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E ASSIM VAMOS LEVANDO A VIDA…
De acordo com pesquisas científicas, a humanidade está ficando mais burra, isto é, com menos QI nos neurônios, tanto que acabam de criar a inteligência artificial, ou superficial. Perceberam que a tecnologia está nos deixando mais imbecis e inúteis!
Dessa “inteligência” não entendo bulhufas em termos de manuseio tecnológico, mas avalio que veio para atanazar a vida dos outros, inventar mentiras, caluniar, difamar e nos impressionar com seus ilusionismos onde um gato ataca um leão e crianças têm suas imagens de nudez na internet pelos pedófilos. Claro que existem bons proveitos, mas a balança pende mais para que lado?
Estamos vivendo no mundo encantado do surreal e poucos sabem discernir o certo do errado porque se afastaram do conhecimento e do saber cognitivo. As religiões primeiras que mataram e praticaram sacrifícios humanos em nome de um deus carrasco (fizeram até guerras “santas”), se proliferaram, deixando as pessoas mais doentes, reprimidas e recalcadas, com medo de serem punidas e castigadas no fogo do inferno.
No Brasil, o carnaval de quase duas semanas, “o maior espetáculo da terra”, está agora entrando em sua terrível ressaca para os foliões pipoqueiros que torraram suas economias como súditos dos reis e rainhas. Você quase não vê o outro lado porque a mídia, em conluio com o capital, joga toda sujeira debaixo do tapete.
Sem falar na violência policial, brigas, furtos e roubos, logo mais começam a aparecer os estragos financeiros e as doenças de todo tipo de vírus, mas tudo faz parte da festa. Como se diz, não dá para se fazer uma omelete sem quebrar os ovos.
E assim vamos levando a vida e ela nos levando, como canta o pagodeiro, se bem que não concordo muito com isso porque expressa um sentido de falta de domínio sobre as coisas. Se somos donos dela (a vida), não podemos deixar que ela nos leve para qualquer lugar, ou que devemos aceitar e engolir tudo, sem contestar entre o que é bom e ruim, o normal do anormal.
Depois de quase tudo parado e fechado, aos poucos vamos retomando a vida de correria da labuta pela sobrevivência da vida. O rico faz o cálculo dos seus lucros dos festejos e comemora com estilo. Seu plano é como ganhar mais no próximo evento.
O pobre corre atrás para pagar as contas como freguês do sistema selvagem capitalista. Um enredo de escola de samba nos engana ao dizer que o pobre não se curva ao poder, e assim vamos levando a vida. Oh, quanta ilusão!
Nos dias de hoje aceitamos e repetimos afirmações que não condizem com a realidade. Nem paramos um pouco para pensar e refletir que o “buraco é mais embaixo”. Preferimos seguir em frente porque é mais cômodo. Para que esquentar a cabeça?
O Congresso Nacional bandido, as assembleias estaduais e as câmaras de vereadores, que por ano custam mais de 130 bilhões de reais aos nossos cofres públicos, com suas mordomias, penduricalhos e assessores aos montes, abrem suas sessões de costas para o povo. Os gastos superam a receita. A contas nunca fecham, e assim vamos levando a vida aos “troncos e barrancos”.
As religiões, criadas pelos próprios homens, com suas fórmulas imutáveis, nos ensinam que devemos ser resignados, cordatos e cumprir os mandamentos, para alcançarmos a salvação eterna.
Uns riem e outros choram, cada qual com seus problemas, suas angústias e alegrias na busca pela felicidade, que é passageira, e assim vamos levando a vida, de estação em estação, nos embarques e desembarques.
O PAVOR DE SE FALAR O QUE PENSA
Nos tempos atuais, mais do que nunca, de um modo geral as pessoas estão receosas de falar o que pensam. Temem ser excluídas, canceladas e execradas pela sociedade. Ultimamente tenho visto e acompanhado muitos comentários presenciais e virtuais sobre esta questão.
Com a expansão da Inteligência Artificial, isto tem ficado mais pavoroso. A impressão é que estamos sendo vigiados vinte e quatro horas por dia, como se estivéssemos numa ditadura do pensamento. Temos que seguir normas e regras padronizadas por conceitos sociais, como se fossem verdades.
Não se pode discordar de determinadas posições feministas; ideias preconcebidas de movimentos negros, muitas das quais historicamente distorcidas por falta de conhecimento; sobre políticas públicas; e outros assuntos de ordem religiosa ou cultural que logo a pessoa é interpretada como machista, racista ou retrógrada.
Não estou aqui, de forma alguma, me referindo a discursos de ódio e intolerância contra gêneros, raça, religião (não sigo nenhuma) ou de aspecto comportamental de cada indivíduo porque estes são abomináveis e nem merecem crédito.
