julho 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  


UMA EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS QUE VALE A PENA SER VISITADA

No maior museu a céu aberto do Norte e Nordeste, em pleno sertão de Vitória da Conquista, na BA-262, saída para Brumado, está sendo realizada até o próximo dia 15, a Expo Arte Conquista, na Galeria Mix do Museu Kard, com seis grandes artistas de reconhecimento nacional e internacional.

É um presente-homenagem aos 181 anos de emancipação dos artistas Alex Emmanuel, Domício, Lilian Morais, Romeu Ferreira, Valéria Vidigal e Allan de Kard. Pelo seu potencial cultural e de forte expressão humana, vale a pena dar uma passada no local, no horário comercial, sem custo, e ainda conhecer as esculturas do Museu Kard, com peças grandiosas, como a pirâmide, o xadrez que retrata os poderosos e os oprimidos sertanejos, o labirinto e tantas outras que simbolizam a vida e a morte.

Os quadros da Expo Arte Conquista abordam diversos temos, inclusive sobre questões atuais da pandemia que ceifou a vida de quase 610 mil brasileiros; deixou sequelas nas pessoas; e nos separou do convício social. Esse tema está registrado nas artes de Domício, Alan de Kard e Lilian Morais.

Alex Emmanuel, com suas pinturas fortes e impactantes, apresenta as dores e as vulnerabilidades dos seres humanos através de suas faces recolhidas em seu eu interior. Romeu Ferreira, com suas peças gigantes em preto e branco   retrata o sofrimento do sertanejo que enfrenta as agruras da vida na luta para sobreviver sem água e comida. São expressões fortes da realidade de um povo que sempre foi abandonado pelos políticos e governantes.

Valéria Vidigal estampa na Galeria Mix o seu mundo do café, sua temática central, numa pintura alegre cheia de cores com as flores e os frutos dos cafezais. Em seu trabalho, conhecido além das fronteiras nacionais estão inseridos o homem e mulher que trabalham na colheita dos cafés. Xícaras, bules e o café quentinho levam o visitante a entrar em seus traços realistas dessa cultura agrícola, riqueza do nosso país desde o século XIX.

O Museu Kard é um mundo encantado a céu aberto em pleno sertão da Bahia que já é um grande patrimônio para a posteridade da humanidade. Quem visita sai com o espírito renovado e iluminado. É uma mistura do antigo, do renascimento e do moderno visto através de esculturas gigantes, como a pirâmide que logo na entrada o visitante se depara com a última ceia de Cristo (Leonardo da Vinci) vista pelo olhar do artista Allan de Kard.

 

 

A TRAJETÓRIA DE UM INTELECTUAL AFRICANO QUE CRITICA E DESAFIA

“Estamos deixando de ler (legere-escolher) no sentido da raiz da palavra. Cada vez mais somos escolhidos, cada vez mais somos objetos de apelos que nos convertem em números, em estatísticas de mercado”. São palavras do moçambicano Antônio Emílio Leite Couto (Mia Couto), no 16º Congresso de Leitura do Brasil, em 2007 – Campinas.

Quem fala dele no livro “Intelectuais das Áfricas” é Tânia Macedo, professora de Literaturas Africanas. Ela afirma que Mia Couto foi um intelectual que viveu sob o colonialismo, acompanhou e atuou na transição e na independência de seu país e mantém uma atitude crítica em toda sua trajetória artística.

Estudou medicina, foi jornalista, político e escritor. Com o tempo, deixou a política para abraçar a literatura, sem nunca deixar de criticar os donos do poder e, através do seu trabalho, procurou avivar a consciência de seus compatriotas para seu papel de renovação.

Nascido no período colonial (1955), de ascendência portuguesa, como lembra Tânia Macedo, o intelectual moçambicano viveu a Europa dentro de casa e a África na rua com seus colegas negros na cidade de Beira, onde passou a infância.

Couto abandonou o curso de medicina para dedicar-se à ação política. Em 1974 era um jornalista estagiário num vespertino, em Maputo. Militou em grupos clandestinos de apoio à Frente de Libertação. Lutou para a extinção da situação colonial ao integrar-se à fileiras da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique).

Após essa tarefa, a partir de 1979 e até 1981 foi diretor da revista semanal Tempo e, posteriormente, do jornal Notícias de Maputo (1981/85. A revista, da qual era diretor, não deixou de expressar fissuras nos discursos hegemônicos do partido Frelimo. Na seção de cartas, são mostradas as questões do cotidiano do povo se chocando contra o discurso do partido.

Em uma entrevista, quando abandonou a militância, Mia Couto apontou que aconteceram coisas que lhe traumatizaram, como amigos que foram presos, como Carlos Cardoso. “Nos tornamos vítimas do poder que defendemos. O que era traumático era a falta de lógica disso tudo”. Ao abrir uma nova etapa em sua vida, Couto escreve “Raiz de Orvalho”, seu primeiro livro publicado em 1983.

