julho 2024
D S T Q Q S S
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

:: ‘Notícias’

UMA EPIDEMIA ANUNCIADA

O povo sempre é o maior culpado e termina levando a pior em tudo. Os governantes, sempre negligentes, sem planos, na base do improviso, são os maiores responsáveis e ainda vão para a mídia com suas medidas demagógicas de que estão empenhados em resolver o problem. Sempre saem de boa, com aparência de preocupados; enganam o povo direitinho. A imprensa não questiona e só noticia os fatos, por linhas tortas.

Estou falando da dengue (mais de um milhão de casos neste ano) que já matou muita gente neste país doente, que agora se vangloria de ser a décima economia do mundo onde a concentração de renda das elites aprofunda ainda mais as desigualdades sociais que fazem aumentar a fome da extrema pobreza. Discutir essas questões degradantes é ser chamado de esquerdista comunista. Ainda estamos nesse nível de mentalidade brucutu.

Quase metade do Brasil não tem saneamento básico e milhões vivem em barracos cheios de vielas de esgotos correndo a céu aberto. Era a Covid-19 que matou mais de 700 mil criaturas e agora é a dengue. Somos um país doente de sarampo, catapora e outras pestes, vírus e bactérias. O sistema de saúde é precário.

Fala-se tanto em prevenção da saúde, mas o governo é o primeiro a não fazer sua parte. No ano passado tivemos altas temperaturas e dizem que foi o El Nino o vilão das mudanças climáticas (o homem sim, é que foi o carrasco da natureza), desmatamentos das florestas, enchentes, catástrofes e tragédias.

Sem obras de drenagens adequadas, nas médias e grandes cidades, principalmente nas periferias, as águas ficaram empoçadas por muito tempo em locais abertos. Os terrenos vazios de propriedades de particulares e até públicas servem de criadouros do mosquito da dengue. Ficam abandonados e não se cumpre a lei de limpá-los e cercá-los sob pena de multas. Vitória da Conquista é um clássico exemplo desse descumprimento.

Tudo isso anunciado e os governos municipal, estadual e federal não tomaram nenhuma providência antecipada para evitar a proliferação desse inseto mortífero. Só agora, com seus longos blablabás, aparecem na televisão, nas rádios e nos jornais com campanhas de combate, vacinas atrasadas e ainda colocando o povo como os maiores propagadores da doença.

Para completar o enredo macabro da história, tem a cara de pau de falar de prevenção, e que a população procure de imediato os médicos nos órgãos de saúde. Quando o doente chega lá, os corredores dos hospitais, das UPAS, dos postos da família dos bairros estão simplesmente superlotados e a pessoa fica horas para ser atendida. Muitas vezes nem é examinada e volta para casa gemendo de dores, febre e outros sintomas agudos no corpo.

Em muitas cidades brasileiras, como aqui em Vitória da Conquista, existem postos sem médicos. Então o pobre desgraçado, que só serve para dar o voto, é largado à própria sorte. Muitas vezes nem consegue o pedido para fazer o teste num laboratório público, que leva 10 e até 15 dias para sair o resultado. Durante este período, ou o paciente fica bom, ou morre.

Não aguento mais esse papo furado de que nos primeiros sintomas, procure o médico, como se cada um neste Brasil sem planejamentos e feio na fita da educação e da saúde, tivesse seu próprio médico. Outra coisa é “não tome medicação sem a recomendação médica”, como se todos tivessem essa assistência na hora. Isso é uma tremenda hipocrisia e estelionato dos governos.

Infelizmente, a nossa mídia não questiona essa situação e não cobra mais ação dos responsáveis que nunca são responsabilizados e punidos. Não se sabe se por preguiça ou incompetência, as grandes empresas de comunicação, principalmente, rezam na mesma cartilha; fazem só o factual; e não mostram o outro lado. Passam o tempo todo condenando o povo, a maioria sem educação, pobres moribundos morando em favelas ao lado dos focos do mosquito.

Vivemos numa pátria que não cuida de seus filhos. Muitos até argumentam que é um exagero e que tem uns, como eu, que são pessimistas e que deturpam e rebaixam a imagem do Brasil. Repudiam a verdade e preferem ficar no limbo da mentira, da enganação e do faz de conta que tudo é uma maravilha.

Que adianta sermos os maiores exportadores de grãos com a fama de depredadores do meio ambiente e de sermos ainda uma nação atrasada? Não temos parques avançados da indústria de química fina e a ampola de um remédio para uma doença grave chega a custar 10 e até mais de 100 mil reais. Pena, mas o nosso nível ainda é de uma colônia provinciana produtora de matérias-primas que imita os países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos.

O EMBARQUE DA DOR

(Chico Ribeiro Neto)

Marinheiros soturnos carregam o navio “Amargura” com caixas de dores e de maus humores. Um marinheiro pirata consegue infiltrar, no meio dessa carga pesada, uma caixa de Esperança.

