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:: ‘Notícias’

PRESTAÇÃO DE CONTAS DE VEREADORES E COBRANÇA POR SERVIÇOS DA VIA BAHIA

NÃO VAI DEMORAR MUITO TEMPO E LOGO A CÂMARA DE VEREADORES VAI VIRAR UM CULTO EVANGÉLICO

Prestação de contas de vereadores e mais uma cobrança da Via Bahia para que a empresa realize serviços no Anel Viário de Vitória da Conquista, de modo a reduzir o número de acidentes de veículos foram os principais assuntos em destaque dos parlamentares na sessão de ontem (dia 01/09), na Câmara Municipal.

Os vereadores evangélicos sempre usam a tribuna com uma citação da Bíblia antes e depois de suas falas. Não que tenha nada contra religião (cada um tem o direito de professar sua fé e ter sua igreja), mas dizem que o nosso Estado é laico, conforme dita a Constituição.

Uns chegam até a ser agressivos quando misturam religião com política, xingando raivosamente os adversários e defendendo o governo do capitão-presidente. O vereador Augusto Coutinho, por exemplo, meteu o malho em Lula e no PT como se fossem satanás, chamando o pré-candidato à presidência da República de ex-presidiário. Suas críticas contaram com reações da oposição no legislativo.

Depois de lido os requerimentos, as indicações de sempre e as moções de aplauso e pesar, o primeiro a falar foi Admilson Pereira (o falatório na plenária é ensurdecedor), que fez um apelo ao poder executivo para que construa quebra-molas no povoado de Cabeceiras (o município já é campeão desses monstrengos) e aproveitou para prestar contas de seu mandato.

O colega Nildo de Freitas também enumerou uma série de serviços que vem realizando em sua vereança e solicitou da Secretaria de Mobilidade Urbana a instalação de mais radares na Avenida Brumado, de forma que os motoristas tenham mais prudência ao trafegar naquela via.

A vereadora Lúcia Rocha fez uma espécie de prestação de contas da sua viagem a Salvador na semana passada, segundo ela, para tratar do problema de escassez de água em Conquista.

Na ocasião, disse ter mantido contato com o presidente daquela Casa, Geraldo Júnior, quando foi bem recebida pelo legislativo da capital, que ficou de lhe outorgar o título Maria Quitéria pelos seus oito mandatos (32 anos) como parlamentar conquistense. Lúcia ainda pediu ao poder público a revitalização das praças locais e da Lagoa das Bateias.

A reforma da pista de skate e do Ginásio Raul Ferraz foram as principais reivindicações do vereador Alexandre Xandó. Afirmou que está trabalhando junto ao deputado federal Waldenor Pereira para que faça uma emenda parlamentar em benefício das atividades da capoeira em Conquista.

Orlando Filho e Ivan Cordeiro citaram a inauguração, na semana passada, da casa Escuta Protegida para Crianças e Adolescentes como um projeto exemplar na Bahia, que contou com a presença da ministra Damares, dos Direitos Humanos, elogiando as ações do governo Bolsonaro e criticando o PT.

A vereadora Viviane Sampaio rebateu seus colegas dizendo que eles esqueceram de falar que as ações de proteção à criança começaram no governo do PT, a exemplo do Conquista Criança. “A construção dessa casa tem todo um histórico, com início em 2013 através do Centro de Atendimento à Criança”.

Fernando Jacaré assinalou que o projeto é uma vitória de todos. Na oportunidade, voltou a fazer duras críticas à concessionária Via Bahia que até o momento não cumpriu com sua parte de ampliação da Rio-Bahia (BR-116) e construção das passarelas e viadutos no Anel Viário. “Conquista não aguenta mais esse descaso da Via Bahia”.

SAUDADES DOS TEMPOS QUANDO ERA RESIDENTE UNIVERSITÁRIO

Eram os anos iniciais da década de 1970, e o regime ditatorial com o general Médici era de chumbo e tirania. A duras penas frequentava a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia-Ufba (terminei a graduação em 1973). Nos primeiros meses de 1970 lutava aguerridamente para conseguir uma vaga na Residência Universitária, mas meu pai, um roceiro, não tinha documentos exigidos pela reitoria que provasse ser pobre necessitado. Questão da maldita burocracia!

Para sobreviver, vivia de bicos (quando arranjava) morando num pardieiro ali no Politeama (centro), comendo pão três vezes ao dia, misturado com mel Karo feito do milho. A barriga roncava e pedia socorro quando passava nas portas dos restaurantes. Da calçada olhava lá dentro as pessoas realizando suas refeições. Às vezes enganava o estômago quando um amigo trazia do restaurante universitário uma comida dentro de uma lata vazia de Nestlé.