De acordo com Tània Macedo, é na prosa que Mia Couto torna-se conhecido internacionalmente. “Em seus romances e contos temos o intelectual africano engajado em questões como a nacionalidade, a devastação da guerra e a denúncia das condições do subalterno, sobretudo as mulheres, os velhos e as crianças que se transformaram em temas centrais em sua ficção”.

Em “A Varanda do Frangipani” (1996), Couto trata da tensão entre a tradição e os novos tempos. No “O Último Voo do Flamingo” (2000) escreve sobre o absurdo da presença dos capacetes azuis da ONU em territórios africanos, especialmente Moçambique. Em “A Confissão da Leoa” (2012) fala sobre a opressão feminina.

“Pode-se afirmar que a maneira poética de abordar a dolorosa realidade moçambicana é um dos traços da escrita de Mia Couto e estava presente na primeira narrativa do autor “Terra Sonâmbula” (1992)”. A obra faz um relato da guerra entre a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) e o governo da Frelimo, com críticas às autoridades do governo e a difícil relação entre as crenças ancestrais e a modernização dos costumes.

A trajetória de Mia Couto, segundo Tânia, não afasta o papel do intelectual africano participante, ou seja, daquele que reflete, discute e atua sobre as questões que percorrem a vida de seu país, como as formas de inscrição do poder. Em 2003 surpreende seu público com o volume “O País do Queixa Andar” ao reunir em livro 53 das crônicas publicadas na imprensa durante os anos de 1980 e 1990.

Nesses textos, “A Porta”, com a fórmula “era uma vez”, ele faz um relato sobre o porteiro que só deixa passar pela porta o estrangeiro com a carteira recheada de dinheiro. “Enquanto a questão das etnias, das cores e origens dos moçambicanos foram fatores de divisão sobre a nacionalidade, o país estará exposto à voracidade estrangeira”.

Em “E se Obama Fosse Africano”? Mia Couto coloca em discussão os problemas moçambicanos e africanos, como em “Os Sete Sapatos Sujos”. Ele propõe falar do futuro de Moçambique fazendo uma espécie de balanço de atitudes negativas e como a sua erradicação propiciaria a entrada para a modernidade. Esses sapatos sujos devem ser deixados na soleira da porta dos tempos novos.

Mia Couta destaca em “E se Obama Fosse Africano”? Mia Couta levanta a hipótese sobre o que ocorreria se Obama fosse candidato a presidente em um país africano. Ele diz que seria deflagrada a denúncia do autoritarismo e da truculência das elites do continente. Deixa claro que todos os entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.

Se ganhasse as eleições, Obama teria que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado – a vontade do povo expressa nos votos.

Mia Couto defende que o texto literário deve estar a serviço dos direitos humanos e da democracia. Nesse aspecto ele se aproxima do nigeriano Wole Soyinka quando em Cuba, no ano de 2001, disse que só existem duas categorias de cultura: a que lisonjeia e sustenta o poder e a cultura herege, que critica e desafia. No entanto, muitos intelectuais africanos se submergiram ao afropessimismo, ou escolheram o caminho da diáspora.

 

A DOR DA FINITUDE

Fotos de Jeremias Macário

Os filósofos e cientistas sempre se debateram e se debruçaram sobre a questão da morte desde quando a vida surgiu na terra há bilhões de anos. Uns apostam que ela, como matéria a partir do átomo, é apenas o final de um ciclo passageiro da vida. Outros, como os pensadores gregos espiritualistas, que ela é a continuação da vida. No espiritismo e no universo iorubá existe a crença da reencarnação. Não importa, ela é dor da finitude, como nesses versos do jornalista e escritor Jeremias Macário. Há quem recomenda não se ter tristeza, mas saudade no peito quando se perde um ente querido. Os mexicanos e outras culturas fazem festas. De qualquer forma, é tudo mistério e confusão, como já expressou Fernando Pessoa.

Dizem que a morte é matreira;

É o líquido eterno da vida finita;

Outro que é o amargo sem sentido,

E que a vida é sombra passageira,

Que traz na lida a dor da finitude,

Com seu baú de coragem e medo,

Nos laços do intrincado segredo.

 

A finitude pode até curar sua dor;

O sábio manda conhecer a ti mesmo;

Um que nada muda em sua forma;

O outro que tudo vai e se transforma;

Você se depara com o ser ou não ser,

E o poeta na sua escala fora dessa bitola

Não se conforma e se embriaga no amor.

 

Tudo passa, é mutável e se transforma,

Tudo fica no lugar, e mudança é ilusão,

Nada começa, nada se acaba, nada torna;

A flecha que voa está parada lá no ar;

É tudo finito, infinito, mistério e confusão,

E uns preferem o delírio etílico da festa;

Mergulhar nas ondas que se quebram no mar.

