junho 2026
D S T Q Q S S
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

:: ‘Notícias’

A OPERAÇÃO MASTER MATA

  Moço, nunca vi um esquema tão intrincado de produzir dinheiro, cooptar políticos e montar um bando até para matar adversários! Negócio de cangaço nos tempos modernos sofisticado. O Vocaro tinha influência até na Nasa. Fosse nos Estados Unidos já tinha gerado um filme de gangster.

  Master vem do latim magister que significa mestre, especialista e até se refere à graduação de mestrado. Tudo começou em 1974 com o nome de Máxima Corretora de Valores. Tornou-se banco múltiplo em 1990 como Banco Máxima. Em 2018 passou por reformulação societária e, em 2021, adotou oficialmente o nome Master. Em 2025 o Banco Central decretou sua liquidação.

  Se for desenrolar o novelo desde sua ponta, tem muito mais escândalo que supera a Operação Lava-Jato que, para frustração dos brasileiros, não deu em nada. Quando começou, todos diziam que o Brasil ia ser passado a limpo. Continua a epidemia de corrupção. No Rio de Janeiro, o tráfico e o crime dos morros e favelas incarnaram na nobreza do poder.

   Quanto ao Master, a teia financeira é tão complicada que poucos entendem como funcionava. No topo os investimentos em fundos de pensão e outros papéis podres, a turma dos sicários da pistola para matar adversários e os meninos do hacker para torpedear ações do Banco Central.

   A grana jorrava como água de torneira, não como da nossa Embasa que passa dias sem soltar o líquido. Mesadas polpudas para políticos, “contratos” milionários com escritórios de advocacia (a mulher do ministro), produção de filme e entranhou até no Supremo Tribunal Federal.

   Os noticiários, as conversas entre os beneficiários, as tramas financistas e todo o emaranhado de corrupções me deixam zonzo, coisa de deixar estrangeiro e especialista no assunto de boca aberta. Vocaro e seu bando atuavam como reis dos golpistas.  Porque estes da internet são pés de chinelos.

      Nesse país da corrupção, a palavra que mais se ouve é eu nego ou sou inocente. Até parece que a Polícia Federal, Ministério Público e outros órgãos estão brincando de denunciar ou fazem isso só para mostrar serviço na base do faz de conta.

  Os envolvidos se enrolam no palavreado, entram em contradições, mentem descaradamente e ainda têm a cara de pau de negar assinaturas, falas e até contestar suas imagens. São discípulos que superaram o mestre Paulo Maluf. Agora só se fala em bilhões.

  Agora com as novas tecnologias de simulações, as fake news e a IA, eles aproveitam para dizer que é tudo montagem e desmascarar a verdade. Provas nesse Brasil só funcionam para os pobres porque estes não têm advogados para desmontar os malfeitos.

  Por falar em advogados, sei que estão ali para fazer seu trabalho constitucional de que todos têm direito ao contraditório. No entanto, advogado de corrupto é indiretamente um deles porque está ganhando aquela grana milionária da própria corrupção praticada pelo seu cliente. É como se fosse cúmplice do crime.    

OBRIGADO, DONA CLEONICE

(Chico Ribeiro Neto)

Cleonice ainda brincava de boneca quando casou com Waldemar aos 16 anos. Teve quatro filhos: Luiz, José Carlos, Cleomar e eu.

Nasci em Ipiaú (BA) em 1948. A família veio de lá para Salvador uns 6 a 7 anos depois.

Waldemar e Cleonice arrendaram uma pensão, um velho casarão na Avenida Sete de Setembro, 239, defronte ao Colégio das Mercês. Hoje só resta a fachada do velho casarão.

Depois, Waldemar labutou com armazém na Rua da Imperatriz, na Cidade Baixa, onde também moramos. Cleonice voltou a arrendar um pensionato num casarão da Rua Gabriel Soares, 33 (Ladeira dos Aflitos) por volta de 1958, enquanto Waldemar levava coco seco de caminhão para vender em São Paulo, retornando com uma carga de confecções.

Dona Cleonice tomava conta da pensão, que tinha uns 25 hóspedes, com muita energia. Tinha um empregado que cuidava da limpeza e fazia as compras diárias (não havia freezer e as geladeiras eram pequenas) na feira do Largo 2 de Julho. Eram 5 quilos de carne por dia. Trabalhavam ainda uma cozinheira e uma copeira.

