:: 7/fev/2024 . 23:39
BANDIDO AGORA PREFERE O VIRTUAL DO QUE O ASSALTO À MÃO ARMADA
Perceberam que nos últimos tempos pouco se ler e se ouve noticiários na mídia sobre assaltos violentos de bandidos à mão armada para roubar bens e dinheiro de cidadãos? É o avanço da tecnologia, meu caro amigo! Agora prevalecem os golpes à base do virtual, com menos mortes e cadeia para os assaltantes, ou aliás, organizações criminosas bem treinadas em lidar com a internet.
Só os mais tradicionais e convencionais, como é o meu caso, andam hoje com dinheiro em espécie – por sinal pouca quantia – no bolso, se bem que ainda existem sequestradores que pegam o sujeito com vistas a se apoderar dos cartões de crédito para retirar a grana nos caixas eletrônicos.
No entanto, a maioria dos assaltantes de arma na mão migrou para o mundo virtual da clonagem de cartões, das pegadinhas, mensagens golpistas nos celulares, telefonemas onde os desavisados atendem e terminam, sem querer, passando seus dados, ligações em nome de parentes solicitando transferências, dentre outras tantas trambicagens, sempre usando a tecnologia como meio para “roubar”.
Todas essas inovações tecnológicas virtuais também beneficiaram as quadrilhas que passaram a se especializar nesse tipo de crime, mais difícil de pegar os autores, sem levar em conta que as penas impostas pela justiça não são tão graves quanto o assalto à mão armada, que pode resultar em morte da vítima ou do próprio marginal.
Esses grupos de criminosos têm que conhecer bem de internet e apreender como driblar as medidas de segurança introduzidas por bancos, operadoras de cartões, financeiras e empresas em geral que lidam no mundo virtual com seus clientes.
Cada manobra de mais segurança, seja da polícia técnica ou das instituições, eles procuram superar e mudar seus métodos. São verdadeiros hackers que rastreiam sua conta num mínimo vacilo do cidadão. Tanto é assim que cada dia aparece na imprensa uma nova fórmula de golpe que o cara termina caindo. Como no assalto à mão armada, que pega o indivíduo de surpresa, o mesmo ocorre numa trama virtual.
Por falar nisso, mesmo com atraso em relação aos países mais desenvolvidos, no Brasil de hoje, qualquer boteco, carrinho de pipoca, de doces e balas, de bolos, barracas de verduras e frutas trabalham com uma maquininha ou através do Pix. O bebum hoje pode tomar sua pinga e pagar por essas opções. Tem Pix até de cinquenta centavos.
O pedreiro, o encanador, o eletricista, o jardineiro, a diarista de faxina ou outro qualquer prestador de serviços, por menor que seja, faz seu trabalho em sua residência e sai, literalmente, sem dinheiro no bolso, como funcionava há poucos tempos, porque é pago pelo Pix.
O trabalhador não corre mais o risco de ser roubado lá na frente por um ladrão, a não ser algum pé de chinelo. Porém, mesmo com as câmaras que vigiam nossas vidas o tempo todo nas cidades, ainda existem os arrombadores de lojas, cada vez mais escassos.
Os supermercados hoje, mesmo os pequenos, têm pouco dinheiro em caixa. Muitas vezes, não compensa o bandido se arriscar porque, o que conta atualmente é a especialização no virtual. É aquele negócio: Quem não se atualiza no mercado fica para trás. Isso também serve para a bandidagem.
UM PROJETO ARROJADO DE HOTELARIA, ESPORTES E LAZER EM MAÇAROCA
Chalés, pousadas, piscina, uma arena profissional de futebol, sala de ginástica, serviços de lazer, entretenimento e outras áreas esportivas foram erguidos pelo empresário Rosemberg Macário, proprietário do conjunto do posto de combustível e do restaurante “Folha Seca”, no distrito de Maçaroca, na BR-407, a cerca de 60 quilômetros de Juazeiro, no norte da Bahia.
Podemos dizer que se trata de um projeto arrojado e visionário em pleno sertão, onde predomina o árido do sol durante todo o ano, mas de terra farta em frutas, irrigadas pelas águas do Rio São Francisco, o “Velho Chico”.
Esse empreendimento já está recebendo delegações de times de futebol profissional da Bahia, de Pernambuco e de outros estados, especialmente do Nordeste, sem falar de hospedes e até de bandas de música que vão se apresentar na cidade, como ocorreu durante o carnaval antecipado realizado em Juazeiro no final de janeiro.
O mais importante é que todos esses equipamentos estão sendo operados através da energia solar e reuso das águas consumidas. Portanto, é também um projeto que engrandece a cidade, principalmente por ser sustentável em plena caatinga onde a criação do bode é a maior predominância na região.
O local é hoje bastante conhecido dos viajantes, turistas e caminhoneiros de todas as partes do Brasil que ali sempre fazem suas paradas para degustar uma boa comida caseira sertaneja, descansar e ainda comprar algumas lembranças artesanais da terra e do estado.
O movimento é intenso dia e noite naquela paisagem seca catingueira, cortada pela BR-407 onde as cabras e os bodes pastam tranquilamente às margens da pista, especialmente no trecho de 120 quilômetros entre Senhor do Bonfim e Juazeiro. A movimentação tem sido intensa e constante.
Um dos destaques mais apreciado e inédito na Bahia é o campo oficial de futebol, de nome Arthur Macário, com grama mista (sintética e natural), além da área de coper de 1.200 metros em seu entorno para a prática de atletismo. A intenção do empresário é também construir uma arquibancada com capacidade para três mil pessoas.
Com outras instalações em torno, o campo se completa como um centro de treinamento para equipes profissionais de futebol que vão disputar partidas em Juazeiro, bem como para prática de outros esportes, tudo isso no sossego de lindas paisagens cinzentas e verdes da nossa caatinga do semiárido baiano onde ainda sobrevoam o carcará e o gavião.
De acordo com Rosemberg, já estão prontos três chalés de dois quartos, com um de casal e outro com três camas para cinco e seis pessoas, sala de estar e cozinha. Em outra área foi construída uma pousada com dez apartamentos, todos eles com duas, três e quatro camas completos com televisão, internet, ar condicionado, frigobar, banheiros e outros móveis de uso pessoal.
Ainda irão fazer parte do conjunto, salão de jogos, de eventos para seminários, simpósios e reuniões corporativas, com capacidade para 150 a 200 pessoas. O usuário vai conta ainda com uma área de restaurante, academia, dois vestiários para duas equipes com oito banheiros, piscina semiolímpica e um parque de diversão para crianças.
Haverá também um campo gramado para futebol soçaite para oito pessoas de cada lado. Essas instalações se integram com modernos refletores, além de quadra de tênis, futevôlei e futebol de areia. Segundo informações do próprio empresário Macário, toda área construída terá cerca de 600 metros de fundo por 200 de frente. Para atender toda essa demanda, o local terá um extenso estacionamento para veículos.
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