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:: ‘Notícias’

EMPODERAMENTO E BORDÕES

Entendo não ser somente eu, mas todos nós da sociedade estamos fartos dos discursos repletos de bordões, aqueles saídos da boca de certos políticos (não apenas deles) que sempre são repetidos com as mesmas palavras, tipos “enrroleiçhãos” que não saem do lugar e não apresentam novidade. Ouve-se hoje muito os termos empoderamento e resiliência, mesmo sendo mal-empregados. A maioria não compreende muito bem o que sejam.

O que quero dizer é que existe uma escassez de imaginação e criação quando se trata de determinados assuntos e temas, inclusive da própria mídia na repetição de matérias e notícias (novidades). Na maioria das vezes, a gente sente que já ouviu o mesmo arranhado filme, e pede para que mude de faixa. São os mesmos chavões que chegam a doer em nossos ouvidos. Pouco ficam de prático em suas “mensagens”.

Vamos diretos ao nosso ponto da questão. De acordo com Michaelis (2000), Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, empoderamento vem de empoderar, apoderar, meter-se na posse de; senhorear-se; deixar-se possuir. Exemplo: A saudade apoderou-se dele. Existe ainda apoderamento – ato ou efeito de apoderar-se. Posse violenta de alguma coisa.

O termo resiliência significa ato de retorno de mola; elasticidade. Ato de recuar (arma de fogo); coice. Poder de recuperação. Trabalho necessário para deformar um corpo até seu limite elástico. O sentido maior é poder de recuperação do indivíduo diante das adversidades que se agigantam nos momentos mais difíceis de nossas vidas.

Nesse Dia Internacional da Mulher (8 de março), o que mais ouvimos das entrevistadas e entrevistados foi a palavra empoderamento. Sinceramente, prefiro muito mais o uso de equidade e igualdade entre mulheres e homens na conquista dos espaços na comunidade. Gostaria de saber se rebolar num palco, exibindo-se como objeto sexual, é em si um ato de empoderamento?

Quem quiser pode me chamar de conservador, arcaico ou outra coisa como machista. No entanto, é bom pensar e refletir antes de falar, porque nesses tempos atuais da tecnologia e a da internet do celular na mão, as pessoas ficaram meio preguiçosas para praticar esses atos tão importantes para chegarmos à lógica, sem deturpações.

Empoderar, em minha opinião, remete a ter poder para subjugar os outros, como há séculos fazem nossos governantes no Brasil contra nosso povo. Não se deve tentar alcançar um alto posto, usando seu poder de opressão através de métodos inescrupulosos, e tenho certeza que mulher nenhuma age assim, como atualmente fazem os homens, inclusive guerreando. A mulher não precisa ser como o homem, apenas ser ela mesma com seu potencial e capacidade de atuar em qualquer função. Não precisa colocar a placa de feminista.

Então, sou mais a busca da igualdade entre todos, sem distinção de cor e gênero. Não interessa a pele, raça e nem o sexo. Esse negócio de empoderamento pode até criar animosidade e divisão. Devemos lutar com serenidade e cobranças de políticas públicas, para chegarmos ao tempo onde todas sejam iguais, não importando se é negro, branco, gay, LGBT, mulher ou homem.

Estão chegando as eleições, e os discursos das mesmices começam a bater em nossos ouvidos, com promessas de mudanças que se emperram sempre no empoderamento do poder, não importando os meios. Muitos movimentos, ao invés de unir num só objetivo que é a igualdade, terminam separando porque se apresentam com viés de ódio, racismo e intolerância, na base dos xingamentos e do fanatismo.

“COMENDO PELAS BEIRADAS”

Num mundo tão desumano, agora nesse conflito de uma guerra insana (aliás, todas são), de tantas intolerâncias e ódio, de discriminação racial, preconceitos por todos os lados, arrotando fanatismo num Brasil que vive uma época de retrocessos, custos altos com uma inflação galopante e de profundas desigualdades sociais, você vai vivendo a vida “comendo pelas beiradas”, como diz o ditado popular.

Assim está sendo nossas vidas nos tempos atuais, a não ser aquela casta privilegiada que não precisa comer pelas beiradas, como o pobre trabalhador quando para seu carrinho numa bomba de gasolina. Ele olha triste para o frentista, conta os trocados na carteira, e manda colocar uns “grãos” de gasolina. O mesmo faz na feira ou no supermercado. Os alimentos são regrados, e o carrinho já não enche pelas beiradas, como em tempos atrás.

