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:: ‘Notícias’

ATÉ A RAPADURA SUBIU DE PREÇO

Nem mais a feira livre é refúgio para os pobres de poder aquisitivo menor, visando fazer uma economia no orçamento familiar. Semana passada estive na “Feirinha” do Bairro Brasil e senti na pele a carestia. Moço, até a rapadura teve uma alta de 100% e em relação há dois meses. Um tijolo que custava R$5,00 agora está por R$10,0, e difícil de ser encontrado porque os barraqueiros se recusam a comprar o produto catingueiro.

Até há pouco tempo era vantagem fazer compras de frutas, verduras e folhas na feira porque os preços eram bem mais baixos do que nos supermercados. Atualmente, com a inflação em disparada, está praticamente tudo equiparado.  Um litro de andu que no final do ano era vendido por R$5,00 e R$6,00 o litro, agora está por R$10,00 e R$12,00. Virou grão de rico.

Não é somente o fator econômico de combustíveis e dólar mais alto que exercem influência na subida da inflação. Existe aquele fator psicológico invisível que conta. Quando vê tudo subindo, até o barraqueiro e o ambulante acrescentam mais uns reais, sem explicação plausível. É a onda dos preços altos. É como se fosse uma moda.

Na feira não tem aquela comodidade e conforto de uma loja ou supermercado, sem contar os gastos que são bem maiores com empregados, luz, água, impostos e outras obrigações. No entanto, a nossa feira de cada dia, mesmo nos redutos menores, está com os preços quase nivelados. Vamos começar a comer capim.

A situação está cada vez mais complicada, e nem a feira é mais saída para as hortaliças e frutas. Por falar em frutas, já percebeu que elas chegam ao consumidor bem mais ácidas, azedas e podres, cheias de pragas, principalmente o mamão, a manga, a melancia, a laranja, a tangerina, o abacaxi, o melão e até o nosso umbu sertanejo.

Para isso, imagino dois ou três motivos. Quando se trata de produto de exportação, os brasileiros ficam com o resto, o refugo. O melhor vai para o exterior. Outro problema é a modificação genética que introduziram nas lavouras, sem contar os agrotóxicos.

Depois que inventaram o umbu gigante, a fruta ficou mais azeda. Umbu doce é ainda o nativo da caatinga que, embora pequeno, é bem mais saboroso e nutritivo O grande só tem mais polpa, mas nem se compara com o nato do sertão que a gente vai lá e derruba no pé.

O BRASILEIRO FICA COM AS PELES E A SOBRA DOS RESTOS DAS FRUTAS

Além das carcaças de frango, os supermercados e feiras estão agora vendendo poções de peles ao preço de R$3,00, no país que é o maior exportador do mundo dessa ave. Em 2021, as vendas para o exterior (cerca de 25 países) totalizaram 4,6 milhões de toneladas, o que representou um recorde.

Isso não é mais vergonha num país onde mais da metade da população sofrem de deficiência alimentar. Está tudo banalizado, e a fome está se tornando uma coisa normal. Estamos no limite da degradação humana, e a maioria que houve esse papo diz que é coisa de comunista.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a alta no volume das exportações foi de 9% em relação ao ano de 2020, quando foram embarcadas 4,23 milhões de toneladas. Em termos de receita, houve uma elevação de 25,7%, com US$7,66 bilhões registrados em 2021. O mesmo ocorre com a carne bovina onde a pobreza faz filas do osso.

Esse aumento das vendas do frango lá fora se deu mesmo com a redução das compras pela China, que é o principal destino do produto brasileiro. Outros países foram peças chaves para colocar o Brasil como maior exportador global, caso da Arábia Saudita, África do Sul, Japão, Estados Unidos e até para as Filipinas.

Para este ano de 2022, espera-se novo recorde de exportação, enquanto os brasileiros, diante do atual cenário econômico e social, vão continuar comendo pescoço e pernas de frango. A carne mesmo só quando consegue arrumar alguns trocados ou alguma doação das campanhas de Natal.

Ah, isso serve de glorificação para os patriotas ufanistas que carregam no peito o slogan “Pátria Amada”! O Brasil também é o maior exportador de café e soja, bem como, vendedor externo de carne bovina, enquanto por aqui milhões de famintos catam comidas no lixo ou fazem caldo dos ossos.

Com as frutas, o processo não é diferente. O Brasil manda mangas, uvas, melões, maracujá de primeira qualidade para o exterior. As sobras podres e com pragas ficam com os brasileiros da pátria armada de intolerâncias e ódio. Eles, os produtores capitalistas ainda dizem que alimentam nosso povo.

Há séculos que a base das exportações brasileiras é constituída de produtos primários, como grãos, ferro, aço, petróleo cru e outros itens. Temos uma das maiores costas litorâneas do mundo (oito mil quilômetros), mas importamos pescados. Em termos de produção e consumo, temos déficit de trigo e arroz, mas o país prefere exportar tudo para o exterior porque dá mais lucro.

