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:: ‘Notícias’

UMA CATEGORIA ENFRAQUECIDA POR CAUSA DO INDIVIDUALISMO

Sempre foi vista, até certo tempo, como o quarto poder por ser formadora de opinião, tida por muitos como “o cão de guarda” em defesa da liberdade de expressão e a voz por uma sociedade mais justa e igualitária. Era para ser uma das categorias mais fortes e respeitadas do país, com sindicatos bem estruturados e com grande poder de barganha sobre os patrões.

Claro que estou falando da classe jornalística, que depois de passar por tantas adversidades, como ser censurada durante o regime militar de 1964; fazer história; romper com barreiras; e ser guardiã da democracia quando levanta matérias investigativas sobre corrupção e complôs na política, vive hoje uma crise de identidade, a começar pelo enfraquecimento de suas entidades, sem falar dos xingamentos de um presidente da República que odeia as críticas e abomina a liberdade.

Na minha concepção particular, essa falta de fortalecimento da categoria está no individualismo, naquele egoísmo do cada um cuidando de si para sobreviver. Sempre foi uma profissão mal paga em termos de remuneração e, para preencher essa deficiência, o trabalhador ou operário da notícia (jornalista não gosta de ser assim chamado) tem dois ou três empregos por fora, alguns deles até chamados de bicos. A prepotência é outro mal.

CADA UM QUE SE VIRE

Até hoje ainda persiste aquela ideia fechada de que cada um que se vire no mercado. Quando comecei a atuar na atividade, lá pelos anos 70, ouvia muita essa conversa de que o sindicato só faz atrapalhar. Somente poucos falavam o contrário e me apoiaram quando resolvi me filiar. Outro problema que atrapalhava na busca pelos interesses do profissional era a politização em demasia. Muitos preferiam se afastar.

Naqueles anos ainda existia uma militância mais robusta que foi definhando até os dias de hoje, principalmente com o fim da obrigatoriedade do diploma, por volta de 2009/10, mas a decadência já havia batido na porta bem antes disso. Não são propriamente os dirigentes que são culpados.

Estou falando no geral em termos de Brasil, a partir da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), mas quero trazer esse problema para a questão local, no caso o nosso Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), que só consegue arrecadar seis mil reais por mês dos seus minguados associados.

Será que foi a tecnologia da internet e a diversificação do mercado que provocaram esse enfraquecimento? Ou a própria desunião? As redes sociais têm alguma culpa nisso? Atualmente, para ser jornalista é só abrir um site, ou mesmo um perfil na internet. Numa discussão sobre jornalismo, todos se acham entendidos no assunto.

Sem união, uma rede de proteção e uma regulamentação da profissão, os sindicatos tendem a se esvaziar, ficando apenas alguns abnegados na trincheira da resistência. A realidade baiana não é diferente da de outros estados. Aqui mesmo em Vitória da Conquista, faz quantos anos que não se teve uma reunião?

CASA E MUSEU

Não deveria estar falando isso, mas quando aqui cheguei, nos anos 90, a diretoria regional e de outras cidades maiores eram bem mais atuantes. Digo isso porque fui diretor por várias vezes e até vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas. Recordo dos memoráveis encontros onde se discutia e se “brigava” por melhorias. Estávamos sempre vigilantes no combate aos desvios de conduta, os chamados “picaretas”.

Foi nesse idos que juntos conseguimos um terreno, doado pela Prefeitura Municipal, com intuito de construirmos a “Casa dos Jornalistas”, uma espécie de clube onde ali teríamos uma local de reunião e condições de realizarmos atividades culturais, de esporte e lazer. O lote, com planta e tudo, está localizado, isto é, se ainda existe, no Bairro Santa Cecília.

Há muitos anos que não se fala mais nisso, e o Sindicato não se pronuncia a respeito do assunto.  Infelizmente, a classe é desunida e individualista. Outra ideia que nasceu daqueles movimentos de outrora foi a implantação do Museu da Imprensa de Vitória da Conquista, um tipo de resgate da nossa história.

CORRUPÇÃO INVADE FORÇAS ARMADAS

O capitão presidente disse certa vez em seu “cercadinho de seguidores” que a Lava-Jato havia acabado porque em seu governo não existia mais corrupção. Como tantas de suas bravatas, essa soou como mais uma piada, a começar pelas rachadinhas dele e de seus filhos.

No Ministério da Educação apareceram os pastores vendilhões da pátria pedindo dinheiro e quilos de ouro para liberar projetos dos prefeitos. Antes disso, as forças armadas, tidas como de conduta ilibada, abriram suas portas para compras superfaturadas as mais diversas, como bacalhau, filé mignon e outros produtos de luxo. Enquanto isso, milhões passam fome.