Numa luta de 10 anos à frente do 33 Cleonice enfrentou de tudo. Desapartou uma briga de espadins entre dois universitários concluintes do curso do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), do Exército. Eles iam se formar no dia seguinte e levaram os espadins para a pensão, onde começou uma briga.

Teve um hóspede que fugiu de madrugada pela janela do primeiro andar do casarão, usando uma “teresa”, corda feita com lençóis, e deixando três meses sem pagar e uma mala cheia de roupa velha.

Depois de velha, Cleonice costumava dizer na minha presença: “Chico ficou assim perdido porque não tive tempo de tomar conta dele”. Ela sempre achou tempo para cuidar da minha asma e das coceiras.

Praia do Unhão, só depois de terminar o dever. Uma vez fui pescar nas pedras do Unhão e perdi o horário. Quando deu uma da tarde, Cleonice desceu a encosta do Unhão e começou a me gritar. Ela dobrou meu dedo mindinho e fomos assim até em casa.

Costumava dizer: “Chiquinho foi o que menos apanhou lá em casa”.

Já viúva e mais velha, dona Cleonice foi morar em Aracaju junto aos filhos Luiz. Zé Carlos e Cleomar. Morreu em Aracaju com 86 anos.

Em Salvador, onde trabalhava em dois lugares, sem tempo pra nada, fiquei  uma vez uns 15 dias sem ligar pra ela.  Aí ela me liga:

“Como vai você? Tá Tudo bem?”

“Tudo bem, velha”.

“Você não está nem gripado?”

Ela sentia saudades de Salvador, mas costumava dizer: “Não sei por que em Salvador tem tanta lavagem e a cidade só anda fedendo!”

Gostava de citar alguns ditados populares: “Água e conselho só se dá a quem pede”. Quando via alguém que era pobre e ficou rico e metido a besta, dizia: “Quando não chovia onde é que nambu bebia?”

Andava meio ressabiada com a Igreja Católica, decepcionada com os casos de corrupção e abuso sexual. Tinha simpatia pelo espiritismo e achava-se vidente. Uma vez, de madrugada, ela estava no interior e acordou com uma dor terrível no polegar direito. Não havia ferimento algum no dedo. De manhã, chegou Luiz de viagem, com um panarício enorme no polegar direito.

Ela dava a receita de como se livrar de uma visita chata: “Você concorda com tudo que a pessoa fala. Ela se cansa e vai logo embora!”

Dona Cleonice lia muito depois que deixou a vida de dona de pensão. Gostava de ouvir música e ficou encantada com “Roda Viva”, de Chico Buarque, em 1967. Cleomar comprou o disco compacto com “Roda Viva”. Cleonice ouviu três vezes e depois disse a Cleomar: “Agora eu já sei o que é curtir”.

“Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu…”

Obrigado, velha, agora eu sei o que é chorar.

(Na foto, eu e mamãe Cleonice).

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

 

 

 

VÁRIAS PAUTAS EM DISCUSSÃO

  Nesta sexta-feira (dia 15/05/2026), a partir das nove horas, a Câmara Municipal de Vereadores de Vitória da Conquista vai discutir diversas pautas voltas ao reconhecimento de entidades sociais, valorização da cultura, saúde, educação, direitos sociais e reorganização de políticas públicas.

  Entre as matérias apresentadas pelos parlamentares está o projeto que declara de utilidade pública municipal a Associação de Amparo às Pessoas de Luto, entidade que atua no acolhimento psicológico às famílias em processo de luto.

  Segue em análise o projeto que reconhece como de utilidade pública o Coletivo de Amparo à População, entidade sem fins lucrativos que desenvolve ações sociais, assistenciais e comunitárias destinadas às pessoas em situação de vulnerabilidade em Conquista.

  Entra também em pauta o projeto que concede o título de utilidade pública ao Instituto M4, que desenvolve ações de impacto social com foco em educação profissional, reforço escolar, cultura e esporte.

  Será ainda apreciado o projeto que reconhece o Festival Suíça Bahiana como Patrimônio Cultural e Imaterial do Município. A proposta destaca o evento como iniciativa de valorização da música autoral, bem como do fortalecimento da cena cultural local e regional.

  Na área de políticas públicas, os vereadores vão apreciar o projeto que institui o Programa Municipal de Educação e Prevenção à Violência contra a Mulher – “Basta”, que prevê ações educativas na rede municipal de ensino, com integração entre educação, saúde, assistência social, segurança pública e organização da sociedade civil.

