dos preços internacionais e da variação do dólar? Por que exportamos tanto petróleo cru e importamos o acabado? É assim que somos autossuficientes? Por essas e outros é que os norte-americanos fazem chacotas de nós, dizem que somos os ricos e eles os pobres.

É mais um general sob o comando do capitão, como o do Ministério da Saúde que prescreve cloroquina para os pacientes de Covid, e para Manaus manda cargas do medicamento no lugar de oxigênio. É mais um desastre genocida.

Ele disse em campanha que ia acabar com a corrupção e acabou com o combate a ela, para blindar seus filhos dos malfeitos. Como a Petrobrás e outras estatais, o Brasil como um todo nunca foi nosso, mas deles que riem com as nossas caras de otários. Sempre fomos os bobos dessa realeza que só destila veneno como cobras peçonhentas.

CONQUISTA AMEAÇOU DESOBEDECER O DECRETO DO GOVERNO DO ESTADO

O poder público municipal de Vitória da Conquista continua inerte e inoperante quanto a medidas para conter o avanço do novo surto da Covid-19, pior que o primeiro no início do ano passado. Conquista seria a última cidade baiana a desobedecer ao toque de recolher decretado pelo Governo do Estado, e só depois resolveu se engajar no esforço de conter a transmissão do vírus, com a promessa do governador de abrir novos leitos em Caetité.

Acusar que os hospitais públicos de Conquista estão cheios porque a maioria dos pacientes é de fora é um despropósito, insensatez e até desumano. Outra mentalidade atrasada é exigir a criação de novos leitos quando nada se faz em termos de prevenção para reduzir as aglomerações. Isso é o mesmo que enxugar gelo. Até quando o Estado vai ter a capacidade financeira de instalar mais e mais leitos, se a contaminação continuar aumentando?

NÃO FAZ NADA

Na verdade, a Prefeitura de Conquista não vem fazendo nada em termos de medidas restritivas na cidade para reduzir o número de casos, mais de 100 por dia, com uma média de duas mortes (no final de semana foram registrados cinco). Depois de um ano, quase 300 pessoas perderam suas vidas, e a dor só é mais sentida pelos parentes e amigos da vítima da Covid.

É mais que justo que os três hospitais públicos, o Geral, o HCC e o São Vicente recebam pacientes da região. A prefeitura não tem nenhuma unidade Covid, e Vitória da Conquista, com mais de 300 mil habitantes, há anos se alimenta economicamente dos cerca de 70 a 80 municípios que gravitam em torno dela. Tire as mais de 50 mil pessoas que diariamente circulam na cidade, fazendo compras, tratamento de saúde e resolvendo outros problemas, e o comércio de Conquista em pouco tempo entrará em falência.

Outro motivo é que esses hospitais atendem pelo SUS. Já disse aqui e repito que não adianta criar novos leitos se não for acompanhado de medidas de isolamento. Essa de não obedecer ao decreto do Governo do Estado só pode ter partido do prefeito Herzem Gusmão que há dois meses está internado no Sírio Libanês, pago com o nosso dinheiro. E como ficam os que procuram o SUS e encontram as portas fechadas por falta de vagas?

“BANDIDOS CRIMINOSOS”

Esse estado de calamidade em que estamos vivendo, no caso específico de Conquista, não tem somente como culpado o poder público. Boa parcela da população, a maioria de jovens, também é culpada com as aglomerações em festas e bebedeiras em bares e restaurantes. Por mais que se faça advertência e campanhas, mais eles se aglomeram.

Em minha opinião, quem assim procede de forma irracional e egoísta, colocando vidas em risco, deve ser tratado como “bandido criminoso” porque está levando pessoas à morte. Não tem diálogo com essa gente que provoca aglomerações nas ruas, sem máscaras e sem adotar nenhum protocolo de distanciamento.

Sempre me posicionei contra qualquer tipo de violência policial, mas, sinceramente, para essa gente imbecil não tem diálogo. A ação da polícia tem que ser mais drástica e enérgica, pois muitos estão morrendo contaminados, principalmente, em razão das aglomerações.