 

 

ENTRE ENGAÇOS E BAGAÇOS (IV)

Continuação do poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário no formato de cordel que fala da cultura nordestina e   seus personagens escritores. É uma viagem do Maranhão até a Bahia num trânsito com hábitos, costumes e quem fez história nessa nossa nação da qual orgulho de pertencer.

Casquei pra Exú pra ver o monumento-rei Gonzaga;

Apertei as precatas para conhecer a feira de Caruaru,

Com a fome do saber popular, sem perder a ternura,

De um estado que parecia ter visitado quando menino,

Numa vaga do destino da reencarnação Pernambuco,

Dos holandeses-judeus que implantaram uma cultura,

E deixaram seus vestígios de uma comunidade futura.

 

Com meu trabuco fui logo ver o Manuel Bandeira,

Para beber na fonte original das sagradas escrituras,

Mas estava arrumando as malas para Passárgada,

No desejo de ser livre e ter a mulher que sempre quis;

Viver numa rede como rei com astutas prostitutas,

Longe desse chão de intrigas e disputas pra ser feliz,

E logo me convidou a embarcar em suas aventuras,

Quando de pronto avisei que não ia viajar nessa saga;

Que seu voo à Pérsia de Ciro seria nas asas da utopia,

E com afeto sai para ver o João Cabral de Melo Neto,

Para me juntar a ele na triste labuta de “Vida Severina”,

Do homem que só tem direito a sete palmos de altura,

Esse herói anônimo valente resistente a esta secura,

Dessa sina que nunca finda nessa paisagem nordestina.

 

Enfiei as mágicas palavras em meu alforje surrado,

E fui vagar pela Veneza-Recife até o monte Olinda,

Com a cena do gado berrando na seca cacimba catinga,

E pra esquecer passei nos botecos e enchi a cara de pinga;

Sonhei que estava na Grécia com os deuses do Olimpo,

E acordei entre os negros descritos por Gilberto Freyre,

Com quem visitei “Casa Grande e Senzala” dos bantos Níger,

Dormi em “Sobrados e Mocambos” de Angola e da Guiné,

Onde também o doutor deitou, como me disse e provou,

Mas vinha a cena do Bandeira em orgia como um rei.

 

Tomei tino e fui direto pra terra de “Menino de Engenho”,

Do tempo dos coronéis estuprando negras de taca e reio,

No mourão escravo, ou no lamento África dos canaviais,

Onde fui moleque com José Lins do Rego paraibano creio,

E com ele me lambuzei na safadeza erótica dos bacanais,

Sem receio de fazer estripulias de verso menino travesso,

Com aquela gente que lembra o filme “Vinhas da Ira”,

Expulsa do seu torrão e varrida como um lixo caipira.

 

FUTEBOL BRASILEIRO!…

Como dizia Chico Anísio em tom jocoso e irônico em seus programas humorísticos, “Fantasma Brasileiro”! Assim é o nosso futebol de hoje, um verdadeiro pastelão de pernas de paus, uma bagunça com jogos truncados, juiz perdido no campo que dá um cartão vermelho e depois volta atrás e a bola pouco rola em partidas com inúmeras paralisações para ver o VAR.  Como torcedor do Fluminense, (só fracasso) confesso que estou perdendo o “saco” para assistir uma partida, mesmo do meu time.

Lembro meus tempos de juventude na década de 60 quando jogava no Seminário de Amargosa e região com Zouzinha, Nelson, Epifànio, Zé Humberto e tantos outros que o tempo me fez esquecer os nomes. Nelson jogava com óculos de fundo de garrafa e ninguém conseguia segurar ele em campo. Foi na época de Pelé, Garrincha, Vava, Didi, Zagalo, Coutinho, Pepe, Amarildo e tantos que davam três seleções imbatíveis.

Hoje temos um Tite com um time medíocre ganhando todas para as fracas equipes da América do Sul e recebendo montes de elogios dos comentaristas da Globo. Aliás, foi essa rede de televisão que manteve ele lá na desmoralizada Confederação quando o Brasil perdeu para a Bélgica na Copa passada de 2018. O nível é baixo e só tem Neymar “cai-cai” indisciplinado. O resto nem seria convocado nas décadas de 60 e 70.

Futebol Brasileiro!… coisa feia para se ver! No Campeonato Brasileiro, no Rio de Janeiro só tem hoje dois times na primeira divisão, com um Flamengo em decadência de jogadores pendurando as chuteiras. Em Belo Horizonte, um Cruzeiro com risco de ir para a terceira divisão. No Rio Grande do Sul, um Grêmio na mesma situação. São Paulo, que sempre foi a força, uns times capengas, e o Bragantino é a bola da vez.