Todos os anos o Brasil registra altos índices de superávit na balança comercial, graças às matérias-primas e o agronegócio. Os dados são exibidos com orgulho, só que as transações em contas correntes, a chamada contas externas têm um rombo de mais de US$28 bilhões.

O negócio é fazer reservas e deixar o povão na miséria. Esse quadro comprova que somos uma país atrasado, subdesenvolvido mesmo, porque vendemos primários e pagamos a preços altos os industrializados, tecnologia, fármacos, química fina, peças sofisticadas e outros itens que ainda não fabricamos.

A DESTRUIÇÃO DA PETROBRÁS

Carlos González – jornalista

O geólogo aposentado Aymar Santos, 84, anda sem destino certo pelas ruas de Botafogo, onde mora no Rio de Janeiro. Suas mãos rugosas seguram um punhado de papéis (desenhos técnicos e mapeamento do subsolo do Recôncavo Baiano). Às poucas pessoas que lhe dão atenção conta como foi seu período de trabalho insalubre nas turmas de prospecção de petróleo, nas décadas de 60 e 70. E conclui sua narrativa lamentando que a Petrobras, a qual dedicou parte de sua juventude, venha sendo arruinada pelos últimos governantes do país.

Lendo recente comentário de meu amigo e colega Jeremias Macário neste mesmo espaço, decidi expressar minha solidariedade a Aymar (ex-colega no extinto Instituto Normal da Bahia), fazendo uma modesta explanação sobre os fatos que lhe deixam indignado, sentimento que é compartilhado por anônimos aposentados, que, no passado, se orgulhavam de serem chamados de petroleiros.

Na cabeça, capacete com o emblema e o nome da empresa; veste inteiriça azul de tecido resistente, com manchas de óleo. Esses trabalhadores eram vistos com frequência nas ruas de Alagoinhas, Catu, Pojuca, Madre de Deus, e nas cidades do Recôncavo, onde os poços de petróleo estavam sendo abertos.

Representavam um orgulho para as populações e uma fonte de renda para os municípios; seus altos salários, deixados no comércio, contribuíram para o desenvolvimento da economia da região, onde há ainda indícios em São Francisco do Conde, no Recôncavo, que mantém o quarto maior PIB do estado, abaixo somente de Salvador, Camaçari e Feira de Santana.

RLAM e “Ruivinha”

A emocionante história do ouro negro no Brasil tem um capítulo especial dedicado à Refinaria Landulpho Alves de Almeida (RLAM), a primeira construída no país, cuja produção e refino do petróleo começaram em setembro de 1950. Aquela construção erguida numa das margens do Rio Mataripe, em São Francisco do Conde, levou o brasileiro a acreditar que o seu país muito breve seria autossuficiente em petróleo, cujos derivados estaríamos exportando.

Foi só um sonho. O segundo lar dos velhos petroleiros da área de refino foi vendido em julho do ano passado pelo governo Bolsonaro a um grupo árabe, iniciando um programa de privatização de outras refinarias. Além do preço de venda (US$ 1,65 bi), abaixo do valor do mercado, segundo estudos técnicos, A Federação Única dos Petroleiros (FUP) identificou outras irregularidades, denunciadas às esferas judiciais e ao TCU. A entidade classista prevê que as privatizações vão provocar novos aumentos de preços no gás de cozinha, no óleo diesel e na gasolina.

Em fevereiro do ano passado, na ânsia de trocar, a todo momento, o pessoal do primeiro escalão do seu governo, Jair Bolsonaro contribuiu diretamente para a desvalorização da Petrobras em cerca de R$ 100 bilhões,  interferindo na estatal, inclusive mudando seu comando.

Avaliada em R$ 382,9 bi – suas ações caíram 25% -, a empresa numa semana desabou para R$ 282 bi, prejudicando a União (acionista majoritário), derrubando a Bolsa de Valores, afugentando investidores, elevando o dólar e a inflação. Primeira estatal em valor de mercado, a Vale do Rio Doce ampliou a distância que a separa da Petrobras.

Nesse antipatriótico processo de destruição da Petrobras, Bolsonaro deu sequência ao “trabalho” iniciado em 2014 pelos seus antecessores. Considerado como um dos maiores esquemas de corrupção do mundo, o Petrolão envolveu os presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de políticos, empreiteiros, diretores da estatal e ministros.

