“ANDANÇAS” TAMBÉM É MÚSICA
Não são só causos, contos e histórias, numa mistura de ficção com realidade, o novo livro “Andanças”, do jornalista e escritor Jeremias Macário, também tem poemas, muitos dos quais começam a ser musicados por artistas locais e de outras paragens do Brasil, como de Fortaleza, no Ceará.
Do título “Na Espera da Graça”, que fala do homem nordestino que sempre vive a esperar por tempos melhores, o cantor, músico e compositor Walter Lajes extraiu de sua viola uma bela canção, numa parceria que fez com o autor, com apresentação em vários festivais.
O músico e compositor Papalo Monteiro se interessou por “Nas Ciladas da Lua Cheia”, uma letra forte que descreve os políticos na figura de bichos que, de quatro em quatro anos, aproveitam as eleições com promessas vãs para se elegerem.
Tem “O Balanço do Mar”, um xote que lembra passagens de nossas vidas, e “Lágrimas de Mariana”, um belo poema triste sobre a tragédia do rompimento da barragem da Samarco, lá em Mariana (MG), musicados e cantados pelo amigo parceiro Dorinho Chaves.
Lá de Fortaleza, Ceará, os companheiros Edilson Barros e Heriberto Silva realizaram uma parceria musical aproveitando a letra “A DOR DA FINITUDE”, que versa sobre um tema que pouca gente gosta de abordar, que é a morte, e filosofa que tudo passa, tudo muda e tudo se transforma. Outros poemas estão sendo trabalhados para entrarem no rol das letras musicadas, inclusive do novo livro “ANDANÇAS”.
Essa é uma parceria com o amigo poeta e músico, baiano de Alagoinhas, Antônio Dean, que há muitos anos reside em Campina Grande da Paraíba com sua família, fazendo sucessos e cantando com sua profunda voz, a cultura nordestina para todo o Brasil.
Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”
Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.
Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.
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OS JAGUNÇOS DO FACÍNORA ESTÃO INVADINDO NOSSA AMÉRICA DO SUL
Os países da América do Sul sempre foram o quintal dos Estados Unidos, ora nas ditaduras tiranas, ora com seu fascismo de extrema como está ocorrendo agora. Os entreguistas não tiram férias, enquanto a esquerda foi perdendo suas origens e abandonou suas bases populares, hoje na mira dos jagunços do facínora do Trump.
Muitos governos, como no Brasil, para manter a tal governabilidade, se renderam a elementos da pior espécie com passado de corrupção e malfeitos, pessoas aliadas da elite burguesa capitalista que sempre colocaram entraves contra a distribuição de renda, aumentando cada fez mais a ignorância e as desigualdades sociais.
Tudo fizeram contra a melhoria de um povo sofrido desde os colonizadores há mais de 500 anos quando aqui chegaram os espanhóis e os portugueses. De lá para cá, foram só matanças, fome, misérias, massacres, dominação dos opressores, regimes ditatoriais, violência e subdesenvolvimento.
Precisamente, nesta era Trump, o facínora que saiu dos infernos, dos doze países da América do Sul, sete possuem governos de direita ou centro-direita, destacando a Argentina, do maluco Javier Milei, Chile liderado por José Antônio Kast, Colômbia, de Abelardo de la Espriella, Equador, sob a gestão de Daniel Noboa, Bolívia, de Rodrigo Paz, Paraguai, administrado por Santiago Pena e o Peru, alinhado ao campo conservador de Keiko Fujimori.
Não podemos deixar de citar a Venezuela, o oitavo, que foi invadida pelas tropas assassinas do Trump, cujo presidente foi sequestrado e levado para o território dos Estados Unidos. Uma violência internacional consentida pelo resto do mundo, como tem sido os genocídios de Israel e de outros países.
O Brasil pode ser o novo na lista dos extremistas. É um projeto planejado que absorve as massas tragadas pelo fundamentalismo religioso. Nisso tudo está a ação dos evangélicos e as crenças neopentecostais com os slogans de Deus, Pátria e Tradição.
“América para os Americanos” resume muito bem a doutrina Monroe, criada pelo presidente dos Estados Unidos, James Monroe, em dezembro de 1823. Tudo não passou de um conchavo com os europeus para não mais se meter nas políticas das Américas.
Todo domínio passava para as mãos dos norte-americanos. Simplesmente foi uma troca de patrão do senhor soberano. Essa política serviu para justificar o poder e a interferência do governo ianque na América Latina, incluindo os países da América Central também hoje sob o jugo trumpista.
Os governos brasileiros que procuraram enfrentar a fúria dominadora dos Estados Unidos (até pouco tempo era Brasil dos Estados Unidos) foram derrubados pelos próprios brasileiros entreguistas traidores da pátria, como Carlos Lacerda contra Getúlio Vargas e tantos outros abomináveis excrementos.
Agora estamos assistindo a mesma cena no palco dos insensatos ou o filme dos bandidos do faroeste. O Javier Milei é um dos fantoches do Trump, do qual os argentinos deveriam se envergonhar.
Infelizmente, boa parte do nosso povo latino americano, incluindo os brasileiros, está contaminada pela peste bubônica do extremismo fascista fundamentalista que corrói essas mentes imbecis conservadoras que apoiam as ideias medievais do racismo, da xenofobia, da misoginia e do moralismo falso.
O mais chocante de tudo isso é que vemos hoje negros, pobres, mulheres, excluídos da sociedade e uma camada de expolidos escravos do capital no Brasil se colocarem ao lado desses abomináveis que detestam esses apoiadores de inocentes úteis.
Por incrível que pareça, são os masoquistas ferrados idolatrando seus sádicos carrascos. Poderia ser a Síndrome de Estocolmo, uma condição psicológica em que as vítimas criam afeto por agressores sequestradores?
Pode ser também que esses brasileiros estejam contaminados pela Síndrome de Stocco dos Santos, uma doença genética rara ligada ao cromossomo X. Aí, então, só a ciência explica o mal e como deve ser tratado e curado. As características desta síndrome são deficiência intelectual, atraso no desenvolvimento da fala e estrabismo.
Acho até que o Milei foi mandado pelo mafioso gângster Al Capone a falar impropérios em território brasileiro com seu bando de cangaceiros que se passam de salvadores da pátria, quando, na verdade, não passam de traidores ignóbeis nojentos.
A corrida eleitoral começou suja, e o Brasil é a bola da vez para ser o nono país onde o Trump irá fincar suas patas malignas. A nossa esquerda, especialmente o PT com sua ala de prepotentes e arrogantes que trocaram a nossa cachaça pelo uísque, tem muita culpa nos acontecimentos desse abismo político que o Brasil está cada vez mais se afundando. Nesse fundo do poço ainda tem mais lamaçal.
O SARAU FOI ATÉ AO POVO
Fotos de José Silva
“Um sonho sonhado junto se torna realidade”, e foi isso que aconteceu na última sexta-feira (dia 24/07/2026) ao cair da tarde, na Praça Nove de Novembro quando o “Sarau A Estrada” foi à rua com apresentações de música, declamação de poemas, exposições das obras do cordelista, Ailton Dias e do artesanato “Kokos e Kabaças”, do artista Walter Lajes, além de falas, levando cultura, conhecimento e saber.
Foi uma tarde memorável que até os deuses da arte contribuíram para que o tempo deixasse o sol entre as nuvens derramando seus raios no palco da praça e abençoando os artistas que ali estiveram cantando suas canções e fazendo poesia. O Sarau cumpriu sua primeira missão de ir onde o povo está e agora tem o dever de disseminar a cultura aos quatros cantos da cidade.
Depois de várias tentativas, de lutas, obstáculos e dificuldades, enfrentamos os desafios e colocamos a ideia em prática, graças a um grupo de organizadores onde todos colocaram a mão na massa e abraçaram a causa com garra e entusiasmo.
É mais um grande feito do “Sarau A Estrada” e desta vez inédito que vai ficar marcado na história da cultura de Vitória da Conquista, que anda precisando de uma injeção de ânimo por parte do poder público que, infelizmente, abandonou o setor à própria sorte.
No entanto, o Sarau, com suas próprias forças, esteve lá na praça passando sua mensagem e dando seu recado de que queremos a aprovação já do Plano Municipal de Cultura, a abertura dos equipamentos culturais do Teatro Carlos Jheovah, Cine Madrigal e Casa Glauber Rocha que estão sendo destruídos pelo tempo, uma empresa pública do audiovisual, a revitalização da nossa cultura e que o nosso São João retome às suas tradições do autêntico forró pé de serra.
