Alguém aí sabe onde funciona o Arquivo Público de Vitória da Conquista, que guarda milhões de documentos históricos do município? Acho que poucos conseguem responder a esta pergunta. Desde quando foi criado, em 1978, ele já passou por seis locais diferentes, como Museu Padre Palmeira, Rua Coronel Gugé, Góes Calmon, Avenida Bartolomeu de Gusmão, Rua do Triunfo e agora no final da Avenida Juracy Magalhães. Fiz muita coleta de dados para meu livro “Uma Conquista Cassada”, quando se localizava na Rua do Triunfo, num prédio inapropriado por ser insalubre e úmido. Um Arquivo Público é como se fosse uma alma viva da história de um município e não pode ficar de lá para cá mudando de lugar em lugar sob risco de perda de documentos, sem contar os estragos nas mudanças de ambiente. Tenho um acervo cultural com mais de sete mil itens e sei muito bem o quanto são prejudiciais as mudanças, principalmente com relação a livros, pastas, jornais e documentos preciosos em papel. Ele hoje está num galpão fechado, com pouca luminosidade, sem levar em consideração o problema de acesso para muitas pessoas por ser distante do centro da cidade e de bairros mais periféricos. Não que seja um local escondido, como a Biblioteca Municipal, no Conquistinha, este equipamento também tem que ter um local definitivo que não esteja mais sujeito a mudanças. Com o advento da internet, poucas pessoas procuram um arquivo público para realizar alguma pesquisa, principalmente em se tratando de jovens estudantes que desconhecem a importância e o valor histórico de uma unidade dessa natureza. Por falar em tecnologia, a Prefeitura Municipal já poderia ter apresentado um projeto de digitalização do seu arquivo, uma demanda de muitos conquistenses com os quais já conversei sobre o assunto.  Nota-se pelas imagens das nossas lentes que não existe uma placa de identificação, mas o diretor Jailson Ribeiro garantiu que em breve será colocada. Apesar de tudo, os funcionários são bem prestativos e lhe atende muito bem.