Como se não bastasse tudo isso, agora estourou mais um escândalo por deveras inusitado que foi a compra de 35 mil comprimidos de viagra com sobrepreço. Isso deu vazão a uma enxurrada de memes, como de que o medicamento, recomendado para casos de impotência sexual, seria para levantar a moral dos soldados.

Outros casos vêm sendo denunciados, como a concessão de verbas para reforma e construção de igrejas evangélicas na Amazônia, dentre outros absurdos nunca visto em sua história. Essa reputação de seriedade das forças armas (exército, marinha e aeronáutica) com a coisa pública caiu por terra nesse governo que se blindou com os generais.

Antes do capitão, que se cercou dos generais de pijama para atentar contra a democracia e pedir intervenção militar, algumas pesquisas apontavam as forças armadas como uma das instituições do país mais bem conceituada. Depois de tantas atrapalhadas, como a do viagra, temos certeza que essa visão dos brasileiros deixou de existir.

Diante de tanto descalabro, muito generais, talvez a grande maioria, não estão nada satisfeitos e não concordam com o que está acontecendo, pois tudo isso mancha a corporação que já vem de uma passagem tenebrosa durante a ditadura civil-militar de 1964.

Os militares, nem todos, se incorporaram a esse governo para arrancar privilégios e mordomias, se nivelando às mazelas do Congresso Nacional e a políticos contumazes da corrupção. Por vaidade, status e dinheiro aceitaram cargos num governo que tem como sua maior marca a destruição da pátria, a começar pelo meio ambiente e extinção por completo do povo indígena.

O que eles estão fazendo é de estarrecer, e os quarteis deveriam ou devem estar envergonhados com tudo isso, pois eles, os generais, estão no lugar de dar o bom exemplo e cumprir com suas funções determinadas pela Constituição Federal, e não enlamear suas fardas como vem ocorrendo. Um dia, a história vai condenar todos eles por prevaricação.

UMA REFORMA ESCRAVAGISTA

Quando o governo Temer (o mordomo de Drácula), há cinco anos, com o lobby dos empresários e apoio do Congresso Nacional, implantou a maldita Reforma Trabalhista logo disseram que iria aumentar os empregos, e o país tomaria o rumo do desenvolvimento social e econômico. Quando o setor empresarial aplaude, coisa boa não é.

Passado esse tempo, nada disso aconteceu, muito pelo contrário, o que houve foi uma volta à escravidão do trabalhador brasileiro onde não existe mais negociação, e quem manda é o patrão. O operário se cala porque não tem outra alternativa. Na verdade, criaram uma reforma escravagista.

Confesso que eu já sabia disso, porque, na época, o capital, advogados, juristas e até mesmo a Justiça Trabalhista, com algumas exceções, foram unânimes e, somente os sindicatos fizeram algumas manifestações contrárias. Hoje está aí a realidade, nua e crua de uma nova escravidão.

Inventaram o trabalho intermitente, cortaram benefícios da CLT, podaram a ação dos sindicatos nos acordos, expandiram a terceirização para todas as atividades, justamente num país de mais de treze milhões de desempregados e com uma das maiores informalidades do mundo. Deu no que deu!

De lá para cá, a situação só fez piorar, e não me venham com essa de que a culpa foi da pandemia! Sem poder de barganha diante dos empregadores, os operários tiveram que baixar a cabeça para não entrarem na lista dos mais de 50 milhões de famintos e em condições subalimentar.

Hoje, o cidadão aceita qualquer valor irrisório, sem carteira assinada e outros benefícios que teria, para não ficar no olho da rua pedindo esmolas, ou até mesmo furtando em feiras e supermercados. Os sindicatos foram quase todos enfraquecidos, e o postulante ao emprego aceita qualquer coisa, como o subemprego. Isso não é escravidão?

Agora, está do jeito que os capitalistas queriam, só que eles são imediatistas e têm uma visão atrasada. Se existe menos emprego e o cara tem seu salário reduzido, fatalmente cai o poder de consumo e a economia não cresce, conforme está ocorrendo. Nesse ciclo de horror, o industrial corta sua produção, e os setores comercial e de serviço faturam menos.

De acordo com pesquisas dos institutos do IBGE, Fundação Getúlio Vargas, Dieese e outros, nos últimos anos da Reforma Trabalhista para cá, o rendimento do trabalhador caiu quase 9% e aumentou a informalidade. Na quase sua totalidade, os chamados “colaboradores” do capital não tiveram reajustes salarias numa inflação superior a 10%. Isso não é uma calamidade, uma escravidão?

Somando subemprego ou subutilizados (27 milhões) onde as pessoas poderiam trabalhar mais, desempregados (12 milhões), desalentados (4,7 milhões) e outras espécies, temos no pais mais de 50 milhões sem ocupação, uma legião de desesperados. Foi tudo isso que a Reforma Trabalhista gerou da sua barriga fétida neoliberalista burguesa.