A arquitetura criminosa, demolida pela Polícia Federal e investigada pela Operação Lava-Jato, causou na Petrobras um rombo de R$ 42 bilhões – a recuperação do dinheiro roubado não chega a R$ 10 bi – funcionava da seguinte forma: a estatal, por meio de seus cinco diretores, entregava às empreiteiras obras de grande porte, superfaturadas, como a construção das refinarias de Recife (orçada em US$ 2,3 bi, custou US$ 20,1 bi), Itaipava (RJ) e Araucaria (PR). Os beneficiados tinham a obrigação de alimentar os cofres dos partidos políticos ligados ao governo.

Ministra de Minas e Energia de Lula e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Dilma foi convocada pelo TCU para explicar a compra da refinaria sucateada de Pasadena, nos EUA, apelidada de “Ruivinha”, por causa da ferrugem em grande parte de suas instalações. A ex-presidente alegou que não teve acesso às informações necessárias, contrárias à aquisição da unidade americana; e foi’ inocentada. Pasadena foi comprada em 2006 por US$ 1,2 bi e vendida em 2019 por US$ 467 mi.

Num país onde cadeia só existe para quem rouba para matar a fome, toda a quadrilha que se beneficiou do dinheiro público, com exceção de três ou quatro membros, está vivendo em imóveis de luxo, longe dos olhares curiosos, principalmente da imprensa. A maioria cumpre prisão domiciliar, com ou sem tornozeleira eletrônica, com dinheiro em contas no exterior; outros pagaram uma irrisória indenização e estão livres; outros trouxeram de volta o famigerado “dedurismo” da ditadura e, sem necessidade de tortura, “entregaram” os companheiros, em troca da liberdade; outros contam os dias para prescrição dos processos. E assim vamos vivendo de amor…, como cantava a saudosa Elza Soares.

 

 

 

 

 

 

A TECNOLOGIA QUE NÃO FUNCIONA NO BRASIL

O repórter passa os números de atendimento e diz que o aplicativo e o site são mais práticos para fazer o agendamento da sua necessidade, como uma consulta média nesses tempos pandêmicos. Siga o passo a passo. No meio sempre dá um problema, e a pessoa tem que começar tudo do zero.

Acontece que dificilmente você consegue. Bate a irritação e o indivíduo fica ainda mais estressado. A nossa tecnologia já nasceu como o DNA da burocracia. Funciona de maneira precária, e poucos têm acesso a ela. Quando possui, é aquela tortura.

Não é querer ser derrotista, mas sempre digo que a única coisa que funciona bem no Brasil é a corrupção. Essa é uma “maravilha”, levando ainda em consideração que ela está aliada à impunidade. Com a propina e o suborno o cara passa pelo porteiro sem ser revistado.

Poderia citar aqui muito setores, como na educação e na saúde, por exemplo, onde o brasileiro pena para marcar uma consulta ou matricular um filho numa escola através de um site ou aplicativo. Vou apontar, porém, o caso do SAC que está resolvendo os problemas do cidadão por agendamento.

Eu sou um testemunho desse sofrimento no processo de renovação da minha carteira de habilitação. Primeiro, com ajuda da minha esposa, tentei agendar pelo site, mas ele nunca abre. Desisti.

Resolvi, então, ir pessoalmente ao serviço no Shopping Boulevard. O moço me indicou uma pequena empresa, um quiosque que fica dentro do Shopping e cobra R$2,50. Lá, em questão de dois minutos ou menos, a moça fez o agendamento. A terceirização mais parece uma máfia porque pelo site do SAC é até impossível.

No dia marcado, que foi ontem (dia 24/01), às 11 horas, lá fui eu pontualmente com meus papéis na mão. Recebi a senha para ser atendido e, a esta altura, já me sentia relaxado e certo que iria, enfim, solucionar meu “pepino” burocrático.

Para minha surpresa, 10 ou 15 minutos depois, apareceu um funcionário para avisar que o sistema de habilitação estava fora do ar, mas seria por pouco tempo. Aquilo já mexe com os nervos da pessoa. Demorou mais um pouco, e outro preposto comunicou que o problema iria demorar.

Então, me dirigi ao senhor para saber o que faria. Ele olhou para mim, de maneira educada, e recomendou que no meu caso (idoso) melhor seria cancelar o agendamento. Prontamente entreguei minha senha e indaguei o que faria. Respondeu que a saída era fazer outro agendamento, lá no quiosque, pagando mais R$2,50.

Ai, meu amigo, só para agendar já gastei R$5,00, fora o laudo e o médico que irá me examinar para saber se ainda estou apto para dirigir. Tenho que retornar ao SAC na próxima quinta-feira, não mais tendo a certeza que serei atendido porque nossa tecnologia não é confiável, e sempre tem o tal do sistema que sai do ar.

O brasileiro pobre nasceu para sofrer calado, e come o pão que o diabo amassou. Para todo canto que se vai tem uma fila, e a tecnologia, que tanto propagaram que iria facilitar nossas vidas, na maioria das vezes não funciona.