Nesse caos na saúde, torcedores, como do Flamengo, no último domingo, preferiram se juntar em bares do que ficar em casa assistindo o futebol. Esse pessoal chega ao absurdo de dizer que o time é sua vida. Fala besteira do direito de ir e vir, e se esquece de que a vida está acima de tudo. Perdoai, Senhor, porque não sabe o que diz! Para você ter o direito de ir e vir, primeiro precisa respeitar a vida do outro..

 

ATÉ PARECE QUE A COVID-19 NÃO PASSOU EM VITÓRIA DA CONQUISTA

Será que a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, com cerca de 340 mil habitantes, está esperando que entre no noticiário nacional sobre o alarmante número de casos e mortes de Covid-19, com o colapso total da rede hospitalar, como ocorreu em Manaus onde milhares perderam suas vidas por falta de leitos e oxigênio, para agir com medidas de contenção?

A impressão que se tem é que o coronavírus não passou em nossa cidade, e que tudo continua em plena normalidade, como se nada estivesse acontecendo. Diante da crítica situação (os hospitais estão no limite máximo), o poder público, ora chefiado pela prefeita em exercício, não tem tomado nenhuma medida restritiva para, pelo menos, controlar o novo surto da pandemia.

UM DOS PIORES

Caímos no toque de recolher do decreto do Governo do Estado, como a grande maioria dos municípios baianos, mas o quadro em Vitória da Conquista é um dos piores porque depois da liberação geral do comércio e com a crescente incidência de casos e falecimentos (quase 300), a Prefeitura não tomou providências mais drásticas, para conter as aglomerações em festas, bares e restaurantes.

Mesmo de partido e ideologias diferentes, a Prefeitura de Salvador tem trabalhado em sintonia com o governador Rui Costa, visando salvar vidas. O prefeito daqui deveria, pelo menos, seguir o exemplo do seu colega da capital, do qual recebeu apoio para se reeleger, e fazem parte do mesmo grupo de ACM Neto. Não entendo como aqui vem ocorrendo o contrário.

O maior absurdo e o cúmulo da incoerência é um governante politizar essa doença que tem causado tantos sofrimentos aos brasileiros, principalmente no atual panorama da pandemia onde mais de 240 mil pessoas perderam suas vidas no Brasil. Não sei se esse é o caso do executivo de Conquista, mas a verdade é que a inoperância aqui é visível, como se tudo estivesse normal.

Em conjunto com o Governo do Estado, o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, vem tomado medidas restritivas de fechar algumas atividades não essenciais e os bairros mais contaminados pela Covid-19, como Brotas, Pituba e Itapuã, incluindo a dedetização e testes do corona nas pessoas.

Aqui, esse comitê gestor, que muito fala e nada faz, não tem nem o mapeamento dos bairros mais atingidos, Se é que existe esse mapa, como no caso do mosquito da dengue, não decreta medidas restritivas por pura incompetência, ou receio da pressão dos lojistas. Enquanto isso, quase duas pessoas morrem por dia e mais de 100 são infectados, sem contar a questão dos hospitais que começam a entrar em colapso.

Existem uns imbecis, sobretudo do comércio (só pensam neles e no dinheiro), que indicam como solução criar mais leitos, não importando quem morra de Covid. Até quando o governo vai ter capacidade financeira de criar mais e mais leitos nesse quadro falimentar em que vive o nosso país? O pior é que tem muita gente que só pensa em si, como se não vivesse numa sociedade, como se não existisse coletividade.

Outro problema que requer apuração é quanto ao processo de vacinação em Conquista onde muitos furaram a fila, com declarações falsificadas das unidades de saúde. Está faltando mais transparência por parte do poder público.

O protocolo do Ministério da Saúde fala de imunização somente dos profissionais da linha de frente, mas a lista vai além desse pessoal, abrangendo trabalhadores que não fazem parte desse grupo. É só cruzar o número de vacinados na área da saúde com os que realmente estão hoje atuando na linha de frente.

DESVIOS DE VACINAS, MAIS ARMAS, OS SUICIDAS E OS DEFENSORES DA DITADURA

EM QUE PAÍS NÓS ESTAMOS? O CONSELHO DE ÉTICA (DESATIVADO) CONTRA O DEPUTADO DITADOR É UMA FORMA DE TENTAR ENCOBIR O CORPORATIVISMO DA CÂMARA. NÃO VAI DAR EM NADA. UMA VERGONHA NESSA REPÚBLICA DE BANANAS!