O capitão Cinzento, comandante do navio, que também tem uma perna de pau (a outra o tubarão comeu), berra as últimas ordens ameaçando jogar ao mar quem o desobedecer. Ninguém também ousa desafiar as ordens do Imediato, Carne de Pescoço.

O “Amargura” zarpa do Porto da Vida com o barulho dos seus motores. No cais poucos homens de cinza acenam com lenços cinza. Ninguém chora, só olham e acenam.

O apito do navio é mais triste do que o canto do “rasga-mortalha”, um tipo de coruja do Nordeste que, quando passa piando sobre uma casa, é sinal de que ali tem alguém prestes a morrer.

O capitão Cinzento ameaça jogar ao mar, com as mãos amarradas, aquele que perguntar para onde vai o navio, e depois vai catar cupim na sua perna de pau.

As caixas das dores balançam muito. As embalagens não contêm etiquetas de remetente nem destinatário. Nenhuma diz “Este lado para cima”. A única etiqueta é “Cuidado, Frágil”.

Há dores de todo tipo: de amor, de tristeza, de angústia, de cotovelo, de dedão do pé e de dente.

Os marinheiros do “Amargura”, quando bebem à noite, não cantam animados; dão gritos roucos, grunhidos de angústia e fazem uma dança sem graça que mais parece uma procissão.

Os que bebem demais pensam em jogar no mar a perna de pau que o capitão Cinzento tira pra dormir.

Pendurados no “Amargura”, os quatro botes salva-vidas se chamam “Medo”, “Fuga”, “Remédio” e “Queixa”.

Passa um navio que parece ter outro destino. Seu mome é “X do Problema”. Mais adiante passa o saveiro “Sonho”, tripulado por três crianças.

O “Amargura” cruza o Mar da Alma numa noite terrível. Uma tempestade varre o convés e faz o navio “jogar” muito. Com o balanço, as caixas no porão correm de um lado pra outro. A caixa da Esperança se parte e ela vai rolando até cair no mar. A Esperança não tem as mãos amarradas e sabe nadar.

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

LEIAMAISBA.COM

www.leiamaisba.com

 

PARDOS-BRANCOS E OUTROS ASSUNTOS

A esta altura no Brasil ainda estamos discutindo, brigando e xingando por causa da cor da pele, se branco, negro, pardo, amarelo, cabo-verde ou caboclo. Não se prega que todos somos iguais perante a Constituição? Dizem que o sertão vai virar mar. Digo que o sertão vai é virar deserto. Não concordo que a voz do povo é a voz de Deus, e que tudo que acontece foi Ele que assim quis.

Essa política de cotas no país, inclusive para LGBT e mulheres, é puro populismo eleitoreiro que, ao invés de unir, só faz separar e criar mais ódio. Desprezamos a meritocracia dos mais esforçados, inclusive do pobre, seja lá qual for o tom da sua cútis, que derramam suor, lágrimas e sacrifícios para alcançar seus objetivos e premiamos muitos que terminam se acomodando com essa reserva de mercado.

Deixamos de enaltecer o mérito e preferimos o contraditório. O patrulhamento nos vigia dia e noite e não podemos emitir nossa opinião contrária, senão seremos logo rotulados de politicamente incorretos, racistas ou outra coisa bem pior.

Nesse entrevero da moléstia, o pardo não pode entrar com um pedido de cota senão ele será processado e execrado como branco oportunista. É o pardo-branco. Num Brasil tão miscigenado, como distinguir que o indivíduo é branco ou pardo? Seus antepassados não contam?

Meu companheiro jornalista Carlos Gonzalez me disse ter consultado a página do IBGE na internet e constatado que os pardos em Vitória da Conquista são maioria. “Na questão da premiação do edital da Lei Paulo Gustavo (citação dele), o beneficiado deveria ser o branco, com apenas 15%”. Não é contraditório e paradoxal?

Para as eleições municipais aprovaram uma carreta de 5 bilhões de reais para os partidos esbanjarem. Os maiores, cujos políticos com mandatos têm uma máquina de benesses e privilégios nas mãos, são os que levam a maior fatia do bolo. Isso é justo?

Não deveria ser o contrário? Como o pequeno vai disputar com esse grande? Ainda existem as cotas. Como resultado, temos a perpetuação no poder por 30, 40 e até 50 anos e, quando o político “velha raposa” larga o osso, deixa para seu herdeiro. As ditas “reformas” são tapa-buracos num barco apodrecido comandado pelos coronéis, não importando se de esquerda, direita, centro ou de extrema.

É a vida como ela é, meu amigo, de um sistema retrógrado que nunca vai mudar esse país. É esse esquema bruto que mantém as profundas desigualdades sociais, a pobreza e a miséria. Eles não querem incentivar a cultura, mas injetar mais ignorância e analfabetismo nas veias do povo. O menor de idade não pode ser responsabilizado pelos seus atos criminalmente, mas tem o direito de votar porque essa categoria é fácil de ser manipulada.