Basta de lamento. Meu foco era mesmo morar na residência universitária, destinada aos estudantes carentes, e eu era um deles, mas o processo estava emperrado. Lembro que todos dias passava no Departamento da UFBA que administrava as três residências, localizado na Rua João das Botas, no Canela. A ansiedade era grande e todos os dias revisava a lista dos aprovados, que fica no balcão. Para ter certeza, olhava duas e até três vezes para certificar seu meu nome não estava incluído, e nada.

Fotos arquivo “A Tarde”

Aquilo me deixava ainda mais angustiado porque o cerco se fechava, mas não dava trégua à briga para conseguir minha vez. Quando se está na pior, os argumentos brotam mais fortes como uma explosão vinda do coração. Para encurtar, um dia cheguei lá com minha surrada malinha, e o responsável pelas casas, de tanta insistência, liberou o meu nome. Não consegui me conter de tanta alegria.

Não me lembro muito bem, mas já era o segundo semestre de 1970 e lá fiquei na R1, a maior de todas, no Corredor da Vitória, até o final de 1973. Foram três anos e meio de muitas boas lembrança, de farras de caipirinhas, aventuras e confabulações entre colegas. Não tinha nada, mas era feliz.

O mais difícil era que os homens da ditadura nos vigiavam dia e noite. Quando entrava uma cara nova, nós ficávamos com as antenas ligadas porque poderia ser um agente espião, e aí nada de grupinhos a três trocando ideias proibidas. Aliás, era proibido pensar.  Duas pessoas falando já era perigo à vista. Compensávamos a repressão e o medo com as curtições de final de semana no pátio da Residência (a R1), tomando umas cachacinhas (não tinha grana para cerveja em bar).

O bom era que não me preocupava mais com passar fome porque tinha a moradia e mais duas refeições garantidas (o café da manhã a gente se virava como podia). Sem dinheiro, fazia os percursos entre as faculdades onde tinha disciplinas na base da velha paleta, mas sem reclamar. Vivia numa boa, dentro do possível. Não me importava com dinheiro e nem com roupas.

Não sei como, me tornei vice-presidente da R1 ao lado de Aroldo que fazia medicina. Vez por outra o regime trancafiava alguém e sumia com um estudante. Assim aconteceu com meu companheiro presidente, e aí tive que assumir o seu lugar. Podia ser a bola da vez. Andava apreensivo, e os colegas ficavam na butuca quando pintava alguma coisa fora do normal. Algumas vezes tive que dormir fora, inclusive nas moitas do Abaeté.

A ditadura torturava, matava e desaparecia, como fizeram com meu amigo residente Machado, um negro do curso de engenharia. Sumiu sem deixar rastro. Todos os anos, no dia 7 de setembro, as residências eram cercadas por policiais militares, do exército e os federais. Ninguém saia. Certamente os generais temiam que fizéssemos um levante e, sem armas na mão, derrubássemos a dita cuja. Dificilmente um confiava no outro, mas tínhamos aqueles grupos mais seguros com os quais trocávamos nossas figurinhas.

Lá se foram 50 anos e não é que estão passando sobre nossas cabeças aquelas nuvens sombrias e pesadas que achávamos que não mais existiam! Sempre me recordo daqueles tempos de estudante da R1. A R2 ficava e ainda fica no Largo da Vitória e a R3, a Feminina, no Canela.

Neste domingo (dia 29/08) as lembranças jorraram outra vez quando vi e li uma matéria no jornal “A Tarde” sobre a situação das residências universitárias, com uma foto da escadaria de entrada do prédio neoclássico. Logo bateram as saudades quando era residente universitário.

Confesso que me imaginei ali descendo e subindo todos os dias. Muitos acontecimentos, muitas discussões, brigas e amizades seladas. Pena que as notícias não são nada animadoras. Hoje tem mais uma unidade na Avenida Garibaldi (quatro ao todo), e todas juntas têm capacidade para 389 alunos. Com a pandemia, só a metade está sendo ocupada. Muitos voltaram para suas cidades de origem.

Para começar, as residências sofreram drasticamente os efeitos dos cortes de verbas federais destinadas ao Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). Foram subtraídos R$6,5 milhões somente neste ano, 18% menor que o investido em 2020. Mesmo assim, a número um, (a R1) está sendo reformada porque seu prédio já é antigo e carece de cuidados.

A R1, da qual tive o privilégio de morar (adquirida pela Ufba em 1950) entrou em processo de tombamento, e o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, chegou a assinar o pedido, mas depois voltou atrás e revogou o decreto alegando que se trata de um patrimônio federal e que a prefeitura não tem recursos para bancar sua preservação.

Pode ter outros interesses escusos por detrás por parte do setor imobiliário que já derrubou a maioria dos casarões do Corredor da Vitória (ainda tem o Museu Costa Pinto), transformando o local numa selva de pedra. A situação da R2 (Largo da Vitória) não é diferente. A R3 (antiga residência feminina) foi transferida para uma casa alugada na Graça, que abriga 100 estudantes. A R4 foi construída em 2012, na Avenida Garibaldi, e atende até 190 estudantes.

Por causa das reformas e a pandemia, a R1 está com apenas 40% da sua capacidade de 80 alunos. Lembro que cheguei a morar no térreo, um local mais fechado e úmido que atualmente apresenta mais problemas na estrutura, e também no primeiro e segundo andares.

Sem recursos, a gente mesmo lavava nossos “paninhos de bunda” nuns tanquinhos que ficavam na parte externa. Sábado era o dia das “lavadeiras”. Ao lado fica o restaurante (saudades dos bandejões e das batidas de talheres quando a comida não estava boa). Os milicos ficavam de olho em nós. Todos eram vistos com subversivos e perigosos comunistas.

Para entrar hoje na residência é necessário ter renda familiar de até um salário mínimo e meio, estar regularmente matriculado na Ufba e não ter outra graduação em paralelo. O candidato tem que ser do interior. As exigências não mudaram muito de lá para cá, mas meu pai não tinha renda fixa. Vivia da lavoura e dependia do tempo chuvoso ou seco.  Tive que conseguir meu teto na “tora”, no convencimento de que era lascado mesmo.

OS RETARDATÁRIOS IGNORANTES E O FUZIL NO LUGAR DO FEIJÃO

“Ao invés de comprar feijão, idiota, compra fuzil”. O pior de tudo isso é que ainda tem gente na frente do Palácio Alvorada para ouvir e aplaudir uma barbaridade desse tipo. Em que país estamos vivendo, em que mundo, em que idade? Acreditem! Estamos no Brasil e em pleno século XXI.

Atrás desse cara abominável, representando o AntiCristo, seguem milhões de ignorantes retardatários entre jovens e idosos que insistem em não se vacinar contra a Covid-19, argumentando ser um direito individual. Oh Senhor, perdoe porque eles não sabem o que dizem ou fazem! Será que alguém que atenta contra a vida de outro merece perdão?

A nível federal estamos sendo sugados por uma forte enxurrada para uma “boca de lobo”, mas as autoridades municipais e governamentais, em consonância com a Justiça, precisam, urgentemente, tomar medidas drásticas para punir esses elementos perniciosos que confundem o individual com o coletivo.

Essas pessoas, se é que são mesmo, devem ser punidas através de diversos instrumentos que lhes privem de determinados benefícios, como continuar trabalhando em qualquer empresa privada ou pública, serem proibidas de frequentar bares e restaurantes, eventos, estádios, viajar, participar de concursos, editais, entre outras atividades. Elas não têm mais o direito de ir e vir, como reza a Constituição.

Por que com tanto avanço tecnológico dos meios eletrônicos, com tantas invenções e criações científicas, com o homem explorando a vastidão do espeço sideral e a evolução da internet, milhões preferem o retrocesso e escolhem as trevas no lugar da luz? A inteligência está regredindo? Não vai demorar muito e os seres humanos vão perder a fala.

O que passa na cabeça dessa gente que prefere o fuzil ao feijão e se recusa a se imunizar, mesmo diante de todas as evidências científicas provando ser a saída para sairmos dessa pandemia? Algum transtorno ou trauma mental de infância? Uma necessidade de se aparecer diante dos outros para dizer que é diferente? Neurônios deteriorados, apodrecidos? Influência das fake news nas redes sociais?

Aqui mesmo em Vitória da Conquista um médico que não se vacinou, terminou sendo contaminado e veio a óbito. Ele não foi sozinho. Deve ter levado outros para o além, ou pelo menos empurrado um familiar ou amigo para um leito de intubação hospitalar.  Que direito individual é esse? Na própria Constituição, a sua vida e a do outro está acima de tudo. Oh quanta ignorância!