Parece existir uma ordem de proibição onde não se pode ultrapassar aquela linha e usar a sua massa crítica para apontar conceitos entre os quais você não concorda. Se você é de esquerda ou progressista tem que estar totalmente alinhado a tudo quanto o governo de esquerda vem praticando na política, e assim por diante.
Quando se emite uma opinião contrária, a pessoa já é vista de forma atravessada e até excluída do grupo uniforme de pensar. Essa é uma cultura do represamento que cheira a censura. A própria religião nos prende nessa redoma.
Este é apenas um exemplo que cito sobre o pavor de se falar o que se pensa, mas são inúmeros os patrulhamentos ideológicos que têm suas origens no sistema a que fomos moldados desde a nossa formação. Na maioria das vezes, temos medo de expressar o nosso ponto de vista e ficamos calados, consentindo e aprovando coisas erradas.
As pessoas mais idosas, como eu, se libertaram dessa opressão porque já se acostumaram tanto com as críticas que uma porrada a mais não faz diferença. Além do mais, ficaram imunizadas pela vacina da liberdade de falar o que pensa. Acho até que deveria ter uma lei onde ao idoso é facultado falar o que bem quiser porque ele já recebeu em vida todas as cargas de críticas.
Nesta semana estava falando com uma amiga sobre o problema do assédio sexual (mais um exemplo) do homem contra a mulher, mas acha-se engraçado quando ocorre o inverso. Sem nenhum consentimento, ela me contava que uma mulher num bar se levantou repentinamente e tascou um beijo no cara.
Isso não configura crime de assédio sexual? Quer dizer que a mulher pode, mas o homem, não. Se o cara for à delegacia dar uma queixa, o delegado vai debochar dele. Numa novela, uma atriz chamou o ator de frouxo porque ela a beijou e ele a rejeitou.
Existem muitos outros temas controversos, contraditórios e paradoxais onde as pessoas evitam colocar suas críticas e discordar. Uns preferem ficar calados e outros terminam concordando para não serem constrangidos. Nem tudo que se pensa deve ser dito, mas deveria, só que a sociedade é opressora.
Não vale, no entanto, inventar mentiras e falar asneiras e besteiras para confundir a opinião pública, como um vídeo (não sei quem produziu) sobre Vitória da Conquista onde o “influenciador” (virou sinônimo de picaretagem) diz que aqui é a cidade mais fria do Nordeste, daí ser conhecida como “Suíça Baiana”. Aí é demais, meu camarada! Não consigo engolir esse termo influenciador. De quê e de quem?
O CARNAVAL QUE PASSOU
Na suadeira do carnaval entro com minha fantasia de excluído de pano encardido, no peito escrito “Fora a Corrupção” e nas costas os dizeres “Por Justiça e Igualdade Social”. Na mão carrego um cartaz que fala do carnaval que passou.
Sou um velho solitário no meio da multidão. A grande maioria nem viu a minha passagem. Muitos acharam meu traje engraçado e só poucos entenderam minha mensagem. Fui até alvo de algumas fotos feitas por uns gringos que acham tudo exótico e pulam com aquele jeito desengonçado, com o sotaque de que o Brasil e a Bahia são maravilhosos. Aliás, tudo é maravilhoso!
No Pelourinho, no Terreiro de Jesus e na Praça da Sé ainda vejo algumas bandas tradicionais de samba e pagode. O Olodum faz aquele barulho ensurdecedor com seus tambores. No palco, algumas músicas que lembram o carnaval que passou. A partir da Rua Chile, o cenário vai mudando e a Praça do Poeta Castro Alves não é mais do povo como o céu é do condor.
Não mais Dodô e Osmar na fóbica com Armandinho, Morais Moreira, Luiz Caldas, Caetano, Gil, o autêntico Trio Tapajós, os blocos sem corda (Os Internacionais, Jacu) e os amigos no Clube de Engenharia tocando violão, confabulando ideias e enchendo a cara e a cuca com lança perfume.
Procurei em vão a Colombina e o Pierrô. Não mais aquelas marchinhas de carnaval, “Ô Abre Alas, que Eu Quero Passar”… (a mais antiga de Chiquinha Gonzaga); “Mamãe eu Quero, Mamãe eu Quero, Mamãe eu Quero Mamar…”; “Aurora, Oôôô, Aurora”; “Você Pensa que Cachaça é Água”…; “Chegou a Turma do Funil”…; “Me dá um Dinheiro Aí, Ei, você aí, me dá um dinheiro aí…”
Cadê as famílias com seus idosos, mulheres e crianças sentadas em suas cadeiras nas calçadas da Avenida Sete de Setembro para ver os cordões e as marchinhas passarem? Das janelas não mais confetes de papel (eram os camarotes). Todos brincavam em clima fraternal, sem violência e empurrões. As bandas eram um sucesso juntamente com os blocos de índios e os afros.