Outra questão que não consigo engolir são esses programas de Fies, Prouni, Sisu e outros que só fazem encher as burras de dinheiro das faculdades privadas. Por que não pegar esses bilhões de reais e investir nas universidades públicas, qualificá-las melhor, ampliar as vagas e torná-las mais atrativas para que todos nelas estudem, sem distinção de cor e gênero? Só queria entender!

Na verdade, a intenção é fazer a política do pai dos pobres ou das minorias e mãe dos ricos e da elite para agradar a todos. O jogo é ficar bem na fita, e ai de quem contestar! O nosso QI é abaixo da média internacional e vamos levando aquela vidinha de pataca.

Quem manda nesse Brasil (o maior problema) é o sistema financeiro bancário. Os quatro maiores bancos tiveram um lucro de 25 bilhões de reais no último trimestre. Por dia, essas instituições lucram 400 milhões de reais e dois bilhões por semana. Os outros não passam de idiotas otários sem capacidade para refletir ou discernir o certo do errado.

Quem comunga e concorda com essas pontuações feitas por mim (não me incomoda a ira e podem jogar suas pedras que não me atingem) é considerado portador de uma linguagem direitista e atrasada porque toca na ferida deles. Preferem que as coisas continuem como estão. Confundem o que é esquerda progressista e o que é direita conservadora. Muitas ideias parecem ser de esquerda, mas não são, e vice-versa.

Para finalizar minha salada de questionamentos, as pessoas hoje estão sendo classificadas e rotuladas através de siglas e letras como se fossem placas de veículos. Não vai demorar e logo nossos nomes vão ser trocados por esses ícones nas certidões de nascimentos. Não temos mais privacidades. As câmaras vigiam nossos passos e logo a inteligência artificial vai revelar nossos pensamentos.

 

RELIGIÃO, EDUCAÇÃO E SAÚDE

Carlos Alberto González

O Brasil tem mais instituições religiosas do que a soma de organizações escolares e de saúde. Os dados foram apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo 2022/2023. Os números não chegam a surpreender às pessoas que, por diferentes motivos, visitam os bairros das periferias das grandes cidades, ou viajam pelo interior do Brasil. A percepção que têm é de o evangelismo de matriz pentecostal está evoluindo, no sentido de que, a partir da próxima década, deixemos de ser “a nação mais católica do mundo”.

O último recenseamento revelou que o Brasil possui 579.800 entidades religiosas (igrejas, templos, terreiros, centros espíritas, sinagogas, mesquitas e outros), ante 264.400 unidades de ensino e 247.400 clínicas médicas, postos de saúde e hospitais. Essa desigualdade numa escala de valores – excetuam-se São Paulo, Piauí e os três estados do Sul – não deixa dúvidas de que nossos governantes não priorizam as necessidades básicas das populações, mesmo levando em conta o aumento daqueles que abraçam a “doutrina do dízimo”.

A coleta de dados pelo IBGE deveria merecer uma análise dos poderes públicos. Por exemplo, uma média de 17 templos evangélicos é aberta diariamente nos 5.568 municípios brasileiros, muitos deles sem alvarás de funcionamento da prefeitura e do Corpo de Bombeiros, e sem o CNPJ fornecido pela Receita Federal. Como as fundações criadas por jogadores de futebol e artistas famosos, essas casas, adjetivadas de religiosas, isentas do pagamento de impostos, assumem as despesas do seu dono.

Quando apuramos os números da Bahia verificamos que dos nove milhões de endereços encontrados nos 417 municípios do Estado, 52.939 pertencem a instituições religiosas, o dobro dos estabelecimentos de ensino (28.315) e o triplo dos relacionados como de saúde (16.347). A média é maior do que a nacional. Segundo as coordenadas, seis em cada 10 municípios, incluindo Salvador, a soma de escolas e de unidades médicas e hospitalares é inferior a de igrejas e templos.

Ao analisarmos Salvador, observamos que 6.032 imóveis rotulados de religiosos (média de 2,5 para cada 1.000 habitantes) configuram o dobro dos estabelecimentos de ensino (3.018) e quatro vezes os de saúde (1.509). Este último dado é assustador, porque revela que nos dias atuais o soteropolitano, principalmente aqueles que dependem de assistência médica do Estado ou do município, está permanentemente sujeito a contrair uma doença virótica. O Carnaval acabou, mas as festas com aglomerações continuam, incentivadas ou organizadas pela prefeitura, o que resulta na propagação da dengue.

Os números coletados pelo último Censo em Vitória da Conquista são um reflexo do quadro nacional. Cristãos, umbandistas e espíritas contam com 1.162 locais para professar sua fé ou crença, ante 430 que se ocupam do ensino e 488 unidades de saúde (postos, hospitais e clínicas). Não há necessidade do uso da calculadora para ver que o conquistense está se dedicando mais à salvação da alma do que do corpo, e que há milhares de crianças e jovens longe dos bancos escolares.