  Estará ainda em pauta o projeto que garante aos corretores de imóveis atendimento prioritário nos órgãos da administração pública municipal em demandas relacionadas ao exercício da profissão, mediante apresentação do registro no Creci.

   Também será apreciada a proposta que cria a Política Municipal de Prevenção e Combate às Amputações em Pacientes Diabéticos, com ações de prevenções, exames periódicos dos pés, campanhas educativas, capacitação de profissionais da saúde e integração com a atenção primária.

    Quanto à regulação de serviços públicos, entra em discussão a proposta que estabelece limite de até 40% na cobrança da tarifa de esgotamento sanitário sobre o consumo de água, além de regras de fiscalização e penalidades em caso de descumprimento.    

NOVOS NOMES, MAIS CARGOS E MAIS CUSTOS PARA A PREFEITURA

    A prefeita Sheila Lemos agora resolveu mudar os nomes de diversas secretarias e ainda criar 74 cargos comissionados, com impacto de mais de três milhões de reais por ano nos gastos, como se isso fosse melhorar a gestão e levar mais benefícios para a população.

Enquanto isso, Vitória da Conquista está carente de projetos estruturantes no âmbito da infraestrutura urbana, incluindo os distritos. Por que será que a maior parte da mídia não abre esta questão para ouvir o povo e a oposição? Os veículos de comunicação apenas registram o fato. Isso não é jornalismo.

   Nem sempre mudanças significa melhorias, quanto mais de nomes. Mudar só por mudar! Tudo permanece como dantes na casa de Abrantes. Outro prefeito que vier decide fazer outra reorganização e monta outra estrutura administrativa, com o mesmo papo furado de que a vida vai melhorar para o povo.

   Além de mudar nomes de secretarias, cria mais cargos, com mais despesas, quando a Prefeitura Municipal já está endividada de empréstimos. O último foi de 400 milhões de reais. Isso é não pensar no futuro, no sentido de deixar as contas em dia para que outro ou outra possa fazer uma boa administração em prol do desenvolvimento do município.

   Nomes diferentes de secretarias não dizem nada e, em sua grande maioria, não acrescentam benefícios aos usuários. Qual diferença faz ter uma Secretaria de Transportes ou de Mobilidade Urbana, se tudo permanece no mesmo, com serviços deficitários e sem recursos para implantar novos projetos?

  Nos últimos tempos criou-se a mania de mudar nomes, conceitos de gêneros, raças (negro ou preto), modalidades de deficiências físicas e mentais, mas tudo permanece no mesmo lugar de sempre.

 Num certo ponto de vista é até compreensível, mas as pessoas passaram a ser mais vigiadas e patrulhadas, sendo obrigadas a seguir as novas denominações, as novas nomenclaturas e, se descordar de algo, são vistas com discriminação, como parias da sociedade.

   Fugi um pouco do assunto, mas o mesmo ocorre no campo político dos governantes com esse negócio de criar novos nomes de ministérios, de secretarias, novos órgãos e cargos, pastas esquisitas de cores diferentes, e o pior, gerando mais custos com o dinheiro do contribuinte. Essa parafernália é feita para preencher indicações de aliados, na base daquela máxima do “toma lá, dá cá”.

   Quanto a Conquista, nos últimos anos a cidade cresceu muito (a terceira maior da Bahia), mas não conseguiu acompanhar as demandas prioritárias de seus habitantes em diversos setores.

  A nossa cultura, por exemplo, carece de atenção e este é o clamor dos artistas em geral. Não vejo a prefeita falar de projetos de revitalização da nossa cultura, a não ser desse São João privatizado que não passa de shows de sofrência, carimbós, sertanejos, axés, lambadas e arrochas.

   Acho até que a prefeita detesta pronunciar a palavra cultura porque fez questão de deixar nossos equipamentos culturais fechados há anos (Teatro Carlos Jheovah, Cine Madrigal e Casa Glauber Rocha), os quais estão sendo corroídos pelos cupins.  

  É uma vergonha para uma cidade de 400 mil habitantes. Não temos nem um museu municipal, e a biblioteca pública fica encostada num canto distante, de difícil acesso, como se fosse de propósito para ninguém a frequentar. Ainda tem gente que fala de “Suíça Baiana”. Isso só pode ser uma piada, ou deboche.