Diante de tudo isso, o endividamento das famílias atingiu o índice de mais de 77%. Quem se atreve hoje entrar no gabinete do chefe para pedir um aumento salarial por merecimento? Ele pode correr o risco de ser demitido sumariamente. Já se foi o tempo em que se fazia isso e saia de lá com alguma coisa a mais. O cara tem que comer a gororoba calado! Isso não é escravidão?

Milhões hoje trabalham sem carteira assinada, ou com valores abaixo do mínimo, que não correspondem ao que eles deviam receber no final de cada mês. Labutam dia e noite em péssimas condições, sofrendo assédio moral e sexual. Engolem tudo isso porque precisam da merreca para levar um pouco de pão para suas famílias. Aliás, comem o pão que o diabo amassou!

Os empregados hoje não podem reclamar e nem dar uma queixa no Ministério do Trabalho ou na Justiça Trabalhista, pois temem ser botados para fora, porque existem milhões batendo a porta para aceitar a miséria salarial. As filas por emprego são quilométricas. Isso é, ou não é escravidão trabalhista? Essa Reforma não é boa para ninguém, nem para o ganancioso e selvagem capitalismo mundano e nem para o país. É uma vergonha para a nação.

Trabalho escravo não é somente os registrados em fazendas, empresas de construção civil, carvoarias e outros serviços onde se encontram pessoas vivendo em estado degradante, sem o direito de ir e vir, comendo rações limitadas sem nada receber no final do mês. Isso também que está aí nesse mercado é escravagismo.

 

 

 

A INIMIGA NÚMERO UM DO GOVERNO

Como se não bastasse a destruição do meio ambiente, nosso maior patrimônio nacional, desde o início do seu mandato trapalhão e aberrante, o capitão-presidente elegeu a cultura como sua maior inimiga e começou por cortar o Ministério da Cultura. Essa sua obsessão de que cultura é coisa de comunista ficou agora bem clara com o veto à Lei Paulo Gustavo que destina 3,8 bilhões de reais para o setor, beneficiando, principalmente, o audiovisual.

Dessa verba, pouco mais de 2,7 bilhões contemplam o audiovisual e os restantes para promoção de editais, comunidades negras e indígenas dentre outras linguagens artísticas, visando ajudar essas categorias que ficaram paradas sem trabalhar por dois anos por causa da pandemia. Será que o Bozó vetou por discriminação ao nome do artista Paulo Gustavo? Não existem outras razões plausíveis.

O Conselho Municipal de Cultura de Vitória da Conquista está emitindo uma nota de repúdio pelo veto, ao mesmo tempo em que apela aos deputados e senadores que juntem forças para derrubar esse ato insano e criminoso. Dessa verba, Conquista, um dos grandes celeiros do audiovisual, com quase 400 mil habitantes e terceira maior cidade da Bahia, deve ser contemplada com cerca de 2,5 milhões ou mais.

Os artistas conquistenses estavam contando com esses recursos para desenvolver seus projetos e, mais uma vez, se sentem frustrados e decepcionados, tendo ainda em vista que o poder público municipal tem investido muito pouco em cultura, um setor que vive à mingua com o pires, ou a cuia na mão, para realizar seus trabalhos. Muitos talentos estão sendo engavetados e sepultados.

Em toda minha vida, nunca vi tanta insanidade e perseguição contra a cultura, tida pelo capitão destruidor da pátria como coisa de esquerdista comunista, de vagabundos e maloqueiros vadios. Até quando esse racista, misógino, homofóbico e tantas coisa de ruim vai continuar abusando da nossa paciência?

Ele, junto com o Paulo Guedes, da Economia, e Damares, dos Direitos Humanos e da Mulheres justificam que a lei é inconstitucional por não estar previsto no orçamento, ou coisa assim, mas no Ministério da Educação os pastores evangélicos metem a mão em milhões e quilos de ouro em troca da liberação de recursos.

A cultura, ou a chamada economia criativa nesse país representa, ou já representou, quase 3% do Produto Interno Bruto (PIB e emprega, ou já empregou, mais de cinco milhões de pessoas. Um veto desse é mais um crime na mão assassina de um capitão que prega o negacionismo, o fanatismo religioso, a não vacinação, a aglomeração, a derrubada das florestas e o aumento de mais armas para matar.

A cultura nunca foi tão vilipendiada, ultrajada e sangrada na história do Brasil, nem nos tempos dos governos dos generais, sem contar que a arte e a liberdade de expressão estão sendo também censuradas e amordaçadas.

Nesses quatro anos, o Brasil ficou mais atrasado que há quarenta anos. Somos campeões de retrocesso no mundo, porque, sem cultura não existe memória e nem povo desenvolvido socialmente. Milhões vivem nas favelas passando fome, sem água e pisando nos esgotos porque nunca lhe deram educação e cultura.

