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:: 16/fev/2024 . 22:01

A ESCRAVIDÃO DOS CRISTÃOS BRANCOS PELOS TURCOS, MOUROS E MUÇULMANOS

Quando se fala em escravidão nossas mentes lembram logo de imediato a negra africana para as Américas, a mais cruel e vergonhosa, que durou cerca de 350 anos, mas ela sempre existiu desde o início da humanidade nos tempos primitivos.

Nas guerras, como no Império Romano, um exemplo, os prisioneiros se tornavam cativos do Estado e dos senhores oficiais donos das terras. A revolta dos escravos, comandados por Spartacus, reunião mais de 100 mil homens que, por pouco, não invadiram Roma.  Foi até escrito o romance “Spartacus”. E na Grécia antiga dos filósofos?

Na época das Cruzadas, nos séculos XI e XII, os derrotados dos dois lados se tornavam escravos. A Igreja Católica até criou ordens religiosas, como os trinitários, na França, e os mercedários, na Espanha, para resgatar, por altos preços, os seus fiéis do cativeiro.

Sem muita visibilidade porque poucos escreveram sobre o tema, em paralelo à escravidão africana, entre os séculos XVI e final do XVIII, aconteceu a dos cristãos brancos na região da Berbéria (Túnis, Argel e Trípoli) pelos corsários mouros, turcos e muçulmanos, sob o comando de Constantinopla, mais por motivos religiosos.

Alguns métodos e práticas de torturas foram até semelhantes. Quem explorou bem o assunto foi o historiador e pesquisador em Phd, Robert C. Davis, que publicou o livro “Escravos Cristãos, Senhores Muçulmanos”. Foi mais uma barbárie pouco divulgada onde os corsários em galés capturavam cristãos brancos da Inglaterra, França, Espanha, Portugal e Itália, principalmente.

Depois exigiam resgates caros ou eram levados para os chamados banhos públicos, um centro prisional no estilo dos campos de concentração nazistas. Como na escravidão negra, existia também um mercado de vendas desses cativos não resgatados pelo Estado e seus familiares, denominado de “Badistão”. Esses banhos públicos foram depois demolidos, sem deixar vestígios para preservar a memória.

Naquela época, as moedas mais utilizadas de compras eram os xelins ingleses, dinares argelinos, cequins venezuelanos, dólar espanhol, sultani de ouro turco, ducado veneziano, escudos romanos, patacas, grossi napolitano, piastras, onças sicilianas, dentre outras. Não se usava mercadorias como na Costa da África, no Congo, na Guiné e no Benin.

Os argelinos, com mais navios e piratas, foram os que mais investiram nas capturas de escravos cristãos brancos nobres, oficiais da marinha e pobres, na grande maioria camponeses e pescadores, entre início do século XVI ao XVIII. Eles visavam mais os italianos, muitos dos estados papais que tinham mais dinheiro para pagar.

Muitos, os mais pobres, ficavam 10, 20 e até 30 anos como escravos na Costa da Berbéria. Outros morriam nos cativeiros ou não resistiam aos espancamentos, torturas, surras, trabalhos forçados nas galés e terminavam se convertendo ao islamismo.

Os senhores reis, paxás e ricos das regências aproveitavam as mulheres para serem suas concubinas ou fazerem parte de seus haréns. Os homens eram seduzidos para serem seus cativos sexuais. Nos banhos públicos, devido a própria superlotação, eram comuns as práticas homossexuais, embriaguez, brigas constantes e mortes

 

 





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