Fico a imaginar que o pobre no Brasil quando morre vai direto para o céu, porque pelo inferno ele já passou. Na portaria, São Pedro nem deve olhar a ficha dele, se é pregressa ou não. Para acabar com essas injustiças, só uma revolução, para eliminar essa corja que infesta a política e nem está aí para o sofrimento do nosso povo.

Por falar em fila, você, por acaso, já viu algum milionário, famoso ou deputado numa fila para tirar e renovar documento ou resolver alguma pendência em um banco ou repartição pública? Se você encontrar, me conte.

A mesma coisa é a tal prova de vida que os governantes colocam aqueles velhinhos aposentados nas filas intermináveis para chegar na carteira do funcionário e dizer que ainda não morreu. Vá tentar fazer através do Aplicativo Meu INSS! Coisa é fazer uma inscrição num edital de concurso!

 

 

UMA PETROBRÁS ESQUARTEJADA

Só os mais velhos (muitos já se foram) se lembram da campanha, há cerca de 80 anos, do petróleo é nosso. Nos últimos anos, a Petrobrás, símbolo desse pertencimento nacional, foi sendo esquartejada, primeiro pela corrupção a partir do governo petista, e logo depois pela venda de seus ativos.  Triste país onde cada títere maluco e psicopata se incube de depená-lo!

Nos áureos tempos do passado, quem aí imaginaria que a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) de Mataripe, na Bahia, seria vendida a preço de banana para um grupo árabe? Primeiro foram os poços do recôncavo, as distribuidoras e outras empresas. Nosso país está virando pó! Cada governante mete o seu machado na lasca, e a nação vai se transformando em gravetos.

Como na reforma trabalhista, ou melhor escravista, do Temer (o mordomo de Drácula) em que os empresários do capitalismo predador disseram que serviria para aumentar o número de empregos, o mesmo está acontecendo com o esquartejamento da Petrobrás. São todos mentirosos que nem pensem em seus filhos que vão ficar com essa maldita herança.

A saída da Petrobrás da Bahia gerou uma das piores crises de sua história na geração de emprego e renda, conforme assinalam os economistas Claudiane de Jesus e Pedro Gilberto Filho, em coluna assinada no jornal “A Tarde”.

De acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do IBGE, comparando a média anual dos trimestres de 2021, enquanto o volume de trabalhadores do setor no Brasil reduziu 2,4%, passando de pouco mais de 159 mil, em 2020, para mais de 155 mil no ano passado, no estado a queda foi em torno de 30% (25.788 em 2020, para 18.328 em 2021).

De um modo geral, segundo a pesquisa, também houve drástica redução da renda média dos trabalhadores na Bahia, especialmente no ramo de óleo e gás, na faixa de 23%. Disseram que que a saída da Petrobrás de alguns segmentos iria surtir efeitos positivos na criação de novos postos de trabalho.

Está comprovado que a desintegração da empresa estatal não foi nada benéfica para a economia brasileira e baiana, muito menos para o consumidor baiano que agora está pagando um combustível bem mais caro com a venda da refinaria em relação a outros estados da federação. Agora são os sultões e xeiques árabes que ditam os preços. Cadê os sindicatos? Cadê a “oposição de merda” no Congresso? São todos cafajestes e farinha do mesmo saco!

Não me venham com essa colocar a culpa na pandemia. O esquartejamento da Petrobrás já vem ocorrendo há quase 20 anos, desde a roubalheira e os desinvestimentos da estatal a partir de 2015. Nesse ano, quando se deu a venda dos campos terrestres do recôncavo baiano, no terceiro trimestre o setor de óleo e gás empregava quase 38 mil pessoas. Hoje são 8.760 postos na região, conforme dados do terceiro trimestre da PNAD 2021.

Estamos mesmo lascados, sem ninguém para apelar! São verdadeiros bandidos salteadores dos nossos bens públicos que deveriam ser condenados por uma corte internacional, já que não existe justiça no Brasil. O que fizeram com o nosso dinheiro? Sempre gastam em orgias e em mesas de carteados em seus prostíbulos e cassinos clandestinos. Os ladrões estão todos soltos, e a Lava-Jato foi dissolvida pelo ácido assassino.

MATÉRIAS QUE EXCLUEM OS POBRES

Com o aprofundamento das desigualdades sociais no Brasil e a consequente redução do nível de instrução das pessoas, a linguagem da mídia com determinadas matérias, sobretudo a televisiva, exclui cada vez as camadas mais pobres de baixo poder aquisitivo.

Programas e reportagens noticiosas hoje oferecem “receitas” variadas para o bem-estar das pessoas, como prevenir das doenças através de uma alimentação saudável; controlar suas finanças com base num cálculo econômico de suas dívidas mês a mês; não se automedicar quando sentir alguns problemas de saúde; e até usar constantemente o protetor solar contra o câncer de pele.