Na opinião do demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, essa transição religiosa – hoje há 50% de católicos e 30% de protestantes, incluindo missionários (Batista, Presbiteriana e Metodista), pentecostais (Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil e Deus é Amor) e neopentecostais (Universal e Renascer em Cristo) – se deve a um enfraquecimento do catolicismo, notadamente nas periferias das cidades, onde as igrejas permanecem fechadas por falta de um padre.

Pentecostais e neopentecostais se aproveitam dessa ausência para introduzir a sua doutrina, que consiste, basicamente, em vender a felicidade ao homem fragilizado pela pobreza e abandonado pelo poder público. Em troca, aquele humilde de espírito faz sua doação, em dinheiro ou em bens, para a igreja. No Brasil e nos países africanos – a Igreja Universal e a TV Record foram expulsas de Angola, acusadas de vários crimes – os “mercadores da fé” encontram terreno fértil para plantar a doutrina da conversão e da salvação.

Em centenas de municípios brasileiros, localizados em sua maioria no Norte e Nordeste, o dinheiro circulante é fruto das aposentadorias pelo Funrural ou dos auxílios do governo federal. O dízimo doado mensalmente para quem ganha um salário mínimo corresponde a R$141, o preço de um botijão de gás de cozinha. Uma semente de feijão foi vendida por um “apóstolo” a R$ 1.000 como remédio para a cura da Covid-19. Fundada em julho de 1977 pelo bispo Edir Macedo – sua fortuna é avaliada em R$ 6 bi -, a IURD possui 12.500 templos em 143 países. No Brasil está em 2.319 cidades, totalizando 5.500 edificações.

Há 10 anos um líder da Igreja Anglicana no Brasil denunciava um plano, que qualificamos de terrorista, agregando religião e política, e arquitetado por influenciadores evangélicos, com o objetivo de tomar o poder no Brasil. Aqui seria criado um estado fundamentalista, com abolição de práticas de outras religiões, perseguição aos adeptos dos cultos de raízes africanas e limitação dos direitos humanos às mulheres, que seriam obrigadas a usar a burka e “aposentar” o biquini. Jair Bolsonaro emerge do baixo clero da Câmara dos Deputados para assumir a chefia do talisbã tupiniquim. A pandemia impediu (ou adiou) a execução do plano delatado pelo bispo anglicano.

 

APROVAR O ALUNO SEM SABER PODE LHE RENDER UMA REPROVAÇÃO LÁ NA FRENTE

Quando falamos de um passado feliz de brincadeiras de criança e como funcionava o sistema de ensino nas escolas públicas, o respeito aos professores, aos pais e aos mais velhos, logo aparece alguém para dizer que as coisas mudaram e até que você é um atrasado.

Não vou aqui questionar de que as mudanças são inevitáveis e muitas são até salutares, advindas do progresso e agora com o avanço das novas tecnologias da informática. No entanto, por razões diferentes, como a deficiência escolar, a maioria das mudanças vieram para piorar o ser humano, hoje tão desumano.

Essa abertura serviu apenas para entrarmos no assunto principal que é a aprovação do estudante de um ano para o outro, mesmo que suas notas nas matérias ou disciplinas não sejam suficientes para tanto. A fala do governador Jerônimo, do PT, deixou claro que a escola que reprova é uma instituição arbitrária e condenou a reprovação.

Em minha opinião, acho isso um absurdo dos absurdos e até mesmo uma maldade contra a criança e o jovem, além de ser um desrespeito ao professor. O estudante de hoje, que pouco interesse tem pelos estudos (nem todos), e isso é sim uma falha da Educação, deve concordar com o governador, mas não tem a capacidade de refletir que ele será o maior prejudicado no futuro.

Como o próprio título do meu comentário já diz, aprovar o aluno sem saber pode lhe render uma tremenda dor de cabeça lá na frente. O que adianta ele tirar um diploma de ensino médio, por exemplo, sem conhecimento básico, principalmente do português e da matemática, e depois ser reprovado pelo mercado de trabalho por ser um semianalfabeto?

Quem será o mais prejudicado nessa história? Isso o jovem só vai constatar e descobrir quando se sentir rejeitado em qualquer contratação de trabalho por não saber escrever um parágrafo e não fazer as principais operações de matemática. Como se diz no popular, aí é que sua ficha vai cair de verdade, de que foi enganado e lesado. Ele vai cair na zona escura do subemprego, ficar de fora ou ter que tomar  um curso.  Essa tese da não reprovação, sr. Governador, não passa de um estelionato.

Se o estudante não pode ser reprovado, então ele não precisa mais frequentar a escola, fazer provas, exercícios escolares ou pegar num livro para ler. A criança já entra no primeiro ano sabendo que não vai ser reprovado. É mais um incentivo à evasão escolar.