No Nordeste, só os times do Ceará (Fortaleza e Ceará) são revelações do campeonato. Na Bahia, o futebol é uma vergonha!  Nos certames, os dois times representantes (um na série A e o outro na B) são formados por Seu Secador, Juiz Ladrão, Campo Ruim, Seu Cansaço, Senhor do Bomfim, Sal Grosso, Macumba, Reza Braba, Com Fé em Deus, Seu Empate e o Matemático da Tabela. No ponta pé inicial do campeonato, começa a corrida da contagem para não ser rebaixado.

Na Bahia, ao invés de uma evolução, houve um atraso nos últimos 50 anos quando ainda existiam times fortes, como Ipiranga, Botafogo, Leônico, Galícia e Fluminense de Feira de Santana. Os cartolas (ainda existem essas espécies) acabaram com o nosso futebol. Hoje existe um campeonato merreca e pobre que eles chamam de “Baianão”, mas é um Baianinho de duas equipes.

No geral, a redonda é a mais maltratada a voar desnorteada como pássaro de uma só asa de um canto para o outro do gramado. São sarrafos e rasteiras que mais parecem luta de capoeira. Vez ou outra um jogador acerta um drible e um chute que vira golaço, tão escasso de se ver. No espetáculo de pancadarias, não faltam os empurrões, cotoveladas e até cuspe na cara. Os técnicos soltam palavrões do outro lado.

Por falar nesses “professores”, o troca-troca de técnicos mais parece rotatividade de Motel. Num país gigante como o Brasil, o campeonato é uma maratona de viagens e jogos que não seguem a tabela por causa de outras competições. A CBF comanda a trapalhada. Foi só flexibilizar o acesso aos campos que surgiram as invasões e brigas entre torcedores, a grande maioria de fanáticos.

A maior parte dos times está totalmente endividada e não paga as obrigações trabalhistas e previdenciárias. Muitos estádios se transformaram em elefantes brancos, principalmente os situados no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Em relação às competições europeias, sobretudo em termos de organização, as brasileiras estão nos níveis amadorísticas.

PARA QUE SERVE O VEREADOR?

Carlos González – jornalista

Entre os 181 países que compõem a Assembleia Geral da ONU, o Brasil é o único que mantém um grupo de privilegiados, regiamente remunerados, que atendem pelo nome de vereador, eleitos para um mandato de quatro anos, mas com direito a vitaliciedade. Os legislativos dos 5.570 municípios brasileiros abrigam 58.208 vereadores, cuja maioria, simplesmente, registra sua presença em plenário três dias por semana, contrariando as promessas e juramentos que fizeram de ouvir e atender os anseios do povo que os elegeu.

Num cálculo rápido, as prefeituras – na verdade, o contribuinte – repassam anualmente para as câmaras de vereadores mais de R$ 6 bilhões, para custear salários de assessores (cabos eleitorais, parentes, “laranjas” e “fantasmas”) e servidores efetivos, acrescidos de uma lista de mordomias e “penduricalhos” que beneficiam os chamados “representantes do povo”.

Países que não convivem com os altos índices de desemprego e da fome e com a perda de 608 mil vidas humanas, por omissão do governo federal, se valem dos conselhos municipais, formados por cidadãos, desvinculados dessa sórdida política de “toma lá, dá cá”, e que se sentem gratificados em assessorar e fiscalizar os seus alcaides, e, principalmente, desenvolver projetos em benefício da população.

A Constituição de 1988 estabelece que, de acordo com a população, a área e a remuneração do deputado estadual, os municípios podem eleger de nove a 55 vereadores (São Paulo), com salários brutos entre R$ 5.600 e R$ 21 mil, levando para o seu gabinete de nove a 18 assessores.

Além desses valores, o vereador pode receber gratificações de até 80% do salário, em média R$ 35 mil, verbas indenizatórias (reembolso por gastos no exercício da função) e verbas de gabinete, para cobrir as despesas com os assessores (nesse quesito entra a famigerada “rachadinha”);  aposentadoria especial; carro oficial, combustível e assistência médica-odontológica.

Municípios no Nordeste gastam mais com as câmaras municipais do que conseguem arrecadar. Novo Triunfo, no nordeste baiano, a 560 kms. de Salvador, apontado pelo IBGE como o município mais pobre do país, tem unicamente no modesto comércio sua maior fonte de renda, além dos repasses do estado e da União. Mais de 70% dos seus munícipes vivem das aposentadorias e do Bolsa Família.

A fuga para o Brasil

Na transferência da Corte portuguesa para o Brasil, em 29 de novembro de 1807, fugindo das tropas do imperador Napoleão Bonaparte (1769-1821), o rei D. João VI (1787-1826) permitiu que um grupo de nobres, que tinha a obrigação de normatizar a vida das comunidades lusitanas, se instalasse numa das 16 embarcações, para uma viagem de 62 dias até o Rio de Janeiro, onde expulsaram os moradores de suas casas logo após o desembarque.