De forma descontraída e organizada, fomos chegando à praça com aquela expectativa de se encontrar com o povo e com ele se interagir. Ali estavam os artistas de forma voluntária para dar a sua contribuição. Tudo começou a partir das 15h30min, com uma roda de capoeira, expressão cultural afrodescendente, comandada pelo nosso mestre companheiro Clóvis Carvalho. O berimbau deu seu ritual de introdução dos trabalhos.
Na abertura entrou o nosso hino de “Avante, avante, oh Sarau!/Estradeiros da cultura,/De mensagem universal”, de autoria de Jeremias Macário, Dorinho Chaves e Alex Baducha, onde se fala dos seus mais de 15 anos de existência (16), do seu tema e da sua arte que nos faz bem, passageiros do mesmo trem.
Logo após, a nossa cria da casa, Maria Luiza nos brindou com uma linda canção, acompanhada no violão pelo seu pai Manno di Souza. Em seguida vieram as falas do presidente de honra, Jeremias Macário e do professor Itamar Aguiar, um dos mais entusiastas e frequentadores dos nossos eventos, realizados no Espaço Cultural A Estrada.
As mestras de cerimônia, Edna Brito e Vandilza Gonçalves conduziram nossa programação, intercalada entre pronunciamentos, cantorias e declamação de poemas. Elas exaltaram o Sarau que teve a ousadia de sair das quatro paredes e ir até à rua.
Com suas cantorias musicais que atraíram a atenção de todos, estiveram no palco nossos estradeiros Manno di Souza, Dorinho Chaves, Papalo Monteiro, Carlos Moreno, Walter Lages, Alex Baducha, dentre outros que se apresentaram espontaneamente e apoiaram nossa iniciativa.
Por falar nisso, contamos com o apoio logístico das secretarias da Cultura, de Ordem Pública e, principalmente, da mídia em geral, como das rádios Melodia, Clube, Rádio Câmara, TV Sudoeste, dos blogs de Tico Oliveira, de Massinha (UP), dentre outros veículos de comunicação que divulgaram nosso “Sarau na Rua” e acreditaram em nosso sonho.
Para que tudo desse certo, não podemos deixar de registrar aqui o esforço e o trabalho da Comissão Organizadora do “Sarau na Rua” nas pessoas de Cleu Flor, Dal Farias, Eduardo, Karine, Edna Brito, Mano di Souza, Conça, Dorinho, Itamar Aguiar, Alex Nery (grande condutor da divulgação), Cleide, Clovis Carvalho, Cristina, Jeremias Macário e Vandilza Gonçalves, cada um cumprindo a sua tarefa que lhe foi atribuída.
Agradecemos também a presença de todos estradeiros que lá estiveram na praça prestigiando e ajudando o nosso evento, sem deixar de citar os préstimos do fotógrafo José Silva que se dispôs a fazer a cobertura fotográfica, cujas fotos são registros históricos de mais um feito do Sarau.
SUPERTIÇÕES E REZAS
Lampião tinha o seu lado cangaceiro, trágico, violento, cruel e bárbaro, mas também uma banda mística, religiosa e cheia de superstições e rezas. Os sertanejos nordestinos daquela época viam esta faceta e até o consideravam assim, tanto que achavam que ele era imbatível e invencível de corpo fechado. Era até um enviado de Deus para fazer justiça.
O “rei do cangaço” passava esta mística para seus companheiros cangaceiros, oravam juntos as suas rezas e cumpriam as obrigações supersticiosas. Lampião chegava até a rezar “missa” nos esconderijos e todos levavam nos saquinhos amarrados as suas orações. Jejuava nas quartas-feiras. Dizem que Virgulino tinha até o poder de envultar, de desvendar sonhos e da adivinhação.
A imprensa do sertão e do litoral, inclusive do Rio de Janeiro, mesmo com seus exageros, teve um papel preponderante na divulgação dos fatos, ora contando as histórias e feitos por onde o bando passava, ora mostrando a deficiência dos governantes e das forças das volantes em acabar de vez com o cangaço. Denunciava as corrupções das tropas, suas violências contra os camponeses e a ausência do Estado no Nordeste.
Bem, vamos a algumas superstições enumeradas pela autora Élise Grunspan-Jasmin em seu livro “Lampião, o Senhor do Sertão”. A lista é extensa, mas algumas nos chamam a atenção, como cangaceiros não comem tapioca, não sentam numa pedra que serviu para amolar facas, só passam por debaixo de uma árvore no seu lado direito e não saltam por cima do muro e sim de lado, levantando primeiro a perna direita.
Dentre outras, destacamos que cangaceiros não trocavam de roupa, evitavam tomar banho (dizem que Lampião perdeu suas mágicas e foi morto porque acampou no leito seco de um riacho e chovia muito), não bebiam água de bruços e quando bebiam jogavam um pouco nas costas, limpavam os anéis que roubavam e depois assopravam, nos fuzis colocavam um número ímpar de balas, nunca se barbeavam na sexta-feira, a segunda é consagrada às almas e a terça-feira é fonte de perigo, não montavam em égua prenhe e nem em selas onde existiam roupas de mulheres, não passavam por debaixo de redes, no pescoço do cavalo e em mudanças evitavam relações sexuais.
Quanto as orações, segundo a autora da obra, os cangaceiros estruturavam suas vidas em torno de rituais mágico-religiosos específicos, mas se protegiam com inúmeros amuletos, como as figas, patuás e, principalmente as rezas fortes, faladas ou escritas em pedaços de papel colocadas em saquinhos.
As orações fortes mais antigas são a Oração Preciosa, a Oração Poderosa e Reservada, que permitem graças aos segredos que encerram, vencer as adversidades e defender-se contra as forças do mal e dos inimigos.
Existiam entre eles outras rezas, como a Oração do Rio Jordão, a Oração de Santa Catarina, de São Jorge, Custódio ou Oração das Doze Palavras Ditas e Retomadas, o Creio-em-Cruz, a Força-do-Credo, Credo às Avessas, o Rosário de Santa Rita, a Oração da Cobra Preta, a Oração da Pedra Cristalina, a Oração das Estrelas, a Oração do Sonho de Santa Helena, dentre outras.
ENFIM, SEREMOS CAMPEÕES!
(Chico Ribeiro Neto)
Diante do fiasco brasileiro na Copa do Mundo, um esperto da CBF (entidade sempre cheia de espertos) propôs a criação da Copa dos Jogos e Esportes Originais, a ser disputada no Brasil em 2027.
Seguem algumas modalidades onde o Brasil teria muita chance:
Corrida de Saco.
Corrida com Ovo na Colher.
Campeonato de Cuspe: quem cospe mais longe é o campeão.
Campeonato de Xixi: quem mijar o maior volume é o vencedor.
Campeonato do Número 2: quem cagar um quilo certo será sagrado campeão. Nosso bravo jogador N… ganhará facilmente.
O Brasil sairá vitorioso também nas seguintes modalidades:
Arremesso de Vizinho.
Arremesso de Boleto.
Arremesso de Cobrador.
Jogo de Peteca.
Enfiação de Azeitona no Palito.
Enfiação de Bufa no Cordão.
Quebra-Pote.
Podemos também sair vitoriosos no Campeonato Mundial de Jogo de Pauzinho. “Eu peço seis”. “Lona!” Alguns jogadores sabem muito bem esconder um palito entre os dedos. Ninguém nos vence em mutreta.
Sairemos vitoriosos ainda nas seguintes modalidades:
Jogo de Ferrinho ou Finca-Pé.
Lançamento de Tampinha de Cerveja.
Levantamento de Copo.
Mundial da Embromação.
Vamos tirar também o primeiro lugar na Guerra de Badogue com Balas de Mamona. No Jogo do Bicho já somos campeões há muito tempo.
O competidor brasileiro disputa o jogo da vida em muitos turnos, sem prorrogação, sem juiz e sem taça, diante de uma torcida amarga e silenciosa.
O vento traz de não sei onde uma folha verde que pousa na arquibancada do estádio. Um bem-te-vi canta em cima do travessão.
(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)
CRUZAMENTO PERIGOSO
Na entrada do Bairro Miro Cairo, na Avenida Paulista que dá acesso à Avenida Sérgio Vieira de Melo com o Loteamento Sobradinho e à Avenida Brumado, existe um cruzamento perigoso que já cabia a instalação de um semáforo para disciplinar e controlar o trânsito, de modo a evitar acidentes mais graves. Quem desce da Avenida Paulista vindo do Anel Viário, já na chegada com a Sérgio Vieira de Melo, existe uma placa de PARE, só que motorista nenhum obedece e cruza direto a pista em alta velocidade. No local existia até uma faixa de pedestre que foi totalmente apagada. Nossas lentes flagraram a imprudência e vários momentos de perigo para ciclistas, pedestres, carroceiros e quem segue pela Vieira de Melo que tem a preferencial. A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Mobilidade Urbana ou de Trânsito, precisa tomar uma providência urgente para disciplinar essa via, antes que ocorra o pior. Os transeuntes que precisam atravessar esses pontos, de um lado para o outro, ficam expostos a serem vítimas de atropelamentos. Por sua vez, o motorista que está circulando pela Sérgio Vieira de Melo e precisa entrar numa rua do Loteamento Sobradinho para pegar a Brumado fica sem nenhuma visão e corre o perigo de sofrer um acidente de qualquer veículo que está descendo a Paulista. Só um semáforo resolveria o problema porque o cruzamento é bastante movimentado e carece de ordenamento. A situação é grave naquela artéria, sem falar na buraqueira e no total abandono dessas avenidas onde o mato toma conta do asfalto.
VOA MENTE!
De Jeremias Macário, jornalista e escritor, do livro do autor “NA ESPERA DA GRAÇA”
Quero ser livre como Condor;
Não seja dor e ódio, seja amor;
Seja semente com sua mente.
Voa, voa mente inteligente!
Voa como no rasgo do falcão,
Cortando a linha do horizonte,
Entre o céu azul daquele monte.
Voa mente dessa sofrida gente;
Do nascente ao vermelho poente;
Clareia toda nossa imaginação!
Voa minha mente peregrina!
No meu intrincado pensamento;
Nas asas do gavião e do carcará,
Desta terra guerreira nordestina,
Onde lá vou plantando vento,
Para soprar velas desse tempo,
De volta às raízes do meu luar.
Voa, voa mente em seus fragmentos!
Faz que medite como aquele monge;
Leva pra bem longe meus tormentos,
Pro Olimpo da antiga sábia Grécia,
Onde possa desvendar controvérsia.
Me tira desse caminho curvo e escuro;
Ilumina meu presente para o futuro.
O “SARAU A ESTRADA” VAI À RUA
O “Sarau A Estrada” vai à rua nesta sexta-feira (dia 24/07), a partir das 15h30min pela primeira vez depois de 16 anos de existência. Vamos sair das quatro paredes e ir até onde o povo está. Nosso encontro está marcado para a Praça Nove de Novembro e deve se prolongar até às 18 horas.
Com abertura de roda de capoeira, exposição de artesanato (Kokos e Kabaças) e artes plásticas (Beth David), vamos levar cultura ao povo também através da música, da declamação de poemas, teatro e falas de seus componentes, repercutindo a nossa trajetória na troca das ideias, do conhecimento e do saber entre artistas, intelectuais, professores, estudantes e pessoas interessados pela arte.
O nosso evento é suprapartidário, sem viés político ideológico, mas sempre em defesa da revitalização da cultura conquistense. Trata-se de um projeto piloto e outros deverão acontecer em pontos diferentes da cidade. Todos estão convidados a participarem dessa experiência cultural inédita.
Para esta empreitada, devemos contar com o apoio logístico do poder público através das secretarias de Cultura e Ordem Pública, da mídia em geral, dos empresários, das diversas entidades, no sentido de que o “Sarau na Rua” seja um sucesso e outros venham a ser realizados além do centro.
O “Sarau na Rua” pretende encantar a população com suas atividades, de forma a mostrar a importância da cultura na vida do ser humano. Uma cidade sem cultura é como uma cidade sem alma porque precisamos também cuidar do nosso espiritual. A cultura é como o ar que respiramos.
Na luta constante em prol da cultura e pelo seu fortalecimento, vamos também levantar as nossas reivindicações que são de toda comunidade, como, por exemplo, a implantação do Plano Municipal de Cultura e abertura dos equipamentos culturais. Cultura gera emprego, renda e desenvolvimento econômico e social.
Para quem ainda não conhece, o nosso “Sarau A Estrada” já realizou diversos trabalhos, como a divulgação de um CD e vídeos, apresentação no Teatro Carlos Jheovah e foi homenageado com o Troféu Glauber Rocha pela sua atuação durante este período.
Este evento do dia 24 de julho será um marco, o mais significativo de todos porque o artista deve ir onde o povo está, como diz o nosso grande cancioneiro, cantor, músico e compositor Milton Nascimento.
Neste dia histórico para o Sarau, que sempre é realizado no Espaço Cultura a Estrada, esperamos contar com todos estradeiros da cultura, movimentos ligados ao setor e demais fazedores de cultura, que irão se juntar ao povo de Vitória da Conquista, para ouvir nossas palavras, contribuir e participar das nossas atividades.
DEPOIS DA COPA, AS ELEIÇÕES
Ia falar de sonhos, como o mais comentado pelos brasileiros de baixa renda que é o da casa própria, se bem que tem gente que prefere o carro. No entanto, vamos aterrissar em terra firme que depois da Copa Mundial de Futebol (um fracasso brasileiro) vem aí as eleições.
Quanto a Copa, agora só em 2030, quando reascende o sonho da fogueira do hexa, se bem que os torcedores já estão escaldados e cansados de esperar. O jeito é recordar as competições de 1958, 62, 70, 94 e 2002, e recolher as mágoas das grandes derrotas e fracassos decepcionantes. Nem é bom lembrar.
Pode conseguir o hexa no 30, mas não ouvi nenhum comentário que para chegar lá temos que ter um time igual ou melhor do que a Espanha e a França, com aquele futebol envolvente, do tic-toc e um conjunto de passes certeiros. A Espanha de hoje é o Brasil de antigamente. Temos que voltar à escola de antes e praticar o futebol arte.
Outra coisa que ninguém se atentou é o fato de que a maioria dos jogadores dessas duas equipes é composta de jovens que farão a base de suas seleções, ainda mais fortes e com mais técnica e experiência. O Brasil tem que renovar, planejar, repensar todo esquema para ser superior. Se a CBF continuar como está, desorganizada e corrupta, nada feito.
Vamos deixar essa coisa de Copa para lá porque as eleições estão batendo em nossas portas. Por ter me referido aos sonhos, lá na abertura, o meu é que o brasileiro votasse certo em nomes comprometidos socialmente com a causa do povo, sérios, honestos e de caráter, não esses cafajestes e bandidos que aí estão.
Sinto muito ter que dizer isso, mas, infelizmente, está difícil conseguir essa proeza. O nosso povo permanece inculto, sem consciência política e ainda vende seu voto por favores, como nos tempos dos coronéis, só que de uma forma mais discreta e sofisticada, no jeitinho brasileiro.
Para ser sincero, entendo como uma grande contradição um jovem de 16 anos votar, visto que pelo Estatuto da Criança e do Adolescente ele continua vulnerável, sem a capacidade de discernimento.
Ainda dentro da lei não é passível de ser punido pelos seus atos. Numa eleição, a grande maioria, com raras exceções, este jovem tende a ser influenciado pelos seus colegas, pela religião do pastor e pelos próprios pais.
Será que estou interpretando errado sobre isso? Quem aprovou essa emenda foram eles lá de cima, cientes da vulnerabilidade desses adolescentes que podem ser facilmente manipulados. Não me venham com blábláblá de que as coisas mudaram e o jovem de hoje está mais consciente politicamente!
Confesso que fico triste com este Brasil em que vivemos e mais ainda certo de que, infelizmente, as eleições não trazem mudanças para melhor. Bem que gostaria que ocorresse o contrário, mas a realidade é bem outra, e nada de conversa fiada para boi dormir.
Vamos ser diretos e falar no popular, sem rodeios. Passam eleições e entram outras e os cabras lá de Brasil, sejam de direita, de centro, extrema ou esquerda nem querem discutir em fazer uma reforma eleitoral para mudar esse sistema selvagem e bruto.
No máximo fazem umas mudanças aqui e acolá, mas nada de substituir as regras sujas e mafiosas que beneficiam todos eles, onde cabe a cada um ser mais astuto e esperto que o outro. Quem tem mais bala na agulha e for o cawboy mais rápido desse faroeste, vence o duelo no entardecer melancólico do fechamento das urnas.



























