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Quem é este “Coronavid”? . Por Jeremias Macário

“ANDANÇAS” TAMBÉM É MÚSICA

Não são só causos, contos e histórias, numa mistura de ficção com realidade, o novo livro “Andanças”, do jornalista e escritor Jeremias Macário, também tem poemas, muitos dos quais começam a ser musicados por artistas locais e de outras paragens do Brasil, como de Fortaleza, no Ceará.

Do título “Na Espera da Graça”, que fala do homem nordestino que sempre vive a esperar por tempos melhores, o cantor, músico e compositor Walter Lajes extraiu de sua viola uma bela canção, numa parceria que fez com o autor, com apresentação em vários festivais.

O músico e compositor Papalo Monteiro se interessou por “Nas Ciladas da Lua Cheia”, uma letra forte que descreve os políticos na figura de bichos que, de quatro em quatro anos, aproveitam as eleições com promessas vãs para se elegerem.

Tem “O Balanço do Mar”, um xote que lembra passagens de nossas vidas, e “Lágrimas de Mariana”, um belo poema triste sobre a tragédia do rompimento da barragem da Samarco, lá em Mariana (MG), musicados e cantados pelo amigo parceiro Dorinho Chaves.

Lá de Fortaleza, Ceará, os companheiros Edilson Barros e Heriberto Silva realizaram uma parceria musical aproveitando a letra “A DOR DA FINITUDE”, que versa sobre um tema que pouca gente gosta de abordar, que é a morte, e filosofa que tudo passa, tudo muda e tudo se transforma. Outros poemas estão sendo trabalhados para entrarem no rol das letras musicadas, inclusive do novo livro “ANDANÇAS”.

Essa é uma parceria com o amigo poeta e músico, baiano de Alagoinhas, Antônio Dean, que há muitos anos reside em Campina Grande da Paraíba com sua família, fazendo sucessos e cantando com sua profunda voz, a cultura nordestina para todo o Brasil.

Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

TEM DIA QUE NÃO SE DEVE SAIR DE CASA

Nos tempos atuais da pressa, das correrias e das disparadas, onde o ser humano se tornou mais individualista e egoísta, cada um por si, tem dia que não se deve sair de casa. Melhor ficar em seu canto, emburrado, banzo roendo a corda e não se falar com ninguém.

  Quando se tem um pesadelo na madrugada, acorda-se mal-humorado e é aí que se deve ficar em seu canto, mas o compromisso lhe chama. O indivíduo sai na marra, se arrastando pelos muros.

  Essa carga pesada de energias não boas faz você não resolver os problemas a contento. Parece que nada dá certo e você retorna mais constrangido, porém, tem o outro dia de renovação. É colocar a cabeça no travesseiro e esperar o amanhã.

 Quando não se está bem, você faz um esforço danado para dar um bom dia para um amigo ou conhecido. Tudo faz para não esticar a prosa. Você só quer seguir na sua e, às vezes, atravessa a rua para evitar o encontro e não ser antipático.

 Lembro bem quando morava em Salvador, pegava o “busú” e estava me sentindo agoniado. Ficava irritado quando o parceiro ou parceira do banco ao lado começava a puxar conversa e tinha uns tagarelas que não paravam de falar.

Respondia em monólogo ou mudava de lugar. Na certa, a pessoa devia me achar insuportável e intragável. Em termos psicológicos, cada pessoa tem a sua maneira de reagir e isso precisa ser respeitado.

   Tem gente que está sempre alegre e supera as adversidades. Outros têm temperamentos diferentes. No entanto, todos sofrem, inclusive aqueles que não deixam transparecer a angústia. Esses choram no recôndito de suas almas, de modo que ninguém veja.

  Nas ruas das grandes cidades, nas repartições, nos escritórios, nas praças, muitas vezes, vejo pessoas grunhindo, uivando, relinchando, latindo, miando e urrando como animais selvagens.  Tudo indica que foi minha noite mal dormida de pesadelos. Não deveria ter saído de casa para não contaminar o humor dos outros.

   A vida é assim, meu amigo, como ela é, como já disse o saudoso cronista Nelson Rodrigues. Ninguém é obrigado a entender o mal humor do outro, mas cada um sabe de si, sabe onde o sapato aperta. “Não julgue para não ser julgado”. Ninguém é igual, nem perante as leis.

   Nesses tempos cavernosos do capitalismo selvagem, o que mais nos aflige é o diabo ou o deus do dinheiro. Essa espécie animal nos persegue e é o problema maior dos pobres e da classe média. Diria que até mesmo dos ricos porque, quanto mais se tem, se quer.

    Quando se fala nele, logo se diz que é o problema de todos. Quando se vai pedir uma grana emprestado a um “amigo” ou parente, o outro chora tanto que o lascado fica com pena e mete a mão no bolso lhe dando as últimas moedas. É por essas e outras que tem dia que não se deve sair de casa.

 

 

PLANOS MIRABOLANTES, O PODER CENTRAL E AS CRUÉIS DECAPITAÇÕES

   Depois de tantos anos de cangaço, mais de 50, um dos maiores flagelos do Nordeste ao lado das secas, e o surgimento de Lampião, tido como invencível pelos sertanejos, muitos começaram a criar planos mirabolantes para exterminar de vez o chamado “governador do sertão.

   O banditismo dos cangaceiros se beneficiou de vários movimentos sociais, o messianismo fanático e as revoluções, para expandir suas raízes. O cangaço atravessou a passagem da Coluna Prestes, em 1926, a Revolução de 30, com a chegada de Getúlio Vargas, a Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, a Intentona Comunista de 1935, até chegar ao Estado Novo de 1937, com o regime ditatorial.

  Lampião e seus bandos tiraram proveito disso quando as tropas policiais eram requisitadas para combater essas rebeliões.  As vilas e as cidades nordestinas, então, ficaram descobertas a mercê dos cangaceiros. A ausência do Estado, além da corrupção generalizada, fez com que os sertanejos passassem a admirar e a se simpatizar com Lampião, mesmo com todas suas crueldades e barbaridades.

  O “rei do cangaço” era bandido e herói ao mesmo tempo. A partir de 1930, Lampião passou a ser considerado como um “extremista perigoso” (questão de segurança nacional) e uma ameaça ao governo federal que passou a ter um poder centralizador.

OS PALNOS DESASTROSOS

   Para o seu fim, começaram a surgir planos com recompensas pela sua cabeça, como 50 contos de réis da perfumaria Lopes (Rio de Janeiro) e o mesmo valor oferecido pelo Governo da Bahia.

  Conforme relata a escritora Élise Grunspan-Jasmin, autora de “Lampião, Senhor do Sertão”, que cita o jornalista e escritor   Ranulfo Prata, uma das ideias foi a desastrosa tentativa de desarmamento de todo sertão e esvaziar as populações do campo para vilas e cidades próximas ao litoral.

   Esse plano insensato foi elaborado pela Bahia por sugestão do capitão João Miguel, comandante da repressão do cangaço, e consistia em esvaziar a caatinga e deixar Lampião sem armas e dinheiro. Mais de 10 mil pessoas foram retiradas de suas casas na base da força violenta. Uma multidão foi desalojada a coice das armas e tangida como rebanho pelas estradas poeirentas. O matuto sofreu por tempos o suplício do ócio nas cidades. Houve um êxodo rural forçado.

  Nas sugestões para capturar Lampião, um sertanejo propôs reunir em cada estado nordestino grupos de civis armados simulando roubos e assassinatos. As maldades levariam Lampião a incorporá-los ao seu grupo e estes seriam seguidos pelas forças policiais que acabariam com os cangaceiros.

 Outro sugeriu que, em troca de uma libertação condicional, se confiasse ao ex-cangaceiro Antônio Silvino, preso na Casa de Detenção de Recife, a incumbência de capturar Lampião. Ele serviria de guia para as forças de repressão.

  Um sertanejo de nome P.A. Lívio apareceu com um plano mais sofisticado. Um aparelho de reconhecimento, como um avião, faria um levantamento fotográfico dos pontos de concentração de Lampião. Depois disso, quatro aviões munidos de granadas e de gás asfixiante bombardeariam um raio de ação em círculo numa faixa de quinhentos metros. Uma quinta aeronave bombardearia a zona central das operações provocando destruição dos bandos, pois eles ficariam aprisionados no “círculo da morte”.

  O mais ousado foi do capitão Chevalier (Expedição Chevalier), do Rio de Janeiro, que demandaria muito custo ao governo federal e não foi colocado em prática, como os outros. Seriam escolhidos 900 combatentes entre um grupo de dois mil voluntários, celibatários e prontos a sofrer privações.

A Coluna seria dividida em vinte grupos, com engenheiros para a construção das pistas de pouso e técnicos munidos de rádio, além de médicos, enfermeiros, telegrafistas e oficiais bem treinados. Chevalier blefou quando disse que já teria introduzido dois espiões no grupo dos cangaceiros.

  Pela imprensa, Lampião soube desse plano e zombou do capitão, dizendo que gostaria de enfrentá-lo com seus soldados em seu próprio terreno e revidou atacando cidades do sertão. Descobriu-se depois que Chevalier era um falsário de selos fiscais e terminou sendo preso. Getúlio Vargas disse que ele queria mesmo era liquidar o tesouro nacional.

  Num artigo, o jornalista Austregésilo de Atayde ressaltou o ridículo dos métodos policiais e propôs a criação de uma polícia federal, como a que no presidente Roosevelt conseguiu organizar para suplantar os gangsteres que infernizavam os Estados Unidos nos anos de 1920. Até o ocultismo foi chamado em socorro.

O HORROR DAS DECAPITAÇÕES

  Em 28 de julho de 1938, em Angico (Sergipe), os policiais fizeram troféus macabros dos corpos mortos dos cangaceiros através da prática da decapitação de suas cabeças.

De acordo com a autora Élise, tudo leva a crer que a decapitação, a profanação de cadáveres e a exposição pública já tinham sido praticadas desde muito tempo no Brasil no momento em que o poder público estabelecido se defrontava com movimentos messiânicos que pusessem em risco sua soberania.

  Em novembro de 1695, quando acabaram com o Quilombo dos Palmares, o corpo de Zumbi foi cortado e em seguida decapitado. Sua cabeça foi objeto de exposição pública em Recife.

   Em 1792, Tiradentes foi enforcado no Rio de Janeiro e depois esquartejado e pedaços expostos nas estradas de Minas Gerais, bem como sua cabeça em Ouro Preto.

  Em setembro de 1849, o bandido Lucas da Feira, um escravo negro, foi enforcado na Praça Campo de Gado, na vila de Feira de Santana, na Bahia, com festividades para o povo. Em 1854 seu cadáver foi desenterrado e depois decapitado para que sua cabeça pudesse ser objeto de análise frenológicas por parte de Nina Rodrigues, em Salvador, na Faculdade de Medicina da Bahia.

   Em 1893, no Rio Grande do Norte, as tropas federais puseram fim à revolução liderada por Gumercindo Saraiva que Nina Rodrigues o comparou, mais tarde, aos jagunços de Antônio Conselheiro. Saraiva foi morto em 1894 e seu cadáver foi depois desenterrado para ser exposto à beira de uma estrada.

  Outros casos semelhantes ocorreram no Brasil, como em Canudos, só que alguns autores fazem uma diferenciação entre decapitação e degolamento, pratica considerada corrente entre os soldados do Rio Grande do Sul.

  Mesmo depois de morto antes do ataque final a Canudos, os soldados, que não procediam da mesma cultura nem da mesma, região, profanaram a sepultura de Antônio Conselheiro e seu cadáver foi decapitado.

 

 

A TERRA ESTÁ SE TORNANDO NUM INFERNO CRIADO PELO SER HUMANO

O que será do nosso planeta daqui a uns 100 anos, se as catástrofes provocadas pelo aquecimento global já estão deixando visível um cenário de escombros como nos filmes de ficção que se tornaram realidade? Quem viver, verá esse apocalipse!  A terra se tornará num planeta desabitado como tantos outros.

Os próprios cientistas estão concluindo, através de pesquisas, que no Brasil, por exemplo, já existem pontos que já foram tão degradados que não têm mais retorno de recuperação, caso da floresta Amazônica que tende a ser no futuro uma savana. Uma hipótese de reverter a situação seria zerar de vez o desmatamento, tarefa praticamente impossível.

Agora eles brigam pelas terras raras para fabricar mais e mais tecnologias sofisticadas e não largam mão da exploração dos combustíveis fósseis. Não há mais volta para desconstruir esse processo de destruição. O lucro está acima de tudo.

Fogo com altas labaredas, terremotos, tornados, inclusive no Brasil, granizos, enchentes que arrastam tudo pela frente, ventos devastadores, ciclones, calor de mais de 40 graus e secas estão transformando a terra num caldeirão do inferno.

São tragédias anunciadas há anos pela natureza que não mais suporta a agressão gananciosa do ser humano que se acha civilizado e evoluído pelo avanço da ciência e da tecnologia que não são capazes de prever o imprevisível.

Além dos fenômenos climáticos, que deixam um rastro de terror, os brutos e estúpidos bárbaros cruzam seus foguetes nos céus em guerras de nações contra nações com extermínios genocidas. Os gangsteres não poupam civis; balas zunem nas grandes cidades entre quadrilhas organizadas e policiais com seus tanques, fuzis, bombas e metralhadoras.

Massacres se tornaram comuns nesse inferno onde o diabo ou o satanás faz a sua dança do acasalamento com os poderosos da luxúria e da corrupção para exterminar os desvalidos desgraçados que servem de bucha de canhão, ou matéria-prima como lenha das fogueiras onde todos estão sendo queimados e carbonizados.

De um lado os horrores da natureza que apenas dá o seu troco e não perdoa os castigos sofridos há séculos por esses seres humanos, cujo Criador a tudo assisti arrependido pela criatura que se fez monstro incontrolável do consumismo insaciável.

Do outro os assassinos de plantão, a violência brutal com requintes de barbaridades, piores que nos tempos medievais, o ódio, a intolerância, a inveja, o levar vantagem em tudo a qualquer custo, a banalização da morte e a idolatria do deus dinheiro que estão torrando nossas esperanças. Estão roubando as flores dos nossos jardins dos tempos de infância e invadindo nossos lares.

As chamas da bondade, do amor, da paz, da generosidade, da união entre os povos, da solidariedade, da concórdia, da tolerância, da igualdade e do respeito ao outro estão se apagando para dar lugar à escuridão e às trevas.

Estamos vivendo, infelizmente, entre o mundo da comédia satírica social de Aristófanes e Menandro e a tragédia escrita pelos antigos gregos Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Será que ainda existe salvação para Sodoma e Gomorra ou serão vulcanizadas?

KOKOS/KABAÇAS E CORDEL

 O artesanato KOKOS E KABAÇAS e o cordel estiveram ao nosso lado na Praça Nove de Novembro, no dia 24/07, prestigiando nosso “Sarau na Rua”, com suas artes indo onde o povo está. O músico e compositor Walter Lajes, com suas criações através dos cocos e cabaças e Aílton Dias, com seus versos cordelistas, homenagearam a nossa iniciativa de levar cultura à comunidade conquistense. Foi um evento inédito do “Sarau A Estrada” que está completando 16 anos de existência, reunindo artistas, intelectuais, estudantes, professores e pessoas interessadas pelo conhecimento e pelo saber na troca de ideias, com debates sobre variados assuntos, cantorias musicais, declamação de poemas autorais e contação de causos. Esse projeto foi um marco na história da cultura de Vitória da Conquista e outros deverão ser realizados em outros pontos da cidade, graças ao apoio de abnegados que colocaram a mão na massa para levar cultura à população. Louvor à Comissão Organizadora. O “Sarau na Rua” foi uma ousadia e um desafio de um sonho sonhado junto que se tornou realidade, como já dizia o nosso grande cancioneiro baiano Raul Seixas, em “Prelúdio”. Nos próximos, pretendemos incluir outras linguagens artísticas. Conquista teve sua cultura abandonada pelo poder público, mas continuamos na trincheira da resistência na luta pela revitalização do setor e clamamos pela criação urgente do Plano Municipal de Cultura que se encontra emperrado no poder executivo e ainda não foi enviado à Câmara Municipal de Vereadores para ser aprovado. O “Sarau A Estrada” também está nessa luta porque uma cidade sem cultura é como uma cidade sem alma.

AQUELE SEU OLHAR

Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Eu aqui triste, tão só,

E num repente,

Seu olhar

Beijou meu rosto,

Queimado pelo sol,

Senti seu gosto

Ardente do sertão,

Depois sumiu,

Sem me dar adeus,

Fazendo palpitar

Meu clandestino coração.

 

Aquele seu olhar

Perfumou minha alma,

Com seu encanto da paixão,

Deixou ela mais calma,

Como feitiço de verão.

 

No açoite do tempo,

Envergado pelo vento,

Nos embates da ditadura

Contra o regime opressor,

Com a mesma ternura,

Encontrei aquele olhar

Verde como a cor do mar,

Que curou a minha dor.

 

Na tortura, ela se foi.

Virou estrela de luar,

Mas, seu olhar

Em mim ficou

Como eterno amor.

 

Aquele seu olhar,

Morena linda e serena,

Foi como um beija-flor

Em chuva de gravatá,

Com suas asas pousou

E livre ao céu voou.

O DESTINO NOS PREGA SURPRESAS

   Ouve-se muito falar que nada acontece por acaso, principalmente quando se começa a amar alguém pela primeira vez. Talvez seja uma forma de se acreditar no destino, em alma gêmea ou em outras vidas passadas, até mesmo uma paquerada barata para se conquistar o outro com o qual se apaixonou.

 – O destino lhe reserva boas coisas no futuro. Os mais velhos, nossos pais, algum parente ou uma cigana já devem ter lhe dito isso. Existem aqueles que não acreditam nesse negócio de destino, mas num pouco de sorte, no livre arbítrio (controverso) e em projeto de vida quando se tem um sonho a conquistar, mas nem tudo é factível. Ah, oh destino enigmático, grato e ingrato!

  Melhor mesmo é crer em tudo e tocar o barco, só que sem persistência, esforço e vontade de vencer, não se vai muito longe. Já escutou esse ditado de que aquela pessoa nasceu com o “cu pra lua”, uma forma de dizer que o cara (homem ou mulher) é sortudo, como ganhar na loteria da Mega-Sena.

  Os filósofos gregos viam o destino como uma ordem cósmica inevitável, dentro das visões do determinismo estoico. Essa força transcendia até mesmo à vontade dos deuses do Olimpo. O destino (Moira) era cego e implacável. O esforço do herói contra o destino gerava a virtude trágica, mesmo sabendo que da derrota não se escaparia.

   Quando era menino, sempre calado, tímido e abatido pelas circunstâncias da criação de antigamente, uma mulher, com um jeito meia cigana, uma vez disse para meu pai que eu nunca iria ser nada na vida. Entendo agora que ela errou.

   Aquilo não me abalou, mesmo porque não tinha idade para compreender o peso da sua forte sentença aniquiladora. No entanto, nunca me esqueci daquelas palavras. Com o passar dos anos fui sentindo que sua observação negativa me fortaleceu para seguir em frente.

  O tempo passou, fiz meu primário em Piritiba, depois houve uma interrupção em meus estudos, fui ser sacristão do vigário de Mundo Novo, de lá para Rui Barbosa, o seminário de Amargosa para ser padre até chegar a Salvador quando desisti da vocação para fazer vestibular para jornalismo na Universidade Federal da Bahia.

  Minha chegada na capital me fez recordar dos versos da canção de Raul Seixas quando ele fala daquele moço vindo do interior, puro e besta, mas encantado com tudo.

    Trabalhei muitos anos em Salvador – ainda pequena e pacata – na área da comunicação em várias empresas e hoje cá estou em Vitória da Conquista por 35 anos. Estive aqui por volta de 1977, fazendo uma reportagem, mas nunca imaginaria que um dia viria morar nesta cidade.

  Em tudo isso existe muita coisa de destino com uma mistura de planos que foram se conectando na estrada da vida. Acho que todos têm muito disso em sua história até um certo tempo de amadurecimento quando se começa a fase mais difícil dos planos e projetos. Mesmo assim, o destino sempre nos pega de surpresa, ou nos prega uma peça.

   Não estou falando só da carreira profissional, mas da amorosa também. Quando se chega a certa idade da velhice, a impressão é que só nos sobra um destino, chamado de morte, que está fora do nosso controle analógico. Não muda nem no controle remoto, quanto mais na IA.

  “Deixa a vida me levar… Vida leva eu…”  Confesso que não me agrada muito essa frase pagodeira do Zeca Pagodinho. Pode até ser encaixado naqueles tempos das boemias festeiras, como “tornei-me ébrio na bebida busco esquecer. Aquela ingrata que me amava e me abandonou…”, cantada por Vicente Celestino.

  Quanto a essa questão do destino, com contraditórios e tudo, ocorrem coisas inusitadas na vida da gente. Muitas vezes passamos num lugar, num prédio de uma empresa, numa rua ou num ponto qualquer e depois de muito tempo lá estamos nós morando ou trabalhando ali, coisas que nunca imaginaríamos que acontecesse.

   Comigo já ocorreu muito isso e poderia citar diversos exemplos. Esse negócio de destino existe e é um mistério. Como diz o velho ditado, “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. É uma citação clássica da peça Hamlet, possivelmente escrita por William Shakespeare.

  A fé guarda segredos que não conseguimos explicar. É como essa tal da sorte que uns têm para o jogo e outros para o amor. “Azar no jogo, sorte no amor”. “Fulano teve um destino cruel, ou um destino de ventura”. Agora que esse destino nos prega surpresas, isso sim!

 

OS JAGUNÇOS DO FACÍNORA ESTÃO INVADINDO NOSSA AMÉRICA DO SUL

   Os países da América do Sul sempre foram o quintal dos Estados Unidos, ora nas ditaduras tiranas, ora com seu fascismo de extrema como está ocorrendo agora. Os entreguistas não tiram férias, enquanto a esquerda foi perdendo suas origens e abandonou suas bases populares, hoje na mira dos jagunços do facínora do Trump.

   Muitos governos, como no Brasil, para manter a tal governabilidade, se renderam a elementos da pior espécie com passado de corrupção e malfeitos, pessoas aliadas da elite burguesa capitalista que sempre colocaram entraves contra a distribuição de renda, aumentando cada fez mais a ignorância e as desigualdades sociais.

  Tudo fizeram contra a melhoria de um povo sofrido desde os colonizadores há mais de 500 anos quando aqui chegaram os espanhóis e os portugueses. De lá para cá, foram só matanças, fome, misérias, massacres, dominação dos opressores, regimes ditatoriais, violência e subdesenvolvimento.

  Precisamente, nesta era Trump, o facínora que saiu dos infernos, dos doze países da América do Sul, sete possuem governos de direita ou centro-direita, destacando a Argentina, do maluco Javier Milei, Chile liderado por José Antônio Kast, Colômbia, de Abelardo de la Espriella, Equador, sob a gestão de Daniel Noboa, Bolívia, de Rodrigo Paz, Paraguai, administrado por Santiago Pena e o Peru, alinhado ao campo conservador de Keiko Fujimori.

  Não podemos deixar de citar a Venezuela, o oitavo, que foi invadida pelas tropas assassinas do Trump, cujo presidente foi sequestrado e levado para o território dos Estados Unidos. Uma violência internacional consentida pelo resto do mundo, como tem sido os genocídios de Israel e de outros países.

O Brasil pode ser o novo na lista dos extremistas. É um projeto planejado que absorve as massas tragadas pelo fundamentalismo religioso. Nisso tudo está a ação dos evangélicos e as crenças neopentecostais com os slogans de Deus, Pátria e Tradição.

   “América para os Americanos” resume muito bem a doutrina Monroe, criada pelo presidente dos Estados Unidos, James Monroe, em dezembro de 1823. Tudo não passou de um conchavo com os europeus para não mais se meter nas políticas das Américas.

Todo domínio passava para as mãos dos norte-americanos. Simplesmente foi uma troca de patrão do senhor soberano. Essa política serviu para justificar o poder e a interferência do governo ianque na América Latina, incluindo os países da América Central também hoje sob o jugo trumpista.

  Os governos brasileiros que procuraram enfrentar a fúria dominadora dos Estados Unidos (até pouco tempo era Brasil dos Estados Unidos) foram derrubados pelos próprios brasileiros entreguistas traidores da pátria, como Carlos Lacerda contra Getúlio Vargas e tantos outros abomináveis excrementos.

  Agora estamos assistindo a mesma cena no palco dos insensatos ou o filme dos bandidos do faroeste. O Javier Milei é um dos fantoches do Trump, do qual os argentinos deveriam se envergonhar.

  Infelizmente, boa parte do nosso povo latino americano, incluindo os brasileiros, está contaminada pela peste bubônica do extremismo fascista fundamentalista que corrói essas mentes imbecis conservadoras que apoiam as ideias medievais do racismo, da xenofobia, da misoginia e do moralismo falso.

   O mais chocante de tudo isso é que vemos hoje negros, pobres, mulheres, excluídos da sociedade e uma camada de expolidos escravos do capital no Brasil se colocarem ao lado desses abomináveis que detestam esses apoiadores de inocentes úteis.

   Por incrível que pareça, são os masoquistas ferrados idolatrando seus sádicos carrascos. Poderia ser a Síndrome de Estocolmo, uma condição psicológica em que as vítimas criam afeto por agressores sequestradores?

Pode ser também que esses brasileiros estejam contaminados pela Síndrome de Stocco dos Santos, uma doença genética rara ligada ao cromossomo X. Aí, então, só a ciência explica o mal e como deve ser tratado e curado. As características desta síndrome são deficiência intelectual, atraso no desenvolvimento da fala e estrabismo.

 Acho até que o Milei foi mandado pelo mafioso gângster Al Capone a falar impropérios em território brasileiro com seu bando de cangaceiros que se passam de salvadores da pátria, quando, na verdade, não passam de traidores ignóbeis nojentos.

A corrida eleitoral começou suja, e o Brasil é a bola da vez para ser o nono país onde o Trump irá fincar suas patas malignas. A nossa esquerda, especialmente o PT com sua ala de prepotentes e arrogantes que trocaram a nossa cachaça pelo uísque, tem muita culpa nos acontecimentos desse abismo político que o Brasil está cada vez mais se afundando. Nesse fundo do poço ainda tem mais lamaçal.

 

 

O SARAU FOI ATÉ AO POVO

Fotos de José Silva

  “Um sonho sonhado junto se torna realidade”, e foi isso que aconteceu na última sexta-feira (dia 24/07/2026) ao cair da tarde, na Praça Nove de Novembro quando o “Sarau A Estrada” foi à rua com apresentações de música, declamação de poemas, exposições das obras do cordelista, Ailton Dias e do artesanato “Kokos e Kabaças”, do artista Walter Lajes, além de falas, levando cultura, conhecimento e saber.

   Foi uma tarde memorável que até os deuses da arte contribuíram para que o tempo deixasse o sol entre as nuvens derramando seus raios no palco da praça e abençoando os artistas que ali estiveram cantando suas canções e fazendo poesia. O Sarau cumpriu sua primeira missão de ir onde o povo está e agora tem o dever de disseminar a cultura aos quatros cantos da cidade.

   Depois de várias tentativas, de lutas, obstáculos e dificuldades, enfrentamos os desafios e colocamos a ideia em prática, graças a um grupo de organizadores onde todos colocaram a mão na massa e abraçaram a causa com garra e entusiasmo.

  É mais um grande feito do “Sarau A Estrada” e desta vez inédito que vai ficar marcado na história da cultura de Vitória da Conquista, que anda precisando de uma injeção de ânimo por parte do poder público que, infelizmente, abandonou o setor à própria sorte.

  No entanto, o Sarau, com suas próprias forças, esteve lá na praça passando sua mensagem e dando seu recado de que queremos a aprovação já do Plano Municipal de Cultura, a abertura dos equipamentos culturais do Teatro Carlos Jheovah, Cine Madrigal e Casa Glauber Rocha que estão sendo destruídos pelo tempo, uma empresa pública do audiovisual, a revitalização da nossa cultura e que o nosso São João retome às suas tradições do autêntico forró pé de serra.

De forma descontraída e organizada, fomos chegando à praça com aquela expectativa de se encontrar com o povo e com ele se interagir. Ali estavam os artistas de forma voluntária para dar a sua contribuição. Tudo começou a partir das 15h30min, com uma roda de capoeira, expressão cultural afrodescendente, comandada pelo nosso mestre companheiro Clóvis Carvalho. O berimbau deu seu ritual de introdução dos trabalhos.

    Na abertura entrou o nosso hino de “Avante, avante, oh Sarau!/Estradeiros da cultura,/De mensagem universal”, de autoria de Jeremias Macário, Dorinho Chaves e Alex Baducha, onde se fala dos seus mais de 15 anos de existência (16), do seu tema e da sua arte que nos faz bem, passageiros do mesmo trem.

   Logo após, a nossa cria da casa, Maria Luiza nos brindou com uma linda canção, acompanhada no violão pelo seu pai Manno di Souza. Em seguida vieram as falas do presidente de honra, Jeremias Macário e do professor Itamar Aguiar, um dos mais entusiastas e frequentadores dos nossos eventos, realizados no Espaço Cultural A Estrada.

   As mestras de cerimônia, Edna Brito e Vandilza Gonçalves conduziram nossa programação, intercalada entre pronunciamentos, cantorias e declamação de poemas. Elas exaltaram o Sarau que teve a ousadia de sair das quatro paredes e ir até à rua.

   Com suas cantorias musicais que atraíram a atenção de todos, estiveram no palco nossos estradeiros Manno di Souza, Dorinho Chaves, Papalo Monteiro, Carlos Moreno, Walter Lages, Alex Baducha, dentre outros que se apresentaram espontaneamente e apoiaram nossa iniciativa.

   Por falar nisso, contamos com o apoio logístico das secretarias da Cultura, de Ordem Pública e, principalmente, da mídia em geral, como das rádios Melodia, Clube, Rádio Câmara, TV Sudoeste, dos blogs de Tico Oliveira, de Massinha (UP), dentre outros veículos de comunicação que divulgaram nosso “Sarau na Rua” e acreditaram em nosso sonho.

   Para que tudo desse certo, não podemos deixar de registrar aqui o esforço e o trabalho da Comissão Organizadora do “Sarau na Rua” nas pessoas de Cleu Flor, Dal Farias, Eduardo, Karine, Edna Brito, Mano di Souza, Conça, Dorinho, Itamar Aguiar, Alex Nery (grande condutor da divulgação), Cleide, Clovis Carvalho, Cristina, Jeremias Macário e Vandilza Gonçalves, cada um cumprindo a sua tarefa que lhe foi atribuída.

   Agradecemos também a presença de todos estradeiros que lá estiveram na praça prestigiando e ajudando o nosso evento, sem deixar de citar os préstimos do fotógrafo José Silva que se dispôs a fazer a cobertura fotográfica, cujas fotos são registros históricos de mais um feito do Sarau.

 

SUPERTIÇÕES E REZAS

   Lampião tinha o seu lado cangaceiro, trágico, violento, cruel e bárbaro, mas também uma banda mística, religiosa e cheia de superstições e rezas. Os sertanejos nordestinos daquela época viam esta faceta e até o consideravam assim, tanto que achavam que ele era imbatível e invencível de corpo fechado. Era até um enviado de Deus para fazer justiça.

  O “rei do cangaço” passava esta mística para seus companheiros cangaceiros, oravam juntos as suas rezas e cumpriam as obrigações supersticiosas. Lampião chegava até a rezar “missa” nos esconderijos e todos levavam nos saquinhos amarrados as suas orações. Jejuava nas quartas-feiras. Dizem que Virgulino tinha até o poder de envultar, de desvendar sonhos e da adivinhação.

   A imprensa do sertão e do litoral, inclusive do Rio de Janeiro, mesmo com seus exageros, teve um papel preponderante na divulgação dos fatos, ora contando as histórias e feitos por onde o bando passava, ora mostrando a deficiência dos governantes e das forças das volantes em acabar de vez com o cangaço. Denunciava as corrupções das tropas, suas violências contra os camponeses e a ausência do Estado no Nordeste.

  Bem, vamos a algumas superstições enumeradas pela autora Élise Grunspan-Jasmin em seu livro “Lampião, o Senhor do Sertão”. A lista é extensa, mas algumas nos chamam a atenção, como cangaceiros não comem tapioca, não sentam numa pedra que serviu para amolar facas, só passam por debaixo de uma árvore no seu lado direito e não saltam por cima do muro e sim de lado, levantando primeiro a perna direita.

 Dentre outras, destacamos que cangaceiros não trocavam de roupa, evitavam tomar banho (dizem que Lampião perdeu suas mágicas e foi morto porque acampou no leito seco de um riacho e chovia muito), não bebiam água de bruços e quando bebiam jogavam um pouco nas costas, limpavam os anéis que roubavam e depois assopravam, nos fuzis colocavam um número ímpar de balas, nunca se barbeavam na sexta-feira, a segunda é consagrada às almas e a terça-feira é fonte de perigo, não montavam em égua prenhe e nem em selas onde existiam roupas de mulheres, não passavam por debaixo de redes, no pescoço do cavalo e em mudanças evitavam relações sexuais.

  Quanto as orações, segundo a autora da obra, os cangaceiros estruturavam suas vidas em torno de rituais mágico-religiosos específicos, mas se protegiam com inúmeros amuletos, como as figas, patuás e, principalmente as rezas fortes, faladas ou escritas em pedaços de papel colocadas em saquinhos.

  As orações fortes mais antigas são a Oração Preciosa, a Oração Poderosa e Reservada, que permitem graças aos segredos que encerram, vencer as adversidades e defender-se contra as forças do mal e dos inimigos.

  Existiam entre eles outras rezas, como a Oração do Rio Jordão, a Oração de Santa Catarina, de São Jorge, Custódio ou Oração das Doze Palavras Ditas e Retomadas, o Creio-em-Cruz, a Força-do-Credo, Credo às Avessas, o Rosário de Santa Rita, a Oração da Cobra Preta, a Oração da Pedra Cristalina, a Oração das Estrelas, a Oração do Sonho de Santa Helena, dentre outras.

ENFIM, SEREMOS CAMPEÕES!

(Chico Ribeiro Neto)

Diante do fiasco brasileiro na Copa do Mundo, um esperto da CBF (entidade sempre cheia de espertos) propôs a criação da Copa dos Jogos e Esportes Originais, a ser disputada no Brasil em 2027.

Seguem algumas modalidades onde o Brasil teria muita chance:

Corrida de Saco.

Corrida com Ovo na Colher.

Campeonato de Cuspe: quem cospe mais longe é o campeão.

Campeonato de Xixi: quem mijar o maior volume é o vencedor.

Campeonato do Número 2: quem cagar um quilo certo será sagrado campeão. Nosso bravo jogador N… ganhará facilmente.

O Brasil sairá vitorioso também nas seguintes modalidades:

Arremesso de Vizinho.

Arremesso de Boleto.

Arremesso de Cobrador.

Jogo de Peteca.

Enfiação de Azeitona no Palito.

Enfiação de Bufa no Cordão.

Quebra-Pote.

Podemos também sair vitoriosos no Campeonato Mundial de Jogo de Pauzinho. “Eu peço seis”. “Lona!” Alguns jogadores sabem muito bem esconder um palito entre os dedos. Ninguém nos vence em mutreta.

Sairemos vitoriosos ainda nas seguintes modalidades:

Jogo de Ferrinho ou Finca-Pé.

Lançamento de Tampinha de Cerveja.

Levantamento de Copo.

Mundial da Embromação.

Vamos tirar também o primeiro lugar na Guerra de Badogue com Balas de Mamona. No Jogo do Bicho já somos campeões há muito tempo.

O competidor brasileiro disputa o jogo da vida em muitos turnos, sem prorrogação, sem juiz e sem taça, diante de uma torcida amarga e silenciosa.

O vento traz de não sei onde uma folha verde que pousa na arquibancada do estádio. Um bem-te-vi canta em cima do travessão.

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

 





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