Para os bispos vendilhões dos tempos, que rezam a Deus para agradar  satanás, milhões de reais; para as forças armadas que estão traindo nossa pátria, outros milhões, para seu Centrão no Congresso Nacional, bilhões; para os montadores das fake news mais milhões; e para a cultura, sua maior inimiga, nada através de seus vetos e cortes de verbas.

TEMPOS DIFÍCEIS PARA OS JORNALISTAS NESTA DATA COMEMORATIVA DO 7 DE ABRIL

Lembro quando comecei a dar os primeiros passos na profissão como revisor, no início de 1973, ano da minha graduação como bacharel em jornalismo para Universidade Federal da Bahia (Ufba). Eram tempos difíceis em pleno cerco da ditadura civil-militar, anos de chumbo contra a liberdade de expressão quando os homens da farda faziam o papel de cão de guarda para censurar os veículos de comunicação, especialmente o jornal impresso onde atuava.

Apesar de toda mordaça, os jornalistas eram mais combativos e participativos e tudo faziam para driblar a opressão dos generais. Os sindicatos, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e as associações brasileiras de jornalismo (ABIs) eram mais fortes e unidas. Naquela época, nem se falava de “fake news”, que passaram a brotar com a chegada da internet e, consequentemente, das redes sociais, o chamado jornalismo virtual onde grande parte da atividade foi banalizada, e a maioria perdeu a responsabilidade maior de informar.

Nada contra a evolução tecnológica onde a notícia é mais veloz que uma bala e pode ser mortal. Passados mais de 50 anos, onde cada um se acha jornalista (não precisa ser diplomado), o neoliberalismo de mercado estreitou os espaços da profissão, e poucos que optaram pela área e passaram a frequentar as escolas seguem a carreira. Caiu o nível de formação e aumentou o noticiário de matérias infundadas, mal apuradas pela falta de uma maior investigação.

Quando aqui cheguei, em 199,1 fui o primeiro jornalista formado da cidade e logo passei a assumir a diretoria regional do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), chegando a vice-presidente. Atualmente, como graduado sou o decano e, durante essa longa caminhada, já enfrentei muitos desafios. Continuo escrevendo porque é o alimento da minha vida e, se tivesse que recomeçar, seria novamente jornalista.

DIA DO JORNALISTA

Toda essa abertura, em forma de “nariz de cera”, é para lembrar do 7 de abril, Dia do Jornalista (quinta-feira), infelizmente menos comemorado que até no período duro do regime militar onde existia mais união e celebração com aqueles memoráveis encontros, dos quais muito ajudei a realizar. É dia de reflexão e protestos porque hoje vivemos num governo federal que, com sua tropa antidemocrática belicosa, desvaloriza, ameaça, menospreza, ataca, agride e xinga jornalistas com palavras de baixo calão. Será que não estamos num período mais difícil ou igual àqueles vividos há mais de 50 anos?

Vamos dar uma pequena pausa nesse comentário para focar propriamente no Dia do Jornalista, pouco rememorado pela própria classe (casa de ferreiro, espeto de pau). O dia foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e foi estabelecido por alguns motivos, como numa reunião de coletiva de imprensa. Uns dos motivos é que no dia 7 de abril de 1908, foi criada a própria ABI. Idealizada pelo jornalista Gustavo Lacerda, a associação situa-se no Rio de Janeiro, e é um centro de ação que tem como objetivo assegurar os direitos à classe jornalística.

Também no dia 16 de fevereiro foi comemorado o “Dia do Repórter”, que está ligado a um episódio da nossa história do Brasil. A data foi designada em homenagem ao jornalista e médico Giovanni Battista Líbero Badaró, morto no dia 22 de novembro de 1830. Ele participou de diversas lutas a favor da Independência do Brasil. Era proprietário do jornal “Observador Constitucional” e um dos principais motivadores da liberdade de imprensa, hoje tão vilipendiada, bem como a nossa Carta Magna.

Libero Badaró teve uma morte misteriosa, mas, segundo a história, inimigos políticos atentaram contra a sua vida. O falecimento dele causou descontentamento à população e culminou na abdicação do trono de Dom Pedro I, justamente no 7 de abril de 1831.   

Só para reportar a história, a primeira faculdade de Jornalismo foi criada em 1912, na Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos. A faculdade foi fundada por meio da doação de dinheiro do jornalista Joseph Pulitzer, que ajudou a tornar a imprensa conhecida como o quarto poder e que dá nome ao principal prêmio concedido a jornalistas.

No Brasil, a primeira escola de jornalismo foi criada em 1947. Atualmente, a instituição chama-se Faculdade Gásper Liberó e localiza-se no prédio da Gazeta, na Avenida Paulista.

