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FUTEBOL ESPANHOL TEM NOVO LÍDER

Carlos gonzalez – jornalista

O torcedor de futebol na Espanha vai aos estádios com a finalidade única de apoiar o time de sua cidade, província ou região autônoma, ao contrário do brasileiro, particularmente o nordestino, que veste a camisa dos clubes do Rio e São Paulo e lota as arenas, a maioria transformada em “elefantes brancos” após a última Copa do Mundo, para torcer contra os clubes de sua terra. Vitória da Conquista é um exemplo dessa posição nociva aos interesses do esporte local. Citei a Espanha para mostrar que os habitantes da Galicia e a comunidade espanhola de Salvador, formada quase que totalmente por galegos e seus descendentes, voltaram a se empolgar com o futebol, graças a boa campanha que o Celta de Vigo vem fazendo no principal campeonato do país, temporada 2015-2016.

O torneio espanhol, denominado pela imprensa internacional como a Liga das Estrelas, por reunir alguns dos melhores jogadores do mundo, ainda se encontra na 9ª rodada, de um total de 38, mas o Celta, que nos últimos anos já visitou as 2ª e 3ª divisões, desponta na liderança, superando Real Madri, Barcelona e Atlético de Madri. O Estádio Balaídos, com capacidade para 31.800 espectadores, vem recebendo os fanáticos torcedores da equipe que tem em Nolito seu maior destaque. O atacante tem sido convocado pelo técnico Vicente del Bosque para a seleção espanhola que busca seu terceiro título consecutivo de campeão da Europa.

Fundado em 20 de agosto de 1923, o Real Club Celta de Vigo – o título monárquico foi dado pelo rei Afonso XIII –seria rubro-negro, mas a absurda sugestão foi rejeitada pela maioria dos membros da primeira assembléia do clube, que optou pelo azul e branco, as cores da Galicia, ostentando com orgulho no lado esquerdo da camiseta a cruz de Santiago Apóstolo, padroeiro da Espanha.

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BIENAL DO SERTÃO DE ARTES VISUAIS

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Na cidade do sol brilhante do calor de 40 graus à beira do rio São Francisco, que está cada vez mais perdendo suas águas, a II Bienal do Sertão de Artes Visuais, no Centro Cultural João Gilberto, em Juazeiro, é uma boa opção de visita.

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Passando por aqui estive lá e gostei do que vi, mas lembrei, melancolicamente, do Centro Cultural Camilo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, o qual está fechado há dois anos para uma reforma sem fim. É uma vergonha e causa revolta diante do desleixo do Estado com a nossa cultura. Há muitos anos que não se realiza uma bienal de artes em Conquista.

A exposição em Juazeiro de artes plásticas, fotografias e instalações reúne um conjunto de artistas locais, do Rio de Janeiro, São Paulo e de vários estados nordestinos. O visitante se delicia com trabalhos de qualidade e belas fotografias sobre o sertão seco e os costumes do povo.

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A II Bienal do sertão vai até o próximo dia 2 de novembro e vale a pena passar por lá para dar uma olhada porque significa adquirir mais conhecimento cultural. Dê uma espiada nas fotos retratando a sequidão do nosso Nordeste.

No mesmo estilo dos outros centros culturais construídos nas maiores cidades baianas, o Centro João Gilberto está conservado e sendo utilizado pelos artistas locais, ao contrário do que está ocorrendo em Conquista.

A Bienal é uma boa pedida, mas dá tristeza ver o rio São Francisco na situação de penúria devido a depredação do homem e o abandono do poder público. Para encontrar uma solução, está sendo realizado, em Petrolina (Pernambuco), um seminário sobre a bacia hidrográfica do rio. A Hidrelétrica do Sobradinho está entrando no volume morto.

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Mas, em contraste com o quadro de recessão da economia nacional, de inflação alta, juros nas alturas, dólar valorizado, desemprego e cortes em programas sociais (Bolsa Família, Fies, Pronatec e outros), Juazeiro, no norte da Bahia, é a segunda cidade do Brasil que mais empregou gente nos últimos meses do ano.

 

Além dos serviços e comércio, o setor da agroindústria é um dos que estão mais contratando mão-de-obra. A Agrovale, a maior produtora de açúcar e álcool do Nordeste, está expandindo suas instalações. Também, a produção de vinhos e a agricultura irrigada de melão, uva, melancia e até pêssego estão dando sustentação à economia e oferecendo mais empregos. A região aqui é uma zona diferenciada do país que hoje vive um caos político, econômico e moral onde a ética foi pra lama da corrupção.

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O VESTIBULÃO DO ENEM

Nosso povo é desmemoriado, mas na década de 90 quando o vestibular nas universidades era uma maratona de “guerra” e os cursinhos privados ganhavam muito dinheiro, o governo federal anunciou que iria acabar com o vestibular. O tempo passou e aí foi surgindo o Enem que virou um “vestibulão” indigesto, um tipo de faroeste para se ingressar numa faculdade.

Hoje, com relação ao Enem, a mídia repete as mesmas matérias de antigamente dos vestibulares mostrando estudantes estressados o ano todo dentro de salas de aulas e dando dicas de professores, psicólogos e educadores de como agir para se relaxar. No Enem, como no vestibular antigo, os cursinhos particulares continuam ganhando muita grana.

De lá para cá, a educação no Brasil, infelizmente, só fez piorar e quase metade dos estudantes sai das escolas sem saber ler e escrever. Nem é preciso dizer que a grande parte não consegue interpretar um texto. Em matemática é outro horror.

Quando chega a oportunidade do Enem, depois de concluir o nível médio, o aluno que já vem lá de trás sem base escolar acha que através de um cursinho pode recuperar todo tempo de atraso (10 ou 12 anos) num ano só. Então, entra numa “guerra” desenfreada dia e noite, acreditando que pode fazer em pouco tempo o que não fez no passado.

Essa turma que já chega no Enem com deficiências no ensino não consegue mais acompanhar o raciocínio temático das  aulas dos professores, e não há “ show de aulão” que dê jeito. Agora as aulas viraram espetáculos em estádios de futebol para mais de dez mil estudantes. A maioria fica boiando na maionese.

Por sua vez, a mídia entra na onda para também fazer seu grande espetáculo de audiência, mas deixa de questionar o outro lado de que o nosso povo e os jovens estão sendo iludidos com um ensino do faz de conta. O Enem não passa de mais um carrasco, e a maioria que passa entra na universidade carregando em sua bagagem a mesma deficiência do fundamental e do básico.

Depois do Enem, a mídia também se deleita para mostrar as barbaridades cometidas nas provas estressantes dos estudantes. Poucos conseguem alcançar a média e raríssimos têm uma nota superior, só aqueles que frequentaram boas escolas particulares ou sempre se dedicaram aos estudos. Portanto, o Enem não representa um ano, mas os 10 ou 12 entre o básico e o ensino médio.

O USO DA BARBA

De Antônio Novais Torres

Atualmente com os acontecimentos promovidos pelo grupo do Estado Islâmico, temíveis terroristas que estão atuando no Iraque e na Síria, cometendo diversas atrocidades com cruéis consequências para a população desses países, têm motivado muitos jovens de outros países a imitarem os islâmicos barbudos ao deixarem crescer a barba, numa suposta adesão a esses procedimentos islâmicos ou por vaidade estética do indivíduo.

A barba é de origem milenar e, usada em diferentes culturas, é uma expressão do indivíduo. São famosas as barbas ideológicas, filosóficas, boêmias e institucionais.

Na antiguidade, era usada como sinal de status político, social ou religioso. Entre os gregos, o uso da barba era bastante comum, principalmente entre os filósofos. Entretanto, durante a dominação macedônica, essa tradição grega foi severamente proibida pelo rei Alexandre – O Grande.

Ela é usada em diferentes culturas: judeus, como meta de força e firmeza de caráter religioso; adventistas da reforma, uma opinião religiosa; classe sacerdotal do antigo Egito; filósofos gregos e romanos; igreja ortodoxa; senadores gregos romanos e brasileiros, como símbolo do poder político e outros como D. Pedro II, ou ainda por questões de moda e vaidade.

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O SARAU DO ESPAÇO CULTURAL

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Com uma reunião prévia às 19h30min do último sábado (dia 17/10) para criação do Grupo Multicultural com as presenças de Mano Di Sousa, Dorinho, José Carlos D´Almeida, Ciro Clayton Lima Macário, Vandilza, Jeremias Macário, Jesus, Marta Moreno e outros, aconteceu, logo depois o nosso Sarau com cantorias, declamação de poemas, discussões literárias e algumas pitadas de política.SARAU DO CIRO 048

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Foi mais uma noite descontraída de trocas de conhecimentos em que a viola de Mano e Dorinho deram o tom principal do evento que ocorreu no Espaço Cultural “A Estrada” e varou a noite num clima fraternal e informal, sempre acompanhado do vinho e uma comidinha que ninguém é de ferro. Ciro que veio do Rio de Janeiro para nossa programação achou a noitada divina.

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Na reunião foi discutido o projeto de criação do grupo que pode se denominar “Lítero-Musical Caroá” com objetivo de disseminar a cultural através de um CD e apresentações em vários centros da cidade, inclusive nas escolas públicas e privadas. Ficou marcado outro encontro para o dia 28 próximo (quarta-feira) quando será escolhida uma diretoria e definido o nome.

Depois desse bate-papo foi chegando mais gente como o companheiro Genivan e sua esposa, Cleidiane, Nadir, sua filha, sobrinho e namorado numa mistura entre os “coroas” e os jovens que participaram ativamente do Sarau, uma atividade consolidada que está completando cinco anos.

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O declamador Jesus conquistou as atenções com seus recitais sobre Papai Noel, Viola Quebrada, de Camilo de Jesus Lima e outras histórias e causos sociais com aquela linguagem cabocla e nordestina bem gostosa e deliciosa. D´Almeida fez um improviso com referência ao livro “Cem Anos de Solidão”, do colombiano Gabriel Garcia Marquez. Jeremias Macário declamou versos e poemas de sua autoria.

Mais uma vez, a proposta de misturar música e literatura deu certo e se casaram muito bem na voz de Mano Di Sousa, Marta e Dorinho com seus causos. Walter Lages que, infelizmente, por motivo de viagem não pode comparecer ao nosso Sarau do último dia 17, bem como  nossos amigos professora Itamar Aguiar e artistas musicais Moacir Morcego e André Cairo fizeram falta, mas estarão no próximo.

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BRASIL ESTÁ RECUPERADO, DIZ DUNGA

Carlos González – jornalista

A imagem de Dunga, a beira dos gramados, fazendo “caras e bocas” ou reclamando dos árbitros, ou então participando de entrevistas coletivas, onde debocha dos jornalistas e dos torcedores, dá a impressão de que estamos tomando um purgante. Num país onde os cargos de maior relevância, como os ministérios, são preenchidos sem o menor critério de competência pelos seus ocupantes, qualquer um pode ser técnico da seleção. Já que estou tratando do futebol, cito como exemplo o Ministério do Esporte, cujo titular, o baiano de Alagoinhas, pastor e animador de auditório, George Hilton, confessou, ao tomar posse, “que não entendia dos assuntos”de seu novo emprego. Nas conversas com a imprensa especializada, envia seus assessores.

Torcedor da extinta Catuense, o ministro tem receio de não saber fazer distinção entre algumas modalidades esportivas, como as lutas marciais, por exemplo. Seu antecessor, o comunista Aldo Rabelo, foi para o Ministério da Tecnologia e hoje está na Defesa, no comando das Forças Armadas, onde, provavelmente, não sabe o significado das estrelas e divisas dos uniformes militares.

Nos últimos dias, com o início das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, Dunga e alguns dos seus jogadores resolveram experimentar o laxativo que, diariamente, enfia pela goela dos torcedores. O efeito foi desastroso. Acometidos de um desarranjo mental, o treinador e o baiano de Juazeiro Daniel Alves tentaram explicar que a má vontade do brasileiro, exceto os nordestinos, com a sua seleção, é consequência da má gestão social e econômica do país, aliada aos escândalos financeiros, envolvendo figuras do alto escalão da República.

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EUCLIDES DA CUNHA

TEXTO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

Dados Biográficos

Euclides Rodrigues da Cunha nasceu em Cantagalo, 20 de janeiro de 1866. Foi escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro brasileiro. Órfão de mãe desde os três anos de idade, foi educado pelas tias. Freqüentou conceituados colégios fluminenses e, quando precisou prosseguir seus estudos, ingressou na Escola Politécnica e, um ano depois, na Escola Militar da Praia Vermelha.

Cadete republicano

Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, professor da Escola Militar, atirou durante revista às tropas sua espada aos pés do Ministro da Guerra Tomás Coelho. Euclides foi submetido ao Conselho de Disciplina e, em 1888, saiu do Exército. Participou ativamente da propaganda republicana no jornal O Estado de S. Paulo.

Proclamada a República, foi reintegrado ao Exército com promoção. Ingressou na Escola Superior de Guerra e conseguiu ser primeiro-tenente e bacharel em Matemáticas, Ciências Físicas e Naturais.

Euclides casou-se com Ana Emília Ribeiro, filha do major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da República.

Ciclo de Canudos

Em 1891, deixou a Escola de Guerra e foi designado coadjuvante de ensino na Escola Militar. Em 1893, praticou na Estrada de Ferro Central do Brasil. Quando surgiu a insurreição de Canudos, em 1897, Euclides escreveu dois artigos pioneiros intitulados “A nossa Vendéia” que lhe valeram um convite d’O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antonio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia e era apoiado pelos monarquistas residentes no País e no exterior.

“Tragédia da Piedade”

Morreu em 1909. Ao saber que sua esposa, mais conhecida como Ana de Assis, o abandonara pelo jovem tenente Dilermando de Assis, que aparentemente já tinha sido ou era seu amante há tempos – e a quem Euclides atribuía a paternidade de um dos filhos de Ana, “a espiga de milho no meio do cafezal” (querendo dizer que era o único louro numa família de tez morena) -, saiu armado na direção da casa do militar, disposto a matar ou morrer. Dilermando era campeão de tiro e matou-o. Tudo indica que o matou lealmente, tanto que foi absolvido na Justiça Militar. Ana casou-se com ele.

O corpo de Euclides foi examinado pelo médico e escritor Afrânio Peixoto, que também assinou o laudo e viria mais tarde a ocupar a sua cadeira na Academia Brasileira de Letras.

Colaboração: ANTONIO NOVAIS TORRES

antorres@terra.com.br

Brumado, 08/10/2015

 

NÃO CONFIE NOS CORREIOS

Há um mês (dia 18 de setembro) enviei um documento importante para  Juazeiro, só que ainda não chegou ao destinatário. Em contato por telefone, a pessoa que estava à espera do material procurou a empresa, mas ninguém soube informar o paradeiro da correspondência. Para complicar mais ainda, terminei perdendo o recibo entre outros papéis, mas se o tivesse em mãos, também não mudaria a situação.

Um funcionário, em Juazeiro, apenas disse que nada podia fazer porque a postagem tinha sido simples, o que significa que a empresa, além de bagunçada é excludente. A impressão que passa é que as correspondências simples são jogadas no lixo e só dão seguimento aos envelopes registrados e via sedex, e olhe lá! Nos correios de Vitória da Conquista a atendente me informou no dia 18 de setembro que o tempo de duração para chegar ao destino seria de oito dias.

Estive ontem (dia 13/10) na sede dos Correios de Conquista e me informaram a mesma coisa de que não tinha como rastrear o envio do documento por ter sido feito no modelo simples. Então, nesse caso, o consumidor está sendo enganado e lesado quando a ele é oferecida a opção de pagar por uma postagem simples. Não seria mais honesto cortar este serviço do que oferecê-lo?

Os Correios hoje são a cara do Brasil, sem rumo, sem organização e sem responsabilidade porque não tem outra concorrência no setor. É outra estatal caiando aos pedaços, cujas diretorias são indicadas por partidos políticos do governo federal, sem levar em conta a competência e o conhecimento técnico. Mérito neste país é coisa sem valor.

Aliás, foi lá de dentro que nasceu o mensalão quando um chefe foi flagrado recebendo propina no início do primeiro mandato de Lula. No ano passado a empresa foi utilizada como comitê político do PT para fazer campanha para Dilma. É estarrecedor como um funcionário desdenha do usuário em tom de menosprezo porque ele optou pela postagem simples, como estivesse confirmando que isso acontece sempre, e é normal.

É por isso que temos um dos piores serviços do mundo em termos de qualidade e competitividade. Nossa imagem lá fora é cada vez mais enxovalhada como país não confiável. Não é a primeira vez que tive uma correspondência extraviada e ninguém soube informar nada lá dentro.

Quem está do outro lado da linha para receber o material, por um motivo ou outro, termina duvidando da sua palavra de que postou a encomenda. Ai a pessoa é levada ao desgaste moral e psicológico, sem contar os prejuízos de andamento de um processo como está sendo neste caso particular.

A esta altura deve ter gente aí recomendando recorrer à justiça e aos órgãos de defesa do consumidor. Tudo bem, só que lá também você se depara com a lentidão e o jogo de empurra-empurra para solucionar seu problema, isto quando dão. Como não disponho do recibo, aí é que a coisa fica por isso mesmo. Apelar pra quem?

Como se orgulhar de viver num país assim onde você paga impostos, altas taxas pelos “serviços” e não é respeitado no seu direito de ser bem servido? Onde as empresas estatais são simplesmente utilizadas como cabide de empregos por gente que não leva a sério o trabalho? Esse tipo de coisa só acontece aqui no Brasil. Não dá para suportar tanta afronta, sem não se indignar, sem não se revoltar!

OS 30 ANOS DA CHAPADA

LENÇÓIS LAPA DOCE 109

Em sua edição 151 de outubro, ano 26, o jornal “Correio da Chapada” lembra e faz uma homenagem aos 30 anos da criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, um território de 152,2 mil hectares de pura beleza, cujo decreto foi assinado pelo governo federal em 17 de setembro de 1985.

Com o fim dos garimpos de diamantes, os municípios, como Lençóis, Mucugê, Andaraí, Iraquara, Palmeiras, Seabra e outros do entorno entraram em situação de pobreza. O turismo foi a saída para recuperar sua economia, cita o jornal editado e impresso em Seabra, um sobrevivente da internet. Hoje, o turismo é a principal fonte de renda da população.

LENÇÓIS LAPA DOCE 058

O biólogo norte-americano Roy Richard Funch, como conta o impresso, que tem como diretor João Carlos Gomes, foi um dos responsáveis pela criação do Parque. Roy confessa que o turismo salvou a região da extrema pobreza, mas hoje se diz preocupado com o desenvolvimento desenfreado da atividade que acarreta outros problemas.

O jornal, que tem como jornalista responsável Bruno Cirillo e Iago Aquino como colaborador, recorda que em 1910, enquanto os garimpeiros ainda exploravam as serras, os cartões postais já indicavam o potencial turístico, mas tudo começou mesmo em 1970 com a chegada do norte-americano Steve Hornan a Lençóis, uma cidade, naquela época, de pouco mais de mil habitantes.

CAPÃO POÇO DO DIABO 125

Como publicitário, Steve veio ao Brasil como voluntário do Corpo da Paz. Junto com o amigo lençoense Heraldo Barbosa, o norte-americano idealizou o tombamento da cidade como patrimônio histórico, o que ocorreu em 1973. Logo após, em 1979, o governo baiano inaugurou a Pousada de Lençóis, hoje Hotel de Lençóis com 150 leitos. Foi a primeira pousada a dar o ponta pé inicial ao desenvolvimento do turismo.

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O ERRADO E O CERTO

Colaboração de Antônio Novais Torres

1- Anexo / Anexa

Errado: Seguem anexo os documentos solicitados. Certo: Seguem anexos os documentos solicitados. Por quê? Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.

2- “Em vez de” / “ao invés de”

Errado: Ao invés de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião. Certo: Em vez de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião. Por quê? Em vez de é usado como substituição. Ao invés de é usado como oposição. Ex: Subimos, ao invés de descer.

3- “Esquecer” / “Esquecer-se de”

Errado: Eu esqueci da reunião. Certo: Há duas formas: Eu me esqueci da reunião. Ou Eu esqueci a reunião .Por quê? O verbo esquecer só é usado com a preposição de (de – da – do) quando vier acompanhado de um pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos).

4-“Faz” / “Fazem”

Errado: Fazem dois meses que trabalho nesta empresa. Certo: Faz dois meses que trabalho nesta empresa. Por quê? No sentido de tempo decorrido, o verbo “fazer” é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Em outros sentidos, concorda com o sujeito. Ex: Eles fizeram um bom trabalho.

5- “Ao encontro de”/ “De encontro a”

Errado: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio de encontro ao que desejavam. Certo: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio ao encontro do que desejavam. Por quê? “Ao encontro de” dá ideia de harmonia e “De encontro a” dá ideia de oposição. No exemplo acima, os diretores só podem ficar satisfeitos se a atitude vier ao encontro do que desejam.

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