Existe uma lista enorme de matérias na mídia onde recomendações dessa natureza deixam naturalmente os mais pobres de fora. É até uma afronta! É uma linguagem com um conjunto de normas que só podem ser seguidas a partir da classe média mais alta. A impressão é que estamos vivendo em uma nação desenvolvida.

Quando se diz, não se automedique, procure seu médico, você está falando para quem? Para um público mais restrito, porque somente poucos têm um médico neste país. Se o pobre sofre um mal-estar, ele vai logo para uma farmácia porque o paciente sabe que é difícil marcar uma consulta no SUS, e o atendimento leva meses. Cá com meus botões, fica complicado!

O repórter vai para um supermercado ou uma feira e leva um nutricionista em meio àquelas imagens coloridas de produtos, frutas, hortaliças e carnes, de preferência brancas, para o profissional dar as dicas de como comer bem para ter uma vida mais longa. Como é a reação daqueles que dependem de uma cesta básica para sobreviver? Imagine em sua mente.

Na atual realidade do nosso Brasil, é uma coisa surreal para milhões de pobres e desempregados que passam fome. Como o indivíduo vai comprar frutas, tomate e hortaliças se ele nem tem dinheiro para o feijão e o arroz? Será que o nutricionista tem alguma receita para o pobre miserável ter uma alimentação saudável?

O caso do protetor solar é outro exemplo clássico de reportagem jornalística que só atinge a poucos. Como recomendar a um pobre que ele sempre use uma substância química protetora dos raios solares? É até uma insensatez mental. Como já existe o auxílio absorvente para as mulheres, poderia se criar também o do protetor solar.

Sugeria às redações da imprensa em geral fazer uma pauta sobre essas questões e entrevistar especialistas em cada assunto específico, para ver se existe alguma solução para o problema, ou perguntar dentro da própria entrevista, como fica o pobre.

Controle de finanças só para quem tem hoje um salário razoável e, mesmo assim, o cara se endivida por causa do seu padrão de vida. Existe uma lista enorme de outras matérias nas áreas de saúde, alimentação e lazer onde os pobres são fatalmente excluídos. Por outro lado, a elite burguesa não aceita que os mais necessitados tenham acesso a esses bens. É mais uma vergonha em nosso país capitalista selvagem.

 

OS CURRAIS DOS BANQUEIROS

Minha tensão aumenta quando tenho que ir a uma agência bancária para resolver um problema, que seja um simples saque de um dinheirinho. Às vezes, fico adiando o compromisso, mas não tem como se escapar da tortura. Quando chegou no centro, olho para todos os lados da praça e só vejo filas amontoadas no Bradesco, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Aquilo vai me deixando mais desesperado e começo a suar.

Acho que estou com transtorno de pânico e trauma de banco, se esse é o termo correto na psicologia. A primeira batalha é ultrapassar aquela porta giratória que muitas vezes emperra. Depois de vencer a fila, introduzo, meio tremulo, o cartão no caixa eletrônico e recebo uma resposta na tela de que não foi possível fazer a leitura. Passo para outro e acontece o mesmo. Àquela altura, não é mais possível controlar a irritação. Continuo tentando até conseguir. Ufa, que alívio!

Olho para os lados e só vejo filas de pessoas de todas as idades, mais de idosos, naquele curral apertado dos banqueiros. Dia desse fui resolver uns “pipinos” e contei quatro filas, uma para o caixa eletrônico, outra para pagamentos em caixas presenciais, outra para prova de vida (o vivo tem que provar que está vivo) e uma última para pedidos de empréstimos, portabilidades e refinanciamento de dívidas. Ah, ia me esquecendo! Tem ainda a fila da senha.

Quando tenho que ir para essa “guerra de nervos” sempre levo comigo um livro para passar o tempo, mas fixo a atenção na leitura e os ouvidos atentos para as conversas de sofrimentos, queixas, malandragens de gente que quer levar vantagem em tudo (furar a fila) e brigas contra os vigias que ficam ali naqueles currais procurando orientar os clientes, ou pacientes, como queiram.

Ouço coisas estranhas de comadres com comadres, compadres com compadres ou entre um compadre e uma comadre. O papo gira em torno de doenças, de vizinhos chatos, da situação de pobreza no país, fake news sobre determinados fatos, informações deturpadas e outras coisas curiosas que rendem uma boa crônica.

Tem aquele que se faz de “inocente” e vai entrando no meio da fila. Não meu senhor e minha senhora, a fila é lá atrás. Ah sim, desculpe. Uma vez dessa ouvi um diálogo engraçado de um senhor a respeito de uma mulher, dessa “sabida astuciosa” que queria furar a fila.

