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:: 17/dez/2020 . 23:46

NO PASSO A PASSO DA SUBIDA

O clique das lentes da máquina do jornalista e escritor Jeremias Macário seguiu o passo a passo da cidade de dois cachorros na subida cansativa da praça entre dois senhores numa conversa animada, ou preocupada com a atual situação. Não se sabia se eles eram seus donos, mas tudo aparentava que sim, porque os animais não perdiam o ritmo e nem paravam para descansar. Se não eram seus donos, eles nem percebiam que estavam sendo seguidos, inclusive pela minha indiscreta máquina. São coisas do dia a dia da cidade que passam despercebidas das pessoas que vivem em correrias para resolver seus problemas, pensativas quanto as dificuldades de cada um, principalmente neste momento de pandemia. Sorte deles (os animais) que não precisam de protocolos para andar nas ruas, e nem sabem o que está acontecendo nesse mundo do vírus matador. No entanto, os nossos cachorros também são vítimas do abandono de seus donos que, insensivelmente, largam seus bicho nas ruas, sem proteção e os devidos cuidados. Eles sempre são vistos nos becos e nas esquinas, batalhando uma comida e agua para continuar sobrevivendo. Perambulam por ai, enquanto o poder público promete criar um centro de zoonose, para tratá-los como deveria ser. Algumas entidades têm feito algumas ações para minorar seus sofrimentos, mas são muitos que continuam vagando sem seus donos, e logo o cachorro que tem sido tão fiel ao homem, o qual  deveria, pelo menos, corresponder com suas amizade e fazer o mesmo.

APRENDER A VIVER

Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Por trás de um sorriso,

De uma doce Monaliza,

Tem também o choro,

De uma triste sacerdotisa,

Que sonha com o paraíso,

Mas quer viver seu namoro,

Para aprender como amar;

Fazer sentir seu sofrer,

Para aprender como vencer,

Nos passos curtos do viver,

De tantas perdas e ganhos;

Tentar ver e compreender,

Que o encanto do pôr-do-sol,

É poente de outro amanhecer.

 

O ter sem o manjar do ser,

É um alimento de ilusões;

Faz você esquecer de viver,

Esquecer de cuidar de si,

Do início, do meio e do fim;

De escutar tantas composições;

Faz deixar de aprender a morrer,

E nem o perfume sentir,

Da flor com gosto de jasmim.

 

Nunca se esqueça de curtir;

Sair por aí e sentar no jardim;

Ouvir o canto do bem-te-vi,

E tomar umas num botequim,

Para jogar a conversa fora;

Contar causos de história,

De gente que sabe fazer a hora,

E faz da sua curta trajetória

Uma minação que só jorra:

Conhecer, aprender e viver;

Ser da terra o verdadeiro sal;

Ser o fogo que arde e queima;

Ser a água que vem do ar,

Para conviver com o bem e o mal.

 

 

 

 





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