Poema em processo de acabamento de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Assim é a cigarra, a viola e a guitarra,

Uma arrebenta o peito com sua cantoria,

Para anunciar as chuvas a cair lá no sertão,

A viola no seu arrasto faz chorar o coração,

Pra falar de amor e do destino nordestino,

E os três regem o concerto da sinfonia.

 

A cigarra vaidosa exibe seus acordes,

Para disputar a conquista da sua rainha,

A viola sola a saudade da sua amada,

Que foi embora sem deixar uma só linha,

A guitarra rasga o som dos Rolling Stones,

E as multidões deliram com os megatons.

 

Canta, canta os seus versos a cigarra,

No canto forte do cigano andante gitano,

E a viola acompanha o tom da guitarra,

No triste lamento das nossas florestas,

Queimadas pelos alienígenas perversos,

Que acabaram com suas vidas de festas.

 

Em louvor ao Criador da nossa mãe gaya,

A cigarra canta, canta que até desmaia,

Uma canção alegre e também de tristeza,

Na melodia sublime da viola e da guitarra.