É também um estímulo à preguiça de estudar. Por sua vez, o professor não pode fazer nenhuma advertência (isso hoje já é até proibido) porque o aluno vai responder que ele não pode lhe reprovar. As notas em si não têm nenhum valor. Se já temos uma geração de alienados, com essa vamos ter uma país de ignorantes em sua totalidade.

Não vou aqui ficar enchendo o saco de vocês para descrever como a escola pública era eficiente nos anos 40, 50 e 60, ao ponto da demanda dos pais por esta ser maior do que pelo ensino particular. De lá para cá houve uma degradação e uma inversão de valores.

O resultado de tudo isso todos sabem hoje no comportamento das pessoas, especialmente da nossa juventude, onde poucos querem saber de cultura e ler a obra de um escritor. O que temos hoje nas escolas é violência, desacato ao mestre e desobediência aos país. O comando hoje é do celular, e a grande maioria vira a cara quando ver um idoso.

E as brincadeiras de meninos e meninas naquele tempo! Sem essa de saudosismos baratos, mas éramos felizes e não sabíamos. Havia brigas e apelidos, mas depois todos estavam se abraçando. O maior medo era tirar uma nota vermelha ou praticar alguma desordem na escola. Os pais chegavam juntos para repreender. No mais, a velha geração sabe contar causos, casos e histórias de como era bom aqueles tempos.

SÓ FALTAM INSTALAR AS CÂMARAS DE GÁS PARA COMPLETAR O HOLOCAUSTO

É um espetáculo dantesco do inferno de Dante. Os expectadores são os extremistas de plantão, os chefes de Estado e seus súditos. Nesses mais de 100 dias de bombardeios na Palestina, o exército de Israel já matou mais de 30 mil pessoas, dos quais 10 mil crianças, a maior taxa registrada no século XXI. O pequeno território virou um cemitério de crianças, segundo a Unicef.

Nesses mais de 100 dias foram lançadas milhares de bombas de duas mil libras; 80% dos famintos do mundo estão em Gaza; 169 escritórios da imprensa desalojados e 100 jornalistas mortos; 400 mil casas estão em ruínas, bem como todo sistema de saúde (637 médicos alvejados); dois milhões de pessoas deslocadas, o que equivale a 90% da população “vivendo” em gaiolas ou guetos; e mais de 300 escolas bombardeadas.

Não vou entrar aqui na questão histórica da formação dos povos judeus e palestinos, mesmo porque já tratei, como muitos outros, desse assunto em meus comentários. Na realidade atual, o que menos importa agora é o debate academicistas das origens. Não adianta ficar divagando ou fazendo conjecturas filosóficas e teológicas.

Desde o ataque do Hamas, há mais de 100 dias, o que o mundo tem presenciado estarrecido é um banho de sangue dos judeus, comandados pelo neonazista Benjamin Natanyahu, o “Bibi”. Digo dos judeus porque, de um modo geral, estão consentindo e apoiando esse genocídio, com raras personalidades que se posicionaram contra.

Não me venham com essa de que toda culpa é a do “Bibi”, como sempre assim julgaram o Hitler, que contou com a adesão dos poderosos empresários e de quase toda população alemã. Vocês acham que Hitler, Stalin e outros tirânicos facínoras fizeram tudo sozinhos? Todos são culpados, como somos pelas mazelas existentes em nossa sociedade em que vivemos.

Não tenho visto manifestações em Israel condenando a ação do tirano “Bibi”. Então, sem essa de inocentes. Um grupo só aparece para pedir de volta os reféns e, a grande maioria, acata esse extermínio e o fim dos palestinos. Não vejo protestos nas praças de Israel pedindo um basta nessa guerra genocida. O governo corrupto de extrema direita está é cada vez mais forte e firme.

Todos sabem muito bem que os judeus sempre colocaram o holocausto de seis milhões como marketing político para praticar mortes, invadir território palestino com suas colônias, erguer muros e justificar suas atrocidades na base das pesadas armas de destruição, como tanques e bombas.

Eles ficam furiosos quando se compara massacres dessa natureza com o holocausto, como o que está ocorrendo na Palestina onde mais de trinta mil foram mortos cruelmente pelas bombas assassinas, sem contar os campos de concentração onde o povo fica vagando com fome e sede de um canto para o outro. Até a entrada de ajuda humanitária de alimentos as forças israelenses vêm barrando.

Que está existindo um criminoso genocídio não restam mais dúvidas. Para se tornar um holocausto verdadeiro como dos judeus na Segunda Guerra Mundial, só está faltando o “Bibi” instalar as câmaras de gás, mas nem é preciso fazer isso porque aí seria a loucura das loucuras.

Para completar sua maldade de carrasco, ele agora está com um plano de anexar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com sua militarização indefinida, o que implica em acabar de vez com os palestinos. Aliás, desde o início sua intenção era essa mesma. O estopim e o pretexto para tal foi o ataque do Hamas em sete de outubro. Os judeus, com poucas exceções, não querem um Estado Palestino, e não é só o “Bibi”.