É meu camarada-amigo, hoje não se está mais vivendo, mas vegetando, no sentido literal da palavra! Não quero ser pessimista, visto que se trata da realidade. As dívidas crescem e junto acumulam-se as preocupações! Quando anoitece e se cai na cama, você termina dormindo também pelas beiradas, muitas vezes com medo de perder seu emprego ao amanhecer.

Com essa pandemia de dois anos, de tanta contaminação e vidas perdidas, que provocaram ansiedade e depressão, seguimos, cada um em seu caminho, comendo pelas beiradas, parecendo político em época de eleições com relação ao eleitor. O candidato come o voto pelas beiradas e, depois da barriga cheia e farta, ele some para comer o bem-bom.

O que quero dizer com isso é que nossas vidas são sempre assim, comendo o prato de cada dia, de maneira devagar pelas beiradas, para alcançarmos o amanhã. Não se deve se afogar de uma vez porque você pode se empanzinar e sofrer uma congestão. Temos que ter o equilíbrio mental para suportar bem as adversidades. Não se deve ir de vez ao pote quando se está com muita sede.

As conquistas na vida têm que ser feitas de maneira dosada, por etapas, e não adianta correr muito porque você pode ser vítima de uma topada ou tropeço. Se cair, levante outra vez, como nos ensinou o poeta cancioneiro Raul. Aprenda, respire e reduza a pressa. As pessoas hoje vivem em correrias que nem olham para o próximo, nem no que ele está dizendo. Você não escuta mais e acha que a verdade é só sua.

Com essa competição desvairada, como máquina sem parar, você pode terminar comendo um prato amargo lá na frente, porque não aprendeu a comer pelas beiradas da vida. Muitos avançam o sinal e passam a rasteira nos outros, achando que nunca vai lhe acontecer um mal lá na frente.

Nas ruas, gente apressada para resolver seus problemas do dia-a-dia, naquela agonia, somente para sobreviver. A era do celular não lhe deixa tempo para pensar o que se passa em sua volta. O outro, praticamente não existe. Não dá conta que é um ser humano com início, meio e fim (olha novamente o Raul). Melhor ir comendo pelas beiras, saboreando.

 

CONSELHO DEBATE PLANO MUNICIPAL DE CULTURA

Na noite de ontem (dia 07;03), o Conselho Municipal de Cultura colocou na mesa, a discussão sobre a criação de um Plano Cultural para Vitória da Conquista, quando, na ocasião, foi criada uma comissão permanente encarregada de fazer um esboço do projeto que será complementado numa Conferência Pública, a ser realizada na primeira quinzena de maio.

Esteve presente à reunião, o secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Xangai, que abraçou a ideia, colocando a pasta à disposição para convocar a Conferência. Depois de pronto, o projeto será encaminhado ao poder executivo que irá apreciar e, determinará, ou não, o seu envio à Câmara de Vereadores para a devida aprovação.

Foi o primeiro passo histórico para a criação do Plano Municipal de Cultura que norteará as diretrizes básicas da nossa cultura. De acordo com os conselheiros e do próprio secretário, será um legado que essa administração deixará para a posteridade, já que os outros governantes nunca tomaram essa iniciativa.

Além do plano, o Conselho Municipal de Cultura colocou em pauta a questão do Fundo Cultural e a possibilidade do lançamento de um edital para participação do setor artístico, abrangendo as diversas linguagens, O edital está sendo planejado pela Secretaria de Cultura com as dotações orçamentárias para sua realização.

Outros assuntos foram abordados, como possíveis parcerias com o setor privado visando a realização de eventos culturais na cidade, bem como as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil, no 7 de setembro, e o bicentenário da expulsão dos portugueses da Bahia e do Brasil no quatro de julho do próximo ano.

Na oportunidade, foi lembrado o Dia Internacional da Mulher, comemorado no 8 de março. Foi feita uma felicitação antecipada a todas as mulheres para que exista igualdade entre os homens na conquista de seus espaços, e que seja mais respeitada na sociedade.

 

OS GRÃOS BRASILEIROS, DESMATAMENTO E A DEPENDÊNCIA NO SETOR INDUSTRIAL

Essa guerra insana entre a Rússia e a Ucrânia – sem entrar no mérito da questão – pelo menos serviu para escancarar duas realidades. Uma no âmbito externo na relação entre o tratamento dado aos refugiados do país atacado e os árabes e africanos que foram escorraçados de suas terras e obrigados a viver em campos de concentrações, sendo expulsos onde chegavam. A outra realidade é no tocante ao Brasil produtor e exportador de grãos, ainda colonial, dependente de produtos industrializados, especialmente de fármacos e fertilizantes.

Foi só estourar a guerra para aparecer a discriminação étnico-racial. Os mesmos países que estão recebendo os refugiados ucranianos de braços abertos, com plaquinhas para abrigá-los em suas casas e abrigos, são os mesmos que construíram muralhas de arames farpados para enxotar os sírios, os iraquianos, afegãos e africanos, vistos como terroristas, criminosos, bandidos e gente do mal. Foram recebidos com bombas, tiros e pé na bunda.

Quanto ao Brasil, ora sem posição, para muita gente que até então não sabia, a guerra está mostrando o lado da dependência industrial. Trata-se de um país do agro, vivendo ainda nos tempos coloniais, que derruba as florestas para plantar grãos e criar bois, para vender soja, algodão, milho, café e carne.

Nesses mais de 500 anos, o país ainda não conseguiu desenvolver um parque industrial consistente. Agora mesmo ficou patente a necessidade de importação de fertilizantes da Rússia e da Ucrânia, para atender o setor agrícola, sem falar nos remédios, como a insulina. Os mais variados produtos da química fina são comprados dos Estados Unidos, China, Alemanha e outros países.

O Brasil ainda continua sendo um produtor e exportador de matérias primas (ferro, aço, grãos, petróleo cru) e poucos manufaturados e semi-industrializados. A agropecuária ainda é o carro-chefe da economia que mantém a balança comercial em superávit e, para sustentar esse peso, cada vez mais desmata nossos biomas para plantar e criar bois.

Quando os preços dessas matérias-primas estão em alta no mercado internacional, tudo é uma maravilha, e cada vez mais enchem os bolsos dos empresários latifundiários capitalistas, sustentados com o dinheiro do povo. Esses caras, que dizem botar alimento na mesa do brasileiro (uma mentira), sempre foram presenteados com subsídios do Tesouro Nacional, principalmente quando as cotações desses produtos sofrem queda no exterior.

Como consequência, o Brasil continua sendo um concentrador de rendas nas mãos de poucos, e sofrendo o amargo das desigualdades sociais. Não existe um plano de desenvolvimento econômico que faça distribuir os ganhos entre os mais pobres.

Quem manda no Congresso Nacional são as bancadas ruralistas e evangélicas. Uma só pensa em destruir o meio ambiente. A outra em disseminar seu fanatismo religioso moralista de família, pátria e tradição.

Que eu saiba, não existe a bancada da indústria e, muito menos, do povo. O negócio é plantar mais e mais soja e criar bois. A própria Amazônia pode um dia se transformar numa pastagem, ou em campos de grãos para vender no mercado externo, importando inflação e espalhando pobreza e miséria.

 

 

ELEIÇÃO PARA ARTES CÊNICAS E O DEBATE SOBRE O PLANO MUNICIPAL DE CULTURA

Nesta quinta-feira (dia 03/03), a diretoria do Conselho Municipal de Cultura vai proceder a eleição para os membros (titular e suplente) do eixo 3 (artes cênicas – teatro, dança, mímica, cinema, audiovisual e circo), os quais renunciaram aos seus cargos.

O pleito será realizado às 14 horas, na sede do Memorial Regis Pacheco, sob a condução da comissão constituída por Jeremias Macário, Marley Vital, Valéria Vidigal, Rosa Aurich e Armênio Santos. Esperamos contar com a presença dos artistas conquistenses do setor para compor o nosso Conselho de Cultura. Os eleitos serão, imediatamente, integrados ao colegiado.

Na segunda-feira, dia 07, às 18h30min, no mesmo local, será realizada reunião ordinária do CMC, e um dos debates importantes da pauta será a criação do Plano Municipal de Cultura que irá nortear as diretrizes básicas da nossa cultura em Vitória da Conquista.

É o primeiro passo, porque a constituição de um plano demandará certo tempo, mas o propósito da nova diretoria do Conselho é deixar esse projeto concluído para a posteridade até o final do seu mandato, no próximo ano. Como sabemos, Conquista nunca elaborou seu plano cultural, e essa será uma tarefa árdua, mas possível de ser concretizada, inclusive com apoio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer.

