:: 7/fev/2026 . 9:52
A MESA DIRETORA DA CÂMARA APROVA CONSTRUÇÃO DE MORADIAS
Na última sessão de sexta-feira, dia 05/02/2026, a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Conquista aprovou a indicação para que a Prefeitura Municipal destine 30 milhões de reais do empréstimo do FINISA (Caixa Econômica Federal) de 400 milhões de reais, exclusivamente para a construção de moradias populares.
A ideia dos parlamentares é dar lastro financeiro ao novo Plano de Habitação de interesse social, para que ele não fique apenas no papel. A prefeitura enviou o projeto-de-lei complementar número 46/2025, que cria a nova Política Municipal de Habitação, tendo como público alvo famílias com renda de até três salários mínimos, que morem na cidade há pelo menos dois anos.
O presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, disse que o legislativo sempre esteve comprometido com as demandas reais da população e não seria diferente com relação ao déficit habitacional do município. A mesa Diretora fez a indicação e foi aprovada pela Casa.
De acordo com estudos, o déficit habitacional em Conquista é superior a 10 mil famílias aguardando a implementação de políticas públicas dos governos municipal, estadual e federal. A maior parte dessas famílias, com renda de até três salários mínimos, vive em moradias precárias, principalmente em bairros pobres das encostas da Serra do Periperi, sujeitas a enchentes e deslizamentos.
O governo federal atua através do programa Minha Casa, Minha Vida. Sabe-se que cerca de duas mil famílias ainda moram em áreas de risco e pouco se tem feito para resolver esse problema. O programa tem previsão de entregar 1.600 unidades, distribuídas entre o Simão I e II, Vila das Acácias (Urbis VI) e Novo Campo, em Campinhos.
Fala-se em déficit habitacional em 10 mil famílias, mas é maior que isso. O último programa municipal de construção de moradias, salvo engano, aconteceu no Governo de Guilherme Menezes, do PT, no final dos anos 90, com a construção da Vila América.
Para o elevado déficit habitacional ainda existente, essa verba de 30 milhões de reais está longe de suprir as necessidades. Com esse recurso, talvez sejam construídas 150 a 200 unidades.
Espera-se do poder executivo que essas casas não sejam erguidas em locais muito distantes do centro da cidade, como ocorre com Minha Casa, Minha Vida, dificultando ainda mais a locomoção dos moradores, sem falar na questão do saneamento básico, da segurança e qualidade dos imóveis.
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