Por falar nisso, o carnaval tem suas raízes históricas no período colonial, tornando-se uma festa altamente lucrativa a partir da segunda metade do século XX, nos anos 80 e 90. O entrudo era praticado pelos escravos que saiam pelas ruas com seus rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas.
Foram-se as guerras de cascas de ovos, de milho e feijão. Haviam até vassouradas e colheradas de pau, mas tudo são coisas de outrora, no carnaval que passou, que era bem mais inclusivo. Tudo se tornou lucrativo, e a festa num comércio concentrador de renda onde o rico fica mais rico e o pobre mais pobre.
Do Campo Grande desci até a Barra, Barra Avenida e Ondina. Nesse circuito maluco, barulhento e infernal de trios elétricos, que não são mais trios, e sim bandas de cantores com músicas de letras lixo de uma só estrofe repetitiva, foi onde senti a saudade bater mais forte no coração daquele carnaval que passou.
Uma tremenda loucura, meu camarada! Coisa de doido! Fui trucidado pelo empurra-empurra dos “pipocas” e lá se foram minha pobre fantasia e meu cartaz. A camisa em formato de abadá foi rasgada. As frases perderam o sentido. Ninguém está ali para ouvir ou ler protestos! Basta o circo!
Para não ser esmagado, encostei num canto de um barraqueiro e o senhor e a mulher com seus filhos pequenos nem me viram. O suor caia de seus rostos de tanto andar de lá para cá para atender a turba. Sempre atentos para não serem passados para trás pela malandragem que leva a cerveja na “mão grande”.
Aquelas pessoas dormem praticamente sujos durante mais de uma semana no cimento daquelas barracas de bebidas e comidas para no final ganhar uns míseros trocados. De lá debaixo do asfalto espiei aqueles camarotes de luxo frequentados por ricos, celebridades e famosos. Muito conforto, curtições e bacanais. Os “trios” berram na frente deles na disputa para ver quem mais ganha. Todo conjunto compõe o palco das desigualdades sociais. É tudo misturado e separado.
Sem forças para prosseguir, aos poucos fui me desviando das brigas, dos furtos de celulares e dos soldados embrutecidos metendo o cassete nos “arrastas chinelos”. O “pau comeu”, enquanto os “puxadores” das muvucas gritavam em tom de ordem para todos tirarem o pé do chão. Os súditos obedeciam no rebolado dos passinhos com as mãos para o alto.
Fui cortando em meio à aquela parafernália para sair lá pelo Rio Vermelho. No roteiro vi a banda “Baiana Systen”, que prega o antirracismo, tocando no camarote Premium, o mais luxuoso que invadiu terrenos na praia com enormes tapumes.
A mídia joga toda sujeira e a violência debaixo do tapete. Os políticos, lá do alto de seus camarotes, são ovacionados pelos músicos que dizem que tudo é de graça. Todos acreditam. Tudo se inverteu. Foi-se o carnaval que passou. Agora é só deles, dos poderosos.
TEM GOSTO DE QUÊ?
(Chico Ribeiro Neto)
Um cheiro no seu cangote tem gosto de água do pote.
Comer a casca da manga rosa lembra a infância.
Uma talhada de melancia gelada tem gosto de ressaca.
A hóstia tem gosto de céu.
Amendoim cozido tem o sabor do São João.
Pirão de maxixe tem gosto de Caculé.
Ingá tem sabor de Ipiaú.
Jaca lembra a turma de rua. (A gente roubava jaca nos quintais da Vitória).
Sorvete tem gosto de namorada.
Macarrão com galinha tem gosto de domingo.
Pipoca tem sabor de cinema.
Pepino tem gosto de água fresca.
Vinho tem sabor de belas lembranças.
Ki-Suco tem gosto de aniversário de boneca.
Peixe frito lembra a praia.
Abacate tem o sabor do quintal de vovô Chico em Ipiaú.
Suco de uva lembra doença. (Lá em casa, quando a gente era pequeno, só tomava suco de uva quando adoecia).
Charque lembra buteco.
Repolho tem sabor de um cozido.
Sardinha tem gosto de quarto de pensão.
Leitoa assada tem gosto de São João em Caculé.
Mingau de aveia Quaker lembra mamãe Cleonice.
Óleo de rícino tem gosto de sofrimento.
(Espremidos entre os tacos da sala, dois confetes me espreitam).
(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)
ISENÇÃO PROPORCIONAL DO IPTU
Depois do recesso e abertura dos trabalhos na semana passada, os vereadores voltaram às suas atividades na sessão ordinária de ontem (quarta-feira, dia 11/02), discutindo importantes projetos que vão beneficiar a população conquistense.