A função do vereador no Brasil começou a normalizar a partir da Independência (1822) e da Constituição de 1824. A promulgação da Carta Magna de 1988 concedeu maior autonomia aos municípios, beneficiando os seus legisladores, que passaram a exercer certa pressão sobre o Executivo.  Em resumo: o prefeito está passível de perder o mandato, caso venha a desagradar a maioria dos vereadores.

A remuneração do vereador das capitais passou a vigorar a partir do meado da década de 60 do século passado. Em 1977, o presidente Ernesto Geisel (1907-1996) estendeu esse benefício aos edis do interior do país. Com o apoio de uma ampla maioria da população, o presidente Getúlio Vargas (1884-1954) fechou as câmaras municipais (de 1930 a 1934 e de 1937 a 1946). Na verdade, as casas legislativas municipais funcionam como as extintas escolas primárias, onde o aluno inicia a preparação para exercer no futuro uma profissão que o engrandecesse e ao seu país.

A ideia fixa de quem se candidata a vereador é a de seguir a carreira política, cuja desaprovação entre os brasileiros chega a 60%. Na ambição de obter uma vaga usam dos nomes e apelidos mais bizarros – em São Leopoldo (RS), Tarzan e Cigana sentam ao lado de Hitler (nome de batismo, eleito pelo DEM com 1.865 votos, que admite desconhecer a doutrina nazista).

Câmara de Conquista

Quem acompanha o noticiário da imprensa local pode avaliar a atuação dos vereadores de Vitória da Conquista no primeiro ano de mandato; se estão cumprindo o que estabelece os artigos 29 a 31 da Constituição de 88, que estabelece as diretrizes dos legislativos municipais. Observamos que, logo após a posse, a prefeita Sheila Lemos procurou ampliar sua base de apoio, cooptando fingidos oposicionistas que se elegeram com um discurso de protesto à administração de Herzem Gusmão (1948-2021), mas, no primeiro aceno da prefeita, “pularam o muro”, em troca, provavelmente, de vantagens, o que significa uma traição ao seu eleitorado.

Sheila pode trabalhar com tranquilidade os próximos três anos, pois conta com uma folgada maioria na Câmara. São 14 dos 21 vereadores, dispostos a lhe dizer “amém”, aprovando todos os projetos – a criação da Taxa do Lixo está na pauta -, sob os olhares complacentes de uma oposição esmagada por bolsonaristas, religiosos fanáticos e os que revelam aversão aos grupos LGBT.

Nas barulhentas sessões, entremeadas com citações bíblicas, “suas excelências” vão continuar a usar o pouco tempo em plenário para indicar avenidas e ruas onde devem ser construídos os odiosos quebra-molas (a cidade é recordista no país), prometer carros-pipa para a zona rural abandonada e propor títulos de cidadania e moções de aplausos e de repúdio.  Há momentos em que o visitante tem a impressão de que se acha num templo evangélico.

A Câmara de Vereadores conquistense, segundo o Portal da Transparência, tem pouco mais de mil servidores, incluindo os 21 edis, seus assessores, funcionários de carreira, estagiários e advogados. Em 12 parcelas de pouco mais de R$ 1,5 milhão a prefeitura repassa este ano quase R$ 19 milhões para o Legislativo.

Por este Brasil afora muitos são os que preferem estagnar na carreira política, passando a fazer parte da “mobília” das casas legislativas, praticando com seus eleitores o lesivo assistencialismo. O recordista é o gaúcho Wilmuth Bergmann, 93 anos e 11 mandatos; Carlos Bolsonaro frequenta há 20 anos a Câmara do Rio. A sra. Lúcia Rocha – sua ficha no TRE consta como profissão “ vereadora” – recebe desde 1992 os votos de um eleitorado fiel.

A vereadora decana de Conquista acha que, aos 69 anos, chegou o momento de passar para o segundo estágio da carreira parlamentar. Pretende ocupar em 2022 uma cadeira na Assembleia Legislativa, e, em 2024, a prefeitura da cidade.  Outros políticos situacionistas têm a mesma aspiração – a prefeita Sheila Lemos sonha com um segundo mandato. A sopa de letrinhas (MDB, DEM e PTB) está fervendo nos porões da política conquistense.

Diante do exposto está implícita uma pergunta que todo brasileiro gostaria de fazer:’ “Para que serve o vereador”?

:: LEIA MAIS »

A BAÍA DE TODOS OS SANTOS E UMA CAPITAL DESUMANA

Quinhentos e vinte anos (1º de novembro) que o português cartógrafo América Vespúcio e o espanhol Gaspar Lemos cruzaram Kirimurê, dos Tupinambás, chamada por eles de Baia de Todos os Santos, em homenagem ao dia dos santos estabelecido pela Igreja Católica. Na Baía se instalou a cidade da Bahia que depois foi denominada de Salvador, hoje com cerca de quatro milhões de habitantes.