Não dá para conviver com pessoas desse tipo. Não se trata de uma questão de intransigência. Estamos falando de vida. Seja imbecil, retrógrado, extremista em seus pensamentos, de direita ou o que quiser em termos ideológicos, mas não atente contra a vida do outro através da contaminação de um vírus que é mortal e deixa sequelas horríveis. Para esse tipo de pessoa, eu quero é distância e que não pise os pés em minha casa.

COORDENADORIA DE CULTURA DECIDE IMPASSE NA FORMAÇÃO DO CONSELHO

O impasse de dois empates na votação dos nomes de Thais Ariane Pimenta e Rosa Marie Falcão Aurich para compor o eixo cinco – patrimônio cultural material (patrimônio histórico) e imaterial (culturas populares) – representativo da sociedade civil do Conselho Municipal de Cultura levou à coordenadoria da pasta da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer a escolher ontem (dia 27/08) o nome da titular.

A Coordenadoria de Cultura optou pelo nome de Rosa Aurich, ficando Thais Pimenta como suplente, fechando assim o número dos dez representantes da sociedade (cinco titulares e cinco suplentes) que irão fazer parte do próximo Conselho para o biênio 2021/23.  De acordo com a própria Coordenadoria, o desempate nesses casos foi baseado no regimento interno do órgão. Os outros cinco titulares são indicados pela Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores.

A reunião que discutiu o eixo cinco foi realizada nesta quarta-feira (dia 25/08), no Memorial Casa Regis Pacheco, com a presença do secretário de Cultura, Xangai, que abriu os trabalhos falando da importância do Conselho para alavancar as atividades da cultura em Vitória da Conquista e montar uma política que atenda aos anseios dos artistas e de toda sociedade conquistense.

A votação entre Thais e Rosa ficou empatada entre seis a seis. Então, a Coordenação de Cultura resolveu fazer outra eleição, dessa vez entre os novos conselheiros e, novamente, houve impasse de cinco a cinco. O que chama a atenção é se a pasta da Cultura pode indicar um representante da sociedade quando ocorrem empates dessa natureza. Não seria o caso de se realizar outra chamada para uma nova escolha do eixo cinco?

No dia 19 de agosto, um encontro no auditório do Cemae, na Avenida Olívia Flores, votou os nomes dos representantes dos eixos um – artes plásticas e visuais, audiovisual (gráfica, gravura, artesanato, fotografia e exposição), do dois – música, do eixo três – artes cênicas (cinema, teatro, circo, ópera e mímica) e dança, e do quatro – literatura, livro, leitura e biblioteca.

As discussões para a votação do eixo cinco foram coordenadas pelo coordenador da Secretaria de Cultura, Alexandre, ao informar que tão logo sejam indicados os representantes do poder público, os novos conselheiros tomarão posse para iniciar os trabalhos dos dois próximos anos.

Antes da votação, houve uma sessão de debates entre os candidatos que, além de apresentar seus nomes e funções que exercem na comunidade, defenderam suas propostas e intenções como possíveis membros do Conselho. Uma das metas seria sugerir o cadastramento e tombamento dos terreiros de candomblé de Vitória da Conquista, bem como fortalecer e apoiar as culturas populares do município.

Na reunião, que contou com as presenças dos eleitos dos outros quatro eixos do Conselho, um ponto ganhou um denominador comum que será a luta para que a sociedade tenha mais participação nas decisões do órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador, inclusive que seus membros procurem e interajam com os diversos segmentos e linguagens artísticas que fazem parte da nossa cultura. Nesses encontros para a formação do Conselho, por exemplo, foi fraca a presença de pessoas da sociedade, muito pela falta de divulgação na mídia.

Outra questão é que Vitória da Conquista estruture, em definitivo, uma política cultural que contemple todos os eixos ou linguagens artísticas, de modo que tenhamos diretrizes de realizações de eventos, capacitação e treinamento profissional, pesquisas para averiguar as necessidades de cada setor da cultura, conferências, seminários e outras ações.

Na verdade, cultura é um grande agente de desenvolvimento econômico gerador de emprego e renda para o município. Sem um plano, Conquista nunca teve, por exemplo, uma Feira do Livro, como vem acontecendo em outras cidades. Há muitos anos que não se realiza um salão de artes plásticas e fotografia, nem se faz festivais da música, de teatro e da dança.

O “SOLDADO” DO CAPITÃO-PRESIDENTE CONTESTA OPOSIÇÃO NA CÂMARA

“No Dia do Soldado, sou um soldado de Jair Messias Bolsonaro” – disse o vereador Augusto Cândido em seu pronunciamento na sessão de ontem (dia 25/08) da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, para rebater a oposição que havia criticado a atuação do capitão-presidente de que ele nada fez até agora em seu governo. “São palavras vazias”.