Na pauta, foram apresentados vários projetos de lei, como, por exemplo, sobre a isenção proporcional do IPTU para imóveis localizados em ruas que apresentem buracos, falta de iluminação pública ou outras condições precárias de infraestrutura. A questão é identificar os critérios técnicos para conceder essa isenção.
Outro assunto muito debatido e que tomou boa parte da sessão foi quanto aos problemas da Zona Azul que recebeu muitas críticas por parte dos usuários a partir de determinadas mudanças feitas pelo poder executivo.
No entanto, a medida de isenção do pagamento da tarifa da Zona para idosos é inovadora. É outro ponto que deve ser bem fiscalizado para que não ocorram fraudes por parte de pessoas inescrupulosas.
Também foi debatido o projeto de implementação da “Sala Lilás” no SUS, com o objetivo de prestar atendimento exclusivo, especializado e humanizado às mulheres vítimas de violência.
Outro projeto foi o reconhecimento do Terno de Reis como Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Vitória da Conquista, bem como, a instituição do Dia Municipal do Terno de Reis.
O POBRE SEMPRE “PAGA O PATO”
Existem dizeres populares que não consigo engolir. Um deles é que “todos somos iguais perante a lei”. Este é bem demagógico, originário de um conceito fundamental do liberalismo clássico. Seria sublime, mas só funciona na teoria. É enganador e serve como propaganda mentirosa do sistema capitalista oligárquico, mas tem gente que acredita e enche o peito para pronunciar a frase.
As bases para essa afirmação surgiram a partir da Revolução Francesa (1789) através da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que estabeleceu a igualdade formal. Está também no Código Napoleônico (1804), na Magna Carta (1215) como ideia de que ninguém, nem mesmo o rei, está acima da lei. Pergunte aos súditos.
Triste ilusão do fraco quando tenta se defender de uma acusação injusta e descobre que não é assim que a banda toca. Muitos falam isso com orgulho, só que quebra a cara porque o poderoso rico tem suas brechas, enquanto o pobre leva a bordoada no lombo.
No Brasil, a frase está consagrada no Artigo 5º da Constituição Federal de 1988, que determina que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Não é assim que funciona na prática, meu amigo! A vida real nos diz o contrário.
No âmbito filosófico, o enunciado deriva da crença de que na esfera jurídica, as diferenças sociais ou econômicas não devem criar privilégios. Desde as primeiras civilizações, a chibata foi reservada para a plebe. O mais certo é que a corda só arrebenta do lado mais fraco.
Outra que não cola é que “a voz do povo é a voz de Deus”. Esta deve ter vindo da cultura cristã, mas deixa pra lá. A de que somos todos iguais, só se for apenas como seres humanos e, mesmo assim, com suas diferenças físicas e mentais. Como dizia o poeta Raul, “o ponto de vista, é o ponto da questão”.
Sobre este papo de iguais, um exemplo mais que evidente de que não é assim, está no caso mais recente da mulher da piscina da academia que veio a falecer intoxicada por substâncias químicas (cloro e outros produtos) manuseadas por um funcionário não habilitado.
O pobre do empregado era apenas um manobrista, mas ele foi usado pelo patrão para outras atividades (acúmulo de funções), inclusive atuar numa área perigosa que exigia profissionalismo. Isto se chama ganância financeira. Arapuca como a dele está aí aos montes, mas a fiscalização é negligente e os órgãos responsáveis não são punidos, de acordo com a lei, que não é igual para todos.
Se o manobrista se recusasse ou fizesse alguma objeção, certamente seria demitido. Duvido que ganhasse para fazer essas coisas além da sua função. Para economizar gastos e auferir mais lucros, o dono o obrigou.
Quando ocorreu o triste episódio da morte e outros que foram hospitalizados, quem foi chamado para depor na delegacia? Claro que o pobre coitado! O sacana do proprietário ganancioso ainda avisou para ele fugir, o que complicaria ainda mais sua situação.
Este é só um exemplo, mas existem milhares de outros onde é o mais fraco que termina “pagando o pato” no lugar dos malfeitores ricos e de quem está no poder. É assim em relação aos crimes de corrupção e de tantas outras mortes onde o mandante e o cabeça das tramas ardilosas ficam impunes.
O cachorro louco do Donald Trump divulgou racismo em sua rede social contra o ex-presidente Barack Obama e sua esposa com figuras de macacos. Quando bateram as críticas em sua porta, ele apontou o dedo para seus funcionários. Todos agem dessa forma e fica por isso mesmo.
Olha a acusação de assédio sexual contra o ministro do Tribunal Superior de Justiça! Como tem foro privilegiado, vai ser investigado e julgado somente pelos seus pares. Para disfarçar e maquiar a justiça, foi apenas afastado do cargo, mas recebendo seus polpudos salários, como se fosse licença remunerada.