DISCRIMINAÇÃO ESCANCARADA

Agora, ficou bem escancarada a discriminação e a seleção étnica racial entre os próprios refugiados ucranianos e por parte das nações vizinhas. A entrada em outros países é por raça e cor, ficando os negros como últimos da fila. Está bem clara a prática nazifascista da Alemanha de Hitler durante a II Guerra Mundial. Uma vergonha!

Conforme citei, os refugiados árabes da Síria, do Iraque, do Afeganistão e africanos foram rejeitados e banidos pelos mesmos europeus que hoje recebem os ucranianos com plaquinhas de doações e abrigos decentes. Os outros foram simplesmente enxotados, encurralados e tratados como escória e lixo.

Outra marca dessa guerra é a carga de mentiras de ambos os lados, mas, principalmente, pelo mundo ocidental, que sempre baixou a cabeça para as invasões dos Estados Unidos na América Latina, na Ásia e outros continentes, inclusive apoiando ditaduras que são de seus interesses econômicos e políticos.

Sobre este assunto, meu amigo e companheiro jornalista, Carlos Gonzalez, fez a seguinte observação:

Seu comentário de hoje (ontem, dia 20/02) está recheado de verdades. Acrescentaria somente o seguinte: as pedras dos palestinos, expulsos de seus territórios, pelas balas dos israelenses, presenteadas pelos EUA; os mísseis de Israel lançados contra escolas e hospitais da Palestina e do Líbano; soldados americanos armados, em vez de médicos e enfermeiros, que invadiram o Haiti após um dos maiores terremotos da História; a manutenção de uma prisão em Cuba, destinada a receber e torturar supostos terroristas; e, por fim, as bombas atômicas, que o mundo não esqueceu, lançadas contra Hiroshima e Nagasaki, cidades japonesas habitadas unicamente por civis.

É isso mesmo, Gonzalez, todos nós somos contra a qualquer tipo de guerra que só causa sofrimento e dor, e não compactuamos com intervenções em outros territórios. Defendemos a soberania de qualquer povo, mas volto a afirmar que os Estados Unidos não têm e nunca tiveram moral de condenar seus opositores, e foi bom você colocar a questão da Palestina, contra a qual os israelenses não cedem as terras ocupadas e praticam ali um verdadeiro massacre humano, com o consentimento dos ianques e seus aliados europeus.

 

 

 

“EU SÓ QUERIA ENTENDER”

Como falava o personagem do “macaco” num programa humorístico de Jô Soares, “eu só queria entender”, quando algum ato era esdruxulo e contraditório. No Brasil, existem coisas que não dão para entender. São os chamados absurdos da Bahia, comentado pelo ex-governador Otávio Mangabeira.

Essa de feriado durante o carnaval, que não pode ser realizado por causa da pandemia, é uma delas onde “eu só queria entender”. O decreto da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, assinala que um dos motivos do feriado é para economizar gastos. Será que compensa mesmo em relação às perdas com a arrecadação e os usuários que deixam de ser atendidos?

Outros argumentam que os feriados beneficiam o fluxo do turismo que movimenta mais dinheiro. Como ficam os outros setores que param suas atividades? É o mesmo que cobrir um santo e deixar o outro descoberto. Se for colocar na balança das finanças e da produção de bens, perde mais o Brasil.

E quanto as pessoas que entram na onda do viajar e ficam endividadas até o pescoço? E os acidentes com mortes nas estradas que aumentam? A criminalidade também. A maior vantagem fica para os bares, restaurantes, hotéis, vendedores ambulantes e agências de viagens.

Repetidas tantas vezes, o Brasil tem muitos feriados, talvez bata o recorde em comparação a outros países. Nesse nosso rico pobre país, os brasileiros precisam trabalhar mais e passear menos. Menos muvucas e mais atividades, mas o povo insano gosta e cai dentro.

Temos uma desigualdade social monstruosa, e um grande déficit na educação e na saúde. A inflação está aí a todo vapor e se alimenta mais ainda nesses feriados. Enquanto uns ficam mais ricos, outros aprofundam a pobreza. A ressaca chega depois no monte de contas de início de ano.

Como não tem o carnaval para evitar a infestação do vírus, o mais coerente seria que tudo continuasse no normal. Esses feriados propiciam mais aglomerações em festas, praias, restaurantes, pontos turísticos, aeroportos, rodoviárias e outros locais.

Como consequência, pode ocorrer uma nova onda, com mais despesas para o poder público na área da saúde. Mais um motivo para quebrar o argumento de que fortalece o turismo e corte de despesas nas repartições públicas. É aquela velha história: “Me engana que eu gosto”.

Eu continuo com aquela pergunta do “macaco”: “Eu só queria entender”! Além da educação que é vital para o desenvolvimento econômico e social de qualquer país, o trabalho afinco entra como mola propulsora para tirar uma nação do seu atraso.

Mirem no exemplo da Alemanha que saiu de duas grandes guerras e se tornou potência com o trabalho. O Japão, a Coréia do Sul e a China também são outros exemplos a serem seguidos.  Portanto, eu só queria entender esses decretos, mas tem muito mais coisas no Brasil que a nossa vã filosofia não consegue compreender. São coisas que me deixam perplexo, como certas leis que nunca vigam e medidas descabidas e paradoxais.

AS DIFERENÇAS ENTRE REFUGIADOS E UM SER HUMANO DISCRIMINATÓRIO

Numa guerra, a maior vítima é a verdade, conforme já se pronunciou um certo historiador, mas o que pretendo falar mesmo é sobre o tratamento dado entre refugiados de etnias diferentes, no caso os ucranianos em fuga de uma guerra sob invasão da Rússia, e o povo árabe, como iraquianos, afeganistões, sírios e africanos quando também foram vítimas de perseguições. Estes últimos foram isolados em campos de concentrações.

Os sofrimentos e as angústias interiores em uma guerra são os mesmos, mas destaco aqui as diferenças entre refugiados, e como o ser humano é discriminatório e racista quando se trata de etnias ditas inferiores e consideradas eixo do mal, como disse, certa vez, o presidente Busch, dos Estados Unidos. Por estar envolvida diretamente em cobrir os fatos do dia-a-dia, a mídia não chegou a mostrar esses dois lados cruéis.

As imagens mostram os refugiados ucranianos saindo de carros, ônibus ou trens, arrastando malas chiques, bem vestidos e sendo recebidos pelas estradas e fronteiras com doações de alimentos, água e provimentos necessários para continuarem suas jornadas. Nos países limítrofes são bem recebidos, e seus líderes já se pronunciaram que as portas estão abertas. Não há barreiras.

Agora, alguém aí lembra da precária situação dos refugiados sírios, afegãos, iraquianos e africanos do norte do continente se retirando das guerras e da fome, por terra e por mar? Com suas mochilas e trouxas (muitos nem sem isso), eles vagavam maltrapilhos e esfarrapados pelo deserto até os campos de concentração de cercas de arame farpado, na Turquia e nas ilhas gregas.

Milhares se aventuraram por campos e montanhas perigosos até as fronteiras de países europeus, principalmente do leste oriental onde foram expulsos brutalmente à força, com tiros e gás lacrimogênio. Com raras exceções, como na Alemanha de Ângela Merkel, no popular, esses refugiados árabes foram recebidos com um pé na bunda, como na Hungria e na Polônia que construíram muralhas e cercas elétricas com arames.

Por questões puramente étnicas, diziam que eles eram assassinos, ladrões, gente ruim e até terroristas, que iriam impactar o ambiente social e comportamental de suas populações. Na verdade, eram vistos pelos Estados Unidos e pela Europa como perigosos e baderneiros. Muitos morreram no meio do caminho, a grande maioria afogados no mar quando tentavam chegar ao litoral europeu.

Basta de tanta hipocrisia e falsidade! No momento atual, no caso da Ucrânia (não vou aqui entrar no mérito da invasão russa), os negros e pessoas de cor que moram naquele país oriental estão sendo barradas nos transportes e nas fronteiras. Somente os brancos estão tendo acesso e recebem abrigos “confortáveis” se comparados com os campos de concentração oferecidos aos refugiados árabes e africanos. São imagens que mostram o outro lado podre da moeda.

A discriminação racial e étnica está em toda parte, e isso é uma mancha ou nódoa, impregnadas na pele das pessoas, desde o início da humanidade. Está na história dos povos. Os ucranianos, desde que brancos de olhos azuis, são tipos de refugiados bem-vindos, ao contrário das etnias árabes e africanas que foram pisoteados e escorraçados como animais ferozes.

Quanto a invasão em si, a Rússia e pais algum têm o direito de violentar a soberania de outra nação, com justificativas históricas que não convencem. A Rússia carrega o DNA de ser império desde os tempos dos czares. Vlademir Putin incorporou o espírito de Stalin. O mesmo vale para Estados Unidos que não têm nenhuma moral de simplesmente condenar os russos.

A história está recheada de violações dos norte-americanos nos países da América Latina, para implantar suas ditaduras, nas Filipinas onde praticaram um verdadeiro massacre e, mais recentemente, no Iraque e no Afeganistão. Sempre expandiram seu poderio militar para impor seus regimes e tirar proveito econômico, roubando as riquezas dos outros.

 

OS NEGACIONSITAS ATACAM

Em Salvador, na Unidade de Saúde da Família, no Bairro de São Cristóvão, uma mulher atirou pedras contra os trabalhadores após ser orientada a usar máscara nas dependências do posto. Não é somente um caso isolado, mas outros estão ocorrendo contra profissionais da saúde durante essa maldita pandemia.

Nem precisa dizer que se trata de um absurdo nos tempos de hoje, em pleno século XXI, mas isso reflete o mau exemplo que o dito cujo capitão-presidente faz com suas aglomerações e até tirando máscara de criança, sem contar o incentivo ao uso de armas; dizer que não vai vacinar sua filha; destruição do meio ambiente; e comportamentos racistas, homofóbicos, intolerância religiosa e misóginos.

Numa casa onde o pai não dá o devido exemplo, a probabilidade da família (ainda fala de família, pátria e tradição) ser desajustada é bem maior. Ele dá a senha, e aí arrebanha milhões de seguidores, principalmente num país de maioria inculta e sem instrução. Os enrustidos, como os fanáticos evangélicos, saem do armário, e atacam com violência.

Aqui mesmo em Vitória da Conquista, num posto de saúde, vi uma mulher debochar do funcionário porque ele tentava ordenar o distanciamento da fila de vacinação. Simplesmente, ela disse que não adiantava em nada, e tanto fazia juntos como separados, a Covid pegava. Outro resistiu não redar pé do lugar em que estava.

Na capital baiana, a situação está tão grave nas unidades de saúde, que se criou o movimento “Parem de Agredir”! A mobilização do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador tem o objetivo de chamar a atenção do poder executivo, no sentido de garantir segurança aos funcionários.

Um profissional chegou a dar uma entrevista afirmando que as agressões têm sido constantes. “Hoje a gente vem levando até tapa na cara, soco na boca e pedradas (coisa da Idade Média, ou da Antiga mesmo). Para coibir esses atos, a Prefeitura Municipal solicitou aos órgãos de segurança a realização de rondas ostensivas nas regiões dos postos de saúde.

Como pragas do Egito, os negacionistas e fanáticos estão em todas as partes para confundir os incautos. A morte de um idoso vacinado é um prato cheio para eles irem soltando suas fake news. De imediato, apontam o dedo de que foi a vacina que matou, ou que ela em nada adiantou.

Não querem nem saber do histórico de doenças da pessoa, ou se o falecido estava com a imunização completa. Tem muitos que vieram a óbito porque resistiram se vacinar lá atrás e, somente agora, resolveram tomar a primeira dose.

É a chamada turma dos atrasados, sem o reforço, que está totalmente desprotegida. Outros, quando chegam no hospital, têm vergonha de falar que não estão vacinados. Tomei as três aplicações nas datas certas; tive Covid, e só fui acometido de sintomas leves.

CONSELHO DE CULTURA CONVOCA ELEIÇÃO PARA ÁREA DE ARTES CÊNICAS

A diretoria do Conselho Municipal de Cultura está convocando os artistas conquistenses para eleição do Eixo 3 de Artes Cênicas (teatro, circo, mímica ópera, audiovisual, cinema) e dança, a ser realizada no próximo dia 3 de março (quinta-feira) às 14, na sede do Memorial Casa Regis Pacheco, em decorrência de seus membros (titular e suplente) terem renunciado aos seus cargos.

Na ocasião, os trabalhos do pleito serão coordenados pela comissão do colegiado, constituída por Jeremias Macário de Oliveira (presidente), Marley Vital (secretário), Valéria Vidigal, Rosa Auriche, Valdemir Dias e Armênio Santos. Os eleitos, titular e suplente, serão imediatamente integrados como membros efetivos do CMC, e empossados na próxima reunião do dia 7 de março, marcada para as 18 horas e 30 minutos.





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