  Agora estão falando aí que vão criar um Plano Municipal de Cultura e até realizaram uma Conferência, aliás foi a VI. Anunciaram que foi aprovado pelo Conselho Municipal de Cultura. Confesso que só acredito quando o gabinete da prefeita receber e encaminhar o projeto para apreciação da Câmara de Vereadores e depois de aprovado ser sancionado pelo poder executivo.

 

 

 

SONHOS E PESADELOS ANGUSTIANTES

  –  Noite passada eu tive um pesadelo horrível que acordei todo suado e até gritei de susto. Quem não já falou isso para um companheiro, companheira ou amigo. “Acho que comi demais e fui deitar de barriga cheia”

  Não estou a falar de sonhos acordados, aqueles seus planos e projetos que em vida você pretende realizar (metas de virada de ano), mas dos sonhos do sono, muitos dos quais pesadelos angustiantes, que só se entra na real quando se abre os olhos.

    Demora segundos recobrar os sentidos, mas bate aquele alívio. Tem pesadelos, que de tão pesados, o indivíduo cai da cama. O problema é dormir novamente e o pesadelo inventar de dar continuidade ao seu enredo macabro!  

  Sobre os sonhos fora do sono, dizem que nada é impossível, só que não acredito muito nisso, e tenho minhas ressalvas, mesmo com muita luta e persistência. Tem coisas do dom que não adianta ficar sonhando, como o cara ter a voz desafinada e querer ser um grande cantor, ou “perna de pau” no futebol tentar ser craque. Melhor partir para outra e não ficar perdendo tempo.

  Ultimamente ando tendo muitos pesadelos angustiantes à noite, não sei se é decorrente da idade, de traumas presentes e do passado, dessa porca política brasileira com sua polaridade idiota, da epidemia de corrupção, dos noticiários de terror, dos temporais climáticos ou das atrapalhadas do mentiroso Trump. 

  Nem é preciso assistir mais filmes de terror para ter pesadelos. A ficção se tornou realidade. O negócio é sério, meu camarada! Estamos tendo pesadelos sem dormir, caso da violência urbana. Os pesadelos dos homens das cavernas deveriam ser as feras.  

  Por falar em sonhos e pesadelos, como não lembrar de José do Egito, o interpretador deles que até caiu nas graças do faraó. Numa noite, o imperador sonhou com sete vacas magras e sete gordas. Chamaram José, que estava injustamente preso, e ele disse representar anos de seca e sofrimento e os outros de fartura. Acertou e ficou numa boa com o faraó.

 O rei, então, planejou armazenar mantimentos em abundância para atravessar os períodos difíceis. As “bruxas”, rezadeiras (os), médiuns e sensitivos possuem os dons das interpretações. Nas civilizações antigas, os reis e rainhas chamavam essa gente para fazer as interpretações. Geralmente acertavam. Quando erravam, às vezes, a punição era a morte.  

  No Brasil, temos os sonhos dos jogos do bicho, com 25 animais. Trata-se de uma relação cultural e histórica popular, baseada em símbolos. Os sonhos, então, são convertidos em números. Às vezes dá certo. Sonhar com esgoto cheio de ratos dá o quê? 

– Hoje vou fazer uma fezinha porque à noite sonhei com lobo e só pode dar cobra, grupo dos 9, com dezenas 33,34,35 e 36 – diz o jogador para o apontador, ou bicheiro, que sabe de tudo. Alô meu companheiro Zé Silva que sabe de tudo!

  Dizem que sonhar com morte/enterro dá vaca ou jacaré. O porco é do grupo 18, com as dezenas 69, 70, 71 e 72. Abacate e frutas vai de camelo ou macaco. Sonhar com canivetes ou alianças vai de avestruz. Algodão ou feijão arrisca no número da águia. Sonhar com tio pode dar leão.  Os donos de bancas recomendam não jogar no bicho que sonhou.  

  Fora do bicho, existem as premunições de pessoas que sonham com outro, amigo ou parente, onde preveem acontecimentos até fatais em casos de viagens, acidentes no trânsito e em outras atividades. Chamam a estes de paranormais ou coisa semelhante.        

  Existem sonhos do prazer, os eróticos e os que dão felicidade, como sonhar com um grande amor do passado ou do presente. Ocorrem aqueles onde o parceiro aparece lhe traindo. No outro dia, o sonhador (a) olha o outro atravessado, com desconfiança.