Fosse um pobre lascado contra uma moça rica, a mídia caia em cima, e o sujeito já estava na cadeia. Então, não me venha com essa de que todos somos iguais perante a lei. Aliás, brechas foram feitas para se livrar dela quem tem muita grana para pagar bons advogados.
– “Você sabe com quem está falando”? Acha que isso se acabou? É mais uma comprovação de que esse negócio de iguais é uma balela. No sentido latu sensu do psicológico, filosófico, biológico, econômico, social e em outros aspectos, somos todos diferentes, inclusive no nascer, durante a vida e no morrer. Nem nos cemitérios e nos caixões somos iguais.
AS INTERPRETAÇÕES DETURPADAS
Alguém aí poderia arriscar e quantificar o quanto por cento dos brasileiros entendem e interpretam corretamente os noticiários das mídias eletrônicas, especialmente as televisivas? Com uma dose de otimismo, eu ficaria com cerca de 5% e baixaria para 0,1% quando se trata de política, economia e outros assuntos na área técnica e jurídica. Estou sendo até condescendente.
É lamentável essa situação, mas é a pura realidade. Afinal, as pesquisas do IBGE dão conta que cerca de 30% dos nossos conterrâneos são analfabetos funcionais, isto é, não sabem ler e interpretar um texto de 10 linhas. Agora imagina esses fanáticos religiosos interpretando a Bíblia! Você queria mais o quê, carapálida?
Mais de 90% dos noticiários na televisão atingem apenas uma pequena camada, a não ser coisa de futebol, carnaval, crimes bárbaros e tragédias que ocorrem com os outros. São muitas informações em tempo real e poucos informados por causa do baixo nível de instrução, inclusive entre nossa juventude que prefere ficar com o celular na mão ouvindo fofocas, mentiras e besteiróis.
Na Rede Globo, por exemplo, (também em outros veículos) passam reportagens (matérias) sobre tramas de corrupção, economia, mercado de capitais e financeiro (Banco Master), temas técnico-científicos e processos jurídicos onde o repórter, ou comentarista, fica 10 minutos lendo longos textos, como se a cabeça humana fosse um computador para memorizar tudo. Tome “economês” e “juridiquês” nessas relatorias!
Quem tem nível intelectual mais elevado e até manja do assunto, fica zonzo e baratinado. Faz um esforço danado para entender a parafernália. Imagina os analfabetos e a grande maioria dos brasileiros incultos e sem o saber cognitivo!
– É um tormento, meu camarada, disse um colega meu certa vez enquanto batíamos um dedo de prosa sobre o jornalismo de hoje. Não é mais elucidativo, interpretativo e questionador. Por que não resume a informação e fala só do principal, numa linguagem mais simples? A tarefa de esmiuçar a notícia é função dos jornais e das revistas. Vamos ser mais objetivos, diretos e claros.
– Concordo, amigo, mas com a onda da internet, lá se foram os jornais, sem contar que somente uma pequena minoria, um tantinho assim, se presta à leitura e acha até que ler um periódico, ou um livro, é coisa de velho caduco atrasado. Estamos ficando cada vez mais burros e lelés da cuca! Só engrossa o número de ignorantes!
– É por isso que um monte de gente sai por aí interpretando as notícias de forma errada, sem considerar as fake news. Tem aqueles que ficam calados porque não entendem nada, mas existem os metidos a sabichões que saem arrotando coisa sem coisa. Ah, e quando tomam umas no boteco ou num bar, só falam asneiras! – Completou o companheiro, dizendo que já presenciou muita loucura.
– É aquela velha história, do sujeito ou sujeita, que ouve o galo cantar, mas não sabe onde. Quando era frequentador desses botecos já ouvi tantas “cargas d´agua”, e não adianta tentar corrigir porque o indivíduo vira bicho, uma fera que pode até lhe matar com uma faca ou um tiro.
Primeiro começa com ofensas pessoais, com xingamentos pesados e não deixa você abrir a boca. Vai dizer que, enquanto um burro fala, o outro fica calado, em silêncio! O elemento vai interpretar a frase ao seu modo e lhe manda um soco de nocauteador.
Muitas discussões terminaram em morte, que a imprensa depois classifica como motivo torpe. Melhor mesmo é ficar na sua ou tapar os ouvidos. Tem umas que são por demais hilárias, parecidas com as da escolinha do professor Chico Anísio, e até dão para desintoxicar o “figuerôa”! Um dos motivos pelo qual deixei de andar nesses lugares foi para não escutar baboseiras e absurdos.
Tem gente que mistura gato por lebre quando fala de política e faz um discurso que até impressiona ao ponto de receber apoio. Dia desse ouvi um cara sentado numa mesa falar para a mulher ao lado que não compra nada da China porque é um país comunista, não sabendo ele que, sem saber, consome medicamentos chineses.