– Veja só, um dia estou aqui, nesse mesmo lugar, e aí me aparece uma senhora, já meio idosa, não sei de onde, dizendo que estava sentada naquelas poltronas e entrou em minha frente – contava o senhor para uma comadre. Discuti com ela e disse que estava mentindo. A dona não gostou, e ainda me desatacou me chamando de ignorante, que tive uma professora égua. Respondi que realmente era uma égua igual a ela.

Quando chegou minha vez, até que fiquei um pouco mais calmo, mas só estava começando minha cruzada rumo a Jerusalém para combater os turcos, ou os mouros “infiéis”. O atendente mandou que eu procurasse um determinado funcionário do setor específico para meu caso, que me devolveu de volta como se fosse um pacote imprestável para o mesmo lugar.

Afinal de contas quem vai me atender?  Pergunto, já meio alterado. Aguenta coração! Meu pânico e meu trauma se elevam! O cara liga novamente para o colega, e só então, fui recebido. Era quase meio dia, e a barriga já dava sinais de ronco. Era fome mesmo! Só chegando mais gente e os currais mais cheios que antes.

Nesse meio tempo, um moço meio forte, sujeito mulato, tipo com jeito acostumado de passar rasteira nos outros, que queria ser atendido na frente de todos, discutia com o guarda, dizendo que estava passando mal. Meu senhor, se está passando mal, vou chamar o Samu – respondeu o vigia.

Não sei no que deu a conversa. Finalmente, quando já ia embora, naquele sufoco danado de espera, um senhor, visivelmente nervoso, batia na porta de vidro, gritando que queria falar com o gerente. Também não sei no que deu a discussão, ou confusão.

São coisas dos currais feitos pelos banqueiros financistas gananciosos que fecharam agências, demitiram bancários, reduziram o horário de atendimento e espremeram as pessoas numa só unidade. Quando alguém se revolta e parte para a violência – toda paciência e submissão têm o seu limite – chamam a polícia e leva o indivíduo no camburão. É a cara do Brasil, de um povo marcado como gado em curral.

A BURRICE E O FANATISMO BRASILEIRO NUMA NAU DE INSENSATOS ASSASSINOS

Pandemia, surto de gripe influenza, ômicrom, incêndios nas florestas, enchentes torrenciais, desastres da natureza com tragédias humanas, seca, inflação, desemprego e fome estão assolando o nosso país, como pragas do Egito, exterminando nosso povo. Mas, o que tem a ver tudo isso com burrice e fanatismo? Se formos analisar com mais profundidade filosófica, tem muitas ligações, principalmente em se tratando da Covid-19, da intolerância, do preconceito e dos desequilíbrios climáticos.

No último dia 11 (terça-feira), a Bahia registrou mais de cinco mil casos ativos de Covid, quase o mesmo patamar de agosto de 2021, enquanto um milhão e 500 mil baianos ainda não foram tomar a segunda dose da vacina contra o coronavírus. A imprensa noticia que 80% dos casos graves do coronavírus são de não vacinados que sobrecarregam os hospitais, inclusive nas UTIs.

Mesmo assim, diante desse caos, multidões se aglomeram nas praias e festas de paredões, sem máscaras, e o uso de álcool é só de cachaça. Tudo isso tem a ver com burrice e fanatismo, que não podem ser considerados como doenças pelos psicólogos, mas matam. Agora, a cegueira dos não vacinados individualistas da liberdade procuram as unidades de saúde e se submetem aos medicamentos fortes, os quais eles mesmo rejeitaram e negaram, alimentando e disseminando mentiras contra a vacina.

Por que, mesmo depois do avanço da imunização comprovar queda na expansão do número de óbitos e internações graves, milhões de pessoas negacionistas insistem em não se vacinar e se posicionar contra a ciência? Só pode ser burrice e fanatismo que, como tufões de grandes proporções, estão varrendo o Brasil e deixando rastros de destruições de terra arrasada.

Pronuncia-se muito o termo solidariedade quando se trata de doações de alimentos e produtos para as vítimas das chuvas na Bahia e em Minas Gerais, mas onde está essa solidariedade coletiva quando milhões se recusam tomar a vacina? De um lado as doações de cestas básicas e roupas, do outro o desdém em relação aos mortos pela Covid, seguindo o sentimento frio psicopata do capitão-presidente. Que solidariedade é essa?

Milhões se aliam às mentiras do banditismo digital. No lugar dos fatos confirmados cientificamente, colocam os falsos e menosprezam a chegada da variante ômicron com novas explosões do vírus em todo mundo. Como se saídos das trevas de uma toca ou de um armário, os radicais ignorantes, burros e fanáticos se multiplicam como pulgas ou piolhos nas redes socais, em mesas de bar e botequins, para propagar fake news e baboseiras de imbecis. A internet virou uma nau de insensatos.

