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:: 23/jun/2026 . 23:06

ESSAS ARTES ATUAIS DEIXAM AS PESSOAS MAIS IMBECIS E BURRAS

   Não se trata de uma questão de saudosismo, de ter ficado ultrapassado, velho e arcaico com as mudanças, mas as artes atuais, principalmente a música, com seus “conteúdos” de baixo nível, estão deixando as pessoas mais imbecilizadas e burras, fáceis de serem manipuladas pelas enxurradas de porcarias. Tudo é feito para agradar a burra multidão. Um exemplo mais claro é o que estão fazendo  com o nosso São João. Ainda tem a mídia idiotizada para dizer que a festa é de graça.

Como os artistas em geral deixaram de exercer sua função crítica sobre os problemas sociais e políticos do momento, temos hoje uma massa ignara que perdeu a capacidade de refletir e contestar. Um exemplo claro dessa mediocridade popular atual advém da música, a arte mais sensível e atrativa que arrasta as massas.

Se o povo só ouve besteirol, letras vazias, de amor brega, do tipo puramente comercial, sem sentido, esse povo absorve o lixo e nele se transforma. No entanto, a arte tem o papel de tornar esse povo oprimido em pessoas mais esclarecidas se o artista oferecer o melhor.

   Nos anos 60 e 70, em pleno regime ditatorial, mesmo sob o jugo da opressão, a arte não deixou de mandar o seu recado, com trabalhos de alto nível cultural e educacional transformador. Muitos foram presos e censurados, mas permaneceram firmes em seus princípios.

   Com a redemocratização, por incrível que pareça, quando deveria ser o contrário, entramos no poço da bestialidade, com a inversão de valores, premiando a mediocridade e o fútil. A arte, então, foi perdendo sua finalidade de ser, para se tornar escrava de um mercado consumidor de um produto descartável poluidor.

 Nos festejos juninos e outros eventos, o poder público municipal, estadual e federal tem muita culpa em só entregar shows porcarias por achar que é isso que o povo quer, sem se preocupar em mudar a mentalidade dessa gente, por temer que ela deixe de lhe ser submissa e subserviente.

  Arrancaram de nós a tradição popular, as riquezas do conhecimento e do saber, a autenticidade da cultura como alimento da alma, a sabedoria dos nossos antepassados e ancestrais, para nos dar só sujeiras bolorentas e fedorentas.

  Pena que a grande maioria dos artistas entrou nessa onda, somente por vaidade, fama e para ganhar dinheiro do idiota contribuinte. Depois tudo se dilui com o passar do tempo. Suas obras morrem antes das suas mortes naturais.

  Temos que fazer a arte rasgar as vísceras e o cérebro dessa gente entorpecida pelos besteiróis. Temos que ser viscerais na cultura, sem precisar se rebaixar ao nível irracional da polarização que simplesmente nos dividem em dois campos do ódio e da intolerância.

   O artista tem que ser trincheira da resistência para combater esses imbecis estrangeirados do hot-dog, rottweiler e pitbulls negativistas, entreguistas, doentes da cuca e levianos. Podemos ser filhos desse sistema, mas nunca leais ao opressor que trata o povo como lixo com sua cultura verborrágica.

   A palavra e a expressão artística bem-postas, seja a linguagem que for, na forma de protesto contra este sistema devorador, com sua essência e inteligência, são as maiores armas letais para abater essa imbecilidade que se disseminou no ser humano, como praga daninha.

  A arte só tem sentido se deixar sua mensagem de valorização e dignificação do humano, de conscientização política; se instigar o sujeito a refletir e a se descobrir como peça importante dessa engrenagem que pode mudar o curso da história. Se assim não for, ela perde sua validade de ser para se tornar esquizofrênica.





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