Sem muita coisa para citar, o parlamentar apontou que seu presidente está realizando obras que há 40 anos só estava no papel. No entanto, ele esqueceu de afirmar que essas obras (algumas que ele está pretendendo tocar são inacabadas). Aliás, ele vem fazendo muita coisa que é destruir o país. A plenária reagiu negativamente à sua fala.

Outros que aproveitaram a ocasião para prestar homenagens ao Dia do Soldado foram o subtenente Muniz e o delegado Marcius Venicius. Este usou seu discurso de três minutos para denunciar ex-vereadores da Câmara que não devolveram até o momento os equipamentos da Casa, como telefones, tabletes e computadores. Ele não chegou a citar nomes, mas declarou ser um caso de polícia.

O subtenente criticou o governador Rui Costa, dizendo que ele representa o desgoverno, e chegou a chamá-lo de “genocida”, que deixou os servidores sem nenhum aumento. Quanto ao sistema de segurança do Estado, destacou que Salvador vive um inferno. Ao elogiar o governo federal, informou que a presidência está entregando 22 mil cestas básicas para a Prefeitura de Conquista. O mais irônico é que essa gente sempre condenou no passado o Bolsa Família e todo tipo de ajuda que, no entender deles, só fazem acomodar as pessoas.

O vereador Dinho dos Campinhos apresentou uma proposição para que a ponte que liga o bairro à cidade leve o nome de Idalino Lima, mais conhecido como “Gaguinho” que, de acordo com ele, como presidente da Associação dos Moradores fez muito pelo local, inclusive foi quem mobilizou o poder público para que a obra fosse concretizada.

Viviane Sampaio teceu comentários sobre a importância da Lei Maria da Penha de proteção às mulheres, embora lamentasse que a violência contra a mulher só tem aumentado no Brasil. Anunciou que pretende apresentar um projeto-de-lei onde irá obrigar que representantes de condomínios e prédios habitacionais denunciem casos onde a mulher seja vítima de agressões.

Sobre a questão, a delegada Gabriela, da Deam (Delegacia da Mulher) recebeu da Câmara uma homenagem pela sua atuação à frente do órgão em Vitória da Conquista. O vereador Fernando Jacaré, ao contestar as falas dos colegas bolsonaristas, ressaltou o trabalho do governador Rui Costa, inclusive citando a implantação do serviço de atendimento militar no SAC.

“Quem abandonou os servidores sem aumento foi a Prefeitura Municipal.  Rui Costa é uma das maiores referências de trabalho no Brasil como governador”. Ainda em seu pronunciamento, fez duras críticas à Via Bahia que nada fez em Conquista para evitar os acidentes constantes no Anel Viário, e cobrou a realização de projetos de passarelas e viadutos.

Novamente, como em quase todas as sessões, foi levantada a questão da escassez de água em Vitória da Conquista. O assunto foi comentado pelo vereador Hermínio Oliveira que, como outros parlamentares, querem que a nova barragem de abastecimento, prometida pelo Governo do Estado, seja construída sob o Rio Pardo, entre Inhobim e Encruzilhada, e não no Rio Catolé como está previsto.

 

 

 

“INVOCAÇÃO À MARIAMA”

BASTA!

Poucos no Brasil de hoje se lembram de D. Hélder Câmara – arcebispo de Olinda e Recife, uma trincheira de resistente contra a ditadura e o arbítrio do regime de quase 30 anos. Muitos menos conhecem o seu discurso ou pregação, gravado ao vivo por Milton Nascimento na Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens – Caraça – Minas Gerais, em 1982.

Depois de 40 anos, a sua fala continua mais que atual, como de tantos outros intelectuais e artistas, a exemplo do cantor e compositor Raul Seixas, que no último dia 21/08 completou 32 anos de sua morte. Raul foi outra voz que nos ensinou a não desistir. Nos ensinou a levantar e a sonhar juntos outra vez.

De lá para cá, com algum intervalo de avanço, o Brasil só fez regredir e, nos três últimos anos, entrou nas trevas do retrocesso. Ninguém tem mais interesse em alugar o Brasil. O Ali Babá de hoje são mais de 40 milhões de ladrões.  D. Helder, como D. Paulo Evaristo Arns, eram timoneiros da Igreja Católica que hoje está silenciosa diante de tantas barbaridades de um capitão-presidente que adotou a política da morte e da destruição. Cadê nossa CNBB? Só para rememorar as mentes esquecidas e desmemoriadas, vou colocar aqui alguns trechos de “Invocação à Mariama”.

