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COMO ERAM AS PAQUERAS

Pelos idos dos anos 60 e 70, as paqueras rolavam mais descontraídas, se bem que tinham também seus limites para avançar. Não havia aquela preocupação de hoje em ser classificado no rol da importunação e do assédio sexual. Existia aquele negócio do psiu, oi beleza, bom dia, boa tarde e boa noite, coisa linda e até saia o “gostosa!”, com cantadas hoje considerados cafonas.

Me lembro bem dos anos 70, em Salvador, estudante sem dinheiro, lascado mesmo, que morava na Residência Universitária da Ufba. Era um tanto tímido, recém-saído do seminário e vindo do interior, sem traquejo e jeito para lidar com as “minas”. Havia até mulher que me dava bandeira e perdia com receio de chegar junto.

Nas tardes de domingo ia com um colega ao Campo Grande para paquerar as empregadas domésticas que, de forma politicamente incorreta e depreciativa, as chamavam de “graxeiras”. Coisa horrorosa! Outras vezes era na Barra ou Rio Vermelho. Para nós eram pontos estratégicos em finais de semana.

A gente fazia até umas “pegadinhas” com uns caras chatos, simulando uma ligação de que tinha uma garota lhe esperando em tal lugar, só que era uma armação. O sujeito virava o “bicho” e nos xingava. Sem grana no bolso, quase todo mundo vivia na “sequidão sexual”, como se falava no popular.

Até parece que elas nos esperavam, sozinhas ou acompanhadas nos bancos das praças. As intenções pareciam as mesmas: Dar uns agarros, umas namoradas e contar mentiras sobre o nome e onde morava. Elas eram bem arrumadinhas e simples, com aquelas colônias antigas e vestidos de bolinhas ou chitas. A grande maioria tinha origens interioranas.

– Você fica com aquela e eu fico com a outra. Tudo bem, sem brigas na divisão. Qualquer coisa servia. Bom dia ou boa tarde, o dia está lindo, qual seu nome e você é donde? Eram os primeiros papos para engatar uma conversa e, com muita demora, pegar na mão e ir escorregando para outras partes do corpo. – Não venha com sua mão boba – repelia a moça, mas depois deixava! Beijos quentes e grudados!

Tinham os mais atrevidos e extrovertidos que iam mais diretos. No meu caso sentia até medo de tomar um fora. Como disse antes, não levava jeito, mas dava para o gasto. Muitas vezes chegava aos beijos e apertos, com aquele fogo todo que o “danado” lá dentro ficava todo excitado. Não importava se era menina, coroa e nem ligava para a cor da pele. Aconteciam coisas hilárias. Dificilmente se pegava um gênero errado. Nada de papo difícil.

Outras vezes ia ali para o Gabinete Português de Leitura, na Piedade, com um amigo e ficava de butuca de olho numa mulher, fazendo de conta que estava lendo ou pesquisando alguma coisa. Tinham os horários e dias certos das paqueras.

Quando pintava uma boa, não dava para levar num bar e restaurante por causa da conta. Entrava o “jogo de cintura” para dar uma desculpa. No caso de duas juntas, às vezes você queria uma, mas era a outra que estava de olho no paquerador. Na base do bilhetinho escondido, dava para pegar as duas, num outro encontro.

Nos bares, quando conseguia botar um dinheirinho no bolso, ficávamos na espreita tomando umas cachaças para esquentar, mas, as mulheres pouco frequentavam esses lugares, principalmente sozinhas, no máximo acompanhadas. Não dava muito reague, como se dizia no popular.

Nas festinhas de radiolas (os assustados) ou nos eventos de ruas, tínhamos que tomar umas quentes para ter coragem e chegar até a “mina”. Muitas vezes era mais paquerado do que paquerador. Ainda valia o olhar, como sinal de que a mulher estava a fim de você.

Na maioria, arranjávamos uma namorada, mas não tinha muita opção de lugar para levar, a não ser aqueles com alguma grana na carteira. Geralmente os namoros de esfrega-esfrega eram nos cantos, becos e nos escondidos. Não existia tanta violência naquela época e, na hora do vamos ver, nem estava aí para ninguém. Vida de pobre era assim e a “caça” era escassa.

Naqueles tempos os jovens, mesmo com mais dificuldades para a sobrevivência e sem muitas alternativas, eram mais alegres, divertidos e com amizades sinceras, sem essas frescuras de traumas por causa de apelidos e gozações uns com os outros.

Hoje são mais estressados, fechados e reclusos com seus celulares grudados nas mãos. Dão poucas importâncias às famílias e passam mais o tempo trancados em seus quartos. São menos sociáveis e nem respeitam mais os idosos, quanto mais os pais.

Com esse pavor de tudo ser considerado como assédio sexual, não se “bole” mais com as “minas” nas ruas e lugares fechados, embora as mulheres sejam mais independentes e frequentem mais bares, restaurantes e festas sozinhas. As pessoas ficaram mais arredias e se sentem vigiadas pelas câmaras. É aquela coisa de cada um ficar na sua.

