:: 11/dez/2020 . 1:03
A MOTO E O TRÂNSITO
A motocicleta (originária da bicicleta) veio primeiro que o veículo motorizado. No início eram as charretes e carruagens charmosas que conduziam os senhores do dinheiro, puxadas por cavalos. As carruagens lembram os tempos do oeste norte-americano do faroeste. Depois chegaram os carros antigos para revolucionar o transporte e, como todo progresso vem junto também seus efeitos negativos para os humanos, esse meio de locomoção exigiu a construção de vias, ruas e rodovias transitadas que começaram a provocar acidentes com vítimas fatais. Começaram os engarrafamentos nas cidades, e ai a indústria cuidou de fabricar as motos para agilizar o transito das pessoas. Acontece que elas, de duas rodas perigosas, viraram símbolos da morte por causa da imprudência dos condutores que passaram a costurar o trânsito para chegarem antes dos veículos em seus locais de destino. Subiram, alarmantemente, o número de acidentes, a maioria com mortes, quando não deixam graves sequelas no indivíduo. Como gafanhotos do trânsito, os motoqueiros se metem entre os veículos, cortando por todos os lados e depois culpam os motoristas dos veículos. Dificilmente um motoqueiro reconhece que entrou errado e terminou sofrendo um acidente. Sempre colocam toda culpa no veículo de quatro rodas por ser maior. Nos últimos anos, cresceu, assustadoramente, o número de motos (foto do jornalista Jeremias Macário) rodando nas ruas de Vitória da Conquista. Essa elevação de motos na cidade está diretamente ligada com o aumento de mortes no trânsito, por falta de responsabilidade dos motoqueiros, pois se trata de um meio de condução que exige muito cuidado e prudência.
A CIGARRA, A VIOLA E A GUITARRA
Poema em processo de acabamento de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Assim é a cigarra, a viola e a guitarra,
Uma arrebenta o peito com sua cantoria,
Para anunciar as chuvas a cair lá no sertão,
A viola no seu arrasto faz chorar o coração,
Pra falar de amor e do destino nordestino,
E os três regem o concerto da sinfonia.
A cigarra vaidosa exibe seus acordes,
Para disputar a conquista da sua rainha,
A viola sola a saudade da sua amada,
Que foi embora sem deixar uma só linha,
A guitarra rasga o som dos Rolling Stones,
E as multidões deliram com os megatons.
Canta, canta os seus versos a cigarra,
No canto forte do cigano andante gitano,
E a viola acompanha o tom da guitarra,
No triste lamento das nossas florestas,
Queimadas pelos alienígenas perversos,
Que acabaram com suas vidas de festas.
Em louvor ao Criador da nossa mãe gaya,
A cigarra canta, canta que até desmaia,
Uma canção alegre e também de tristeza,
Na melodia sublime da viola e da guitarra.
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