A enfermeira faz de conta que aplica a vacina nos velhinhos e desvia as doses; o capitão-presidente está mais preocupado em colocar mais armas nas mãos dos brasileiros, mesmo diante de um quadro aterrador de mais de 240 mil mortes vítimas da pandemia da Covid-19; na onda de mais um pico violento do vírus, os “suicidas” kamikazes das aglomerações entram no embalo das festas clandestinas de carnaval; e um deputado extremista nazista prega o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com apologia à decretação de uma réplica do AI-5 no Brasil.

Diante desse quadro de terror, o poeta condoreiro, se vivo fosse, indagaria, oh Senhor Deus, em que país nos estamos? Quanta heresia entre os céus e a terra! Quanta desgraça está caiando sobre nós, perdidos como num mato sem cachorro, sem um planejamento central de combate à pandemia, sem o auxílio emergencial para matar a fome de milhões e com um governo que tudo tem feito para que não haja vacina para o povo! Ele representa a própria morte!

CRIME COM REQUINTE DE CRUELDADE

O ser humano, vez por outra, sempre está retratando seus instintos mais primitivos e perversos contra o seu semelhante, sem nenhum remorso de consciência quando coloca a cabeça no travesseiro para dormir. Demorei a acreditar numa imagem onde uma enfermeira injeta uma seringa no braço de um velhinho de mais de 80 anos sem a dose da vacina contra o coronavírus. Todo alegre e emocionado ele retorna para casa com seus parentes bem mais aliviado.

Tudo leva a crer que o ato não se trata de engano, erro ou equívoco. A cultura da corrupção em nosso país aponta para o desvio de vacinas para a venda, ou para outra pessoa parente e amiga. Para esse caso, alguém fala em punir com a cassação do diploma profissional, ou uma simples exoneração do cargo. Isso no Brasil nem vai acontecer, mas fosse no Oriente ou na Ásia, essa pessoa seria imediatamente fuzilada, pois trata-se de um crime com requinte de crueldade.

Como se não bastassem os fura-filas safados e covardes, mais essa que é de cortar o coração. Vá que um desses idosos recém “vacinados” de mentira venha a óbito. É um prato feito para os negacionistas da ciência e defensores da cloroquina (o Brasil está cheio deles) condenar a vacinação e abrir suas páginas de fake news com suas canalhices. Pior ainda se a vacina for procedente da China”. Quem assim age deve ser considerado como assassino e merece, pelo menos, prisão perpétua. A impunidade em nosso país abre espaço para esses psicopatas seguidores da morte e disseminadores do ódio.

UMA INGENUIDADE!

As sociedades científicas, as organizações médicas, as prefeituras e outras instituições têm feito críticas veladas contra o governo federal pela falta de planejamento no processo de compra de vacinas, e a consequente escassez do medicamento. Chegam a pedir a saída do general do Ministério da Saúde.

Sinceramente, acho até uma certa ingenuidade nos comentários. Será que essas entidades ainda não entenderam que o cara de Brasília não quer vacinar a população? Ainda não caiu a ficha? Ele mesmo já deixou isso claro em seus pronunciamentos, dizendo que não vai se vacinar, uma forma de desestímulo. Por outro lado, desde o meado do ano passado, ele vem emperrando as negociações com os laboratórios, com desculpas esfarrapadas.

Outra atitude ingênua é pedir a cabeça do ministro intendente da Saúde, quando o recado deveria ser diretamente dirigido ao chefe que, na verdade, é quem comanda na pasta. Ele pode até tirar o general e colocar outro militar, de patente mais inferior, como um coronel.

As forças armadas e boa parte da sociedade omissa, principalmente os políticos mercenários, têm suas grandes parcelas de culpa por tudo quanto vem ocorrendo de mal. Um dia a história vai nos colocar no banco dos réus. Não temos uma oposição. Temos uns canalhas ladrões que se venderam em troca de poder e absolvição de seus roubos com o fim da Lava-Jato.

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