Esse turbilhão de ignorância/idiotia tem uma obsessão por disseminar conceitos sem nenhum fundamento, valendo-se de distorcer ideias; inventar; afirmar que pesquisou tal coisa em algum lugar; e que viu um estudioso falar. Para o fanático doente crônico, vale tudo, e não adianta tentar um diálogo com ele. É até perigoso, porque o burro e o fanático são violentos e podem lhe assassinar.

O que leva o fanático a defender o ilógico, como declarar que a terra é plana, e que a vacina pode transformar a pessoa num jacaré ou lhe deixar enfermo numa cama? É como se fosse uma droga que emite um prazer na mente e vicia. O indivíduo sente a necessidade de estar sempre produzindo delírios mentais de forma descontrolada. O fanático possui dentro de si um comportamento disfuncional obsessivo e não aceita tratamento. O fanático se fecha dentro de suas convicções, para não lidar com seu medo e sua frustração interior.

Quanto as outras questões de enchentes, secas devastadoras, incêndios, fome, desastres da natureza e outras mazelas que invadiram nosso país nos últimos anos, também tem a ver com burrice e fanatismo. Ambos desagregam e provocam males adversos na coletividade. Não respeitar o meio ambiente é uma burrice do ser humano irracional que, com seu fanatismo, nega o aquecimento global. O consumismo não deixa de ser uma burrice fanática que não prejudica somente o dono.

 

COPINHA, UMA FEIRA DE NEGÓCIOS

Carlos González – jornalista

Devido à grandiosidade que adquiriu nesses 53 anos, a Copinha se transformou numa feira internacional de negócios, onde o único produto é o Homem, em seus primeiros 20 anos de vida. Esse mercado humano, que funciona sem a fiscalização de nossas autoridades, é oficialmente batizado de Copa São Paulo de Futebol Júnior, popularmente conhecida como Copinha.

Analisada pelo lado esportivo o torneio tem enormes virtudes, sendo a principal delas de trazer aos dias hoje o futuro do futebol brasileiro. Os méritos são da Prefeitura de S. Paulo, com o apoio da Federação Paulista de Futebol (FPF). Em sua 51ª edição, a tradicional competição nacional – deixou de ser disputada em 1987, por desinteresse do então prefeito Jânio Quadros, e, no ano passado, por causa da pandemia – reúne cerca de 3.000 atletas de 128 clubes, representantes dos 27 estados e de Brasília, com jogos em 30 cidades paulistas e final programada para próximo dia 25.

Empresários do mundo do futebol; “olheiros” e “espiões” enviados pelos grandes clubes da Europa, Oriente Médio, China e Japão; organizações comerciais, de entretenimento, educacionais e até a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), estão percorrendo nesses dias o interior paulista, com a finalidade de vender sua mercadoria, ou adquirir jovens talentos, a baixo custo, devido a desvalorização do real.

Aqui na Bahia, em Irecê, foi criado em outubro de 2018 o Canaã F.C., resultado da parceria entre a Igreja Universal e um projeto social da região. Sob o lema “Atletas com Cristo”, obedientes aos pastores e proibidos de dar palavrões, seus jogadores, os primeiros no grupo 31, acreditam que dessa vez “um de nós vai deixar o sertão baiano”.

Além do Canaã, figuram na relação dos participantes da Copinha times desconhecidos do torcedor, como o Perilma (mantido por uma fábrica de bolachas e rapadura de Campina Grande, na Paraíba); Ibrachina (os donos são japoneses). Todos eles apostam chegar ao mesmo nível do Red Bull Bragantino, representante do Brasil na próxima Taça Libertadores, graças ao apoio de uma forte multinacional.

A sanção em 2021 da lei que regulamenta o clube-empresa tem atraído o interesse de empresários nacionais e internacionais em clubes brasileiros, que estão passado por um grande aperto financeiro. Além do Cruzeiro, Cuiabá e Bragantino, estão em processo de negociações, Botafogo (RJ), Atlético (PR), Coritiba, América (MG) e Chapecoense.

Esperança e frustração

O River recebeu na véspera a notícia de que o governo do Piauí desistira de pagar a viagem ao interior de São Paulo. Os dirigentes do clube saíram atrás dos R$ 17 mil pedidos por uma empresa de ônibus. Resolvido o problema, a delegação deixou Teresina na noite de 29 dezembro, chegando a São José dos Campos na madrugada de 2 de janeiro, poucas horas antes da estreia, onde seus atletas foram alvos de cãibras, por força do longo tempo sem atividade física.