TEORIA E PRÁTICA

Quando adentrei na redação era um dos poucos graduados pela Faculdade de Jornalismo da Ufba. Existiam os antigos jornalistas registrados no Ministério do Trabalho. Na década de 70, o diploma passou a ser exigido e isso criou uma animosidade entre os chamados velhos e novos. Dizia-se que jornalismo era uma vocação, uma forma de dom que se aprendia no dia a dia da notícia, o que não deixava de ser uma verdade, mas a formação teórica com a prática fortalecia ainda mais a profissão.

A briga gerou uma disputa de ações na justiça para derrubar a obrigatoriedade do diploma, isso, se não me engano, entre as décadas de 80 e 90. A ação caiu nas mãos do Superior Tribuna Federal, em 2009. Recordo que um dos ministros, contrário ao diploma, fez uma leviana comparação entre a culinária e o jornalismo, dizendo que a pessoa para cozinhar não precisava ter diploma. Aquilo foi de uma insanidade sem tamanho.

As faculdades continuaram emitindo os atestados profissionais, como a própria Facom da Ufba, a Uesb que começou seu curso em 1998 (fui um dos incentivadores e ajudei na sua estruturação) e tantas outras particulares. Mesmo com a não obrigatoriedade do diploma, vejo que as empresas dão mais preferência aos formados, valorizando a formação escolar e o conhecimento.

Para marcar a data, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os sindicatos dos jornalistas do Brasil e profissionais da área costumam fazer reflexões importantes sobre a carreira, o mercado de trabalho, os salários e o futuro da profissão.

O curso de Jornalismo é ministrado nas principais universidades do país durante quatro anos ou oito períodos. Os estudantes têm aulas teóricas, como teoria da comunicação, história da imprensa e ética e legislação, história da arte, práticas, como telejornalismo, jornalismo impresso e webjornalismo.  

O jornalista é o profissional que informa fatos à sociedade. Ele pode atuar em meios de comunicação, como rádio, TV, jornal, revista e internet. Também é comum que jornalistas trabalhem como assessores de comunicação e imprensa e, mais recentemente, em mídias digitais, tais como redes sociais e blogs.

TEMPOS DIFICEIS E O ESTRESSE

De acordo com pesquisa entre cerca de sete mil profissionais no Brasil, 66,2% dos jornalistas se sentem estressados. Dos entrevistados, 34,1% foram diagnosticados clinicamente com lesões por esforços repetitivos; 40,6% sofreram assédio moral no trabalho; 11,1% assédio sexual. A categoria é formada por maioria de mulheres (58%), inclusive negras.

É esse, mais ou menos, o perfil do jornalista brasileiro. Da amostragem, 44,2% disseram que seus esforços no trabalho não são reconhecidos. Os dados ainda confirmam que houve uma redução do volume de vínculos empregatícios pela CLT, bem como, 24% prestam serviços de freelancers, MEI, pessoa jurídica ou sem contrato. De toda classe, 42,2% trabalham mais que oito horas por dia. O estudo da Fenaj (Rede de Estudos sobre Trabalho e Identidade dos Jornalistas), de agosto a outubro de 2021, conseguiu coletar mais de sete mil respostas, sendo 6.594 válidas.

 

PROJETOS NA ÁREA CULTURAL VÃO AJUDAR ARTISTAS CONQUISTENSES

Não é muita coisa porque nos últimos anos a cultura nesses país só tem ficado com as sobras, mas a “Lei Paulo Gustavo”, de R$3,8 bilhões, aprovada pelo Senado Federal, para ações emergenciais no setor, vai proporcionar alguma ajuda aos artistas conquistenses que, como tantos outros, estão no sufoco, principalmente depois de quase dois anos parrados por causa da pandemia.

Pelo critério de divisão, de acordo com a proporcionalidade populacional e o Fundo de Participação dos Municípios, a Secretaria de Cultura de Conquista poderá abocanhar cerca de R$2,7 milhões, podendo beneficiar cerca de 500 artistas em diversas linguagens. Dois terços serão aplicados em projetos audiovisuais e os outros restantes nos demais segmentos. Os recursos são provenientes do superávit do Fundo Nacional de Cultura (FNC).

Conforme o projeto, cujo relator foi o senador Alexandre Silveira, a União terá de enviar o dinheiro aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, para aplicação em iniciativas que visem combater e reduzir os efeitos da Covid-19 na cultura. Esses entes serão responsáveis pela indicação das ações.

A proposta foi feita em homenagem ao ator Paulo Gustavo que morreu vítima do vírus, em maio de 2021. Essa lei é a segunda aprovada pelo Congresso para auxiliar a área cultural, mas ainda é muito pouco. Outro projeto é o PL 1.518/21 chamado de Lei Aldir Blanc 2, no valor de R$3 bilhões de fomento à cultura, a partir de 2023, devendo vigorar até 2027. A lei é também uma homenagem ao artista que faleceu em 2020 de Covid.

O último apoio aos artistas conquistenses em forma de edital ocorreu no final do ano passado, beneficiando 400 participantes, num valor em torno de R$300 mil, verba do Fundo Cultural e do orçamento da Prefeitura Municipal. Cada selecionado recebeu cerca de R$700 reais, uma pequena quantia que não atendeu às necessidades dos participantes, Em 2020, em plena pandemia, Conquista recebeu cerca de R$2,2 milhões da Lei Aldir Blanc 1, quando 500 artistas de variadas linguagens foram contemplados.

Essa Lei Aldir Blanc 2 foi proposta pela deputada Jandira Feghali e mais outros cinco deputados, tendo como relator o parlamentar Veneziano Vital do Rego. Esses recursos de R$3 bilhões, em cada ano, deverão ser investidos em 17 ações, como festivais, exposições, espetáculos, feiras, prêmios, bolsas para estudantes, intercâmbio cultural, aquisição de obras, digitalização patrimonial, reformas de centros, bibliotecas, teatros, dentre outros setores.

De acordo com o projeto, 80% dessa verba serão destinadas a ações de apoio na área cultural, como editais, prêmios, cursos, manutenção de espaços artísticos, dentre outras iniciativas correlatas. Os outros 20% vão para incentivo a programas e projetos em locais periféricos urbanos e rurais, bem como em comunidades tradicionais.

A POLÊMICA DA “SIQUEIRA CAMPOS”

A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista provocou uma polêmica danada ao criar um corredor exclusivo para ônibus na Avenida Siqueira Campos e retirar 62 estacionamentos. A primeira gritaria partiu dos lojistas da área que reclamaram perdas dos clientes. Em seguida vieram os motoristas de veículos leves devido aos longos engarrafamentos.

Em minha modesta opinião, não vejo nenhuma necessidade estabelecer uma pista exclusiva para ônibus num pedaço de uma avenida (nem um quilômetro). Não faz muita diferença, quando existem outras alternativas. Só entendo isso como uma mania de grandeza em querer imitar as grandes capitais, como Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em Conquista, na “Siqueira Campos”, os ônibus passam num intervalo entre 10 e 10 minutos. Que me perdoem os usuários de coletivos, mas a diferença é pequena, com ou sem corredor exclusivo. Basta deslocar os estacionamentos para as transversais da avenida, a partir do Centro de Cultura até as imediações da Rua Coronel Gugé (Ponto do Saruê).

As avenidas mais antigas em Conquista são estreitas, como a Frei Benjamim, Maranhão, Pará e a própria Siqueira Campos, e esta última é a que tem a menor circulação de ônibus. A Regis Pacheco é larga e curta. A Bartolomeu de Gusmão tem duas vias e a Fernando Spínola não tem como fazer esse procedimento.

É verdade que a questão da mobilidade urbana é um dos principais problemas de Vitória da Conquista, mas essa experiência só provoca mais confusão e transtorno. A única saída da Siqueira Campos é retirar os estacionamentos, ou impedir que os coletivos cortem o centro, passando pelo Banco do Brasil. Não vejo razão nessa chiadeira dos comerciantes.

O mais grave no momento, no setor de transportes, é a demora do poder executivo na licitação de novas empresas para substituir as duas que entraram em falência, sem falar da falta de regulamentação das vans e outros veículos particulares que rodam na cidade de forma clandestina. Os coletivos andam superlotados, sem contar que sempre passam atrasados nos pontos.

DECISÃO INUSITADA DE UM MINISTRO

A liberdade de expressão de um artista num show musical, quanto mais quando não conta com recursos públicos, não pode ser cerceada, como aconteceu neste final de semana no Festival Lollapaloza com Pabllo Vittar e Marina que se colocaram a favor do ex-presidente Lula.

A manifestação não pode ser encarada ou classificada como propaganda politico-eleitoral, conforme interpretou um ministro do Superior Tribunal Eleitoral, que determinou a proibição e ainda estipulou multa de 50 mil reais para cada vez que a ordem fosse desobedecida.

Trata-se de mais uma decisão inusitada, como sempre tem acontecido neste pais, que nos últimos anos vive sob ameaça de uma ditadura. Quando uma empresa contrata um artista, ela não pode dizer o que ele deve ou não falar. O partido do PL acionou a corte sob o argumento de que a posição dos artistas caracterizou uma propaganda política. E se fosse ao contrário?

Não estou aqui defendendo partido “A” ou “B”, ou nome de quem quer que seja, mas sim a favor da liberdade de expressão. Num palco, o artista fala o que quiser, desde que com responsabilidade, que não ultrapasse o limite do respeito ao outro, ou use o microfone para atentar contra a democracia.

A empresa do Festival alegou que não pode agir como censora privada, controlando e proibindo o conteúdo de falas de artistas. O cantor Marcelo D2 recorreu ao Supremo Tribunal Federal. Na sexta-feira, durante sua apresentação, Pabllo gritou “Fora Bolsonaro”.

O artista ainda desceu até a plateia e ergueu uma bandeira com a imagem de Lula. A cantora britânica Marina xingou o capitão-presidente Bolsonaro e o russo Vladimir Putin.

O movimento “Cala Boca já Morreu” também se posicionou contrário à decisão do ministro do TSE. São essas e outras coisa neste Brasil que aos poucos vão minando nossa democracia, daí a necessidade de todos estarem vigilantes contra esses absurdos.

OS PASTORES ALOPRADOS VENDILHÕES DOS TEMPLOS

Os fanáticos dominadores antigos, como os navegadores-descobridores portugueses e espanhóis dos séculos XV e XVI, em conluio com a Igreja Católica, tinham convicções de que, além da exploração das riquezas naturais, suas missões eram salvar almas pagãs, mesmo que fosse a ferro e fogo, como ocorreu com o tráfico negreiro durante cerca de 350 anos.

Para esses conquistadores, a escravidão era justificável porque estavam dando aos cativos a oportunidade de se elevarem a Deus e ganhar um lugar no reino celestial. Portanto, os castigos e as torturas eram merecidos. Era esse o pensamento predominante da maioria dos jesuítas e outras ordens, inclusive do famoso padre pregador Antônio Vieira.

Em pleno século XXI, nas mesmas terras brasis, temos hoje os pastores aloprados, ou seriam os vendilhões dos templos que, em nome do seu Deus e de Jesus Cristo, se lambuzam em postos de um governo fascista teocrático radical, para tirarem proveito próprio, misturando religião com promiscuidade. O pensar deles não difere muito do de antigamente, só que os métodos são diferentes, e acham que podem transformar o Estado num reduto evangélico.

Na ganância do poder e de se tornarem mais ricos, esses ditos representantes de Deus se infiltraram justamente no Ministério da Educação, cujo titular é um outro pastor, para com o dinheiro do povo, escravizar o nosso próprio povo brasileiro. Educação para eles é catequizar e evangelizar um rebanho inculto e ignorante, tanto que angariavam verbas até para comprar Bíblias.

Esses evangelizadores não passam de um bando de aloprados que ficaram deslumbrados quando as portas do governo do capitão-presidente se abriram para eles. Acham que assim estão contribuindo para arrebanhar mais fiéis para suas igrejas, crescendo seus poderios e tomando territórios, não importando os meios, se são imorais, estapafúrdios, aberrantes e indecentes. A diferença é que esses aloprados só pensam exclusivamente neles, acima do “salvar almas perdidas”.

Como disse em sua canção nosso cantador e poeta Raul Seixas, eles rezam a Deus, para agradar o diabo. Para liberar verbas aos prefeitos, eles pediam em troca quinze, quarenta mil reais e até um quilo de ouro, o equivalente a mais de trezentos mil. Seria o “ouro de tolo” de Raul Seixas, ou a corrida do ouro, como nos tempos do faroeste norte-americano, onde prevalecia a lei do mais forte?

Todos sabem que esse filme não é desconhecido. Sempre está se repetindo porque a palavra punição para esses crimes do colarinho branco foi banida da nossa Justiça. O enredo da recente película não passa de mais uma franquia dos governos passados, desde os tempos coloniais. Pior que a maior parte do público acha tudo normal, e outros nem estão aí.

O tráfico de influência é tão antigo quanto o Brasil, e os agentes só mudam de nomes, agora sob o comando de uma turma do evangelho que, em nome de Deus, tira do pobre para contemplar suas luxúrias. São os mesmos que jogam pedras nos terreiros de candomblé e discriminam homossexuais.

Esses falsos profetas de Cristo misturam o espiritual com o terreno e ministros de Deus com Ministério da Educação. Como eles se sentem pregando os ensinamentos de Cristo, de orai irmãos para não cairdes em tentação? Falam dos pecadores que vão arde no fogo do inferno. Rodam as sacolas em nome de satanás. O mais repugnante nisso tudo é que os “fiéis seguidores” aplaudem seus atos nefastos e nojentos.

O Brasil sempre foi uma “vaca leiteira”. Essa vaca só trocou de dono. Passou da mão da coroa portuguesa para as elites políticas, oligarquias empresariais, governos federal, estadual e municipal, chegando agora aos pastores evangélicos. Todos querem mamar em suas tetas. Ela sempre tem leite porque sãos as classes mais pobres que a alimenta todos os dias, com o suor de seus rostos.

Quando veio a Lava-Jato, muitos disseram que o Brasil iria ser passado a limpo. Que seria um marco divisor de águas da nossa história. Que corrupção jamais. Não acreditei nisso porque o próprio sistema, como ele foi montado, funciona como uma fonte inesgotável para saciar a sede de dinheiro e poder desses malfeitores malignos que nem pensam no futuro de seus filhos.

LENDA, ENTREVISTA RAIVOSA E O POLITICAMENTE CORRETO E INCORRETO

Era um final de tarde onde o pôr-do-sol já anunciava o anoitecer. Um cidadão chega aflito e ofegante num posto de saúde, com sintomas de Covid-19, e é atendido por um funcionário. O expediente já era finado.

Mesmo assim, ele o recebe; olha o seu cartão e, ao ver seu nome, meio que espantado diz:

– O senhor é uma lenda, não pode morrer! Começa a clicar várias vezes em seu celular e agenda uma consulta urgente para o paciente que lhe responde:

– Moço, lenda não existe! Não passa de uma imaginação das pessoas! Como posso ser uma lenda diante de tantas contadas pela história? Sou um simples mortal.

– É sim, para mim, que o acompanho há muitos anos, pelo seu caráter, seu comportamento ético, princípios, seriedade, honestidade e reputação ilibada. Também pelo que tem feito, com seu espírito de persistência.

– Não sou nada disso, mas agradeço seu reconhecimento. Moço, como posso marcar um teste para saber se estou contaminado? Venho tentando há dias pela Central de Marcações, mas ninguém atende.

– Pronto! O senhor já está agendado com o médico para logo mais amanhã cedo. Procure descansar, porque o senhor é mesmo uma lenda, e não pode ir assim levado por esse vírus.

Ele foi para casa imaginando: Quem sou eu para ser uma lenda, apenas um contribuinte entre tantos milhões, que dedicou toda sua vida batalhando e pagando seus impostos e, quando precisa do Estado, é considerado como mais um número esquecido lá no canto.

Mesmo assim, ele se sentiu recompensado e envaidecido, porque pelo menos uma pessoa reconheceu seu valor.  Mas, não sou nenhuma lenda – responde para si mesmo. Será que lenda tem a ver com travessia de vida?

De um polo ao outro, quero aqui aproveitar o momento para repudiar o tratamento rústico, fanático e radical praticado por dois radialistas conquistenses contra duas professoras sindicalistas, numa entrevista de bate-boca, quando as representantes da entidade tentavam explicar o aumento do piso do governo federal aos profissionais da educação.

As mulheres foram interrompidas abruptamente. Confesso que, em toda minha vida jornalística de 50 anos, fiquei horrorizado com o que vi e ouvi. Foi uma aula de como fazer antijornalismo e antiradialismo, sem nenhuma compostura e ética profissional. Uma entrevista raivosa, mais para conversas atravessadas de botequins. Os entrevistadores pareciam dois ferozes pits bull em ataque descontrolado, sem o devido traquejo jornalístico!

Simplesmente, foi uma aula de como não se deve fazer uma entrevista. Foi lamentável, para não dizer, uma vergonha para imagem do nosso jornalismo e da nossa cidade de Vitória da Conquista! Ao invés da mídia ser agredida, como geralmente acontece, foi a mídia quem agrediu as pessoas que ali estavam sendo entrevistadas. Nunca vi tanta descompostura no ar!

Mas, nessa mistura que hoje resolvi fazer, falo agora do politicamente correto e do politicamente incorreto. Os dicionaristas deveriam eliminar certas palavras de seus compêndios de significados e traduções.

Aqueles radialistas até podem vestir o manto do politicamente correto, recomendado pelo falso sistema, mas sempre vão estar com suas unhas afiadas para cravar no pescoço de alguém que esteja do outro lado do seu pensamento político. Tudo requer formação e profissionalismo no que está se fazendo.

Detesto esse politicamente correto porque remete à censura. Um amigo poeta-letrista me disse que não coloca o termo “zumbi” em suas músicas porque é pejorativo e racista. Afirmei para ele que uso a palavra “zumbi” e outras quando for necessário, para dar ênfase à narrativa, não com o fito de destilar ódio e intolerância racial.

Ora, voltando ao caso da lenda, ela pode ser empregada como metáfora para reforçar o texto, sem essa de preconceito e racismo. Tudo depende como empregar. O cara pode não usar a palavra “zumbi” por temer ser julgado e jogado na fogueira da inquisição. No entanto, isso não quer dizer que ele não seja racista. Não se pode falar em lobisomem?

Certa vez fui repreendido numa conversa porque falei a expressão denegrir, no sentido de outrem tentar caluniar ou manchar a reputação de outro. Entendo esse tipo de coisa como patrulhamento ideológico. Então, tenho que me policiar o tempo todo, para não ser visto como preconceituoso?

Entendo como preconceituoso o indivíduo que se vigia o tempo todo, ou se esconde numa couraça do politicamente correto, para agradar e enganar. O politicamente correto pode ser um farsante racista de primeira, ou um lobo na pele de cordeiro. O racismo existe, como o complexo de inferioridade, onde em tudo ver preconceito e racismo.





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