 Tem os sonhos com entes queridos que se foram, em razão da intensa saudade que ficou em vida no consciente ou subconsciente. O sono faz despertar as boas lembranças, mas isso tudo só Freud explica.

  Por muito tempo sonhei voando numa vasta planície e em morros e montes, desviando dos obstáculos. Os interpretadores falam que é símbolo de liberdade, independência, crescimento pessoal e superação das limitações. Tem-se a sensação de se estar no controle, elevando-se, conforme o “Livro dos Sonhos”.

  Pior são as noites de pesadelos, dos sonhos confusos onde aparecem monstros e a pessoa se arrasta em lamaçais tentando se livrar e sair dos escombros. Existem aqueles angustiantes e tormentosos onde o dono do sonho se sente perdido em algum lugar, numa rua qualquer e faz aquele esforço danado para chegar ao seu ponto.

  Os soldados de guerra acordam em desespero, aflitos em meio a bombas, no fogo cruzado ou matando inimigos. Às vezes sonho na labuta jornalística de uma redação onde não consigo fechar uma matéria e bate aquela angústia de frustração.

  Pesadelos são sonhos intensos e perturbadores, associados a emoções como medo e ansiedades. É uma resposta do cérebro para processar estresse e traumas. Para os entendidos no assunto, decorrem após refeições pesadas, agindo como mecanismo para liberar tensões emocionais acumuladas durante o dia.

 Até acho que as pessoas nos tempos atuais das correrias da vida têm mais pesadelos à noite do que antigamente. Estão relacionados a conflitos emocionais não resolvidos. Esses tipos de sonhos são assustadores. Para estudiosos, a apneia do sono, que interrompe a respiração, pode fazer o cérebro criar sonhos medonhos para forçar o despertar.

 

 

 

EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA SOCIAL

   A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realiza nesta quarta-feira (dia 13/05), a partir das nove horas, sessão ordinária para debater diversos projetos do poder executivo, com destaque para as áreas da educação, saúde e assistência social, bem como, reorganização administrativa do município.

   Entre as propostas apresentadas pelos parlamentares está o projeto que institui as diretrizes do Programa “Uniforme Completo”, prevendo o fornecimento anual de uniformes e calçados escolares para estudantes da rede pública municipal, com prioridade para famílias inscritas no CadÚnico.

  A proposta busca ampliar a segurança e a identificação dos alunos, reduzir desigualdades e contribuir para a permanência escolar. Entram também em pauta o projeto que cria o Programa “Bebê a Bordo”, que estabelece diretrizes para garantir transporte gratuito e humanizado às mulheres puérperas após alta médica em unidades públicas de saúde.

   Outro projeto assegura à parturiente o direito à presença de psicólogo e obstetra durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato em maternidades e hospitais das redes públicas e municipais de Conquista.

   Durante a sessão, ainda será apreciada a proposta que institui diretrizes para o acompanhamento pré-natal, parto e pós-parto de gestantes com Transtorno do Espectro Autista, com acompanhamento multidisciplinar na rede pública de saúde.

  Vai estar em pauta ainda a proposta de emenda à Lei Orgânica do Município que altera dispositivos relacionados à organização municipal.

 De interesse do executivo, que seguem em segunda votação, estão os que reestruturam secretarias municipais, incluindo a transformação da Secretaria Municipal de Serviços Públicos em Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP); a reorganização da Secretaria Municipal de Gestão e Inovação, que passa a se chamar Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SEPLAG); além da alteração da Secretaria Municipal de Governo, que passa a ser denominada de Secretaria Municipal de Governo e Participação Social (SEGOV).

  Em primeira votação, entra em pauta o projeto que reestrutura a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, que irá se chamar de Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS), com nova organização administrativa e redefinição das competências da pasta.

  Também, em primeira votação, o projeto do poder executivo que autoriza o município a conceder subvenção social à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).        

NINGUÉM QUER DESACELERAR

  O colega de trabalho só pensa em competir e, se possível, dar uma rasteira no outro, a depender do seu caráter. O rico quer ficar mais rico e até rouba para manter seu poder e seu padrão de luxo, as multidões andam em disparada nos grandes centros, o consumismo só aumenta, principalmente em épocas der festas, e só o pobre oprimido luta pela sobrevivência, mas também anda acelerado.