Após uma introdução em louvor a Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e mãe dos homens, ele diz que o mais importante “é que a Igreja de teu Filho não fique em palavras, não fique em aplauso. O importante é que a CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil embarque de cheio na causa dos negros, como entrou de cheio na Pastoral da Terra e na Pastoral dos Índios” (tudo isso se esfarelou). Os índios estão sendo mortos e expulsos de suas terras.

O arcebispo prossegue dizendo que “não basta pedir perdão pelos erros de ontem. É preciso acertar o passo hoje sem ligar ao que disserem. Claro que dirão, Mariama, que é política, subversão, que é comunismo. É evangelho de Cristo, Mariama”.

Em tom mais forte, ele diz que “problema de negro acaba se ligando com todos os grandes problemas humanos. Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões”. Em seguida, faz um apelo à Mariama para que se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa é fabricar paz”. A violência banalizada transforma as minorias em refugiadas em seu próprio país, sem direitos e liberdades.

Sua voz vai se elevando para não ser abafada diante dos aplausos, e D. Hélder desabafa: “Basta de injustiça, de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar. Basta de uns tendo de vomitar para poder comer mais e 50 milhões morrendo de fome num ano só” (mais que atual em nossos tempos).

O seu clamor continua ecoando a todos os cantos do Brasil, de que “basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia (temos mais de 15 milhões de desempregados).

O pregador, como Martin Luther King, sonha quando afirma: “Mariama, Nossa Senhora, nem precisa ir tão longe como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e os pobres de mãos cheias. Nem pobre, nem rico. Nada de escravo de hoje ser senhor de escravos amanhã. Basta de escravos. Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos. De irmãos não só de nome e de mentira. De irmãos de verdade, Mariama”.

Se vivo fosse, o que ele diria hoje? Diria que basta de tanto ódio e intolerância, de fanatismo na religião, de é nós contra eles, de tanto negacionismo da ciência diante de um vírus mortal que já ceifou a vida de quase 600 mil brasileiros. Basta de atentar contra a democracia. Não queremos a volta do passado de prisões, de torturas e de mortes. Nada de ditadura, nada de se repetir os mesmos erros.

Sua revolta seria mais enfática contra o destruidor do nosso futuro, e levantaria seu chicote para os que segregam e dividem negros de brancos com suas atitudes racistas, homofóbicas e misóginas. Nada de fascismo, de ideias retrógradas. A terra não é plana. O Brasil precisa é de evolução e justiça social para todos.

Basta de destruir a nossa cultura, de atear fogo no Pantanal, na Amazônia e nos nossos outros biomas tão depredados pelos homens. Basta de invadir terras indígenas para transformá-las em garimpos do mercúrio e envenenar nossos rios. Basta de tantos agrotóxicos na natureza.

Basta de fogo no Museu da Língua Portuguesa, no Museu Nacional e na Cinemateca. Basta de destruir nossa memória e nossos acervos culturais. Basta de colocar armas nas mãos dos cidadãos. Precisamos é de mais livros e ideias para que não seja mais necessário construir penitenciárias.

O Brasil carece é de mentes fartas de educação, de saber e conhecimento. Basta de tanta arbitrariedade, de tanto pensamento doentio psicopata de fechar nossas instituições, como a Suprema Corte, Congresso Nacional e as universidades. Sem as ciências humanas, o homem vira um robô da tecnologia. Ele não vai passar de um simples parafuso nessa engrenagem selvagem capitalista.

Basta de milhões passando fome, vivendo em favelas e casebres desumanas. Basta de tantos pedintes nas ruas com as mãos estendidas por uma esmola, com o estômago vazio. Basta de tanta ignorância, de tanto atentado contra a vida onde milhões acham que se vacinar é um direito individual. Basta de tanto egoísmo e individualidade. O Brasil necessita é do pensar coletivo.

Basta, senhor capitão, de falar tantas asneiras, de xingar com palavrões jornalistas, o próprio povo e todos seus adversários. Basta de vomitar suas sujeiras em nossas caras com sua necropolítica do arbítrio. Basta de tanto abusar da nossa paciência! Basta de não governar!

 

PSOL REALIZA CONVENÇÃO

No último dia 22/08 (domingo) o PSOL (Partido Socialista), núcleo de Vitória da Conquista, se reuniu no Colégio Zênit, para  escolha dos seus novos membros da diretoria com cinco chapas na disputa da convenção. No total foram 64 votos, saindo vitoriosa a chapa dois de Keu Souza e Sonka, com 33 votos. A chapa três, do professor  Euvaldo Contiguiba, obeteve 19 votos, a um, com Mauri, teve quatro votos, a chapa quatro com um voto e a cinco com cinco votos (um voto nulo). Foi um encontro informal e descontraído que também serviu para rever os amigos num bom bate papo (alô meu amigo e companheiro Clovis Carvalho). Quem também marcaram suas presenças  foram os professores Ferdinad e Antônio Andrade, entre outros. Vamos prestigiar a nova presidente Keu e desejar que faça um bom mandato à frente do partido que reúne nomes de peso da nossa sociedade conquistense. A convenção se tornou numa praszrosa troca de ideias e informações entre colegas, companheiros e companheiras de partido. Os trabalhos só terminaram no final da tarde, com o resultado das eleições.

FÓRUM ELEGE CONSELHEIROS

A cultura conquistense precisa retomar suas referências do passado através de ações e projetos que contemplem todas as linguagens artísticas, pois aqui temos um celeiro de talentos que carecem de ser reconhecidos. Uma das intenções é resgatar a cultura popular com apoio do poder público por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer.

Essas proposições foram levantadas durante o Fórum do Conselho Municipal de Cultura, realizado ontem no auditório do Cemae quando, na ocasião, foram eleitos os novos conselheiros para o biênio 2021/23, inclusive o jornalista e escritor Jeremias Macário como titular do eixo 4 – literatura, livros, leitura e biblioteca (titular), tendo como seu suplente Armênio Souza.

Por falta de quórum suficiente, o eixo 5 – patrimônio cultural material (patrimônio histórico) e imaterial (culturas populares), haverá uma reunião na próxima quarta-feira (dia 25/08), às 14 horas, para escolha dos membros e posse dos novos conselheiros. No eixo 1 – artes plásticas e visuais foi eleita Valéria Vidigal (titular) e Jadiel Gonçalves (suplente), no eixo 2- Música, foi escolhido Tales Figueiredo Dourado (titular) e Ricardo Marques (suplente) e no eixo 3- artes cênicas, Hendye Graciele Dias e Yarle Ramalho.

Uma mesa composta pelo secretário de Cultura, Xangai, professor e secretário da Educação, Edgar Lary, e Maris Stella abriu os trabalhos por volta das 10 horas (uma hora de atraso do previsto), com a presença de artistas da música, das artes plásticas, da literatura, do teatro e de outras áreas.

Talvez por falta de uma maior divulgação na mídia, foi pequena a participação de mais pessoas da sociedade, uma falha que deve ser corrigida, pois a cultura deve ser vista como de suma importância social e econômica, sem contar que ela é vital para o conhecimento e o saber do indivíduo.

Em sua fala, o professor Edgar Lary fez uma longa explanação histórica sobre os movimentos culturais do passado em Vitória da Conquista, citando nomes que elevaram a imagem da cidade lá fora, finalizando seu pronunciamento com a declamação de um poema de Jesus Gomes dos Santos.

Maris Stella segui praticamente na mesma toada rememorando fatos marcantes de um povo que sempre tomou iniciativas próprias com realizações culturais, econômicas e sociais que fizeram de Conquista uma grande cidade.

Fórum teve fraca participação da sociedade por falta de divulgação de um evento tão importante para a cultura

O secretário Xangai, que recentemente foi empossado no cargo, prometeu fortalecer a cultura popular, sem esquecer a erudita. Disse que está ainda se inteirando das funções e visitando distritos e povoados para ouvir o povo. O cantor e violeiro citou personagens importantes de destaque da nossa cultura, como Camilo de Jesus Lima, Glauber Rocha, Elomar, dentre outros.

 

QUE DIREITO INDIVIDUAL É ESSE?

Milhares ou milhões de brasileiros, infelizmente, incorporaram o negacionismo do Bozó e deixaram de se vacinar, com um argumento imbecil de que têm o direito individual. Outros estão escolhendo a vacina, comparando que é a mesma coisa de um cardápio no restaurante. É de dar pena que ainda tem gente de nível tão ignorante em nosso país.

Que direito individual é esse quando se trata do coletivo? Ouviram o galo cantar, mas não sabem onde. Essas pessoas não têm a mínima noção de separar do que é direito individual e o do que é direito coletivo. Aliás, nem sabem o que é direito, e muito menos conceituar a palavra democracia. É uma barbárie sem limites!

Os números mostram que na Bahia, por exemplo, quase 300 mil estão com a segunda dose vacinal atrasada, isto é, não deram as caras para tomar o reforço. Desses, 43 mil estão em Salvador, comprometendo todo trabalho de imunização, com riscos de uma nova onda mais forte da pandemia por causa das variantes. E ainda falam em direito individual.

Quando se vive numa sociedade, até o suicídio deixa de ser um direito individual, porque o morto vai exigir o deslocamento de uma ambulância, perícia no IML, custos para o SUS e enlutar a família, sem falar em outros incômodos.

O mesmo caso é o uso de máscaras, que até o subserviente ministro da Saúde (um médico simples assim: um manda e o outro obedece) disse que se trata de um problema de consciência, para não melindrar o chefe negacionista. Há um ano e meio venho dizendo que o Brasil será o último a sair dessa pandemia, e ainda estamos longe de nos livrar desse maldito vírus.

Ainda com relação aos números dos bárbaros individualistas e egoístas, só em Salvador, 96 mil jovens se recusam a tomar a vacina. São os festeiros e adeptos das aglomerações, um bando de analfabetos que confunde direito individual com direito coletivo. Nem é preciso repetir aqui que o vírus é altamente contagioso.

Mesmo diante desse quadro assustador, as autoridades e os organizadores ainda falam na possibilidade de realizar o carnaval, dentro dos “protocolos”. Parece até uma piada de mal gosto falar em protocolos diante de uma multidão atrás dos trios elétricos, com milhares de visitantes de outros estados e até do estrangeiro.

Quanto a imbecilidade do direito individual, o governador do Estado da Bahia promete tomar medidas de punição contra os idiotas. Espero que venham logo, e que sejam pesadas, como corte de salários dos servidores que não querem se vacinar, demissão por justa causa, proibição de participar de concursos e impedimento de frequentar eventos como partidas de futebol nos estádios.

O setor privado, através de suas empresas, precisa também fazer sua parte, com demissões sumárias porque o elemento que não se vacina é uma bomba ambulante que pode carregar o vírus consigo e infectar os outros colegas.

Para o desempregado, numa entrevista, o interessado deve se apresentar com o cartão de vacinação. Além do mais, todos devem responder processos na justiça. Só assim esses indivíduos esquecem essa palhaçada de direito individual e correm para as filas de vacinação.

FÓRUM DE CULTURA SE REÚNE PARA ESCOLHA DE NOVOS CONSELHEIROS

Nesta quinta-feira (dia 19/08), das 9 às 17 horas, ocorrerá no auditório do Cemae, na Avenida Olívia Flores, uma reunião do Fórum de Cultural do Município para a escolha dos novos conselheiros, para o biênio 2021/2023, que irão decidir a política de ações e atividades para o setor.

Dentre os candidatos representantes da sociedade para compor os novos membros do Conselho Municipal de Cultura, o jornalista e escritor Jeremias Macário é um dos nomes que pode ser votado na área da literatura.

Os trabalhos devem ser abertos pelo secretário de Cultura, Xangai, numa mesa ainda composta pela poetisa e acadêmica Stella Maris e o professor Edgar Larry. De acordo com a coordenação da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer, durante o dia haverá mesas temáticas de discussões envolvendo as mais diversas linguagens artísticas.

Mesmo com pouca divulgação na mídia, a participação de segmentos culturais da sociedade no evento nos debates e na votação dos novos membros, é de fundamental importância para a nossa cultura que vem sofrendo um período de desgaste pelos atuais governantes do país, sobrevivendo a duras penas na base da resistência, principalmente agora com a pandemia.

Além de jornalista profissional há quase 50 anos de sua vida como repórter, editor e chefe da Sucursal A Tarde de Vitória da Conquista, Jeremias Macário já publicou vários livros, inclusive sobre a ditadura civil-militar de 1964, intitulado “Uma Conquista Cassada – cerco e fuzil na cidade do frio”.

É um dos fundadores do “Sarau A Estrada” que no ano passado completou 10 anos, e conta com outros trabalhos de textos poéticos audiovisuais e letrista de várias músicas com artistas compositores locais e do Nordeste.

Uma das suas propostas como membro do Conselho é tentar simplificar o acesso da cultura aos artistas através da redução da burocracia em editais e concursos, bem como dar mais voz à literatura no apoio aos escritores da terra e na descoberta de novos talentos.

 

 





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