BANDIDO AGORA PREFERE O VIRTUAL DO QUE O ASSALTO À MÃO ARMADA
Perceberam que nos últimos tempos pouco se ler e se ouve noticiários na mídia sobre assaltos violentos de bandidos à mão armada para roubar bens e dinheiro de cidadãos? É o avanço da tecnologia, meu caro amigo! Agora prevalecem os golpes à base do virtual, com menos mortes e cadeia para os assaltantes, ou aliás, organizações criminosas bem treinadas em lidar com a internet.
Só os mais tradicionais e convencionais, como é o meu caso, andam hoje com dinheiro em espécie – por sinal pouca quantia – no bolso, se bem que ainda existem sequestradores que pegam o sujeito com vistas a se apoderar dos cartões de crédito para retirar a grana nos caixas eletrônicos.
No entanto, a maioria dos assaltantes de arma na mão migrou para o mundo virtual da clonagem de cartões, das pegadinhas, mensagens golpistas nos celulares, telefonemas onde os desavisados atendem e terminam, sem querer, passando seus dados, ligações em nome de parentes solicitando transferências, dentre outras tantas trambicagens, sempre usando a tecnologia como meio para “roubar”.
Todas essas inovações tecnológicas virtuais também beneficiaram as quadrilhas que passaram a se especializar nesse tipo de crime, mais difícil de pegar os autores, sem levar em conta que as penas impostas pela justiça não são tão graves quanto o assalto à mão armada, que pode resultar em morte da vítima ou do próprio marginal.
Esses grupos de criminosos têm que conhecer bem de internet e apreender como driblar as medidas de segurança introduzidas por bancos, operadoras de cartões, financeiras e empresas em geral que lidam no mundo virtual com seus clientes.
Cada manobra de mais segurança, seja da polícia técnica ou das instituições, eles procuram superar e mudar seus métodos. São verdadeiros hackers que rastreiam sua conta num mínimo vacilo do cidadão. Tanto é assim que cada dia aparece na imprensa uma nova fórmula de golpe que o cara termina caindo. Como no assalto à mão armada, que pega o indivíduo de surpresa, o mesmo ocorre numa trama virtual.
Por falar nisso, mesmo com atraso em relação aos países mais desenvolvidos, no Brasil de hoje, qualquer boteco, carrinho de pipoca, de doces e balas, de bolos, barracas de verduras e frutas trabalham com uma maquininha ou através do Pix. O bebum hoje pode tomar sua pinga e pagar por essas opções. Tem Pix até de cinquenta centavos.
O pedreiro, o encanador, o eletricista, o jardineiro, a diarista de faxina ou outro qualquer prestador de serviços, por menor que seja, faz seu trabalho em sua residência e sai, literalmente, sem dinheiro no bolso, como funcionava há poucos tempos, porque é pago pelo Pix.
O trabalhador não corre mais o risco de ser roubado lá na frente por um ladrão, a não ser algum pé de chinelo. Porém, mesmo com as câmaras que vigiam nossas vidas o tempo todo nas cidades, ainda existem os arrombadores de lojas, cada vez mais escassos.
Os supermercados hoje, mesmo os pequenos, têm pouco dinheiro em caixa. Muitas vezes, não compensa o bandido se arriscar porque, o que conta atualmente é a especialização no virtual. É aquele negócio: Quem não se atualiza no mercado fica para trás. Isso também serve para a bandidagem.











