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CONSELHO DEBATE PLANO MUNICIPAL DE CULTURA
Na noite de ontem (dia 07;03), o Conselho Municipal de Cultura colocou na mesa, a discussão sobre a criação de um Plano Cultural para Vitória da Conquista, quando, na ocasião, foi criada uma comissão permanente encarregada de fazer um esboço do projeto que será complementado numa Conferência Pública, a ser realizada na primeira quinzena de maio.
Esteve presente à reunião, o secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Xangai, que abraçou a ideia, colocando a pasta à disposição para convocar a Conferência. Depois de pronto, o projeto será encaminhado ao poder executivo que irá apreciar e, determinará, ou não, o seu envio à Câmara de Vereadores para a devida aprovação.
Foi o primeiro passo histórico para a criação do Plano Municipal de Cultura que norteará as diretrizes básicas da nossa cultura. De acordo com os conselheiros e do próprio secretário, será um legado que essa administração deixará para a posteridade, já que os outros governantes nunca tomaram essa iniciativa.
Além do plano, o Conselho Municipal de Cultura colocou em pauta a questão do Fundo Cultural e a possibilidade do lançamento de um edital para participação do setor artístico, abrangendo as diversas linguagens, O edital está sendo planejado pela Secretaria de Cultura com as dotações orçamentárias para sua realização.
Outros assuntos foram abordados, como possíveis parcerias com o setor privado visando a realização de eventos culturais na cidade, bem como as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil, no 7 de setembro, e o bicentenário da expulsão dos portugueses da Bahia e do Brasil no quatro de julho do próximo ano.
Na oportunidade, foi lembrado o Dia Internacional da Mulher, comemorado no 8 de março. Foi feita uma felicitação antecipada a todas as mulheres para que exista igualdade entre os homens na conquista de seus espaços, e que seja mais respeitada na sociedade.
OS GRÃOS BRASILEIROS, DESMATAMENTO E A DEPENDÊNCIA NO SETOR INDUSTRIAL
Essa guerra insana entre a Rússia e a Ucrânia – sem entrar no mérito da questão – pelo menos serviu para escancarar duas realidades. Uma no âmbito externo na relação entre o tratamento dado aos refugiados do país atacado e os árabes e africanos que foram escorraçados de suas terras e obrigados a viver em campos de concentrações, sendo expulsos onde chegavam. A outra realidade é no tocante ao Brasil produtor e exportador de grãos, ainda colonial, dependente de produtos industrializados, especialmente de fármacos e fertilizantes.
Foi só estourar a guerra para aparecer a discriminação étnico-racial. Os mesmos países que estão recebendo os refugiados ucranianos de braços abertos, com plaquinhas para abrigá-los em suas casas e abrigos, são os mesmos que construíram muralhas de arames farpados para enxotar os sírios, os iraquianos, afegãos e africanos, vistos como terroristas, criminosos, bandidos e gente do mal. Foram recebidos com bombas, tiros e pé na bunda.
Quanto ao Brasil, ora sem posição, para muita gente que até então não sabia, a guerra está mostrando o lado da dependência industrial. Trata-se de um país do agro, vivendo ainda nos tempos coloniais, que derruba as florestas para plantar grãos e criar bois, para vender soja, algodão, milho, café e carne.
Nesses mais de 500 anos, o país ainda não conseguiu desenvolver um parque industrial consistente. Agora mesmo ficou patente a necessidade de importação de fertilizantes da Rússia e da Ucrânia, para atender o setor agrícola, sem falar nos remédios, como a insulina. Os mais variados produtos da química fina são comprados dos Estados Unidos, China, Alemanha e outros países.
O Brasil ainda continua sendo um produtor e exportador de matérias primas (ferro, aço, grãos, petróleo cru) e poucos manufaturados e semi-industrializados. A agropecuária ainda é o carro-chefe da economia que mantém a balança comercial em superávit e, para sustentar esse peso, cada vez mais desmata nossos biomas para plantar e criar bois.
Quando os preços dessas matérias-primas estão em alta no mercado internacional, tudo é uma maravilha, e cada vez mais enchem os bolsos dos empresários latifundiários capitalistas, sustentados com o dinheiro do povo. Esses caras, que dizem botar alimento na mesa do brasileiro (uma mentira), sempre foram presenteados com subsídios do Tesouro Nacional, principalmente quando as cotações desses produtos sofrem queda no exterior.
Como consequência, o Brasil continua sendo um concentrador de rendas nas mãos de poucos, e sofrendo o amargo das desigualdades sociais. Não existe um plano de desenvolvimento econômico que faça distribuir os ganhos entre os mais pobres.
Quem manda no Congresso Nacional são as bancadas ruralistas e evangélicas. Uma só pensa em destruir o meio ambiente. A outra em disseminar seu fanatismo religioso moralista de família, pátria e tradição.
Que eu saiba, não existe a bancada da indústria e, muito menos, do povo. O negócio é plantar mais e mais soja e criar bois. A própria Amazônia pode um dia se transformar numa pastagem, ou em campos de grãos para vender no mercado externo, importando inflação e espalhando pobreza e miséria.
ELEIÇÃO PARA ARTES CÊNICAS E O DEBATE SOBRE O PLANO MUNICIPAL DE CULTURA
Nesta quinta-feira (dia 03/03), a diretoria do Conselho Municipal de Cultura vai proceder a eleição para os membros (titular e suplente) do eixo 3 (artes cênicas – teatro, dança, mímica, cinema, audiovisual e circo), os quais renunciaram aos seus cargos.
O pleito será realizado às 14 horas, na sede do Memorial Regis Pacheco, sob a condução da comissão constituída por Jeremias Macário, Marley Vital, Valéria Vidigal, Rosa Aurich e Armênio Santos. Esperamos contar com a presença dos artistas conquistenses do setor para compor o nosso Conselho de Cultura. Os eleitos serão, imediatamente, integrados ao colegiado.
Na segunda-feira, dia 07, às 18h30min, no mesmo local, será realizada reunião ordinária do CMC, e um dos debates importantes da pauta será a criação do Plano Municipal de Cultura que irá nortear as diretrizes básicas da nossa cultura em Vitória da Conquista.
É o primeiro passo, porque a constituição de um plano demandará certo tempo, mas o propósito da nova diretoria do Conselho é deixar esse projeto concluído para a posteridade até o final do seu mandato, no próximo ano. Como sabemos, Conquista nunca elaborou seu plano cultural, e essa será uma tarefa árdua, mas possível de ser concretizada, inclusive com apoio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer.
DISCRIMINAÇÃO ESCANCARADA
Agora, ficou bem escancarada a discriminação e a seleção étnica racial entre os próprios refugiados ucranianos e por parte das nações vizinhas. A entrada em outros países é por raça e cor, ficando os negros como últimos da fila. Está bem clara a prática nazifascista da Alemanha de Hitler durante a II Guerra Mundial. Uma vergonha!
Conforme citei, os refugiados árabes da Síria, do Iraque, do Afeganistão e africanos foram rejeitados e banidos pelos mesmos europeus que hoje recebem os ucranianos com plaquinhas de doações e abrigos decentes. Os outros foram simplesmente enxotados, encurralados e tratados como escória e lixo.
Outra marca dessa guerra é a carga de mentiras de ambos os lados, mas, principalmente, pelo mundo ocidental, que sempre baixou a cabeça para as invasões dos Estados Unidos na América Latina, na Ásia e outros continentes, inclusive apoiando ditaduras que são de seus interesses econômicos e políticos.
Sobre este assunto, meu amigo e companheiro jornalista, Carlos Gonzalez, fez a seguinte observação:
Seu comentário de hoje (ontem, dia 20/02) está recheado de verdades. Acrescentaria somente o seguinte: as pedras dos palestinos, expulsos de seus territórios, pelas balas dos israelenses, presenteadas pelos EUA; os mísseis de Israel lançados contra escolas e hospitais da Palestina e do Líbano; soldados americanos armados, em vez de médicos e enfermeiros, que invadiram o Haiti após um dos maiores terremotos da História; a manutenção de uma prisão em Cuba, destinada a receber e torturar supostos terroristas; e, por fim, as bombas atômicas, que o mundo não esqueceu, lançadas contra Hiroshima e Nagasaki, cidades japonesas habitadas unicamente por civis.
É isso mesmo, Gonzalez, todos nós somos contra a qualquer tipo de guerra que só causa sofrimento e dor, e não compactuamos com intervenções em outros territórios. Defendemos a soberania de qualquer povo, mas volto a afirmar que os Estados Unidos não têm e nunca tiveram moral de condenar seus opositores, e foi bom você colocar a questão da Palestina, contra a qual os israelenses não cedem as terras ocupadas e praticam ali um verdadeiro massacre humano, com o consentimento dos ianques e seus aliados europeus.
“EU SÓ QUERIA ENTENDER”
Como falava o personagem do “macaco” num programa humorístico de Jô Soares, “eu só queria entender”, quando algum ato era esdruxulo e contraditório. No Brasil, existem coisas que não dão para entender. São os chamados absurdos da Bahia, comentado pelo ex-governador Otávio Mangabeira.
Essa de feriado durante o carnaval, que não pode ser realizado por causa da pandemia, é uma delas onde “eu só queria entender”. O decreto da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, assinala que um dos motivos do feriado é para economizar gastos. Será que compensa mesmo em relação às perdas com a arrecadação e os usuários que deixam de ser atendidos?
Outros argumentam que os feriados beneficiam o fluxo do turismo que movimenta mais dinheiro. Como ficam os outros setores que param suas atividades? É o mesmo que cobrir um santo e deixar o outro descoberto. Se for colocar na balança das finanças e da produção de bens, perde mais o Brasil.
E quanto as pessoas que entram na onda do viajar e ficam endividadas até o pescoço? E os acidentes com mortes nas estradas que aumentam? A criminalidade também. A maior vantagem fica para os bares, restaurantes, hotéis, vendedores ambulantes e agências de viagens.
Repetidas tantas vezes, o Brasil tem muitos feriados, talvez bata o recorde em comparação a outros países. Nesse nosso rico pobre país, os brasileiros precisam trabalhar mais e passear menos. Menos muvucas e mais atividades, mas o povo insano gosta e cai dentro.
Temos uma desigualdade social monstruosa, e um grande déficit na educação e na saúde. A inflação está aí a todo vapor e se alimenta mais ainda nesses feriados. Enquanto uns ficam mais ricos, outros aprofundam a pobreza. A ressaca chega depois no monte de contas de início de ano.
Como não tem o carnaval para evitar a infestação do vírus, o mais coerente seria que tudo continuasse no normal. Esses feriados propiciam mais aglomerações em festas, praias, restaurantes, pontos turísticos, aeroportos, rodoviárias e outros locais.
Como consequência, pode ocorrer uma nova onda, com mais despesas para o poder público na área da saúde. Mais um motivo para quebrar o argumento de que fortalece o turismo e corte de despesas nas repartições públicas. É aquela velha história: “Me engana que eu gosto”.
Eu continuo com aquela pergunta do “macaco”: “Eu só queria entender”! Além da educação que é vital para o desenvolvimento econômico e social de qualquer país, o trabalho afinco entra como mola propulsora para tirar uma nação do seu atraso.
Mirem no exemplo da Alemanha que saiu de duas grandes guerras e se tornou potência com o trabalho. O Japão, a Coréia do Sul e a China também são outros exemplos a serem seguidos. Portanto, eu só queria entender esses decretos, mas tem muito mais coisas no Brasil que a nossa vã filosofia não consegue compreender. São coisas que me deixam perplexo, como certas leis que nunca vigam e medidas descabidas e paradoxais.
AS DIFERENÇAS ENTRE REFUGIADOS E UM SER HUMANO DISCRIMINATÓRIO
Numa guerra, a maior vítima é a verdade, conforme já se pronunciou um certo historiador, mas o que pretendo falar mesmo é sobre o tratamento dado entre refugiados de etnias diferentes, no caso os ucranianos em fuga de uma guerra sob invasão da Rússia, e o povo árabe, como iraquianos, afeganistões, sírios e africanos quando também foram vítimas de perseguições. Estes últimos foram isolados em campos de concentrações.
Os sofrimentos e as angústias interiores em uma guerra são os mesmos, mas destaco aqui as diferenças entre refugiados, e como o ser humano é discriminatório e racista quando se trata de etnias ditas inferiores e consideradas eixo do mal, como disse, certa vez, o presidente Busch, dos Estados Unidos. Por estar envolvida diretamente em cobrir os fatos do dia-a-dia, a mídia não chegou a mostrar esses dois lados cruéis.
As imagens mostram os refugiados ucranianos saindo de carros, ônibus ou trens, arrastando malas chiques, bem vestidos e sendo recebidos pelas estradas e fronteiras com doações de alimentos, água e provimentos necessários para continuarem suas jornadas. Nos países limítrofes são bem recebidos, e seus líderes já se pronunciaram que as portas estão abertas. Não há barreiras.
Agora, alguém aí lembra da precária situação dos refugiados sírios, afegãos, iraquianos e africanos do norte do continente se retirando das guerras e da fome, por terra e por mar? Com suas mochilas e trouxas (muitos nem sem isso), eles vagavam maltrapilhos e esfarrapados pelo deserto até os campos de concentração de cercas de arame farpado, na Turquia e nas ilhas gregas.
Milhares se aventuraram por campos e montanhas perigosos até as fronteiras de países europeus, principalmente do leste oriental onde foram expulsos brutalmente à força, com tiros e gás lacrimogênio. Com raras exceções, como na Alemanha de Ângela Merkel, no popular, esses refugiados árabes foram recebidos com um pé na bunda, como na Hungria e na Polônia que construíram muralhas e cercas elétricas com arames.
Por questões puramente étnicas, diziam que eles eram assassinos, ladrões, gente ruim e até terroristas, que iriam impactar o ambiente social e comportamental de suas populações. Na verdade, eram vistos pelos Estados Unidos e pela Europa como perigosos e baderneiros. Muitos morreram no meio do caminho, a grande maioria afogados no mar quando tentavam chegar ao litoral europeu.
Basta de tanta hipocrisia e falsidade! No momento atual, no caso da Ucrânia (não vou aqui entrar no mérito da invasão russa), os negros e pessoas de cor que moram naquele país oriental estão sendo barradas nos transportes e nas fronteiras. Somente os brancos estão tendo acesso e recebem abrigos “confortáveis” se comparados com os campos de concentração oferecidos aos refugiados árabes e africanos. São imagens que mostram o outro lado podre da moeda.
A discriminação racial e étnica está em toda parte, e isso é uma mancha ou nódoa, impregnadas na pele das pessoas, desde o início da humanidade. Está na história dos povos. Os ucranianos, desde que brancos de olhos azuis, são tipos de refugiados bem-vindos, ao contrário das etnias árabes e africanas que foram pisoteados e escorraçados como animais ferozes.
Quanto a invasão em si, a Rússia e pais algum têm o direito de violentar a soberania de outra nação, com justificativas históricas que não convencem. A Rússia carrega o DNA de ser império desde os tempos dos czares. Vlademir Putin incorporou o espírito de Stalin. O mesmo vale para Estados Unidos que não têm nenhuma moral de simplesmente condenar os russos.
A história está recheada de violações dos norte-americanos nos países da América Latina, para implantar suas ditaduras, nas Filipinas onde praticaram um verdadeiro massacre e, mais recentemente, no Iraque e no Afeganistão. Sempre expandiram seu poderio militar para impor seus regimes e tirar proveito econômico, roubando as riquezas dos outros.
OS NEGACIONSITAS ATACAM
Em Salvador, na Unidade de Saúde da Família, no Bairro de São Cristóvão, uma mulher atirou pedras contra os trabalhadores após ser orientada a usar máscara nas dependências do posto. Não é somente um caso isolado, mas outros estão ocorrendo contra profissionais da saúde durante essa maldita pandemia.
Nem precisa dizer que se trata de um absurdo nos tempos de hoje, em pleno século XXI, mas isso reflete o mau exemplo que o dito cujo capitão-presidente faz com suas aglomerações e até tirando máscara de criança, sem contar o incentivo ao uso de armas; dizer que não vai vacinar sua filha; destruição do meio ambiente; e comportamentos racistas, homofóbicos, intolerância religiosa e misóginos.
Numa casa onde o pai não dá o devido exemplo, a probabilidade da família (ainda fala de família, pátria e tradição) ser desajustada é bem maior. Ele dá a senha, e aí arrebanha milhões de seguidores, principalmente num país de maioria inculta e sem instrução. Os enrustidos, como os fanáticos evangélicos, saem do armário, e atacam com violência.
Aqui mesmo em Vitória da Conquista, num posto de saúde, vi uma mulher debochar do funcionário porque ele tentava ordenar o distanciamento da fila de vacinação. Simplesmente, ela disse que não adiantava em nada, e tanto fazia juntos como separados, a Covid pegava. Outro resistiu não redar pé do lugar em que estava.
Na capital baiana, a situação está tão grave nas unidades de saúde, que se criou o movimento “Parem de Agredir”! A mobilização do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador tem o objetivo de chamar a atenção do poder executivo, no sentido de garantir segurança aos funcionários.
Um profissional chegou a dar uma entrevista afirmando que as agressões têm sido constantes. “Hoje a gente vem levando até tapa na cara, soco na boca e pedradas (coisa da Idade Média, ou da Antiga mesmo). Para coibir esses atos, a Prefeitura Municipal solicitou aos órgãos de segurança a realização de rondas ostensivas nas regiões dos postos de saúde.
Como pragas do Egito, os negacionistas e fanáticos estão em todas as partes para confundir os incautos. A morte de um idoso vacinado é um prato cheio para eles irem soltando suas fake news. De imediato, apontam o dedo de que foi a vacina que matou, ou que ela em nada adiantou.
Não querem nem saber do histórico de doenças da pessoa, ou se o falecido estava com a imunização completa. Tem muitos que vieram a óbito porque resistiram se vacinar lá atrás e, somente agora, resolveram tomar a primeira dose.
É a chamada turma dos atrasados, sem o reforço, que está totalmente desprotegida. Outros, quando chegam no hospital, têm vergonha de falar que não estão vacinados. Tomei as três aplicações nas datas certas; tive Covid, e só fui acometido de sintomas leves.
CONSELHO DE CULTURA CONVOCA ELEIÇÃO PARA ÁREA DE ARTES CÊNICAS
A diretoria do Conselho Municipal de Cultura está convocando os artistas conquistenses para eleição do Eixo 3 de Artes Cênicas (teatro, circo, mímica ópera, audiovisual, cinema) e dança, a ser realizada no próximo dia 3 de março (quinta-feira) às 14, na sede do Memorial Casa Regis Pacheco, em decorrência de seus membros (titular e suplente) terem renunciado aos seus cargos.
Na ocasião, os trabalhos do pleito serão coordenados pela comissão do colegiado, constituída por Jeremias Macário de Oliveira (presidente), Marley Vital (secretário), Valéria Vidigal, Rosa Auriche, Valdemir Dias e Armênio Santos. Os eleitos, titular e suplente, serão imediatamente integrados como membros efetivos do CMC, e empossados na próxima reunião do dia 7 de março, marcada para as 18 horas e 30 minutos.
VAMOS PUNIR A NATUREZA!
Sem os verdadeiros responsáveis, o negócio é colocar a natureza num tribunal do júri e puni-la por causar das tragédias na Cidade Imperial de Petrópolis. Pelas chuvas e os deslizamentos em massa de terras dos morros, a sentença do juiz deve ser prisão perpétua e até pena de morte pelos danos causados, inclusive, por ter ceifado a vida de quase 200 pessoas. Cadeia para a natureza! Liberdade para os corruptos e malfeitores!
Em quase dois séculos de existência, os homens só fizeram depredar o chão e construir nos altos e nas encostas das montanhas. Os governantes, como sempre, fazem vistas grossas, politicagem e demagogia. Por outro lado, o povo sempre votou neles, e condena quem tenta preservar o meio ambiente. Ai de quem embargar alguma obra por considerá-la inapropriada, inadequada e de alto risco!
Em todas as cidades acidentadas, como Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, regiões serranas e tantas outras, lá estão as habitações penduradas nos precipícios das montanhas. A grande maioria das casas são irregulares, e nada de serviços de proteção! Quando batem as tempestades, tudo se derrete! Moral da história: Os temporais são os culpados. É o progresso do capital selvagem que constrói a degradação social.
Nas catástrofes, a mídia aproveita para fazer seus sensacionalismos. As campanhas de doações se agigantam. Cada um faz seu marketing. É o mesmo melodrama de lágrimas derramadas. Os ambientalistas, arquitetos, engenheiros, sociólogos e urbanistas repetem as mesmas explicações dos desastres anteriores. Falam do aquecimento global, do que já deveria ter sido feito, das negligências dos políticos e, em pouco tempo, tudo é esquecido.
As máquinas da prefeitura limpam os entulhos; as vítimas (nem todos) recebem alguma ajuda social por um determinado período; o gestor continua a fazer sua “administração” populista e eleitoreira; a vida volta ao “normal”; os prefeitos mostram os projetos que nunca foram executados; e as feridas na terra e nas árvores permanecem abertas.
No caso de Petrópolis, por exemplo, no Natal passado, o poder executivo gastou mais de cinco milhões de reais em publicidade e iluminação da cidade. Tudo ficou “lindo de morrer”, para agradar os moradores e turistas! A justificativa de sempre é que os investimentos em boniteza têm a recompensa do retorno. Só elogios da população! Aplausos e votos na próxima eleição!
A humanidade, no caso específico do brasileiro, caminha em direção ao suicídio coletivo, de tanto repetir as desgraças que se abatem, constantemente, sobre ela, ou é burrice mesmo, lembrando aquele velho ditado de que “errar é humano, mas permanecer nele é burrice”.
As tragédias de hoje já não comovem tão intensamente os sentimentos das pessoas como as de 100 anos atrás. Elas tornaram-se rotineiras e, não é preciso jogar os búzios e as cartas, para prever que vão ocorrer todos os anos. Não é necessário ser profeta, nem especialista no assunto. Todas são anunciadas por causa das negligências, aliadas à corrupção.
O MAIOR CULPADO É O HOMEM
Não me venha colocar a culpa nas tempestades da natureza que saiu arrastando tudo na cidade de Petrópolis (Rio de Janeiro) e vem provocando enchentes gigantes em várias partes do Brasil, deixando um rastro de destruição! A mídia costuma anunciar que os temporais inesperados causaram danos materiais incalculáveis e milhares de mortes.
Deveria dizer que a estupidez do homem é a maior culpada de tudo isso que vemos nas tristes imagens. Dizer sim, que são tragédias anunciadas, porque há anos, ou séculos, o ser humano vem destruindo o meio ambiente. A natureza apenas reage às provocações, e as catástrofes não passam de consequências das perversidades humanas. Só os brutos não enxergam isso.
Todos nós somos culpados porque elegemos governantes safados que nem estão aí para proteger as áreas degradadas que já sofreram estragos no passado. Todas as vezes que acontecem as tragédias, logo em seguida aparecem nas telas os “milhões de reais que serão liberados para reparar os danos, mas os recursos somem nas próprias enxurradas.
Os especialistas e ambientalistas sabem muito bem (qualquer leigo também) que há anos as construções foram feitas em locais inadequados, as chamadas áreas de alto risco, que vão ceder. A questão é apenas de tempo.
Além do poder público e o setor imobiliário fazerem vistas grossas para essas habitações em morros e encostas perigosas, visando lucros, nunca realizaram obras de proteção. Nada de investimentos em infraestrutura e saneamento.
Agora, depois do leite derramado, não adianta ficar rezando e enxugando as lágrimas, ou rogando a Deus pedindo ajuda. Não foi Ele quem mandou esse sofrimento, e nem matou uns e deixou outros tantos vivos. Não me venham com essa de que foi Deus que assim quis. É até uma burrice assim pensar. É uma maneira de querer apagar a nossa culpa. Enganar a si mesmo.
Como sempre, logo aparecem por todo país as campanhas de solidariedades para os desalojados sobreviventes, como forma de alento, por pouco tempo, mas não se cobra a punição contra os verdadeiros responsáveis criminosos. Em pouco tempo tudo é esquecido. Fazem alguns serviços de limpeza; dão alguns tostões de ajuda; embolsam a maior parte do dinheiro nas burocracias; e as vítimas ficam a ver navios.
As doações não passam de paliativos, e até mesmo esmolas, porque não resolvem o problema daqueles que perderam tudo, principalmente familiares, parentes e amigos. Esses ficam penando nas valas dos esquecidos. Não demora muito e outros temporais acontecem, numa repetição como nos filmes já vistos por várias vezes.
Com o aquecimento global, a ganância do consumismo e a falta de preservação do meio ambiente, a tendência é só piorar. Cada tragédia tende a superar a outra e, mais uma vez, colocam a culpa na imprevisibilidade da natureza, porque nem os serviços atrasados de meteorologia dos homens conseguem fazer mais previsões. A mão estúpida do homem foi tão pesada que as reações do tempo deixaram de ser previsíveis.