 O político nem se fala. Ele quer estar sempre acelerado para se perpetuar no poder e aí usa mentiras; faz mais e mais promessas que não são cumpridas; pratica intrigas contra adversários; e nas eleições corre como um doido desvalido para laçar o eleitor. Nem dorme direito e termina estressado.  

  Ninguém quer desacelerar para aliviar os impactos ambientais. Para compensar, fica realizando uns projetinhos de plantios de mudas, reciclagem e outras ações chamadas de sustentáveis, no faz de conta que engana a natureza.

O aquecimento global está mais acelerado, os temporais e as tempestades mais contínuas e destruidoras. Ciclones e tufões por onde passam deixam um rastro de terra arrasada. Os ventos correm cada vez mais acelerados e velozes. As calotas polares descongelam mais rápido, e ninguém quer saber de desacelerar.

  O negócio é cada vez mais pisar o pé no acelerador. Tem muita gente que anda a mais de 200 quilômetros por hora. Uns invadem sinais, dão as “roubadinhas” e até entram na contramão na pressa dos horários. A humanidade está cada vez mais irracional e desumana em direção ao seu próprio abismo.

  Nos transformaram em máquinas repetitivas cheias de botões e fiações automáticos que fazem definhar a inteligência, a educação e a cultura. Nos celulares são mais cliques, mas visualizações, mais seguidores de besteiróis. As propagandas nos entopem de porcarias e todos entram de cabeça burra na corrida maluca do vencer.

  Cada país quer cada vez mais acelerar para aumentar seu crescimento econômico, o chamado PIB (Produto Interno Bruto), escavando a terra como tatus à procura de minerais, agora raros, e combustíveis fósseis. As conferências sobre as mudanças climáticas são todas mentirosas porque ninguém quer desacelerar.

   Os corações estão mais acelerados, com batidas mais fortes, conhecidas como arritmias. As pessoas em geral querem ficar mais marombadas nas academias; tomam suplementos; fazem estéticas de beleza; e esquecem da mente, cujos neurônios começam a murchar. As veias entopem e ninguém quer desacelerar. É a autodestruição em massa.

   Somente o senhor tempo, que tudo vê e escuta, mantém o ritmo de sempre, se bem que os humanos achem que ele também está acelerado. É a sua correria do dia a dia que assim faz pensar. O relógio continua no seu tic-tac, tic-tac, no compasso dos segundos, das horas, dos dias e dos meses do ano.

  Ninguém quer saber de desacelerar e até não mais se lembra que lá na frente está a morte a lhe esperar. Não adianta correr tanto como se fosse a disputa de uma maratona ou uma corrida de Fórmula I. Quem desacelera tem mais vida, menos estresse e menos transtornos psiquiátricos. Quem desacelera tem vida mais longa.   

    

 

DESENROLA BRASIL!

   Pela segunda vez, o governo federal cria o desenrola dos endividados que não vai resolver o problema. Logo mais vai estar todo mundo sufocado novamente. Esse desenrola me faz lembrar de um programa humorístico onde o cara dizia “desenrola carretel”!

  Está na hora do governo instituir o “Desenrola Brasil”, o maior endividado, com um rombo astronômico nas contas públicas, com gastos exorbitantes entre os três poderes, a começar pelo Congresso Nacional, o mais caro do mundo num país pobre.

   O Desenrola Brasil seria acabar com os penduricalhos, com os supersalários, as mordomias, as safadezas e as orgias dessa corte. Deveria estabelecer ainda os desenrolas das desigualdades sociais gritantes, da educação e da cultura.

   Temos tantos desenrolas para serem resolvidos, inclusive em relação a nós mesmos. Quem nos tempos atuais não vive enrolado, não apenas de dívidas, mas no amor, nos relacionamentos, no tratamento humano, no trabalho, nos celulares, nas redes sociais dos fuxicos, arengas e mentiras, no ódio, na intolerância, no físico e na mente?

  Precisa existir um desenrola para as religiões, para o fanatismo e o fundamentalismo. Ah, ia me esquecendo! Desenrola na falta de pontualidade nos encontros e eventos. Bastam de tantos atrasos que deixam as pessoas irritadas e estressadas

  Existe classe mais enrolada neste Brasil do que os políticos que fazem promessas não cumpridas, que contam lorotas para a população eleitora, tramam negociatas espúrias, rachadinhas e o nariz só cresce de tanto mentir. Êta gente enrolada!  

