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:: 12/fev/2024 . 22:16

A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NO CARNAVAL

Antigamente, isto há uns 30 ou 40 anos, o carnaval de Salvador tinha pouca violência nas ruas, começava na sexta-feira e ia até à meia noite da terça-feira ou um pouco mais em respeito à quarta-feira de cinzas celebrada pela Igreja Católica.

Essa era uma tradição de muitos anos quebrada pelo arrastão da quarta, inventado pela Timbalada do artista Carlinhos Brow. Outros artistas, como Ivete Sangalo, seguiram o esquema e o carnaval entra pela quarta até meio-dia, com músicas que são um verdadeiro lixo.

Não sou nenhum advogado da Igreja Católica, mas isso é uma prática de intolerância religiosa, justamente feita por quem tanto prega a tolerância quando se ataca os terreiros de candomblé.

Por condenação da Igreja, a Câmara Municipal de Vereadores de Salvador chegou a aprovar um projeto onde proibia o arrastão da quarta, mas o prefeito da época ACM Neto vetou. Ninguém fala mais no assunto e todo mundo entrou na onda. Essas pessoas não têm nenhuma moral de falar de intolerância religiosa.

Por falar em carnaval, que já tem mais de dois meses rolando em Salvador, no início os organizadores anunciaram numa movimentação em torno de dois bilhões de reais. Agora já subiu para seis bilhões ou até mais que isso.

Mesmo sendo um chute, mais de 90% desses valores ficam na mão dos mesmos de sempre, no caso os empresários da rede hoteleira, agências de viagens, as empresas de aviação e transportes terrestres, os donos de blocos, camarotes, de trios, as bandas, a grande mídia e os cantores, como o próprio Carlinhos, Bel Marques, Daniela Mercury (esta chamou Cristo de gay num show), Durval Lelis e tantos outros que mamam nas tetas do dinheiro público.

O resto são os barraqueiros, vendedores ambulantes, cordeiros e os operários que trabalham nas montagens e desmontagens dos palcos e camarotes. Os pobres que entram na folia se arrastam no asfalto e quando termina a festa estão endividados e com aquela ressaca danada, sem falar nas inúmeras doenças. Como são dependentes do SUS, esses lotam os postos de saúde e os hospitais.

Os governos estadual e municipal gastam milhões, enquanto tudo fica parado na Bahia, inclusive as cidades que não têm carnaval, como em Vitória da Conquista onde tudo é fechado. A polícia, de um modo geral, fica a serviço da elite e baixa o sarrafo nos mais pobres.

 

 





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