Percebe-se que muitas das conversas não têm cunho político ideológico. É falta de capacidade mesmo em interpretar a informação. O cidadão ouve que o governo federal vai fazer um pente fino no Bolsa Família para detectar irregularidades e cortar os infratores. Ele sai espalhando que o programa vai ser cortado.
SÃO TANTAS AS MAZELAS!
Assuntos não faltam e são tantos que às vezes deixam nossa cabeça embaralhada diante de tantas mazelas. Claro que existem coisas boas, mas no mundo de hoje e neste “Brasilzão”, elas estão ficando cada vez mais escassas. São Tantas contradições e paradoxos! Melhor seria não absorvê-los, mas não tem jeito!
Não consigo captar o sentido de certas coisas, como a trégua nas guerras gregas quando começavam as antigas Olimpíadas. Depois do encerramento, um lado devia indagar para ou outro, e aí, onde paramos? No Brasil, as escolas são abertas na véspera do carnaval e depois fecham as portas por causa dos festejos.
Sempre existe aquela máxima de que o mais feliz é o ignorante, o inculto e o total alienado. Essas pessoas não usam o cognitivo e ficam livres do martírio dos absurdos. “Não tenho nada a ver com isso”. É assim, uns tocando a vida como ela é, apenas na luta pela sobrevivência, e outros querendo mais, não se conformando com esta sociedade hipócrita e individualista que nos sufoca e oprime.
Como resolvi juntar tudo num só cesto de frutas podres, começaria por este Congresso Nacional que não para de nos surpreender com seus atentados contra a nação. Em nome de Deus, seus membros legislam na contramão, lançando fogo contra os brasileiros.
Como se não bastasse ser um dos mais caros do mundo, o Congresso agora destila todo seu sadismo aprovando aumentos salariais e privilégios aos seus servidores, com mais penduricalhos, torrando nossos tostões. Para completar, eleva suas verbas de gabinetes para quase 200 mil reais por mês.
De um modo geral, nossas instituições cometem atitudes antiéticas que nos envergonham e continuam agindo de costas para o povo porque sabem que não há reação de protesto. É aquela história de sempre se dizer: “Fazer o quê”?
Não se trata aqui de política partidária. É uma questão de polícia porque são atos criminosos de alta periculosidade, os quais nos matam lentamente. As corrupções corroem todo o tecido social, como se tudo fosse normal. A corrupção se tornou uma cultura popular.
Como resolvi despejar tudo no caldeirão do diabo, e não estou aqui parta falar das belezas naturais do Brasil que, por sinal, estão sendo literalmente destruídas, uma outra mazela são as redes sociais que, como profetizou o filósofo italiano Humberto Eco, elas tendiam a deixar a humanidade mais imbecil e fútil. Não deu outra.
Aliás, a inteligência humana só faz regredir. Chamamos de burro o animal de carga, mas acho que não estamos olhando para o nosso próprio “rabo”. O racional é um prato raro nesses tempos “modernos”.
Mesmo contrariando a muitos, ainda entendo que a internet é uma terra de ninguém, região fértil para os golpistas, as mentiras, calúnias e difamações, sem falar nas futilidades que recebem milhões de visualizações e seguidores idiotas. Agora com a Inteligência Artificial, a grande maioria não consegue discernir uma coisa da outra. É pavoroso!
São tantos os crimes cibernéticos, inclusive de pedofilias, que a polícia não dá conta. Pega alguns bodes expiatórios ali e acolá, mas a grande maioria passa pela cancela. Acontece o mesmo com as apreensões de drogas. Quando se descobre um quilo, um milhão já se foi. É como enxugar gelo, ou o famoso “faz de conta”!
Ninguém é contra a diversão, festa, lazer e entretenimento, mas tudo tem seu limite de ser. Por mais de uma semana, o Brasil fica parado, e Salvador é a capital campeã das festanças que começam no início de dezembro e só terminam em março. O circo venceu o pensamento crítico.
Os promotores, prefeitos, governadores, órgãos do turismo e empresários só falam em bilhões de reais que movimentam a economia, mas não revelam os gastos saídos dos cofres dos contribuintes. Se esses festejos além da conta fossem sinônimo de desenvolvimento, o Brasil já estaria no rol dos mais desenvolvidos, e a Bahia seria o estado com o mais alto nível em igualdade social.
Toda essa muvuca só faz aumentar mais ainda a concentração de renda nas mãos dos poderosos e deixar os pobres mais pobres. Para eles, uma pequena fatia do bolo. Por falar nisso, não são os ricos que lascam com os pobres, mas eles mesmos entre si, porque é um tentando passar a perna no outro, para servir bem o patrão.