Neste momento, o Ríver, desclassificado na fase de grupos, está voltando ao Piauí, numa viagem muito mais espinhosa do que a ida, devido a substituição, na bagagem, da esperança na vitória pela frustração da derrota. O mesmo sentimento deve acompanhar atletas (de Abraão Lincoln a John Kennedy) das 64 equipes que não passaram da 1ª fase. Uma exceção talvez seja o goleiro Tomate, do Assuá (RN), convidado a fazer testes no Atlético Mineiro, após chorar desapontado diante das câmeras de TV

A opção

O desemprego, a fome, a falta de moral entre os homens públicos, o fanatismo religioso e a violência que crescem nas favelas e na periferia das cidades, são fatores que levam o jovem, que está chegando à idade adulta, a mirar o horizonte, pensando no amanhã. O quê o Brasil coloca a sua escolha: correr atrás de uma bola, fazer carreira no tráfico de drogas ou colocar uma Bíblia debaixo do braço e virar pastor.

A fortuna e a vida de prazeres exibidas por poucos brasileiros antes de chegar aos 32 anos servem de exemplo para milhões de jovens. A Copinha ou a “Copa dos Empresários”, como também é chamada, funciona como um vestibular.

Nordestinos

Em 1972, o Bahia se tornava um dos primeiros clubes do País convidado para disputar a Copinha, criada em 1969, com a presença única de representantes paulistas. A melhor campanha do clube baiano ocorreu em 2011, com a conquista do vice-campeonato. O torneio tem como maior vencedor o Corinthians, com 10 títulos, seguido do Fluminense e Internacional, com cinco. A participação de clubes estrangeiros se deu entre 1993 e 1997.

Na edição deste ano foram inscritos 27 clubes do Nordeste, com passagem de 12 para a segunda etapa, incluindo Bahia, Canaã e Jacuipense; Vitória e Camaçariense já estão na estrada. Chamam atenção por sua originalidade, além do Canaã, o Chapadinha (MA), Falcon (SE) e Perilima (PB)

 

 

 

“EM TERRA DE CEGO, QUEM TEM UM OLHO É REI”

No noticiário de esportes da TV Bahia e outras emissoras, a impressão que se tem é que no estado só existem dois times, o próprio Bahia e o Vitória, um na segunda divisão e o outro na terceira. O campeonato estadual, que eles chamam de “Baianão” (até hilário), está próximo, mas quando se fala de futebol, a “resenha” só faz comentários dos dois, que só dão vexames nos campeonatos brasileiros. É uma vergonha só!

Não é somente na televisão, a mídia em geral só dá cobertura jornalística para o Bahia e o Vitória. Esquecem do Vitória da Conquista, Juazeirense, Atlético de Alagoinhas, Jacuipense, Bahia de Feira, Fluminense de Feira e outros. Quase sempre a final é disputada entre os dois, pois como diz o ditado popular, “em terra de cego, quem tem um olho é rei”.

Saudades do futebol baiano daqueles tempos do Botafogo, do Ipiranga, Galícia, Leônico e outros que tinham bons times valentes, grandes torcidas e jogadores famosos que sabiam como levar a redonda até o gol, com dribles desconcertantes. Os cartolas do Bahia e do Vitória cuidaram de acabar com o nosso futebol, em muitos anos o melhor do Nordeste. Hoje é um dos piores e feios de se ver nos gramados. No momento, é o gavião comendo o carcará em tempo de seca.

A mídia esportiva também é culpada por tudo isso, porque se “vendeu” ao dar todo tempo e espaço para Bahia e Vitória, com argumento de que só eles davam e ainda dão audiências por terem maiores torcidas. O tempo se encarregou de provar de que não é bem assim, e o jornalismo tem que se esforçar para ser imparcial e ajudar também os pequenos.

Vem aí o “baianinho”, que é uma vergonha em termos de estrutura física dos clubes e profissionalismo, principalmente com relação às equipes do interior, desprovidas de patrocinadores, sem estímulo, sem torcida e jogadores de quinta categoria, com raras exceções. É tempo de pegar estradas e viajar de ônibus com sanduiches na mochila para chegar cansado no campo na hora do jogo.

Aqui, Bahia e Vitória são considerados grandes, mas quando começam os campeonatos brasileiros (agora séries B e C) viram anões, e é aquele sofrimento do torcedor apelando para secador, promessas ao Senhor do Bonfim, visitas a pai de santo e de olho na tabela para contar os pontos. Os repórteres, editores e apresentadores de programas passam mais o tempo fazendo isso, e xingando os árbitros, ao invés de mostrar o outro lado da questão. O maior craque do Bahia e do Vitória tem o nome de “Secador”, que joga nos dois times, ao mesmo tempo.

Acompanhava muito o noticiário do futebol baiano e frequentava o estádio da Fonte Nova até na década de 70 quando torcia pelo meu Galícia, que foi estraçalhado pelos cartolas donos do futebol da Bahia e abandonado pela colônia espanhola (alô meu amigo Gonzalez). Nas rádios, tvs e jornais, mais de 90% das notícias eram e ainda são reservadas para Bahia e Vitória. O decadente campeonato baiano hoje deveria ser só entre os dois, o B contra o C.

 





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