:: 12/dez/2020 . 0:34
DEU A LOUCA NO BRASIL DA PSICOPATIA
A princípio, o psicopata é até uma pessoa gentil e aparenta ser normal. No entanto, ele não tem empatia com o semelhante e nem está aí para o sofrimento do próximo. Não acredita na ciência, mas se mostra fervoroso, só que ele é agressivo, truculento e considera anormal quem não comunga com suas ideias retrógradas, homofóbicas, xenófobas e racistas. Diz-se patriota nacionalista, mas isola a nação com atitudes reacionárias. Não está nem aí para o meio ambiente, e coloca o Estado a serviço dos mais fortes em detrimento dos mais fracos. O psicopata tem muitos seguidores fanáticos.
Não sou nenhum psicólogo, mas me arisco a dar meu palpite a estes tipos de comportamentos, com os quais estamos hoje convivendo no Brasil, especialmente nesta época de pandemia da Covid-19 onde temos um governo negacionista que está mais preocupado em salvar a economia do que vidas humanas. Foi assim desde o início da chegada do vírus, e vai fechar o ano com quase 200 mil mortes. Mesmo assim, o capitão-presidente diz que estamos no finalzinho da pandemia. É muito desdém e deboche!
O BATE-BOCA DA VACINAÇÃO
Como se não bastasse tudo isso, deu a louca no Brasil com a esperança da chegada da vacinação para combater o vírus. Primeiro o presidente declara em público que a vacina não é obrigatória, insinuando dúvidas nas pessoas, quando ele deveria afirmar o contrário, e estimular a imunização em massa para que todos fiquem protegidos. Fala em liberdade e democracia e prega o desrespeito para com o outro.
Outra loucura e sinal de psicopatia é a falta de estratégia do governo federal no comando central da vacinação via Ministério da Saúde, como sempre ocorreu nos programas nacionais dessa natureza. O general, que recebe ordens do capitão-presidente, preferiu politizar a vacinação no país considerado como um dos mais contaminados do mundo em termos de casos e mortes. O índice por contaminação é altíssimo!
Sem comando central, os estados e as prefeituras, com atitudes isoladas, montam seus planos, inclusive na aquisição dos fabricantes do produto, de acordo com suas preferências. O povo fica entre a ansiedade e as incertezas, enquanto o governo federal bate-boca com os governadores, como numa briga entre bêbados de botequim.
Infelizmente, estamos sem direção, e não se sabe quando, e nem como será o processo de vacinação. Pelo andar da carruagem, vai ser uma verdadeira “guerra”, com filas quilométricas e muito sofrimento. Ficamos esse tempo todo ouvindo esse blábláblá na televisão, com informações desencontradas, que nos deixa mais depressivos. De um lado o vírus. Do outro, a inflação dos alimentos a nos acossar, e os ricos ficando mais ricos e os pobres mais pobres, encurralados como bois sendo levados para os matadouros.
Isso é muito triste e vergonhoso. Enquanto assistimos outras nações avançarem em seus programas, inclusive a Inglaterra, com seriedade e aprovações urgentes das agências de vigilância sanitária, no Brasil só se ouve o bate-boca, agora com o general do Ministério da Saúde dizendo que vai confiscar as vacinas dos estados. Não se sabe o que é pior, se esse governo louco, ou se o vírus que ceifa vidas. Aliás, se tivéssemos uma gestão competente, o Brasil não estaria nesse nível de genocídio.
Sempre tenho dito que esse governo já deveria ter sido afastado por insanidade mental por nos chamar de “maricas” e nos deixar desamparados, sem rumo nas portas dos hospitais superlotados, com choros e ranger de dentes. Eles ficam a bater boca, enquanto a população cada vez mais se aglomera nas ruas, nas praias, shoppings, parques e baladas.
TODOS MENTEM
Por outro lado, os governadores e prefeitos, em geral, inclusive de Vitória da Conquista, preferem ampliar o número de leitos do que restringir a flexibilização do comércio, especialmente agora no período de festas de final de ano. Os lojistas e empresários em geral, que só pensam no lucro, fazem de conta que seguem os protocolos, simplesmente colocando um frasco de álcool gel nas portas dos estabelecimentos. No fim, todos mentem.
Estive esta semana na rua e observei muitas lojas pequenas com o número de pessoas circulando no interior além do limite estabelecido. Como praticamente não existe fiscalização (o poder público também mente), os comerciantes não controlam a entrada dos clientes como deveria. Na verdade, para eles, quanto mais gente visitando sua loja, melhor, porque pode entrar mais grana.
Há três ou dois meses, antes das eleições, vinha dizendo que entre final de novembro e início de dezembro nós teríamos um novo pico da Covid-19, (não precisa ser infectologista) com mais mortes, numa repetição, talvez ainda maior, do que aconteceu no meado do ano. Para os políticos, a eleição não seria fator de contaminação porque só estavam pensando no poder. Está aí agora o resultado! Muitos deles estão com o vírus, e devem ter passado para outros.
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