E as gritantes inversões de valores, como no caso do cachorro “Orelha” que a mídia fez aquele estardalhaço, mas daria menos espaço se fosse com um ser humano morador de rua? Não se trata aqui de não se indignar com maltratos contra animais. É abominável, mas os bárbaros crimes entre humanos se tornaram banais.
Vejo celebridades negras que não assumem sua negritude no espírito cultural e no aspecto físico. Praticam o racismo de um modo inverso e todos ficam calados porque são famosos. Vejo mestiços metidos a brancos que se acham superiores e discriminam os outros pela cor da pele. Acho que estou ficando um velho ranzinza!
A MESA DIRETORA DA CÂMARA APROVA CONSTRUÇÃO DE MORADIAS
Na última sessão de sexta-feira, dia 05/02/2026, a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Conquista aprovou a indicação para que a Prefeitura Municipal destine 30 milhões de reais do empréstimo do FINISA (Caixa Econômica Federal) de 400 milhões de reais, exclusivamente para a construção de moradias populares.
A ideia dos parlamentares é dar lastro financeiro ao novo Plano de Habitação de interesse social, para que ele não fique apenas no papel. A prefeitura enviou o projeto-de-lei complementar número 46/2025, que cria a nova Política Municipal de Habitação, tendo como público alvo famílias com renda de até três salários mínimos, que morem na cidade há pelo menos dois anos.
O presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, disse que o legislativo sempre esteve comprometido com as demandas reais da população e não seria diferente com relação ao déficit habitacional do município. A mesa Diretora fez a indicação e foi aprovada pela Casa.
De acordo com estudos, o déficit habitacional em Conquista é superior a 10 mil famílias aguardando a implementação de políticas públicas dos governos municipal, estadual e federal. A maior parte dessas famílias, com renda de até três salários mínimos, vive em moradias precárias, principalmente em bairros pobres das encostas da Serra do Periperi, sujeitas a enchentes e deslizamentos.
O governo federal atua através do programa Minha Casa, Minha Vida. Sabe-se que cerca de duas mil famílias ainda moram em áreas de risco e pouco se tem feito para resolver esse problema. O programa tem previsão de entregar 1.600 unidades, distribuídas entre o Simão I e II, Vila das Acácias (Urbis VI) e Novo Campo, em Campinhos.
Fala-se em déficit habitacional em 10 mil famílias, mas é maior que isso. O último programa municipal de construção de moradias, salvo engano, aconteceu no Governo de Guilherme Menezes, do PT, no final dos anos 90, com a construção da Vila América.
Para o elevado déficit habitacional ainda existente, essa verba de 30 milhões de reais está longe de suprir as necessidades. Com esse recurso, talvez sejam construídas 150 a 200 unidades.
Espera-se do poder executivo que essas casas não sejam erguidas em locais muito distantes do centro da cidade, como ocorre com Minha Casa, Minha Vida, dificultando ainda mais a locomoção dos moradores, sem falar na questão do saneamento básico, da segurança e qualidade dos imóveis.
COISAS DO “ARCO DA VELHA”!
Interessante, quando expressamos o termo “Arco da Velha”, conhecido por muitos, lembramos logo daquelas histórias, estórias e causos inusitados e extraordinários contados pelos mais antigos. “Lá vem o “véio cumpadi” com o papo do Arco da Velha”. Tem muita gente que sabe florear, temperar e viajar na imaginação do saber. Sempre gostei de escutar e ficar bem atento porque são preciosidades valiosas.
Depois da contação de um fato surpreendente numa roda de conversas, você já deve ter ouvido alguém dizer, poxa, “isso aí é coisa do Arco da Velha”, isto é, dos antepassados ou dos nossos ancestrais. É parecido com “é pra inglês ver”, ou “onde tem fumaça, tem fogo”. No fundo, existem mais verdades que mentiras.
Bem, vale a pena uma pequena explicação sobre esse negócio de “Arco da Velha” e suas origens. Muitos termos têm suas relações com as culturas judaicas e cristãs. No caso, o arco-íris está ligado ao sinal do arco bíblico da Velha Aliança com Deus depois do dilúvio. No âmbito pagão, o arco fala de crenças sobre uma feiticeira. Pode ser também com o diabo. Também vale ser contos antigos, histórias de bruxas ou baús de fantásticos tesouros.
Tenho a convicção de que a região que tem mais coisas do Arco da Velha é o Nordeste, com seus causos e casos sobre os coronéis perversos, episódios do cangaço, crendices, a cultura popular e o próprio misticismo religioso. Ariano Suassuna e Câmara Cascudo, dentre outros, são os maiores representantes do Arco da Velha.