Quem está precisando muito desse desenrola é o cachorro louco do Trump. O maluco se enrolou todo no Estreito de Ormuz, lá no Irã, que agora não sabe como desenrolar. Está mais enrolado que múmia enfaixada dos faraós do Egito.  

   Sugeria quer o governo criasse também o desenrola corrupção, onde os abutres são todos “inocentes”. O cara poderia confessar o crime, não ser processado (não é preso mesmo) e teria o direito a fazer um acordo, abatendo parte do roubo e pagar o restante da gatunagem em módicas prestações.

  A gente poderia ter também o desenrola para os golpistas nos mesmos moldes, outro para as obras inacabadas, um para a falta de saneamento básico (metade da população não tem acesso aos serviços de tratamento dos esgotos) e até para quem agride o meio ambiente. Bem que a natureza iria agradecer.

  Por falar em golpistas, eles já estão de olho no desenrola dos endividados. Ontem mesmo recebi um telefonema de um com o slogan do Banco do Brasil. Como esses cabras da peste sabem que estou enrolado no BB? É enrolado querendo enrolar mais ainda os outros!

   Vamos desenrolar gente!  Não deixa para o outro dia o que se pode fazer hoje, senão você vai cada vez mais se enrolando como novelo. Está enrolado no trânsito? Vai ser difícil desenrolar porque este já é crônico nos grandes centros urbanos. Complicado desenrolar engarrafamento!

   Quanto aos endividados, eu mesmo estou enrolado até a tampa com os consignados. De tanto pagar aos avarentos bancos, o governo deveria liquidar essas dívidas de uma vez e perdoar para quem já pagou tantos juros no período de três anos. Essas pessoas ficariam zerados, mas proibidos de fazer outros empréstimos.

   Pior mesmo é desenrolar com agiotas!  Ai, meu amigo, é brabeza, porque com estes elementos não tem conversa e papo furado. Se não pagar, rolam cabeças, como no caso do usuário de droga se deixar de pagar o traficante. A ordem é matar. Tem gente que toma dinheiro de agiota para comprar supérfluos, produtos de beleza e até fazer uma estética no corpo. É mole, meu camarada?

   Quem não vive endividado neste Brasil? Até o rico, os que ganham mais de 100 mil reais por mês, porque estes fazem de tudo para manter o padrão, e aí vai se enrolando cada vez mais, inclusive passando a mão grande nos cofres públicos, que já estão enrolados.

  Está todo mundo enrolado, até na conta do bar, inclusive o dono que coloca um aviso na parede com a frase “Fiado só Amanhã”. “Sua conta aqui só cresce. Você está todo enrolado” – diz o proprietário do bar.

O sujeito, então, dá meia volta e vai se enrolar em outro lugar, ou noutra freguesia. São 200 milhões de endividados e enrolados. O enrola já está tão comum que não adianta mais tentar desenrolar.

   O bicho está pegando feio, se ficar ele come e se correr, também. Vamos para frente que atrás vem gente! Quem não chora, não mama! Vou até parar de escrever porque já estou aqui todo enrolado das ideias.

A CABANA DO OUTRO LADO DO MUNDO

(Chico Ribeiro Neto)

Eu tinha uns 9 pra 10 anos. Fazia parte da turma de rua da Ladeira dos Aflitos, em Salvador. A TV ainda não tinha chegado a Salvador (só chegaria em novembro de 1960) e as ruas eram nossa melhor diversão nos anos de 1957 e 58.

Na rua Tuiuti, que fazia esquina com a Ladeira dos Aflitos, em Salvador, havia um terreno baldio. O terreno era grande e numa parte funcionava uma oficina de automóveis. O resto do terreno era puro mato e muitos pés de mamona cujos gomos serviam como “balas” em nossas “guerras”.

Como fazem os sem-terra em área improdutiva, ali nos assentamos. Construímos uma cabana onde produzimos amizades e sonhos e desfrutamos da liberdade de estar sós, sem a chateação de pai e mãe.

Tudo foi feito na marra. Desmatamos uma pequena área e, com ajuda do pessoal da oficina, fincamos quatro estacas. Para a cobertura usamos uma lona de caminhão velha jogada no fundo da oficina. Sem janela, as laterais foram feitas com papelão e galhos de árvores.