Bons tempos daquelas paqueras de antigamente com frases hoje tidas como cascas grossas, mas quando dava certo, os papos tinham mais conteúdos. Hoje só saem besteiróis. As conquistas eram mais “suadas” e, na maioria, as paqueras terminavam em casamentos duradouros.

Muitas coisas ocorriam também nos transportes públicos, nos ônibus, kombis, mas poucos tinham telefones para marcar os próximos encontros. Tudo tinha que ser resolvido na hora.

 

 

“A FOGUEIRA DAS VAIDADES”

As vaidades do ser humano estavam represadas até o advento da internet e das redes sociais nos aparelhos de celulares e os avanços tecnológicos de interatividade nos canais televisivos. Abriram-se as porteiras das boiadas. A impressão que passa é que todos estavam presos nos armários.

Existe uma necessidade premente de se aparecer, não importando se de forma ridícula e até expondo suas privacidades mais íntimas. Não se valoriza mais o ser simples e humilde, não aquela humildade de se baixar a cabeça e a tudo aceitar e concordar.

Quem já assistiu ao filme “A Fogueira das Vaidades”, de Brian de Palma, com Tom Hanks, Bruce Willis, no papel de um jornalista sem prestígio e Morgan Freeman, um juiz fanfarrão e sem papas na língua, vai perceber como funciona esse jogo e o desejo devorador do humano de se mostrar para a sociedade, numa ansiedade de se notabilizar, mesmo que de maneira superficial e leviana. O filme foi baseado no best-seller de Tom Wolfe.

Acho até que todo jornalista deveria assistir essa obra cinematográfica por ser uma categoria onde muitos se perdem no caminho das vaidades, achando que são deuses e celebridades, quando deveriam estar simplesmente à serviço da notícia, guardando suas devidas proporções de modo a não se expor. A vaidade faz o profissional afastar-se do foco da responsabilidade e termina caindo na parcialidade, sem ética e escrúpulo.

Minha intenção não é focar a vaidade na classe jornalista, mas das pessoas comuns que buscam uma fama efêmera e vazia, de dois ou três minutos, principalmente nas redes sociais, com vídeos idiotas e imbecis, sem nenhum conteúdo, com intuito apenas de chamar a atenção, como se dissesse: Olha gente, estou aqui, eu existo.

São dancinhas esquisitas e exóticas, papagaiadas, rebolados, bundas e pernas de fora, inclusive de mulheres que acham que tais atitudes são demonstrações de empoderamento, quando, na verdade, estão sendo objetos e se rebaixando.

Não se trata de uma questão de conservadorismo, mas de coerência com o que se prega, quando na prática faz-se o contrário. Estou falando também dos homens. Perde-se o respeito por pura vaidade, se não me engano, um dos pecados capitais, ao lado da inveja. Todo vaidoso é invejoso. Nem é preciso dizer que nesse mundo moderno contemporâneo, escrachado e inescrupuloso houve uma grande inversão de valores.

O que mais se vê e se ouve nas redes sociais são pessoas sem nenhum preparo e formação, arrotando um monte de besteiras, sem nenhum fundamento e, do outro lado, milhões, automaticamente, clicando no sinal curtir, tornando-se seguidores de bobagens e exibições corporais. O pior é que os pais de hoje jogam as crianças nesses lances fúteis e inúteis, deformadores de personalidades.

Agora inventaram o tal do influenciador (a) digital de um povo que entra na onda e consome tudo que cai na rede, mesmo sendo peixe podre. Infelizmente, por falta de educação, cultura, conhecimento e saber, a nossa população de hoje idolatra o besteirol e o charlatanismo, como no caso desse BBB dentro de uma casa, dizendo que tudo ali é uma grande aprendizagem para a vida.

Vivemos num mundo das fogueiras das vaidades com seus milhões de seguidores. Isso acontece também na política e em tantos outros segmentos da nossa sociedade.  A vaidade leva as pessoas a passarem a rasteira nos outros, utilizando métodos desleais e inescrupulosos.

 

A POLÍTICA É UM ENTRAVE PARA O PAÍS QUANDO DEVERIA SER UMA SOLUÇÃO

  O imoral foi legalizado. Desde o Império, os esquemas escusos, inescrupulosos, corruptos e interesseiros nada mudaram. Na época de D. Pedro II, por exemplo, era a bancada da oligarquia do café que mandava na Câmara. Os oligarcas resistiram até o fim à abolição da escravidão.  Para se vingar, de tudo fizeram para derrubar a monarquia em conluio com os marechais.

A partir dali, (no primeiro reinado de D. Pedro I já era assim), veio a República, coisa pública nenhuma (está mais para privada), e a política nesses 135 anos continuou sendo um entrave e não uma solução para o nosso desenvolvimento econômico e social justo e equilibrado. As desigualdades só se agravaram, com ciclos de altos e baixos. As elites capitalistas e os políticos coligados a elas mandam e o presidente só obedece.

Em boa parte do planeta, especialmente na Europa, a esquerda socialista falhou por falta de competência, seriedade, ética e honradez, e os extremistas malucos bárbaros cada vez mais estão ganhando seus espaços, disseminando matanças, ódio e intolerância.

Com essa política neoliberal, misturada com assistencialismo e populismo, sem alternativas para erradicar a pobreza, a extrema só avança porque a esquerda, em seu lugar de conforto (trocou a cachaça pelo o uísque), esqueceu de trabalhar as bases, deixando-as na ignorância como vítimas fáceis da manipulação dos vampiros que sugam seus sangues noite e dia.

Entre os próprios partidos, inclusive de esquerda, que prega democracia, o que vemos são decisões ditatoriais de poderios dos chefes, vindas de cima para baixo, sem respeitar os filiados, principalmente os que estão nos diretórios municipais. Aqui, quem está no poder se acha dono dele, seja no executivo, no legislativo, no judiciário ou como presidente de um partido.

Desde a República para cá tivemos mais de 50 anos de ditaduras, a começar por Teodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, no início dos anos 1900, Getúlio Vargas (1930 a 45), Eurico Gaspar Dutra até os idos de 1950 e a ditadura civil-militar de 1964 que durou mais de 20 anos. Passamos pelo suicídio de Vargas (1954), ameaça de um golpe com Café Filho, a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, a cassação de Collor de Mello (2002) e a derrubada de Dilma Rousseff pela direita, em 2016.

Pelo que eu saiba, na história deste país, fora dos regimes de opressão, todos os presidentes sempre foram reféns – não que pregue ditaduras – do Congresso Nacional, o mais caro do mundo e o maior cancro da nação, com seus caudilhos e negociadores de apoios, na base do toma lá e dá cá. Além de ser fisiologista, é cheio de traidores e cobras venenosas.

Com o passar dos anos só fez piorar com suas bancadas retrógradas e cada vez mais de direita extremista. Há 15 ou 20 anos, os evangélicos conservadores começaram a tomar assentos em suas cadeiras com suas ideias medievais. Essa gente se intitula de patriota e defende a instituição família, mas faz tudo ao contrário.

Por sua vez, o PT, que ficou 16 anos no poder, depois de quatro anos desastroso do capitão-presidente, voltou agora repetindo os mesmos erros do passado, com uma governança e um discurso neoliberal. Com um agrado do Bolsa Família e algumas políticas públicas de inclusão, o partido esqueceu de trabalhar suas bases que lhe deram sustentação no início e vem perdendo espaço para o retorno da extrema direita.

Diante do exposto, onde temos cerca de 35 partidos, a grande maioria meros barrigas de alugueis, cujos proprietários fazem seus conchavos lá em cima, sem ouvir seus filiados, as pessoas de bem, ilibadas e honestas desistiram ou se afastaram da política dizendo ser coisa suja, de gente que não tem escrúpulos e vergonha na cara.

Outra questão a ser avaliada é que, pelo esquema montado pelo próprio sistema eleitoral em vigor há anos, não há como as pessoas sérias e sem condições financeiras, disputar uma cadeira, seja no âmbito do Congresso, das Assembleias Legislativas Estaduais, das Câmaras Municipais e dos executivos.

Com o modelo de reeleições infinitas nos legislativos e dois mandatos para os executivos em geral, todos eles usam a máquina do poder na mão, não importando se de forma legal, mas imoral. A não ser para os herdeiros de votos, as chances para quem quer assumir um cargo pela primeira vez são raras. É outro motivo pelo qual os bons não querem entrar mais na política.

 

AS DESIGUALDADES NO FUTEBOL BRASILEIRO

Carlos González – jornalista

Pouco mais de 1.000 jogadores profissionais, vinculados a 27 clubes, comemoraram esta semana o título de campeões em seus estados. Uma conquista que, no passado, tinha um enorme valor, mas que ultimamente vem sendo esvaziada pela própria CBF, que impõe às federações filiadas um calendário anual prejudicial à maioria dos clubes, que permanecem sem atividades durante nove meses do ano. Distantes das festas e das gratificações, estão desempregados, a partir deste mês, cerca de 9.000 mil atletas. Alguns deles vão ser chamados para vestir a camisa dos 88 times que disputarão as séries “C” e “D” do Brasileirão. A maioria vai esperar janeiro chegar.

Vamos tomar como exemplo o futebol baiano. O Bahia está com a agenda cheia até o fim do ano, participando da Copa do Nordeste, da Copa do Brasil e do Brasileirão da série “A”; o Vitória se resume à disputa do grupo de elite do  Nacional; Juazeirense, Jacuipense e Itabuna iniciam este mês uma dura prova, a quarta divisão do Campeonato Brasileiro, utilizando a malha rodoviária para cruzar o país.

Com receio de um prejuízo financeiro, a direção do Itabuna pensou em abrir mão da vaga. O socorro virá através do governo do Estado, cedendo o Estádio de Pituaçu para os treinos e partidas. O Vitória garantiu o empréstimo de 16 jogadores da equipe sub-20. Assim, o Itabuna, que estava mandando seus jogos em Ilhéus, passará a residir temporariamente em Salvador.

Barcelona de Ilhéus, Jequié, Jacobina e Atlético de Alagoinhas (bicampeão estadual – 2021 e 2022) colocaram seus atletas na rua, com a promessa de voltarem a treinar em janeiro de 2025; Bahia de Feira de Santana, campeão baiano de 2011, caiu para a 2ª divisão e não tem previsão de quando tornará a pisar num gramado. Uma dura realidade que será compartilhada com o Santa Cruz, o mais popular clube pernambucano, cujo estádio, o Arrudão, deverá ir a leilão, por imposição dos credores.

Segundo o calendário da FBF (Federação Baiana de Futebol), o Campeonato Baiano da série “B” será jogado entre os dias 9 de junho e 11 de agosto. Até o momento não há um planejamento. Entre os dez clubes com vaga assegurada somente Vitória da Conquista, Galícia, Fluminense de Feira e Colo-Colo prometeram se inscrever.

O Estádio Lomanto Júnior está fechado para jogos entre equipes profissionais desde 9 de julho do ano passado, quando o Vitória da Conquista encerrou sua apática participação no Baianão, derrotando o Jequié, por 2 a 0. Pelo tempo sem uso, o gramado deve estar um tapete (fala aí, prefeita Sheila Lemos e secretário Eugênio Avelino).

Para voltar à elite do futebol baiano, o Vitória da Conquista promove no momento pela internet a venda do seu novo uniforme por R$125. O passo inicial é pagar a taxa de inscrição de R$ 8 mil, instituída pela FBF. A peregrinação habitual à prefeitura para pedir ajuda – em troca, os “cartolas” ouviam promessas – ainda não foi agendada. O momento é ideal para estender o chapéu. O ano é eleitoral e a Sheila está empenhadíssima em se manter no cargo. Procura o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Antes de ser torcedor do Vitória, Nadinho é conquistense.

Nesses últimos meses de recesso, o presidente Ederlane Amorim cuidou das divisões de base do Vitória da Conquista. O time sub 20 participou nos últimos três anos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o mais importante torneio da categoria realizado no Brasil. O dirigente não esconde seu entusiasmo quando revela que o clube alviverde obteve o Certificado da Lei de Incentivo ao Esporte.

O programa do Ministério da Educação permite que doações feitas por pessoas físicas ou jurídicas a clubes que dão suporte às divisões de base sejam deduzidas do Imposto de Renda. Esses recursos são destinados exclusivamente à formação esportiva de jovens entre 13 e 20 anos.

Êxodo

“Vivemos uma terça-feira de fábula, deixando em êxtase os apaixonados pelo futebol”, escreveu o jornalista Juca Kfouri, após assistir esta semana ao jogo entre Real Madrid e Manchester City pela Champions. Futebol sem violência (apenas 18 faltas), sem simulações de faltas e sem a irritante “cera”. No feminino sucede o mesmo. Façam uma análise técnica da Seleção da Espanha, campeã do mundo, ou do Barcelona.

Quando as nossas equipes atingirão esse degrau? Se você não tiver bons atores não vai poder encenar um “Hamlet”, de William Shakespeare. Se você não dispõe de jogadores de excelente nível técnico não há condições de armar um time com as virtudes do Manchester City, carrasco do Fluminense na final do Mundial de Clubes.

Dentro de três meses o atacante Endrick estará se apresentando ao Real Madrid. Vai se juntar a outros brasileiros, Rodrigo e Vini Jr, que já brilham no clube madrilenho. Segundo a CBF, quase dois mil jogadores brasileiros estão atuando no exterior. Alguns foram negociados por milhões de euros; outros se aventuraram, como o sergipano Diego Costa, que deixou Lagarto em 2006 para jogar na Espanha, onde adquiriu a cidadania espanhola e vestiu a camisa da “Fúria”.

Diego Costa regressou ao Brasil e hoje defende o Grêmio, recebendo um salário acima de R$1,5 mi. Com 35 anos está incluído entre os 20% de jogadores que ganham acima de R$ 200 mil. Ainda segundo a CBF, mais de 50% dos atletas cadastrados recebem um salário mínimo. Muitos contratos feitos com os clubes são temporários, vigendo de janeiro a abril, período de disputa dos campeonatos regionais.

Houve uma época em que um Bahia x Vitória no velho Estádio Octávio Mangabeira, com a presença de tricolores e rubro-negros, registrava um público de 90 mil pessoas. Domingo passado, na final do Campeonato Baiano, a Arena Fonte Nova recebeu 48,5 mil tricolores, que deixaram nas bilheterias a soma de R$ 1,7 mi. A média de público em 51 jogos foi de apenas 7.002, sexta posição entre os principais torneios regionais do Brasil.