Aqui em Vitória da Conquista temos o nosso professor Durval Menezes que conta coisas do Arco da Velha. Tem ainda o professor Itamar Aguiar sobre as lendas garimpeiras de Lençóis. Pensem bem, o fundador da cidade, João Gonçalves da Costa, deixou uma fortuna imensurável. Falam que ele possuía barras de ouros e pedras preciosas que foram enterradas na Serra do Periperi.
Muita gente chegou a sonhar com esses tesouros e resolveu fazer escavações, como o geólogo autodidata alemão Maia Hoffman, vindo lá de Caetité. Relatam ainda que um tal geólogo Melquisedeque, chefe do IBGE, adquiriu muitas terras da Serra pelas bandas de quem vai para Barra do Choça e decidiu fazer o mesmo.
Não satisfeito, foi até Manoel Vitorino, onde João Gonçalves viveu seus últimos dias de vida, e deu uma de tatu, esburacando terrenos. Só deixou escombros. Será que esses tesouros ainda não estão por aí em algum lugar, inclusive nas sepulturas desses coronéis, como faziam os faraós do Egito?
Quem também sabia coisas do Arco da Velha foi Ernesto Dantas, que veio de Caetité e falava várias línguas. Foi o fundador do espiritismo em Conquista. Naquela “época do ronca”, o coronel José Zeferino Correia foi a Salvador reivindicar uma estrada Conquista-Poções-Jequié.
O Governo não atendeu, mas eles se juntaram e construíram a obra, tendo como engenheiro o pai de Pedral Sampaio. Pediu uma agência bancária e conseguiu a do Econômico, a segunda unidade instalada na Bahia. Como um dedo de prosa puxa outro, o patrimônio arquitetônico da nossa cidade, embora a maior parte tenha sido demolida, ainda conserva muitas histórias do Arco da Velha.
Não deixam de ser fatos do Arco da Velha, mas, como são relatos inusitados, vamos para o moderno do mundo tecnológico da internet e do Brasil de hoje. O Congresso Nacional, por exemplo, o pior da nossa história, aprova projetos do Arco da Velha, como o mais recente aumento salarial dos seus servidores, repleto de penduricalhos, bem como as verbas de gabinete, logo seus membros que exigem cortes de gastos do poder executivo!
As fake news (falsas notícias, fotos e vídeos montados), os bárbaros crimes, o político que rouba o dinheiro da merenda escolar e medicamentos de hospitais, as artes dos golpistas que substituíram os contos do vigário e dos bilhetes premiados, não deixam de ser também coisas do Arco da Velha. Roubar gado e cavalo no pasto, bater carteira (não tem mais dinheiro), assalto a mão armada são literalmente arcaicos delitos do Arco da Velha diante dos avanços nas modalidades criminais.
A Polícia Rodoviária Federal acaba de criar um Arco da Velha ao apreender uma ambulância que estava irregular e deixar um velho moribundo estirado no chão até que outro veículo viesse busca-lo. Existem muitos outros Arcos das Velhas vagando por aí que nos deixam estonteados.
A Inteligência Artificial, meus camaradas, ressuscita até mortos, cantando, tocando, escrevendo e falando seus casos do Arco da Velha. É assombroso e pavoroso! Experimente mandar ela narrar uma história do Arco da Velha, como mula sem cabeça, vaca voadora, mãe do ouro, lobisomem em noite de lua cheia, ou mesmo fatos hilários que ocorreram em Conquista! A IA vai lhe dar tudo do Arco da Velha.
Estava aqui a pensar com meus botões, por que a IA e os vídeos falsos não invertem as falas e pronunciamentos desses pregadores extremistas fanáticos do ódio e da intolerância, passando a expressar coisas boas e dando uma de bonzinhos, inclusive incentivando a vacinação e elogiando seus opositores?
Imaginou o cachorro louco do Trump fazendo tudo ao contrário, abraçando o Maduro, da Venezuela, condenando as invasões e defendendo os imigrantes! O Putin, da Rússia, parando de jogar bombas na Ucrânia e devolvendo os territórios invadidos! O Benjamin Netanyahu, o “Bibi”, de Israel, reconhecendo o Estado Palestino! O Xi Jinping, da China, trocando seu regime de ditador para a democracia e a liberdade de expressão!
Qual nada, meu amigo, esses personagens são reencarnações das histórias medievais do Arco da Velha, como Hitler, Stalin e tantos outros tiranos. As inquisições da Igreja Católica, as Cruzadas, os Templários estão cheias de fatos do Arco da Velha, numa dita aliança com Deus. Do Antigo Testamento, nem se fala! São mais que do Arco da Velha!
Melhor mesmo é voltar a contar e a prosear os nossos casos do Arco da Velha, de preferência saídos dos mágicos baús do agreste nordestino de João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego e Manuel Bandeira que decidiu ir para Passárgada onde também tinha e tem muitas histórias encantadoras de reis, rainhas e heróis conquistadores.










