OS PASSARINHOS E A SERRA
Um final de tarde telúrica e poética, pouco visível aos olhos humanos, que não é no campo, mas na cidade corrida feita de concreto, pedras, asfaltos e multidões com seus problemas. Nela (cidade) também existem cenários de meditação pintadas pela natureza. É só captar suas nuances. Os passarinhos pousam no fio do poste se preparando para o anoitecer, depois de mais um dia cortando ares com suas asas, de galhos em galhos, à procura de alimentos. É a luta pela sobrevivência, bem mais tranquila que a do ser humano. O que será que eles estavam confabulando? Alguns planos para o outro amanhecer? Que nada! Não existem essa preocupação! Nossas lentes não conseguem flagrar suas prosas. Do outro lado, belas imagens da Serra do Periperi ou Piripiri, como queiram, onde o rajar da luz do pôr-do-sol reflete numa nuvem lá no infinito do outro lado do horizonte. São cores que apascentam nossa alma depois de um dia que se vai para dar lugar ao anoitecer. O urbano também é rural, basta parar um pouco para observar os sinais da divina natureza, embora invisível aos olhos das pessoas. Tudo é poesia, dependendo da forma do seu olhar. A vida não é só reboliço, inquietação e tristeza, é também quietude, calmaria e renovação quando se decide observar a rotação natural das coisas. Os passarinhos e a Serra são apenas exemplos de elos que fazem mudar nossos sentidos. Existem muitas outras imagens que nos transportam para outras visões de um além diferente.