Trouxemos de casa três banquinhos velhos onde ficavam revistas em quadrinhos. Foi numa delas, “Luluzinha”, que nos inspiramos para o cartaz na entrada da cabana. Na revista o personagem Bolinha mantém um clube de meninos com o lema “Menina não entra”, que a gente escreveu numa folha de caderno e pendurou na porta da cabana.

Não sou bom de medidas, mas a barraca devia ter uns 3 a 4 metros quadrados, o bastante para caber nossos sonhos. Fazia um calor retado, mas levar a merenda de casa pra lá tinha outro sabor.

Meu pai Waldemar ganhou uma caixa de charutos Suerdieck. Roubei um e levei para o nosso “clube”. Fumamos o charuto como o “cachimbo da paz”. Saímos tontos, enjoados e tossindo.

 

Daqui a pouco vamos para a Avenida Sete de Setembro para tocar campainhas das casas e sair correndo e sorrindo. E também um sobe no ombro do outro para roubar bandeirolas verde-amarelas que estão amarradas nos postes, esperando o desfile patriótico de 2 de Julho, data da Independência do Brasil na Bahia.

Fomos abandonando a cabana. A oficina cresceu, a lona apodreceu, uma estaca caiu. A cabana foi indo embora, ou foi a gente.

Ali ficou um pedaço bonito da nossa infância.

Segue o poema “Velha Chácara”, de Manuel Bandeira:

“A CASA ERA por aqui…

Onde? Procuro-a e não acho.

Ouço uma voz que esqueci:

É a voz deste mesmo riacho.

 

Ah quanto tempo passou!

(Foram mais de cinquenta anos)

Tantos que a morte levou!

(E a vida…nos desenganos…)

 

A usura fez tábua rasa

Da velha chácara triste:

Não existe mais a casa…

– Mas o menino ainda existe.”

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NESSE ANGU TEM OSSO PODRE

   Como um campus de uma Universidade Federal da Bahia contrata um “restaurante” ou empresa para o fornecimento de alimentos para seu Restaurante Universitário (RU), que não tem o devido credenciamento junto à Vigilância Sanitária da Prefeitura Municipal? Este aspecto e outros não foram observados na negociação?

  Ainda com meu velho faro jornalístico, neste pirão, ou angu, tem osso podre, basta fazer uma investigação mais apurada deste caso, que resultou em contaminação alimentar entre os estudantes da instituição de nível superior, onde muitos foram parar no hospital.

   Pelas notícias da mídia, pelo menos até agora só ouvimos versões oficiais, do tipo Boletim de Ocorrência, o chamado BO, com uma nota de esclarecimento por parte da direção do núcleo federal de ensino. Por que o diretor, ou a pessoa responsável pela contratação dos serviços não veio a público dar uma entrevista à imprensa?

  Somente os usuários da RU deram entrevistas sobre o que sentiram depois de ingerir as refeições feitas por esta casa, localizada no Bairro do Bem-Querer. Esta história, como muitas em Vitória da Conquista, tem pontas soltas que precisam ser desvendas. Está faltando uma peça para fechar esse quebracabeça.

     Os agentes da Vigilância Sanitária estiveram na empresa fornecedora e constataram uma série de irregularidades, principalmente no quesito higienização dos alimentos, problemas nos equipamentos usados e no transporte da comida até a RU.

    A direção da Universidade não foi entrevistada para explicar como foi feito este contrato, os critérios que foram levados em conta, os valores e outros itens que são rigidamente exigidos para uma empresa prestar este delicado tipo de serviço que envolve vidas humanas.

   Depois da liberação de serviços terceirizados, inclusive essenciais, de outras empresas por parte de órgãos públicos em geral, tem ocorrido fatos lamentáveis de negligência e erros envolvendo contratados e contratantes, sem falar nas brechas para o superfaturamento, subornos e corrupções. Funcionários dessas empresas terceirizadas recebem salários atrasados e muitos nem têm carteira assinada.  

   Nos noticiários dos malfeitos pelo Brasil a fora, temos acompanhado fatos inusitados de contratação de “empresas” não gabaritadas para aquele tipo de serviços. Prefeituras, por exemplo, chegam a contratar uma papelaria para servir merenda escolar para uma unidade de ensino.

   Não foi o caso da Universidade Federal da Bahia, em Vitória da Conquista, mas ficou comprovado que aquela cozinha industrial contratada não oferecia as mínimas condições de servir comida para os estudantes. A impressão é que houve um abafa para encobertar irregularidades entre ambas as partes. 





WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia