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ITAMAR INDICA LEITURA DO ARTIGO DE ORLANDO SENNA

ESCURIDÃO E ESPLENDOR

No filme alemão Jesus me ama (Jesus Liebt Mich), uma comédia alegórica e absurdista de Florian David Fitz sobre a eterna luta entre o Bem e o Mal, os jovens Jesus e o Diabo tentam resolver suas diferenças na mão, na porrada, em um confronto de socos, pontapés e pauladas. Enquanto Deus, o velho, lava as mãos e diz que essa briga é um problema da humanidade e não dele. Um dos eixos da alegoria é o egoismo do amor. Sabemos que a incorrigível humanidade chegou a profundidades radicais de estupidez e violência em vários períodos da sua história, gerando crises universais e, consequentemente, saídas para essas crises. Saídas dolorosas, desgarradoras, mas saídas — se assim não fosse o apocalipse já teria acontecido (no século passado o grande exemplo é a Segunda Guerra Mundial e seu rabicho Guerra Fria, com mísseis nucleares apontados para todas as direções).

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LENÇÓIS REALIZA I FLICH

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Escritores, poetas, músicos, cineastas, críticos literários, estudantes, professores, contadores de estórias e causos se encontraram em Lençóis e Seabra, no período de 3 a 7 de setembro, na I Festa Literária Internacional da Chapada Diamantina (I FLICH). Foi praticamente uma semana de discussões as mais variadas, com oficinas, projeções de filmes, palestras e lançamentos de livros onde todos beberam da mesma fonte do conhecimento numa paisagem de verde e casarios históricos.

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Numa ação conjunta da Prefeitura de Lençóis, Associação EcoViva, Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e empresas locais, a programação foi aberta no auditório da instituição pública, em Seabra, com apresentação da banda de pífanos da cidade, seguida da

Professor Itamar Aguiar apresenta o cineasta Orlando Senna

conferência “Poesia Negra, Contemporaneidade e Novas Mídias” proferida pelo escritor José Carlos Limeira.

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Nos dois primeiros dias, as oficinas, as palestras e os debates literários com temas diversificados aconteceram na cidade de Seabra, unindo turismo e cultura, ecologia e Patrimônio Arquitetônico Colonial. Ainda no dia 4, às 20 horas, o evento foi aberto em Lençóis no Mercado Cultural.  Os trabalhos prosseguiram nos dias 5,6 e 7 na cidade histórica onde quem chega entra no túnel do tempo das larvas diamantinas e dos coronéis e jagunços.

Além do escritor João Ubaldo Ribeiro e do compositor e poeta Dorival Caymmi, o cineasta lençoense que participou do encontro, Orlando Senna, foi também um dos homenageados que falou de literatura e cinema. Seu prestigiado filme Diamante Bruto, com o ator protagonista José Wilck, foi exibido no auditório do Centro Cultura da EcoViva com posterior debate do próprio diretor  que respondeu, pacientemente, a todas indagações feitas pela atenta plateia.

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Recital de poesias e lançamentos de livros na EcoViva

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Palestra sobre Literatura e Cinema com João Jardim e Orlando Senna

 

 

 

 

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Cineastas João Jardim, Orlando Senna e a professora Solange Lima no debate sobre Literatura e Cinema, no Canto das Águas

 

 

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No Mercado Cultural, o conquistense e escritor Alberto Marlon (de boné) participa da Feira de Livros

 

 

 

 

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Joabson Figueredo, os professores Itamar Aguiar e Ronaldo Senna falam sobre Chapada Diamantina: Literatura e Memória Cultural, tendo como mediadora do tema a professora Cristina Sales

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FUTEBOL BRASILEIRO EM CRISE Carlos Gonzalez -jornalista

“Amigo, em fui da época em que o Bahia bateu o Santos de Pelé e foi campeão brasileiro de 1959. Hoje, os clubes do Nordeste já iniciam o Brasileirão brigando para não cair”. Ademir da Guia, 72 anos, o maior ídolo do Palmeiras, usou esse exemplo para mostrar que o futebol brasileiro passa por uma crise técnica, onde os times dos grandes centros, como Rio e São Paulo, se nivelam aos nordestinos – há poucos dias, ABC e América, ambos de Natal, eliminaram, respectivamente, Vasco e Fluminense da Copa Brasil.

O “Divino”, como era apelidado nas décadas de 70 e 80, se limitou a falar sobre o panorama técnico do futebol brasileiro, deixando de mencionar o lado financeiro. A imprensa tem noticiado, quase que diariamente, a situação pré-falimentar de alguns dos grandes clubes que participam das quatro séries do Campeonato Brasileiro, revelando que, três ou quatro deles, anunciaram que abandonariam a competição, porque não conseguem levar seus torcedores aos estádios, mas só não o fizeram porque a CBF, a “mãe rica”, os ameaçou com pesadas multas e exclusão por dois anos de jogos oficiais.

Talvez tenha passado pela cabeça dos dirigentes do Vitória da Conquista, logo depois das terceira rodada do torneio da série “D”, com apenas um ponto ganho e sem chances de se classificar para a segunda fase, perder seus demais jogos por WO. O time conquistense, por falta de divulgação das suas partidas e de apoio dos desportistas e empresários da cidade, tem prejuízo financeiro toda vez que entra em campo. Os números podem ser consultados nos boletins publicados no site da CBF.

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“UMA CONQUISTA CASSADA” NO IHGMC

O livro “UMA CONQUISTA CASSADA – Cerco e Fuzil na Cidade do Frio” , de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário foi apresentado no Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (Minias Gerais) pelo diretor da instituição, Dario Cotrim que comentou o trabalho com os membros do IHGMC.

DOC IHGMC - Cópia

É MUITO SACRIFÍCIO!

É cômico para não dizer hilária a maratona dos candidatos em todas as eleições na corrida pelo voto do eleitor. É o mesmo “bandejão” no restaurante popular com aquela gororoba, o mesmo pastel da esquina, o mesmo copo médio do café com leite e pão cacete no bar sujo da praça, a mesma pinga de arromba peito e a mesma buchada gordurenta de sempre!

Em todas as eleições são as mesmas cenas. Eles ou elas abraçam criancinhas ricas e pobres (melhor se for pobre e feia), idosos, doentes e pessoas esquisitas desdentadas que nunca viram na vida. A maioria do eleitor fica contente e sai dizendo que o candidato é gente boa e simples do povo. Já outros mandam sair pra lá.

Quem é ateu passa a acreditar em Deus e a frequentar a Igreja Católica, os templos evangélicos e os terreiros de candomblé. É tanto abraço e apertar de mão que o pretendente ao cargo de presidente, governador, senador ou deputado termina o dia morto de cansado e com uma catinga danada.

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SOBRE NOSSAS FERROVIAS

PROLONGAMENTO ATÉ VITÓRIA DA CONQUISTA

No contrato de arrendamento da Estrada Nazaré, assinado em 28 de março de 1921, fazia parte o prolongamento até a cidade de Vitória da Conquista, passando por Boa Nova e Poções. Em outubro de 1925 foi nomeada comissão de locação da estrada, chefiada pelo engenheiro Ciro Moreira Spínola. A orientação era que a comissão deveria aproveitar o projeto da Central de Estudos e Construções de Estrada de Ferro Sul da Bahia para a seção de Jequié – Conquista.

Est. de Contendas - Cópia

O projeto chegou a realizar traçados e montar estaqueamentos numa distância de até 38 quilômetros (Garganta do Segredo) rumo a Boa Nova, aproveitando-se os vales dos riachos Pau Brasil, Seco, São João e parte do rio Urubá.

Depois do enfrentamento de chuvas dentro das matas, os estudos dos técnicos ficaram paralisados na margem do Urubá, distante três quilômetros de Boa Nova.

Em setembro de 1926 foram aprovados os estudos dos 20 primeiros quilômetros de Jequié até Volta do Rio das Contas. A Comissão chegou a entregar à Viação Sudoeste os documentos dos quatro trechos. Em agosto de 1927 deu-se a primeira medição dos trabalhos, constando de roçagem, destocamento, escavação de alguns cortes e construção de bueiros.

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1964, O ANO QUE NOS SEPAROU

Até então era a Igreja Católica e a juventude cristã com seus movimentos libertários em defesa da justiça social. Os operários, estudantes e professores pediam melhorias nas fábricas e nas escolas; os camponeses e seus sindicatos queriam mais terras para trabalhar; os marinheiros e outras fardas lutavam para se livrar de seus opressores navios e quartéis; as esquerdas políticas e seus líderes, inspirados nos ideais das revoluções socialistas, defendiam as chamadas reformas de base; e as famílias se uniam para ver seus filhos prosperarem na educação.

Monumento Ditadura 3 - Cópia

 

As camadas mais conscientes e politizadas da população avançavam e se agitavam no terreno das conquistas. Divergiam nos métodos, mas convergiam nos objetivos, enquanto a burguesia e a elite atiravam pedras. Ai apareceu a cavalaria de 1964 com seus tanques, fuzis, lanças e metralhadoras e nos separou. O governante desistiu de encarar a luta e a grande maioria não acreditou no que estava acontecendo. Com a dispersão, não houve tempo para reunir as forças.

O golpe civil-militar de 1964 foi mesmo o ano que nos separou e nos deixou mais distantes do sonho e da esperança. Foi o ano que empurrou os brasileiros para uma longa noite de trevas e uma tenebrosa separação nos anos seguintes. Foi o ano que criou carrascos para excomungar a liberdade de opinião, prender seus opositores e dar guarida aos apoiadores. Foi o prenúncio da escuridão e o ano em que irmão dedurou irmão.

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“A SINA DE UM BOIADEIRO”

O conquistense e amigo Edivaldo Fagundes do Nascimento, um grande incentivador da cultura popular nordestina, que mora em Brasília lá no planalto do poder, mas sempre está visitando a terra natal, nos conta esta história real que ocorreu entre os anos de 1960 a 1962. Ele é o próprio autor destes versos, feitos em homenagem à memória de Enestino e seu pai Manuel:

Seu moço, vou te contar

Um fato que aconteceu

Há muitos anos atrás

No sertão da Bahia

E também Minas Gerais.

 

Um caboclo muito forte

E metido a valetão

Nasceu em Vitória da Conquista

E logo se tornou peão

Pois sabia lidar com gado

No cavalo ele era bom.

 

Seu nome era Enestino

Homem de fibra e coragem

Duma briga não corria

No muque ninguém ganhava

Derrubar peão ou patrão

Para ele não importava.

 

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FILA DUPLA NA GUGÉ

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Já se tornou comum e normal na frente da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal, rua coronel Gugé, os carros se posicionarem em fila dupla, tornando o trânsito ainda mais caótico no centro da cidade. A pessoa cardíaca não pode mais dirigir em Vitória da Conquista, a não ser que seja acompanhada de um cardiologista e um psicólogo para acalmar o motorista. Não existe mais espaço para tantos veículos que crescem a cada dia, e os pedestres também sofrem com os passeios quebrados, principalmente aqueles com deficiência física. É difícil cobrar educação quando o próprio poder público não dá o devido exemplo. Por todo centro, as entidades, instituições e empresas reservam seus espaços e ainda fazem fila dupla. Uns idiotas ligam o sinal de alarme do carro passando por cima das normas de trânsito. Cada um faz o que quer. Está insuportável rodar na cidade e, ao invés de melhorar, piora.  O melhor é virar jeca tatu num buraco qualquer do que ter que aturar esse trânsito infernal.

ESGOTO ABERTO NA BRUMADO

ESGOTO E TRÂNSITO 004 - Cópia

 Durante todo dia de ontem, dia  27 (quarta-feira) o mau cheiro estava insuportável em plena avenida Brumado, nas imediações do Mercado Municipal (Feirinha) e o espaço Glauber Rocha. Um esgoto aberto da Embasa escorria misturado a lixos que são jogados diariamente no asfalto. Para uma cidade do porte de Vitória da Conquista a imagem era deprimente, não somente para os visitantes que chegam.

 A questão demonstra não apenas a falta de educação de um povo, como também a má gestão por parte dos órgãos públicos. As eleições estão aí e os candidatos prometem e prometem. O marketing de campanha é o mesmo há mais de 30 anos. As frases são repetidas entre abraços e visitas a lugares mais populares com “direito” a um pastel num boteco ou num restaurante onde é servida uma refeição chamada “gororoba”. Todos dizem que vão colocar tudo em ordem se eleitos forem. Acorda Brasil!

ESGOTO E TRÂNSITO 005 - Cópia

 





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