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:: 9/fev/2026 . 22:50

SÃO TANTAS AS MAZELAS!

Assuntos não faltam e são tantos que às vezes deixam nossa cabeça embaralhada diante de tantas mazelas. Claro que existem coisas boas, mas no mundo de hoje e neste “Brasilzão”, elas estão ficando cada vez mais escassas. São Tantas contradições e paradoxos! Melhor seria não absorvê-los, mas não tem jeito!

Não consigo captar o sentido de certas coisas, como a trégua nas guerras gregas quando começavam as antigas Olimpíadas. Depois do encerramento, um lado devia indagar para ou outro, e aí, onde paramos?  No Brasil, as escolas são abertas na véspera do carnaval e depois fecham as portas por causa dos festejos.

Sempre existe aquela máxima de que o mais feliz é o ignorante, o inculto e o total alienado. Essas pessoas não usam o cognitivo e ficam livres do martírio dos absurdos. “Não tenho nada a ver com isso”. É assim, uns tocando a vida como ela é, apenas na luta pela sobrevivência, e outros querendo mais, não se conformando com esta sociedade hipócrita e individualista que nos sufoca e oprime.

Como resolvi juntar tudo num só cesto de frutas podres, começaria por este Congresso Nacional que não para de nos surpreender com seus atentados contra a nação. Em nome de Deus, seus membros legislam na contramão, lançando fogo contra os brasileiros.

Como se não bastasse ser um dos mais caros do mundo, o Congresso agora destila todo seu sadismo aprovando aumentos salariais e privilégios aos seus servidores, com mais penduricalhos, torrando nossos tostões. Para completar, eleva suas verbas de gabinetes para quase 200 mil reais por mês.

De um modo geral, nossas instituições cometem atitudes antiéticas que nos envergonham e continuam agindo de costas para o povo porque sabem que não há reação de protesto. É aquela história de sempre se dizer: “Fazer o quê”?

Não se trata aqui de política partidária. É uma questão de polícia porque são atos criminosos de alta periculosidade, os quais nos matam lentamente. As corrupções corroem todo o tecido social, como se tudo fosse normal. A corrupção se tornou uma cultura popular.

Como resolvi despejar tudo no caldeirão do diabo, e não estou aqui parta falar das belezas naturais do Brasil que, por sinal, estão sendo literalmente destruídas, uma outra mazela são as redes sociais que, como profetizou o filósofo italiano Humberto Eco, elas tendiam a deixar a humanidade mais imbecil e fútil. Não deu outra.

Aliás, a inteligência humana só faz regredir. Chamamos de burro o animal de carga, mas acho que não estamos olhando para o nosso próprio “rabo”. O racional é um prato raro nesses tempos “modernos”.

Mesmo contrariando a muitos, ainda entendo que a internet é uma terra de ninguém, região fértil para os golpistas, as mentiras, calúnias e difamações, sem falar nas futilidades que recebem milhões de visualizações e seguidores idiotas. Agora com a Inteligência Artificial, a grande maioria não consegue discernir uma coisa da outra. É pavoroso!

São tantos os crimes cibernéticos, inclusive de pedofilias, que a polícia não dá conta. Pega alguns bodes expiatórios ali e acolá, mas a grande maioria passa pela cancela. Acontece o mesmo com as apreensões de drogas. Quando se descobre um quilo, um milhão já se foi. É como enxugar gelo, ou o famoso “faz de conta”!

Ninguém é contra a diversão, festa, lazer e entretenimento, mas tudo tem seu limite de ser. Por mais de uma semana, o Brasil fica parado, e Salvador é a capital campeã das festanças que começam no início de dezembro e só terminam em março. O circo venceu o pensamento crítico.

Os promotores, prefeitos, governadores, órgãos do turismo e empresários só falam em bilhões de reais que movimentam a economia, mas não revelam os gastos saídos dos cofres dos contribuintes. Se esses festejos além da conta fossem sinônimo de desenvolvimento, o Brasil já estaria no rol dos mais desenvolvidos, e a Bahia seria o estado com o mais alto nível em igualdade social.

Toda essa muvuca só faz aumentar mais ainda a concentração de renda nas mãos dos poderosos e deixar os pobres mais pobres. Para eles, uma pequena fatia do bolo. Por falar nisso, não são os ricos que lascam com os pobres, mas eles mesmos entre si, porque é um tentando passar a perna no outro, para servir bem o patrão.

E as gritantes inversões de valores, como no caso do cachorro “Orelha” que a mídia fez aquele estardalhaço, mas daria menos espaço se fosse com um ser humano morador de rua? Não se trata aqui de não se indignar com maltratos contra animais. É abominável, mas os bárbaros crimes entre humanos se tornaram banais.

Vejo celebridades negras que não assumem sua negritude no espírito cultural e no aspecto físico. Praticam o racismo de um modo inverso e todos ficam calados porque são famosos.  Vejo mestiços metidos a brancos que se acham superiores e discriminam os outros pela cor da pele. Acho que estou ficando um velho ranzinza!

 





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