Nela, a segunda maior do mundo, com 1233 quilômetros quadrados, depois de Bengala, no Oceano Índico, singraram os saveiros que abasteciam de alimentos e produtos os primeiros habitantes. Vieram os barcos a vapor e os grandes navios embarcando e desembarcando mercadorias para várias e de várias partes do mundo.

Temos hoje portos instalados na Baia que tiveram que acompanhar a evolução tecnológica para atender a demanda das indústrias, do agronegócio e do setor de serviços. Pena que o fruto desse avanço só chegou para poucos, para uma elite privilegiada que sempre escravizou nosso povo. Depois de 520 anos temos uma capital desumana e violenta.

Em termos humanos regredimos depois de 520 anos, apesar de um parque industrial (Centro Industrial de Aratu e Polo Petroquímico de Camaçari), um centro comercial e de serviços pujantes. Em seu entorno periférico temos morros e baixadas de pobreza e de miséria, gente passando fome e mendigando nas ruas. O nível de desemprego é um dos maiores do Brasil.

As máquinas atualmente são computadorizadas, e o manejo delas é quase todo feito através de teclados e botões. As escolas e as universidades formam cabeças pensantes, mesmo diante de toda precariedade, mas não evoluímos no quesito humano. Nesses 520 anos, a matança indiscriminada e as injustiças sociais só fizeram prosperar.

A Salvador da Baía de Todos os Santos virou uma selva de pedras, com grandes edifícios comerciais e residenciais. Carros luxuosos cruzam as avenidas e viadutos e até já tem metrô, mas não conseguiu vencer e superar os preconceitos raciais e a intolerância religiosa.

Sempre foi governada pelas oligarquias exploradoras da mão de obra barata e concentradora de renda. Do alto do Elevador Lacerda, do Corredor da Vitória, da Ribeira, do Porto da Barra e em toda a extensão da sua orla as paisagens da Baía são deslumbrantes, mas ela é feia e suja em seu interior mais pobre nos morros e favelas.  É uma capital para turista ver determinados pontos.

Além da regressão humana (nem estou aqui falando de educação e saúde), a Baía de Todos os Santos está degradada, poluída e virando um cemitério de plásticos, latas e outros tipos de lixos. Não é mais a Kirimurê dos indígenas que foram expulsos para dar passagem para ao homem branco do tráfico negreiro, com suas maldades, roubos e atos de corrupção.

 

NUNCA A IMPRENSA TRADICIONAL FOI TÃO ODIADA, HOSTILIZADA E EXCLUÍDA

O LIVRO É A FONTE DA VIDA, GUARDIÃO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE QUE NOS TIRA DA ESCURIDÃO PARA A LUZ.  INFELIZMENTE NÃO É ASSIM LEMBRADO, NEM NO DIA NACIONAL DO LIVRO (29 de outubro).

Com o advento das redes sociais, esse governo negacionista de extrema-direita, fascista e autoritária, bem como autoridades, políticos e as celebridades que comungam da mesma ideologia, deixaram de dar entrevistas presenciais no olho a olho aos jornais, revistas, rádios e aos canais de televisão. Essa mídia tradicional noticiosa passou a ser odiada, hostilizada e excluída dos seus depoimentos.

Como forma de não se comprometer com perguntas dos jornalistas, e numa atitude própria de ferir e amordaçar a liberdade de expressão, eles resolveram usar a tática das postagens no Instagram, Yutube, Twitter, Facebook e no WhatsApp. Com isso, no conforto do seu celular, tablete ou do computador, esse pessoal diz o que bem entende sobre assuntos e temas importantes que a opinião pública gostaria de conhecer com mais detalhes e sem engodos.

A começar pelo capitão-presidente, eles odeiam e têm medo de encarar, por exemplo, uma coletiva de profissionais da imprensa. Quando raramente existe, não respondem a perguntas e ainda desdenham, xingam e desrespeitam repórteres que estão ali no ofício do seu trabalho de levar informações à população, principalmente a menos esclarecida.

As coletivas (raras) viraram monólogos do interlocutor que já leva pronta a sua fala e depois dá as costas para os jornalistas, numa clara demonstração de escárnio e de total despreparo do cargo que ocupa na esfera governamental. Não têm a mínima compostura! Esse cenário lembra bem o período do “off” da ditadura civil-militar de 1964, se bem que agora bem pior e atentatório à liberdade.

Existe uma lacuna muito grande de reportagens na mídia com determinadas celebridades, ministros, secretários e gente do primeiro escalão do governo. Nas matérias jornalísticas em geral, o que mais vemos são trechos em aspas de declarações extraídas de postagens feitas nas redes sociais por essa gente que detesta a mídia profissional. Na grande maioria, seus “recados” são mentirosos e falsos.

