:: 2/fev/2026 . 22:15
NEM TUDO ESTÁ AINDA PERDIDO
Um estudo científico realizado em diversos países da Europa comprovou que a inteligência humana, o QI, está em queda. Não existem dados no Brasil, mas os indicadores são baixos. Estudo feito pelo Ibope revelou que 29% da população é analfabeta funcional e o número de analfabetos absolutos cresceu de 4 para 8% nos últimos três anos.
Sabemos que vivemos num mundo turbulento, com guerras, intolerâncias e ódio. A humanidade em decadência (milhões com ideias medievais e burras) não confia mais em seus “semelhantes”. O sistema é bruto e cruel; impera o egoísmo e o individualismo; o planeta vive seus extremos em decorrência de séculos de agressão ao meio ambiente, mas, calma gente, nem tudo ainda está perdido.
Ainda tem o amor que bate em sua porta, o bem que acolhe o desvalido, a mão amiga e prestativa que lhe apoia nas horas incertas, os que tentam pagar o incêndio na floresta como o beija-flor com a água em seu bico, os honestos, sinceros e éticos, aqueles que têm fé em dias melhores, os que compadecem do sofrimento dos outros e os que ainda lhes dão um bom dia na rua, se bem que com raridade.
Diante de tantas perversidades e violências, como os “cachorros loucos” tiranos tentando dominar o mundo na base da força e da arbitrariedade, da ganância desvairada e da usura, das catástrofes e tragédias do aquecimento global, como eu, muitos se tornaram incrédulos e acham que não existe mais retorno. Ainda há tempo para recuperar o nível de inteligência?
No entanto, o que nos mantém vivos e esperançosos, é que nem tudo está perdido. Dia desse ouvi um vídeo onde alguém comentava que enquanto o pai estava num terminal de um leito de hospital, no corredor os filhos discutiam a partilha dos bens, mas existem aqueles que ainda ama e cuida de seus velhos genitores, sem pensar na herança.
Com a violência generalizada e as armadilhas da bandidagem, quase ninguém para numa estrada para dar socorro a alguém com o veículo quebrado, mas ainda aparece um que acredita no ser. Entre as multidões de ruas e praças, ainda aparece alguém para socorrer o caído na calçada.
Nas repartições públicas, a grande maioria dos funcionários age como robôs. É indiferente aos problemas dos contribuintes; recebe a pessoa com a cara feia e se limita ao que está ali no sistema do IA, mas testemunhei um servidor flexível, de visão mais aberta, que se importou com a minha questão e tudo fez ao seu alcance para desatar o nó da questão. Aquilo me fez ver que nem tudo está perdido.
Tem aqueles que tudo fazem para se dar bem na vida e acham que os meios justificam os fins, como passar a rasteira no outro, sem dó e compaixão, mas tem os que procuram vencer através de seus méritos e generosidades. Ainda tem jovem que se preocupa com o conhecimento e o saber, sem bem que poucos.
É, meu camarada, sei que a coisa está feia. As pessoas só pensam em consumir e valorizam mais o ter ao ser; se engalfinham nas redes sociais para engolir besteiras e mentiras; se tornam fanáticas raivosas e, em nome de uma religião, Deus e pátria, agem como racistas, homofóbicas e misóginas.
Bate aquela desilusão danada no peito. Tudo isso esgarça o tecido humano diante de tantas burrices, mentalidades retrógradas e arcaicas. O vizinho não conhece mais o vizinho. Os internautas preferem mais o virtual que o presencial. Os protestos e as manifestações de repúdio contra as ações arbitrárias do poder murcharam, enquanto enchem estádios de futebol e shows de músicas lixo de péssima categoria.
Mas, temos que seguir em frente com espírito forte, sabendo discernir o certo do errado, o normal do anormal, o legal do ilegal, o moral do imoral, porque nem tudo está perdido. Ainda tem o olho no olho, o sorriso aberto, o gesto de bondade, o adjutório, o simples e o humilde, o conteúdo, a mente aberta sem o preconceito e a vida que segue. Confesso que sou um cético inveterado, porém, nem tudo está perdido.
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