Ficam falando por aí, para contemporizar, e com medo de dizer a verdade, que nada se pode comprar ao holocausto judeu. Em minha opinião, não concordo. Façam um retrospecto histórico dos massacres e das matanças perpetrados pelos tirânicos ditadores.

O que aconteceu na Bósnia no início dos anos 90 do século passado? Os genocídios do imperialismo espanhol contra os índios na América do Sul foi um holocausto nas mesmas proporções. A invasão da Itália na Etiópia. Os belgas no Congo. Os colonizadores (Inglaterra, França, Espanha e Portugal) contra os povos africanos. O próprio Tibério, 40 anos antes de Cristo, fez uma carnificina em Jerusalém naquele mesmo chão de sangue de hoje. E o que os turcos fizeram contra os armênios?

Mais recentemente, os próprios sírios opositores de Bashar al-Assad foram vítimas de um holocausto e ainda são. Cenas e imagens estarrecedoras correram o mundo mostrando os refugiados, furando fronteiras de armes farpados e procurando abrigo em outros países e sendo escorraçados como bichos animais. A fome africana e de outros milhões (quase um bilhão) de miseráveis pelo planeta a fora é um holocausto.

Existem tantos outros exemplos de terror e matanças em massa na história da humanidade, mas o holocausto é reivindicado só pelos judeus. Sem essa de que não se pode fazer correlações. Se fizer você é linchado político e moralmente, sem falar que corre o risco de ser fuzilado como antissemita. Os próprios judeus se esquecem que usaram do terrorismo após a II Guerra para conquistar seu Estado.

 

A LEI PAULO GUSTAVO E O PROJETO SOBRE A MEMÓRIA DA FOTOGRAFIA

Estive na Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer-Sectel (deveria ter sido desmembrada para abrigar só a Cultura) para ver minhas notas a respeito do projeto sobre a “Memória da Fotografia em Vitória da Conquista”, no edital da Lei Paulo Gustavo.  Comprovei ter ficado de fora ou na suplência dos pareceristas por causa da questão de cotas destinadas a negros e a gênero, o que considero um absurdo dos absurdos.

Não entrei com nenhum recurso como muitos me recomendaram por considerar ainda mais irritante e estressante nesta minha idade. Além do mais, não iria haver nenhuma mudança e, para mim, basta a plena consciência de que minha proposição foi inédita, bem fundamentada e seria um bom projeto para a cidade. Repito, mais uma vez, que não sou eu quem vai perder.

Bem, vamos aos fatos concretos para demonstrar que fui “eliminado” por outros motivos fixados pela própria Lei Paulo Gustavo, os quais, na minha concepção, não justificam. Nas notas dadas pelos pareceristas no âmbito da Pontuação Qualidade foi dez; Relevância da Ação, dez; Aspectos de Integração, nove; Orçamento (quinze mil reais), oito; Coerência, Objetivos e Metas, dez; Ficha Técnica da Atividade, nove; Trajetória Artística Cultural (curriculum vitae), dez; e Contrapartida, dez, sem contar o cinco que é o peso por idade.

No entanto, nada de pontuação no campo gênero e no relacionado a negros e indígenas, embora eu seja pardo para todos efeitos, inclusive científicos. Como o projeto foi na área de literatura, no lugar da obra sobre a História da Fotografia em Conquista optaram em escolher a proposta de um livro de poesia, se não me engano, sobre a Mulher Cordial.

Não tenho nada contra a poesia, muito pelo contrário. É uma das vertentes artísticas que eu mais admiro ao lado da música. Até entendo que o mundo conturbado e desmano de hoje precisa de muita poesia. Não se trata de desqualificação. O que não consigo engolir e aceitar é que um projeto cultural para ser aprovado tenha como diferencial a cor da pele e o gênero. Até quando vamos continuar adotando esses métodos como critérios de qualificação para um projeto?

Para ser sincero, também não concordo com esse peso cinco por conta de ser idoso. O que tem que ser levado em consideração é a importância e o mérito do trabalho proposto, inclusive seu benefício para a memória e a cultura da cidade. Conforme soube, todos pareceristas foram de fora.

Não se trata de uma questão de contestar por ter sido “reprovado”, mesmo com boas notas. Sempre fui um crítico desses editais, primeira pela sua própria natureza burocrática que aqui denominei de “burrocrático” pelas suas intrincadas exigências, Como se não bastasse, agora colocam um percentual para as cotas.

DE UM TUDO

(Chico Ribeiro Neto)

Eu e meu irmão Cleomar, meninos no Porto da Barra, cavamos um túnel na areia da praia. Um cavando de cada lado até nossas mãos se encontrarem. “Como vai o senhor?”, nos cumprimentamos embaixo do túnel, sorrimos e mergulhamos.

XXX

De um punhado de farinha apareceu uma rainha que tem que contar sete histórias para sobreviver.

XXX

Descobri que a lágrima é salgada e que há sorrisos doces e sorrisos amargos.