Quando aparecem, esses personagens do retrocesso e preconceituosos, racistas e homofóbicas simplesmente se retiram de uma entrevista ou agride com palavrões o repórter quando se faz uma pergunta que não é do agrado deles. A entrevista, para eles, tem que ser bajulatória e imbecil, no mesmo nível deles.

Um exemplo bem explícito disso é do capitão-presidente em recente programa da TV Jovem Pan News. Ele se irritou com uma pergunta sobre “rachadinha” feita pelo humorista André Marinho e deixou a entrevista. Marinho perguntou se o “rachador” tinha que ir para a cadeia. O Bozó respondeu que não iria aceitar provocação. “Recolha-se ao seu jornalismo”.

Esse é apenas um exemplo, mas existem tantos outros onde ele se comportou como um moleque, com palavras de baixo calão, e não como um presidente da República. Assim, ele dá voz a outros da sua turma fazerem o mesmo, na tentativa de expurgar os tradicionais veículos de comunicação que não praticam fake news.

Infelizmente, a classe jornalística, e eu faço parte dela há quase 50 anos, sempre foi desunida e não tem uma representação forte da Federação Nacional e de seus sindicatos e associações. Passou do tempo da categoria tomar uma atitude de boicote contra esses elementos que repudiam os profissionais sérios e éticos, que procuram exercer suas funções com lisura. Alguma coisa tem que ser feita em repúdio, com mais firmeza!

No entanto, isso é outro problema porque as grandes empresas monopolistas da nossa mídia têm seus compromissos capitalistas e visam interesses comerciais particulares, quer como apoiadoras desse governo ou como opositoras. Por serem tendenciosas, elas não são confiáveis. Sem representação da classe, nossos jornalistas se tornam reféns desse mercado da notícia.

Esse quadro odioso e hostilizante contra a imprensa profissional abre mais espaço para a proliferação das chamadas fake news onde os embusteiros postam o que querem nas redes sociais, visitadas pela grande maioria da população inculta que não leem jornais e revistas. Assim, eles manipulam suas ideias macabras como bem entendem.

O ANGOLANO QUE EXTRAIU DO POVO SUA PRODUÇÃO LITERÁRIA

Uanhenga Xitu, escrito por Washington Santos Nascimento, no livro “Intelectuais das Áfricas”, escutou as tradições e costumes de seu povo para dele fazer sua produção literária, uma mistura da cultura colonial europeia com o nativo. Em suas obras, consideradas oraturas, procurou angolanizar a literatura, tendo como base o Kimbundu da região de Icolo-Bengo.

Foi um intelectual que falou para o povo, como os escritores Antônio Jacinto, Agostinho Neto, Viriato da Cruz, dentre outros que procuraram visar a valorização da sociedade e da história nativa, ou como eles mesmos disseram, “angolizar” Angola. Eles denunciaram as relações de trabalho precárias e violentas da Angola colonial.

Xitu nasceu em 24 de agosto de 1924, em Calomboloca a 100 quilômetros da capital Luanda, por ele chamada de “Manana”. Faleceu em 2014 depois de ter transitado em outros países como França, Portugal, Alemanha e também no Brasil. Além dos portugueses, a região onde nasceu foi marcada pela presença de missionários metodistas estrangeiros, sobretudo norte-americanos.

Washington afirma que o impacto das missões não limitou apenas à construção de centros religioso, conversão das populações e tradução da Bíblia para as línguas africanas, mas também criaram plantações de novos produtos agrícolas, ensinaram ofícios e promoveram a alfabetização do tipo colonial.

Em Angola, as estradas de ferro (linha Benguela) foram elementos essenciais de colonização e penetração econômica portuguesa no interior que permitiram o desenvolvimento das cidades de Malange, Nova Lisboa, Silva Porto e Sá de Bandeira, bem como dos portos de Lobito e Moçamedes.

Como seu primo Adriano Sebastião, desde cedo Xitu passou a estudar nas escolas missionárias metodistas da região, segundo ele, por serem mais acolhedoras e se preocuparem com a escolarização das populações locais, mais que as missões católicas.

Ressalta Washington que a percepção de uma realidade segregadora provocada pelas ações do colonialismo português, incentivou Xitu a entrar na resistência, mesmo tendo uma situação social melhor que a maioria da população. “Me meti na política por causa da crueldade do colonialismo”. Com a Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), entre 1945-1969, a violência era norma na capital praticada pelos delegados de postos.

Em Luanda, Xitu foi preso no dia 29 de março de 1959 pela PIDE acusado de participar de atividades políticas consideradas subversivas e atentatórias à integridade do regime colonial. Fez parte do chamado “processo dos 50”. Na época estava casado e contava com 11 filhos. A sobrevivência de sua esposa teve a ajuda de alguns portugueses progressistas membros das igrejas católica e protestante.