 

 

“A MÁSCARA DA ÁFRICA” VII

Ainda em sua viagem ao Gabão, pelos idos de 2008/09, a terra dos mestres da floresta, os pigmeus, V. S. Naipaul observou que “qualquer que fosse a religião formal professada pela família (cristã, no caso) havia aqueles antigos costumes africanos que tinham de ser honrados e que eram talvez mais prementes do que a fé exterior formal”.

Ele conversou com seu amigo Rossatanga-Rignault que contou a história dos quatros macacos sentados num cemitério com faixas vermelhas nas testas. “ O vermelho é uma cor muito poderosa do Gabão. Estavam perdidos e, por fim, encontraram o caminho de volta para a aldeia.

Por falar em aldeia, Rossatanga diz que, levado pela sua mãe, quis fugir dela. Lembra que, quando chegaram lá, um homem lhes disse que não jogassem lixo, nem qualquer outro elemento poluente, no córrego que passava pela aldeia. Um espírito ou gênio vivia ali e não gostava que o córrego ficasse sujo. Um americano afirmou que aquilo era magia negra e, para provar sua tese, cuspiu no córrego.

Rossatanga narrou para Naipaul que dez minutos depois não havia mais água ali, e o povo gritou e protestou. A aldeia ficou em pé de guerra. “Tivemos que fazer um monte de coisas por meio do curandeiro local para aplacar o gênio do espírito”. Assinala que “gastamos muito dinheiro e, depois de várias cerimônias e rituais, a água voltou depressa”.

Rossatanga se tornara um crente na magia da floresta e, como outros crentes, tinha diversas histórias para provar sua tese. Ele descreve outra passagem sobre uma ponte que tinham que fazer no rio e que a comunidade alertou para que os engenheiros pedissem permissão ao gênio.

Os engenheiros holandeses apenas riram daquilo. “Todos os dias morria um operário na obra. As pessoas ficaram muito assustadas e até mesmo os engenheiros acharam que deviam suspender o trabalho. Disseram que iam trazer um exorcista junto com o curandeiro local para aplacar o gênio. Executaram diversos rituais e, finalmente, tiveram licença para construir a ponte”.

“Acredito que esses espíritos da floresta estão ligados à psique do nosso povo, mesmo das pessoas que vivem na cidade. Essa é uma razão pela qual as igrejas evangélicas americanas tiveram tanto sucesso aqui. Elas também invocam o espírito do Senhor para remover o mal. É parecido com o que fazemos quando vamos ao curandeiro para remover o mal. O princípio é o mesmo. O ponto comum é o espírito”- comentou Rossatanga.

Para ele, não se trata de uma religião, mas de uma crença. Em sua comparação, a crença da floresta, o mundo orgânico, o mundo que conta, é como uma pirâmide. “O primeiro nível são os minerais, o segundo nível são as árvores e a flora, o terceiro são os animais e o quarto são os seres humanos”.

Em falando dos idosos, em seu entendimento, são especiais porque têm o poder e estão próximos aos ancestrais. Somente os ancestrais podem anteceder junto a Deus. “Cada família tem um ancião que consegue falar com o ancestral. Em cada família existe um homem escolhido para a função. O modo de cultuar é através da iniciação, um rito e uma prática fundamental”.

CAMPO GRANDE-PRAÇA DA SÉ, UM TRAJETO DE LEMBRANÇAS

(Chico Ribeiro Neto)

Republicar crônica é igual a café requentado, mas essa que reproduzo hoje, pulicada no jornal “A Tarde” em 22/8/1990, ainda conserva um bom gostinho. Vamos a ela:

Sem pegar o ônibus circular, mas andando no bonde da lembrança, faço um percurso do Grande Grande à Sé, uma trajetória de infância, amor e fé.

No Campo Grande vejo as tardes fogosas do Dois de Julho, quando as meninas recém-tomadas banho balançavam os rabos-de-cavalo dentro de meus olhos. Zezéu, um candidato, pertencia a uma turma do Campo Grande e um dia quase brigamos com eles. Coisa de turma de rua, onde qualquer assobio errado era motivo de chamar pra porrada.

Muita coisa ainda vem do Campo Grande, como as festas dançantes do Cruz Vermelha ou a cerveja no “Brasa”, mas já estou passando pelo Forte São Pedro, onde a feira mudou pro outro lado. Já não se tropeça mais em peixe, e foi ali uma vez que comprei carne de cavalo por carne-de-sol. Quando botei na frigideira espumou tudo. Vem a antiga Manon – onde se tomava um suco de laranja de madrugada, era um acontecimento – e chego perto da Mercês, defronte ao 239, velho pensionato onde cheguei com seis anos e acordava com os primeiros bondes. Dobrando uma esquina caía no Politeama, bom lugar pro “baba” e onde uma vez quase ganhamos pra “Escolinha”, time que tinha o futuro André Catimba, já catimbeiro.

Aproxima-se o Rosário, que, talvez por ser pequeno, sempre achei um trecho tranquilo. A maior lembrança do Rosário é a banca de maçã na esquina. Logo adiante, o Clube Comercial, de grandes festas, coração palpitante ao dançar com as primas que me ensinavam os primeiros passos. Festa de radiola, parou, tem que virar o disco.

Lá vem a Piedade. Um pouco antes dela, a Igreja de São Pedro, em cuja esquina comprava os “catecismos” de Zéfiro, um delicioso pecado mortal. A turma da Piedade, à qual pertencia meu irmão mais velho, Luiz, e eu nem podia chegar perto: “Vá pra casa que tá na hora”. Boa de briga, a turma da Piedade acontecia no clube Fantoches, mas aprontava mesmo era sábado de noite e domingo de tarde, na própria praça. Muitos da turma já eram conhecidos dos policiais: “Você de novo!”

Instituto Histórico, onde fazia pesquisas às 2 horas da tarde, morrendo de sono. Um pouco adiante, a loja das “Mil Meias”, um nome mais ou menos assim, e então a esquina da “Primavera”, sorvete da Kombi do sino. Exatamente defronte à Florensilva, do lado de cá, um murinho que sempre teve encanador.

Defronte ao Relógio de São Pedro a pensão de Dona Quinquinha, grande escadaria que nos levava em cheio a um quadro de Iemanjá. Eu já acordava no coração da cidade. Era escovar os dentes, descer e entrar no ritmo. Foi ali, perto do Relógio, que brilhou uma namorada de Carnaval.

Antes de pegar o caminho do São Bento, uma paradinha junto a um banco em volta da árvore. Ali ficava o velho que nos vendia pedaços de filme para olhar de monóculo.

Rua do Paraíso, onde trabalhei na Tipografia São Bento, dobrando folhas de missal, e depois o Ginásio de São Bento, onde fiquei cinco anos, sendo um do antigo quinto ano com “prova de admissão”. Vêm as imagens do ginásio: jambo roubado, tamarindo, o “baba” de tarde, a coca sorvida de um só gole e o quebra-queixo comprado na Avenida Sete para distrair a fome.

Desço a Ladeira de São Bento e sinto medo de cair no chão, empurrado pelos foliões do primeiro trio elétrico que vi. Já contaminado, fazer o balão na Carlos Gomes e depois voltar com o trio até os Aflitos, suado e feliz. O Campo Grande leva o Carnaval e a Carlos Gomes traz de volta. Antes, subíamos até a Sé.

Sempre pensei no dia em que aquelas bolas do Edifício Sulacap iam descer a Ladeira da Montanha. A lembrança do pastel chinês no início da Carlos Gomes e da “Winchester”, loja de armas, ambos destruídos para alargar a rua. A Montanha dos primeiros amores, o caminhão que servia comida na madrugada (grande lombo!) e os camelôs do peixe-elétrico. Poucos, na verdade, poucos mendigos.

Logo depois vinha o prédio de “A Tarde”. Ainda não sabia o trabalho que dava para produzir notícia e nem que um dia ia para dentro dela. Achava bonito aqueles caras de papel na mão e sempre agitados. Subo a Ajuda jogando as pernas devagar, escorregando nas lembranças. Aliás, ali sempre tinha um pouco de água escorrendo de algum lugar.

Lembro do primeiro ônibus “frescão” que a Vibemsa colocou e da rodomoça falando pelo microfone, lá na Vitória: “Senhores passageiros, bom dia. Os senhores estão a bordo de uma rodonave da Vibemsa que deverá fazer o percurso Barra-Praça da Sé em aproximadamente 15 minutos. Boa viagem!”. Você se sentia num Boeing.

Vejo a padaria onde comprava doce de jenipapo em tirinhas e vai chegando a Praça da Sé, Bar Brasil, Cine Excélsior, amendoim torrado com areia, laranja descascada, abará azedo, música alta e meu ônibus chegando.

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

 

 

SOJA NA CIDADE

Poderia ser uma fazenda de feijão (o Brasil ainda importa mais da metade do seu consumo), que está sempre no cotidiano da mesa dos brasileiros, mas a foto que saiu das lentes da minha máquina é uma grande produção de soja nos limites de vários bairros de Anápolis, em Goiás, o que significa que o visitante ou turista da cidade não precisa ir muito longe para conhecer essa cultura, tão cultuada pelo grande agronegócio porque ela rende dólares no exterior e não reais. Todos sabem que o nosso país ainda é uma colônia, principalmente quando se apura o resultado da balança comercial, isto é, exportação versos importação. Este item é sempre superavitário a favor das exportações porque o maior peso está nas matérias primas, como grãos agrícolas, carnes, petróleo cru, ferro e outros metais. Como forma de dar dimensão a esse estado de coisa, dizem que o Brasil transporta um navio de soja para a China e volta com umas caixas de chips, vacinas ou outros remédios do ramo da química fina. Nossa capacidade industrial ainda é atrasada para o mundo atual. O mais feio é que nossos empresários do agronegócio, além de desmatar nossos cerrados e florestas, causando impacto ao meio ambiente, ainda abrem a boca para dizer que são eles que colocam o alimento na mesa dos brasileiros. Isso é uma mentira (fake news) porque quem nos alimenta é a agricultura familiar, pouco subsidiada pelo governo e pelos bancos. Por que um capitalista desse não planta feijão, arroz, trigo e milho para o consumo interno? Com essa política, vamos sempre ser exportador de produtos primários. Não acreditei quando vi, em Anápolis, quase que dentro da cidade, uma fazenda de soja. Ali naquela região, por onde você viaja o que mais se vê são plantações de soja, o ouro dos exploradores da bancada ruralista no Congresso Nacional, por sinal uma das mais retrógradas.

UMA CONQUISTA CASSADA

Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Naquela manhã seis de maio,

Escorre da serra a neblina,

O sereno fino cai nas avenidas,

E cada um segue sua rotina,

Numa agenda cheia de lidas.

 

Ninguém imaginava,

Um cerco de fuzil,

Para calar nossa liberdade,

Na cidade do frio.

 

Com cem armas nas mãos,

Duzentas botinas assassinas,

Na caça de subversivos,

Que a tropa tirana de opressivos,

Chama todos de comunistas,

Nomes que estão em suas listas.

 

Assim aprenderam a lição,

Marchando sem razão,

Nos quarteis e nas prisões,

Para cassar uma Conquista,

Do prefeito Pedral,

Que venceu uma eleição,

Numa legal Constituição.

 

Uma Conquista Cassada,

Naquele dia fatal,

De uma gente encurralada,

Como se fosse feroz animal,

Por uma maldita ditadura,

Que matou nosso irmão,

Com choque elétrico,

Pau-de-arara, ferro e tortura,

E proibiu nossa livre canção.

O NOSSO JORNALISMO PRECISA SER MAIS QUESTIONADOR E INVESTIGATIVO

O CONTEÚDO, A ÉTICA E A RESPONSABILIDADE COM A NOTÍCIA DEVEM ESTAR ACIMA DA TECNOLOGIA

Sou da velha geração dos anos 70 dos tempos da maldita ditadura de 1964 quando tudo era mais difícil sem a tecnologia da internet.  Do meado para o final dos anos 90 surgiu o computador ainda rombudo e lento. Tivemos que fazer as mudanças na raça, sem perder aquela pegada jornalística das entrevistas do olho no olho. A partir dos anos 2000 para cá, fomos sendo engolidos pelos avanços do e-mail e das redes sociais, tornando o fazer mais fácil onde o profissional passou a morar mais na redação que nas ruas.

Sou dos idos da era analógica dos rolos de filmes de 36 chapas, da máquina de datilografia, do teletipo, da impressão a quente, do revisor, do copidesque, do telefone fixo, das fontes em off, das redações barulhentas onde um jogava papel no outro e botava esporas nos sapatos dos amigos, dos telex vagarosos onde as fotos vinham pontilhadas e sem nitidez, do diagramador  de régua e compasso, do editor que criticava o repórter e mandava refazer a matéria, mas se tinha mais conteúdo, espírito investigativo e questionamentos, regidos pelo básico do por que, do quando, do onde no sentido do bem informar o público leitor ou ouvinte.

Com os avanços tecnológicos de hoje onde o clicar dos sites (Google, Yahoo, Wikipédia e outros tantos), e não mais dos livros, lhe dão respostas e informações rápidas (às vezes deturpadas e limitadas), o entrevistador e o entrevistado ficam em telas próximas de cada lado, mas distantes um do outro ou nem se veem nos zaps, faces e instagrams. O nosso jornalismo ficou mais insosso e morno, um tanto preguiçoso, cheio de boletins de ocorrências e menos empolgante.

Com raras exceções, não é mais aquele jornalismo provocador e investigativo como antigamente, mas do amém. Fico a refletir que as televisões estão sempre mudando seus cenários de apresentações (dizem mais bonitos e interativos nas dimensões 3d), os impressos transformando seus visuais gráficos, os rádios aumentando seus raios de alcance (agora estamos na onda do podcast – nada de diferente), mas pouco se comenta sobre o reforço do conteúdo, das matérias mais completas e comprometedoras com o povo. Infelizmente, hoje confundimos muito o papel do jornalista e do entrevistado.

Existe uma cumplicidade entre as partes, e o repórter, operário da notícia, parece ter esquecido de se colocar no lugar da população, o que ela quer saber, principalmente nas perguntas que deixam muito a desejar. Fico estarrecido quando o jornalista diz ser grátis um show ou espetáculo pago pelo poder público. Não sei se é de propósito ou falta de consciência política. Isso não é informar. É desinformar e enganar o povo. Quem paga é o contribuinte que vai ou não vai ao evento.

Não basta a tela, jornal ou revista serem interativos, dinâmicos e coloridos como uma arara. As pautas e as matérias da nossa mídia em geral são requentadas e repetidas. Faltam criatividade e imaginação por parte dos chefes de reportagem e pauteiros (nem sei se existem mais). Quase não se escuta e não se lê mais matérias especiais de peso para serem premiadas.

A pessoa do outro lado tem que sentir aquela sensação de estar sendo representada numa entrevista. É aquela coisa de se dizer que o jornalista fez a indagação atrevida que todos gostariam de fazer, e não ficar com medo diante de qualquer autoridade ou passar a impressão de viés tendencioso e parcial, por mais que existam interesses comerciais e capitalistas da empresa de comunicação.

Precisamos de perguntas mais incisivas, objetivas e diretas (não se envolver emocionalmente com o entrevistado). Antes de mais nada, o jornalista tem que ser um cético. O repórter que está ali na labuta do noticiário do dia a dia, não é para emitir opinião, ser ancora, mas para provocar, e quem está do outro lado que faça sua interpretação, isto é, depois de ouvir as várias versões dos fatos, sem deixar buracos e dúvidas para o leitor ou ouvinte. Comentarista é uma coisa e repórter é outra. Cada qual na sua função.

Por outro lado, em decorrência do baixo nível educacional e cultural (pouca leitura) do nosso povo brasileiro, existe uma acomodação e alienação. Não há uma cobrança e crítica quanto a qualidade do nosso jornalismo, que caiu muito nos últimos tempos. Cada comunidade deveria ter o seu Conselho de Comunicação Social, para analisar o nosso jornalismo e apontar os acertos e falhas.

Ao contrário, há elogios baratos que me fazem lembrar daquela frase do cancioneiro Raul Seixas, de que “o jornalista quer é bajulação”. A vaidade, o pedantismo e o ar de superioridade são grandes males dos nossos coleguinhas. Aprendi na faculdade que jornalista não é notícia, nem vedete e pop-estar, só quando comete crime de irresponsabilidade ou morre. A liberdade de expressão está sendo banalizada.

Repito sempre que o direito à liberdade de imprensa acaba quando não se tem ética e responsabilidade. A partir disso, o profissional está sujeito a ser processado na justiça comum como um criminoso da informação. Nunca ache que é o sabe tudo e nunca se coloque como se fosse um quarto poder para julgar e sentenciar. Basta dos três poderes que usam e abusam de seus poderes.

Vejo hoje uma mídia (a maior culpa é das empresas) interligada financeiramente com o consumismo, com a oligarquia, com as elites burguesas e que mistura o comercial com o que é jornalismo. Uma coisa tem que ser separada da outra. Vejo um jornalismo que manipula a informação e, ao invés de informar, desinforma. Será que o jornalismo ainda é o cão de guarda da nossa sociedade?

PSOL DISCUTE CANDIDATURAS

Várias questões de ordem política e social foram discutidas pela Executiva Municipal do Psol de Vitória da Conquista em reunião realizada neste último final de semana, no Espaço Cultural A Estrada, onde seus membros definiram um calendário de encontros visando montar seu quadro de candidatos para o pleito de outubro deste ano.

Os nomes dos pré-candidatos serão fechados nas próximas conversações com o partido Rede, com o qual compõe uma Federação. A princípio existem sondagens para uma possível coligação com um partido, para disputar o executivo municipal, mas nada está ainda definido. Tudo vai depender de uma decisão da assembleia geral entre seus membros.

Os trabalhos da reunião, realizada no último sábado (dia 06/04) foram abertos pelo presidente Ferdinand Martins, estabelecendo com pauta os informes, a Circular e a Resolução 2024 tiradas do Congresso Nacional do Psol, que tratam do partido e das eleições, o Regimento Interno e o calendário de reuniões ordinárias, sendo que a próxima ficou marcada para o dia quatro de maio próximo.

Nos informes, Ferdinand falou do novo diretório regional, eleito no dia 16 de março, composto de sete membros, numa demonstração de força do colegiado político em Conquista. Ainda no campo dos informes, o presidente fez referências ao caso do Acampamento Parque Imperial, na Amaralina, com quinze famílias, onde o Psol se fez presente nas negociações.

Ferdinand citou que o acampamento é um espaço destinado à produção de alimentos, atualmente com ordem de despejo por particulares. No entanto, a área está sendo reivindicada pela Prefeitura Municipal como sendo da sua propriedade.

Durante o encontro, os participantes fizeram algumas considerações a respeito dos contatos que vêm sendo mantidos com a Rede sobre as eleições, para definição das candidaturas orgânicas de vereadores e majoritária, no caso específico de Vitória da Conquista. Pelos cálculos preliminares, a partir das 23 cadeiras que vão ocupar a Câmara de Vereadores, cada partido da Federação poderá apresentar no máximo 12 pré-candidatos ao legislativo, obedecendo a lei de 30% para as mulheres.





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