XXX

Descobri que gosto das pontes pequenas, principalmente daquelas pontes japonesas.

XXX

– Do que foi que senhor mais gostou?

– De um, tudo.

XXX

Aquele cisco doía no olho ou na alma?

XXX

Tinha (ou ainda tem) uma bolacha chamada Paciência.

XXX

Aprendi que se apontar para uma estrela nasce uma verruga na mão, que o mistério está dentro do peixe e que o melhor silêncio está no fundo do mar.

XXX

“De tudo ficou um pouco.

Do meu medo.

Do teu asco.

Dos gritos gagos. Da rosa

ficou um pouco.

Ficou um pouco de luz

captada no chapéu.

Nos olhos do rufião

de ternura ficou um pouco

(muito pouco).

Mas de tudo fica um pouco.

Da ponte bombardeada,

de duas folhas de grama,

do maço

– vazio – de cigarros, ficou um pouco (…)”

(Trecho do poema “Resíduo”, de Carlos Drummond de Andrade).

 

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

 

SE BEBER NÃO DIRIJA E TAMBÉM…

Um amigo meu jornalista de longas datas (olá Chico Ribeiro!), desde quando atuamos juntos em Salvador na labuta das notícias, fez uma crônica sobre essa questão que está aí nas campanhas para advertir os motoristas que ainda insistem em beber e dirigir, mas o slogan serve também para outras coisas, conforme seus comentários espirituosos.

Nas propagandas de bebidas (deveriam ser proibidas como no caso dos cigarros) aparecem aquelas hipocrisias mercadológicas de que “beba com moderação, não exagere ou beba com sabedoria”. Tudo é esquema do capital para embromar, tapear e tentar “justificar” a propagação de seus produtos alcoólicos que matam mais que o cigarro, mas a mídia não faz essa correlação. Essa de beber com sabedoria é do caralho!

Todos sabem que são poucos ou raros os que bebem com moderação e sabedoria. Besteiras! Quando se senta com os amigos num bar ou se está numa festa qualquer, quase ninguém fica apenas nas primeiras. A maioria entorna e mete o pé na jaca, e aí é onde está o perigo de se cometer os desastres humanos da vida.

Além de, “se beber não dirija”, também não se dever fazer outras coisas, como ficar clicando no celular, mesmo os mais expertos na tecnologia. Melhor deixar o aparelho de lado porque você pode clicar errado e cometer uma merda, como trocar uma mensagem e cair num desconhecido ou desconhecida. Digo isso por experiência própria.

Se beber e já estiver chumbado, melhor não falar muito para não arrotar “cargas d´águas”, “dar bom dia a jegue” e “trocar as bolas”, só que tem uns bêbados que abrem a boca demais, sem refletir, e terminam se expondo ao máximo, isto é, dizem coisas que não deveria. Terminam se comprometendo. Trocam datas, citam poetas, autores e pensadores errados. É aquela confusão dos diabos.

Se beber demais, o melhor é chegar em casa calado, pegar seu rango e cair na cama para tirar uma soneca. Nada de tentar transar. Isso serve tanto para o homem como para a mulher. Mais para o homem que pode brochar, encruar ou trocar os nomes da patroa pela da amante. Antes, dê uma curada na bebedeira. Melhor cair nos braços de Orfeu e dar uma boa roncada dionisíaca.

Se beber procure evitar discussões de ordem política, filosófica, de religião, de raça e gênero. Pode sair chamuscado e trocar Sócrates por Platão, confundir as cores e até cometer impropérios, bem como sair da linha do politicamente correto. Aí você sabe o que pode acontecer. “Nêgo” não lhe perdoa. Nem adianta mais pedir desculpas ou afirmar que não se lembrava de nada.

Se beber fale apenas de futebol, coisas amenas e futilidades que não lhe comprometa muito, mas não fofoque a vida alheia, nem tão pouco da sua ex-mulher, namorada ou ex-marido. Não exponha muito sua vida pessoal e não chore diante dos outros com lamúrias. Pode servir de chacotas e ser visto como um fraco coitado de pena.

Tem uns que entornam todas, e não estou me referindo somente daqueles bebuns de botequins, e fica rico de comprar tudo, falastrão e se torna num tremendo chato insuportável de galocha. Outros ficam valentões e querem quebrar tudo. Procure ficar longe desses indivíduos que até chegam em casa e batem na mulher e nos filhos.

Tem aquele, e este tipo eu o conheci e convivi por uns tempos curtos, que fica pegajoso, não para de pegar em sua mão, lhe tocar e abraçar, lhe elogiar exageradamente, até beijar (sai até do armário), com aquela clássica toada de que “você é meu amigo-irmão do coração”. Esse é o mais falso.

Portanto, meu amigo, se beber não dirija, e se sentir meio grogue, sai de fininho, tipo saideira à la francesa. Mais uma vez, só para reforçar, nada de ficar clicando no celular, ligando, fazendo áudios e rodando como peru nas redes sociais. É perigo e bronca na certa, além de arranhar sua reputação. Pode até levar um processo na justiça.

PARA ISRAEL, A MELHOR DEFESA É O ATAQUE

Carlos González – jornalista

A estrela de David caiu sobre a cabeça de Lula. Mais uma vez, o presidente se manifesta como um mandatário que analisa friamente o clima de medo e o caos humanitário no Oriente Médio. Dessa vez, Luiz Inácio mexeu com os brios do primeiro-ministro de Israel, o todo poderoso Benjamin Netaniahu, cujo sonho expansionista ninguém neste mundo consegue impedir.

Na contramão de outras entidades representativas da comunidade judaica no Brasil, o grupo “Vozes Judaicas por Libertação”, com sede em São Paulo, escreveu que “Lula externou o que há no imaginário de muitos de nós”.

Para bolsonaristas e evangélicos, a palavra do presidente a respeito do massacre de palestinos no Oriente Médio foi o combustível que estavam precisando para dar continuidade aos discursos de ódio. Com a assinatura de 91 deputados (71 do PL e 20 de partidos da base governista), foi entregue à Mesa da Câmara um pedido de impeachment do presidente Lula, “por ato de hostilidade a outra nação”. Dois deputados baianos do PL (Capitão Alden e Roberta Roma) assinaram o documento.

Fábio Wajngarten e Silas Malafaia, organizadores da manifestação marcada para o próximo domingo na Avenida Paulista, discutem o envio de convite ao embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine. A finalidade da reunião é dar ao negacionista Jair Bolsonaro uma tribuna para se defender das acusações de golpista. Alden e Roberta – sempre eles – vão “representar” a Bahia.

Na opinião de um diplomata brasileiro, Israel promoveu um show no Museu do Holocausto, em Jerusalém, para “passar uma reprimenda” no embaixador do Brasil, Frederico Meyer. O Itamaraty reputou como uma humilhação ao Brasil. Ao final do ato ultrajante, Lula foi sentenciado como “persona non grata ao Estado de Israel”.

O Brasil foi um dos primeiros países a condenar o ataque no dia 7 de outubro do grupo terrorista Hamas a civis israelenses, que causou a morte de 1.200 pessoas e o sequestro de 250. A FAB realizou seis voos a Tel Aviv, logo após o início da ofensiva do exército israelense contra o povo palestino, onde resgatou cerca de 1.200 judeus brasileiros. Devemos lembrar sempre que foi um brasileiro, o diplomata Osvaldo Aranha, que, em 1948, na condição de presidente da Assembleia Geral da ONU, conduziu o povo judeu ao recém-criado Estado de Israel.

A proposta aprovada pela ONU concedeu aos judeus 78% das terras que há séculos eram ocupadas pelos palestinos. Cerca de 800 mil deles foram expulsos de suas casas, passando a ocupar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, o que corresponde a 22%. Com o passar dos anos, a ONU e as grandes nações fecharam os olhos para as ações expansionistas de um estado fortemente armado pelos Estados Unidos.

A diáspora palestina não tem similar na história da humanidade. Cansados de clamar por uma pátria, milhões de palestinos estão espalhados por todos os continentes – no Brasil são 59 mil. Os que ficaram são submetidos a um regime de apartheid, impossibilitados de ir e vir, sempre vigiados pelo exército de Israel. Há 2.873 palestinos, inclusive crianças, sem culpa formada, nas prisões israelenses.

Com o voto – pela terceira vez – contrário dos Estados Unidos e a abstenção do Reino Unido, o Conselho de Segurança da ONU não pôde apreciar nessa terça-feira (dia 20) o pedido redigido pela Argélia e aprovado por 13 nações, para um cessar-fogo em Gaza.

Em Haia, a Corte Internacional de Justiça, com base na Convenção para a Prevenção de Genocídios, aprecia pedido da África do Sul para que declare ilegal a ocupação do território palestino por forças de Israel. “O apartheid israelense é pior do que o vivido por meu país”, afirmou o embaixador africano Vuzumuzi Madonsela, acreditado na Holanda.

Sem dar importância às decisões de organismos internacionais e à condenação do mundo às suas ações belicistas, Netaniahu ordena ao seu “exército de defesa” a invasão do sul de Gaza, onde estão amontoados, em precárias condições de saúde e higiene, mais de dois milhões de palestinos. Não há mais para onde fugir das bombas israelenses. No norte, as mortes estão se dando por fome e doenças.

O jornal francês “Le Figaro” publica um relato do medico e professor francês Raphael Pitti, que retornou de Gaza, onde prestou assistência no Hospital Europeu, juntamente com mais 20 colegas. “Os civis não têm onde se abrigar. Com fome e com sede, vagueiam pelas ruas para tentar fugir das bombas. O cenário é pior do que aquele vivido pelos judeus nos guetos criados pelos nazistas”, declarou Pitti.

 

 





WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia