Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Meu punhal é a lei,

O bacamarte, a autoridade

No fuzil sou o rei,

Minha caatinga, a liberdade.

 

Vivo em louca correria,

Nas alpercatas, sou ligeiro,

Com minha companheira Maria,

Deste agreste sou cangaceiro.

 

No corpo fechado, as crendices,

Sigo sinais e as superstições,

Mato minha sede nas raízes,

Como guerreiro destes sertões.

 

Fui cruel e sanguinário,

Combati volantes valentes,

Versos do poeta imaginário,

Fruto social destas gentes.

 

No peito levo a cartucheira,

Chapéu símbolo de Salomão,

Na macambira e na quixabeira,

Sou Silvino e Lampião.