Cumpriu parte de sua pena na prisão do Tarrafal, em Cabo Verde, entre 1962-1970. Foi membro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Ele se considerava um “mais velho” que propriamente escritor. Disse que, cada um de nós, “os mais velhos”, resume em si a memória de centenas de anos.

Xitu começou a escrever em 1945, com 21 anos de idade, mas somente em 1974 conseguiu editar suas primeiras obras, mesmo não sendo um profissional, destacando O Meu Discurso (1974), Mestre Tomada, Bola com Feitiço, Manana, Vozes na Zenzala, Maka na Zenzala, Discursos do Mestre Tomada, O Ministro e tantos outros, contribuindo para o processo de angolanização da literatura.

Fora O Ministro, o tempo que aparece em suas obras é a primeira metade do século XX até o início da luta pela independência (1960). Ele preferiu fazer uma análise política da opressão colonial a partir de fatos paralelos. Gostava de dizer que não era um escritor, mas um “apanhador” de dados, ouvindo o povo.

De acordo com Washington, seus trabalhos nunca tiveram a pureza da língua ou todas as categorias gramaticais do cânone europeu. Pertencia a uma linhagem antiga de escriturários da senzala… Leu muito Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis e Eça de Queirós.

Na cadeia, escreveu muitos livros e dizia que a escrita servia para por suas ideias em ordem, fiel do meu longo cativeiro. Afirmava que, quando estava na prisão pensava nos tempos da sua terra, “naquilo que eu tinha vivido e naquilo que eu tinha escutado da boca dos meus mais velhos”.

Suas obras, segundo ainda Washington, podem ser consideradas como oraturas (literatura oral), produto de um acervo de histórias trazidas da tradição oral e registradas sob a forma de escrita. Na apresentação de Manana, ele diz que aquele livrário não teria português caro, não. Português do liceu, não. Do Dr., não. Do funcionário, não. De escritório, não. Só tem mesmo português d´agente, lá do bairro, lá da senzala, lá do quimbo (kimbundu).

Em seus livros existem uma diversidade de temas, mas o principal eixo é o trânsito entre a ancestralidade e a modernidade, o rural e o urbano, como em Mestre Tomada, seu trabalho mais conhecido. Além da sua crítica à assimilação colonial, ele denunciava o racismo e a discriminação social, exemplo de Os Discursos do Mestre Tomada.

Xitu passava a mensagem de que uma nova Luanda (e Angola), mais justa e democrática deveria ser construída pela juventude, a partir da união entre brancos e negros, urbanos e rurais. Em Mungo, denuncia as relações de trabalho extremamente precárias e violentas da Angola colonial. Em O Ministro, faz duras críticas aos políticos aduladores que se afastam do povo.

O escritor foi também um dos principais pesquisadores angolanos a investigar as divindades religiosas tradicionais, sobretudo as ligadas aos kimbundus (Quimbundos)  Kimbanda (Quimbanda) era outro personagem dos seus escritos, responsável pelo processo de cura.  Em seus livros descreve os gênios da natureza, como as kiandas, kiximbi e kitutas. Um dia perguntaram a ele se acreditava em feitiço. Respondeu que não, mas acreditava nas pessoas que acreditavam em feitiço.

UM LUGAR ACONCHEGANTE!

Com muito trabalho e sacrifício, o nosso amigo e companheiro, mais conhecido como Jhesus, frequentador assíduo do nosso “Sarau a Estrada”, que em breve estará de volta com o nosso pessoal, montou, no Bairro Jurema (primeira travessa na subida da Avenida Bartolomeu em direção à Rodoviária), o bar e restaurante “Rancho Imperial”, um lugar agradável e aconchegante para se relaxar e bater um bom papo com amigos e pessoas amadas. Estive lá (foto de Jeremias Macário) com minha esposa Vandilza Gonçalves e adorei o ambiente de uma boa música nos finais de semana. Quem já foi gostou e voltou para comemorar, tomar umas geladas e comer um tira-gosto, principalmente de uma porção de quibe preparado pelo próprio Jhesus, admirador e declamador dos poemas do nordestino Querino. É uma boa pedida para aliviar o estresse do trabalho de semana e ouvir as cantorias de grandes artistas locais que primam pela música popular brasileira de bom gosto.

Por falar em Sarau, depois de quase dois anos fora do circuito cultural por causa da pandemia, planejamos fazer um reencontro na primeira semana de dezembro, de forma descontraída para matar as saudades desse tempo de separação obrigatória. Esperamos contar com as presenças de todos companheiros (vacinados com a segunda dose), inclusive de Jhesus, o mais novo empresário da noite conquistense.





WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia