UM DOS MAIORES COLECIONADORES DE LIVROS E ANTIGUIDADES EGÍPCIAS
O livro “Em Busca da Bíblia Perdida de Gutenberg”, da autora Margaret Leslie Davis, faz menção ao grande colecionador de livros raros, dentre eles a Bíblia de Gutenberg, número 45, em poder do Lorde William Tyssen Amherst, que guardava esse precioso volume em sua mansão Didlington Hall, na zona rural de Norfolk, num cofre secreto.
O número 45 coroou uma biblioteca cuidadosamente montada, que traça a história de livros impressos, incluindo ainda instrumentos de corda de Stradivárius, prata finas e porcelanas de Limoges, tapetes persas, capitéis de pedra de Alhambra, em Granada, e os sinos da velha Catedral de Worcester.
No ano em que o número 45 entra em Didlington, as portas da mansão estão ladeadas por sete altas estátuas de duas toneladas de Sekhmet, a deusa egípcia com cabeça de leão, as mesmas que estão hoje ao lado do Templo de Dendur, no Museu Metropolitano de Arte, em Nova Yorque.
Sempre com um livro na mão, ou enfiado no bolso do casaco, Amherst acredita que uma pessoa não pode ser bem-educada se não conhecer e amar os livros. Ele comprou o primeiro incunábulo (livros impressos antes de 1501) em Arles, através do livreiro Bernad Quaritch, durante sua grande turnê.
Com uma grande fortuna, ele e sua família se aventuram pelo Egito e Síria, em complexas caravanas, e retornam com frequência ao Oriente Médio, às vezes permanecendo por meses, adquirindo lembranças e antiguidades a cada visita.
Nas viagens, ele e seus colegas trazem para a mansão, na Grã- Bretanha, a Pedra de Roseta, os mármores de Lorde Elgin, objetos funerários, múmias e deusas dos antigos túmulos do Egito e alguns dos primeiros livros e manuscritos da Europa e do Ocidente, polindo seus troféus de erudição e inserindo-se no discurso.
Por dez mil libras chegou a obter uma coleção de raridades de primeira classe, apenas realizada pelas Bibliotecas do Conde Grawford, do Conde de Ashburnham e da Coleção Spencer.
Finalmente, durante suas investidas, Amherst compra seu Gutenberg, número 45 de Estelle, em 1884, mais de dez anos depois de ter deixado passar os dois primeiros volumes. Ele não compra em leilão, mas em uma transação particular e não divulgada, com o livreiro James Toovey, após o leilão de Gosford.
Durante séculos trabalhou para construir uma história vultosa de livros impressos que incorporam o conhecimento, as paixões e as hostilidades das pessoas que os criaram e usaram e, esse único volume, se encaixa nesse quadro, não apenas como a fonte da impressão moderna, mas também como ponto de origem para sua coleção de primeiras edições dos livros oriundos da Reforma.
Sobre a Bíblia, Amherst explica que as grandes folhas de papel eram umedecidas antes de serem impressas, para que pudessem absorver melhor a tinta, e, uma vez feito isso, cada uma era dobrada e perfurada em certos pontos próximos às extremidades com uma agulha ou um furador, fornecendo guias, para que a impressão ficasse exatamente no mesmo lugar na frente, e atrás de cada página.
As Bíblias tinham no geral 42 linhas, para distingui-las de outra Bíblia da época, que se pensa ter sido impressa por um contemporâneo de Gutenberg, que criou o livro com uma fonte semelhante com páginas de 36 linhas. No canto superior direito da capa interna estão escritas a lápis as palavras “Antes de 15 de agosto de 1456”.
BUROCRACIA E DESIGUALDADES
Tem aqueles que seguem as normas, são corretos e éticos, mas terminam sendo penalizados porque o errado se tornou normal neste país. Tem aqueles que burlam as leis, usam de artifícios ilegais e acabam sendo premiados porque, infelizmente, a maioria do nosso povo é inculta e não sabe julgar os inescrupulosos trapaceiros.
Estou falando das eleições, ou poderia estar me referindo a um outro assunto qualquer neste nosso Brasil, onde predominam a burocracia e as desigualdades, não somente no âmbito econômico-social. A Justiça Eleitoral exige um monte de burocracia para o candidato se registrar, inclusive na prestação de contas, como se isso fosse criar um pleito igual para todos.
No entanto, sabemos muito bem que não é isso que ocorre quando o juiz fala em igualdade na corrida eleitoral. Quem tem mais recursos sai na frente com seus santinhos, praguinhas e outros materiais de propaganda, e aí é onde reside a desigualdade, sem falar em vereadores que estão no páreo à reeleição e usam seu pessoal de gabinete por debaixo do pano na caça ao voto.
Quem fiscaliza o uso dessas armas ilegais pelos astutos, que não faz parte do jogo? Igualdade na disputa, senhor juiz, só existe na teoria ou no faz de conta. Quem possui mais condições financeiras já está nas ruas com suas equipes de trabalho desde o início da campanha, se não me engano no meado de agosto.
Outros, com sua ética, seriedade e honradez, cumpridores das leis e preocupados em não deixar “rabo” na justiça fazem o que podem, dentro das suas possibilidades, para conquistar e mostrar para o eleitor que avalie com consciência um nome certo na hora de votar para ser seu representante na Câmara de Vereadores.
Lamentável, mas, em muitos casos, ainda vence o outro lado da moeda suja que frauda as leis burocráticas e não tem nenhuma ideologia e compromisso com o povo. Sempre dizemos que Vitória da Conquista merece um legislativo à altura da cidade, pelo seu tamanho e importância no cenário baiano.
Além da burocracia e das desigualdades, contamos ainda com as mentiras e engodos no horário eleitoral, como colocar a questão da segurança como se fosse coisa da alçada municipal, quando a proteção ao cidadão contra a violência é de responsabilidade dos governos estadual e federal, mas poucos eleitores sabem fazer essa distinção.
Essa é uma das maneiras de ludibriar a Justiça Eleitoral, sem ser punido, porque fica difícil detectar a safadeza do marqueteiro. Alguém já disse, não sei se o estadista inglês Churchill, ou até um filósofo, que numa guerra, a maior vítima é a verdade. O mesmo vale para um pleito eleitoral.
O FILHO DO PALHAÇO TÁ COM FEBRE
(Chico Ribeiro Neto)
Chegou o circo em Ipiaú, Bahia. De dia, a gente ia ver o movimento de armação da lona, o leão comendo, o elefante cagando e a bailarina se exercitando.
Mais tarde, um palhaço de perna de pau percorria a cidade jogando ingressos e bombons para a garotada.
Começa o espetáculo. As luzes são lindas, a pipoca é mais gostosa, a orquestra ataca e entram todos os artistas para a apresentação inicial.
“Todo mundo vai ao circo
Menos eu, menos eu
Como pagar ingresso
Se eu não tenho nada
Fico de fora escutando a gargalhada
A minha vida é um circo
Sou acrobata na raça
Só não posso é ser palhaço
Porque eu vivo sem graça”
(Música “O Circo”, de Batatinha).
O mágico faz um bocado de coisa sumir e aparecer. Todos aplaudem. “Rapaz, você viu?” “Como é que ele consegue fazer aquilo?”
E o Globo da Morte? “Rapaz, eram três motos. Teve uma hora que cheguei a fechar o olho com medo das motos bater”.
O furo na meia da trapezista, bem na batata da perna, não conseguia afetar a sua beleza. Na hora do salto mais perigoso a bateria tocava e nosso coração pulava. Aquele salto foi demais!
Vi um circo mambembe uma vez em Amoreiras, na ilha de Itaparica. Sem leão, sem elefante e sem trapezista, sua maior atração era a rumbeira: “Se preparem que agora vocês vão assistir a mais famosa rumbeira das Américas. Vinda diretamente de Cuba, vem aí a espetacular, a sensual, a eletrizante, aquela que faz o espectador pegar fogo. Com vocês, a sensacional A-ni-ta Do-min-guez”. Tan-tam-tam-tarantan-tam… Chovia muito, lona furada, goteira na cabeça e a rumbeira no palco. Podia pingar à vontade…
Menino, eu admirava os ciganos. Tinha uns 10 anos, fui com a turma ver um acampamento de ciganos que estava montado perto da Rua da Imperatriz, na Cidade Baixa, onde morei,. Lá, uma cigana me pediu para comprar um quilo de açúcar no armazém, fui e ganhei uma moeda na volta. Cheguei em casa e contei à minha mãe Cleonice, que logo esbravejou: “Pois é, quando eu peço pra ir no armazém você faz logo cara feia. Agora, foi só a cigana pedir que você foi bonitinho. Sendo assim, pode ir embora morar com a cigana.” Saí escabriado.
Voltando ao circo. O famoso ator Bemvindo Sequeira me contou que conviveu uns dias com os artistas de um circo mambembe no subúrbio de Salvador. Ele disse que numa noite, durante uma apresentação, um dos palhaços tinha um filho, ainda bebê, que estava com febre alta. Ele fazia as graças e piruetas e nos intervalos ia aferir a temperatura da criança, cujo berço estava atrás das cortinas. E voltava ao picadeiro para fazer novas graças. Bemvindo disse que nunca se esqueceria daquela cena.
Depois de uma tarde no circo, a gente volta mais feliz pro berço do mundo.
(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)
VITÓRIA DA CONQUISTA SÓ TEM DUAS AGÊNCIAS DO BANCO DO BRASIL
Com 400 mil habitantes, a segunda maior cidade em população do interior baiano, Vitória da Conquista, a capital do sudoeste, só tem duas agências do Banco do Brasil, uma no centro, na Barão do Rio Branco, e outra na Avenida Olívia Flores, o que é um absurdo e falta de consideração de uma instituição federal bancária para com o povo que sofre com as grandes filas.
Não dá para entender essa política “social” do Banco do Brasil, enquanto a Caixa Econômica Federal possui quatro unidades, sendo uma no Bairro Brasil, uma no centro, uma na Avenida Juracy Magalhães e outra na Avenida Olívia Flores, quando deveria ter até mais para facilitar o atendimento, considerando o porte da cidade.
Nos últimos anos o Banco do Brasil fechou duas, inclusive a existente na Avenida Regis Pacheco, que tinha um grande movimento e aliviava a demanda da agência centro, hoje um amontoado de gente, principalmente da zona rural que logo cedo forma grandes filas, penalizando os idosos aposentados, tendo em vista que a maioria não sabe lidar com os caixas para fazer uma simples retirada de dinheiro.
Outra questão é que o fechamento dessas agências do BB provocou demissão de funcionários, sem contar que sobrecarregou outros que são obrigados a fazerem diversas funções. Tantos os clientes como os bancários são submetidos a uma estafa e a um estresse diário, especialmente entre o final e o início de cada mês.
Sou cliente do Banco do Brasil e todas as vezes que preciso resolver um problema fora dos caixas fico a observar a falta de respeito que esta instituição federal em Conquista comete contra nossa pobre população porque o rico não entra numa fila de senhas para ser atendido.
Certa vez, vi uma senhora idoso que mal conseguia se arrastar com sua bengala para resolver seu problema. Cadê as autoridades, como representantes da OAB, Ministério Público, prefeitos, vereadores e outros segmentos organizados da sociedade que não fazem um requerimento ou documento conjunto cobrando que sejam instaladas mais agências do Banco do Brasil em nossa cidade?
Cadê a lei dos 15 minutos, criada pela Câmara Municipal, como tempo limite para que o cliente seja atendido? Ninguém mais fala nesse assunto e não existe fiscalização por parte do Sindicato do Bancários para que a norma seja obedecida.
Sou testemunha que já fiquei quase uma hora para resolver um “pepino” na agência centro. Mesmo com toda essa carga de trabalho e o acúmulo de funções, os funcionários prestam um bom atendimento, mas não têm como evitar as enormes filas dos tormentos. Existem outros pontos de serviços que não são considerados como agências.
O BRASIL ESTÁ PEGANDO FOGO
Não sou nenhum especialista nem cientista sobre o assunto, mas, contra as evidências, não é preciso ser. Estou me referindo à questão das mudanças climáticas provocadas pelo efeito estufa do qual o Brasil é um dos principais emissores no planeta terra e agora mais ainda com o fogo em várias regiões do país.
Na verdade, estamos falando do aquecimento global que as potências mundiais procuram fazer de conta que estão combatendo assinando documentos nos eventos que não são cumpridos. A terra está em ebulição em todas as partes, mas os países, inclusive o Brasil, incentivam cada vez mais a utilização dos combustíveis fósseis, como os extraídos do carvão e do petróleo, principalmente.
Para mim, não é nenhuma novidade as previsões cientificas de que dentro de mais 50 anos os níveis dos oceanos podem subir em torno de 20 centímetros e que muitas ilhas e territórios baixos podem desaparecer do mapa. Isso já vem sendo anunciado há muito tempo. Aliás, todas tragédias e catástrofes são fenômenos anunciados.
Neste final de semana, uma colega de jornalismo da antiga geração me indagou se eu sou contra a energia nuclear (altamente perigosa) e a fóssil. Claro que respondi que sim, mesmo contrariando a atual política do governo federal de incentivo a essas duas fontes energéticas.
Para tratar do tema, devemos olhar para nossa própria casa que está pegando fogo com as queimadas criminosas e até intencionais, como está acontecendo no centro-oeste e agora em São Paulo, deixando nuvens poluidoras de fumaça que não estão apenas atingindo a saúde humana, mas soltando gases tóxicos na atmosfera.
Não é apenas o fogo que está contribuindo mais ainda para o aquecimento global. Termos também os lixões a céu aberto, que, por lei, várias vezes adiada, deveriam ter sido transformados em aterros tratados, conforme as normas estabelecidas pela engenharia ambiental. Temos ainda os garimpos clandestinos, sobretudo no Norte do Brasil, as indústrias que ainda derramam veneno nos rios e os desmatamentos do agronegócio para exportar grãos e vender carne bovina.
Junte tudo isso e temos um caldeirão em ebulição no nosso próprio Brasil que logo mais vai sediar a conferência do clima. Estamos em plenas eleições municipais e até agora a questão do meio ambiente não foi discutida pelos candidatos.
Alguém pode até dizer que é um tema mais da alçada federal, mas cada município tem que fazer sua parte e não apenas partir para os ataques políticos de acusações caseiras sobre quem fez mais obras. Cada um cuidando da sua casa, certamente esse fogo não irá se alastrar.
Confesso que não sou muito de acreditar nesses paliativos de reciclagens, cujos produtos destruídos e novamente industrializados, como no caso dos plásticos, retornarão ao mercado consumidor. O principal ninguém quer fazer que é reduzir o consumo, cada vez mais estimulado pela mídia e as propagandas. O negócio é consumir cada vez mais.
O fogo que está consumindo canaviais, parques ambientais, florestas e serras foi apenas um pretexto para dizer que estamos vivendo em pleno aquecimento global e estamos dando as costas para esta dura e triste realidade, a qual vamos deixar para as novas gerações.
Os governos estão bem mais preocupados com o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) do que com o meio ambiente. Por outro lado, o nosso consumidor, a maioria sem instrução escolar e conscientização, quando vai às prateleiras dos supermercados, não procura saber se o produto é corretamente ambiental. Essa é mais uma balela que nos pregam de que o consumidor olha no rótulo se o fabricante do produto segue as normas ambientais.
EM BUSCA DA BÍBLIA PERDIDA DE GUTENBERG
A SURPREENDENTE ODISSÉIA DE 500 ANOS PELO MAIOR TESOURO LITERÁRIO DE TODOS OS TEMPOS.
Como o próprio título já diz, o livro da escritora Margaret Leslie Davis fala da Bíblia de Gutenberg, uma obra-prima da cultura mundial, mas também faz um relato sobre os grandes colecionadores ingleses de livros raros que tiveram um próspero mercado no século XIX.
Apenas 48 ou 49 exemplares desse livro sobreviveram ao tempo e, destes, somente um, o de número 45 pertenceu à colecionadora norte-americana de Los Angeles Estelle Betzold Doheny, impresso por Johannes Gutenberg, um pouco antes de 15 de agosto de 1456.
Por via aérea de Londres, a colecionadora, viúva de um dos homens mais ricos dos Estados Unidos, adquiriu esse importante livro em 14 de outubro de 1950. Essa Bíblia está inserida entre os 135 incunábulos, livros impressos antes de 1501.
Os incunábulos são livros seminais da cultura ocidental como “De Officiis”, de Cícero, a “Summa Theologia”, de São Tomás de Aquino e o exemplar de 1476 de “Os Contos de Cunterbury”.
A encadernação original da Bíblia 45 é do século XV, feita em pele de bezerro marrom escuro, esticada sobre pesadas placas de madeira. O exemplar de Estelle é a primeira impressão da primeira edição do primeiro livro impresso com tipos metálicos móveis, com as páginas novas e limpas.
De acordo com a escritora Margaret, a maioria dos estudiosos acredita que Gutenberg produziu cerca de 180 exemplares e, entre estes, provavelmente 150 foram impressos em papel e os outros 30 em pele de animal, conhecida como velino.
Os especialistas presumem que o livro, ao sair da oficina custasse cerca de 30 florins, o equivalente ao pagamento de três anos de um criado. As edições com pergaminho tinham um preço mais elevado, pois eram mais trabalhosas e caras para produzir. Um único exemplar exigia a pele de 170 bezerros.
A secretária Lucille, que cuidou da biblioteca da senhora Estelle, não conseguiu ler o texto do século XIII, em latim, a chamada versão parisiense da tradução de São Jerônimo, que foi a Bíblia definitiva da Idade Média. O livro de Gutemberg foi impresso em agosto de 1456 na cidade de Mainz, no Rio Reno, na Alemanha.
Um dado interessante é que todos os funcionários da oficina de Gutenberg tinham que saber ler e escrever o latim. Outra curiosidade é que os contemporâneos de Gutenberg já haviam começado a decifrar como fazer aquele trabalho, experimentando entalhar letras em madeira ou em metal e organizando-as em palavras para serem estampadas sobre pergaminho.
Gutenberg criou molduras para segurar o tipo no lugar e adaptou prensas daquelas tradicionalmente usadas para prensar azeitonas ou uvas. Projetou letras com aparência gótica para imitar a caligrafia dos escribas e técnicas refinadas para garantir que uma pressão uniforme fosse aplicada às folhas em branco, colocadas sobre os tipos com tinta em relevo.
NOVOS KAIKAIS
(Chico Ribeiro Neto)
São versinhos que imitam os haikais, que apelidei de kaikais. Vamos a eles:
Ê diacho
Nem no Google
Eu lhe acho
XXX
Puta merda
Tombo pior
Do que queda
XXX
Onde já se viu?
O cara foi parar
Na puta que pariu
XXX
Que porra é essa?
Ganha graça
E não paga promessa
XXX
Chove, é lua
Botar barquinho
No rêgo da rua
XXX
Ô rapaz
Já que não leva
Vê se traz
XXX
Cega Gina
Vê mais
Do que imagina
XXX
Você sabia?
O dia também
Tem vigia
XXX
Momento lindo
Psiu
Bebê dormindo
XXX
Podes crer
Viver é
Brincar de morrer
XXX
Ouça, amigo
No detalhe
Tá o perigo
XXX
Fui…
Ouvi a IA
Gritar UI
XXX
Coroa de respeito
Espirrou
Caiu os peito
(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)
EM SEU CAVALO A GALOPAR
O pôr do sol inspira poetas e nele se deliciam as lentes das máquinas fotográficas com suas belas imagens. Olhar atento quando ele descansa no horizonte, não importa qual seja o local. Cada um tem o seu mais belo pôr do sol e endeusa o seu ponto predileto, da sua cidade ou até mesmo do seu rancho-cabana na encosta da serra. É o deus sol a que chamamos de pôr do sol que chega em seu cavalo dourado a galopar, rasgando a terra e o mar com suas cores e visões diferentes. Quem não elogia o seu pôr do sol? Ele dá lugar à noite, seja escura, turva de nuvens ou de luar estrelado limpo que enfeitiça os namorados e encanta os cantos e gera poesia, como o “Luar do Sertão”, de Catulo Cearense. O pôr do sol é uma das maiores belezas do nosso universo e fetiche dos cantadores, que eleva e acalenta a alma. Dizem que o mais bonito é do sertão e outros preferem o do mar ou de um ponto alto da cidade, como o do Cristo da Serra do Periperi, em Vitória da Conquista. Para os religiosos mais contritos, é o momento solene e sagrado de se fazer uma prece ao criador para alcançar sua graça ou ser abençoado.
LOUVADO SEJA…
Poeminha de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Louvado seja
O criador do universo,
Que me deu régua e compasso,
Ainda o laço,
Pra dele traçar meu verso.
Louvado seja
As ondas do mar,
Nas rochas
A fazer xuá-xuá.
Louvado seja
As intrincadas florestas,
Onde os animais
Realizam suas festas.
Louvado seja
O pôr do sol,
Que no horizonte
Arreia seu cavalo dourado
Atrás daquele monte,
Depois de um dia a galopar,
Como nosso deus-mor.
Louvado seja
O nosso amanhecer,
Com seus raios a beijar a fonte,
E aquece nosso viver,
Do inimigo e de você.
Louvado seja
Aquele que transforma
Dor em amor,
Espinho em flor.
Louvado seja
O verão que me fortalece,
O frio sereno do inverno,
O pecador,
Que ao senhor faz sua prece,
E louva a terra e o beija-flor.
CÂMARA DISCUTE PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO DE CONQUISTA
Há cerca de dois anos que a Câmara Municipal de Vereadores de Vitória da Conquista vem discutindo o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) que irá nortear as políticas públicas para os próximos anos. Na verdade, o Plano foi lançado em 2019 e ainda não foi aprovado pelo legislativo.
Ontem (dia 28/8) ocorreu uma Sessão Especial para debater o assunto, mas muitos convidados representantes da sociedade não compareceram ao ato e pouca gente se fez presente no plenário Carmem Lúcia, o que demonstra um desinteresse da população, tratando-se de um tema tão importante para a cidade.
Antes da abertura dos trabalhos e a composição da mesa que discutiu normas e regras técnicas do Plano Diretor, a Câmara Municipal concedeu uma placa de Moção de Aplausos para a Banda da Polícia Militar (9o Batalhão) que está completando 40 anos de atividades em Vitória da Conquista.
Com pouca participação de empresários, parlamentares e representantes do poder executivo, o vereador Luis Carlos Dudé destacou a importância das discussões prévias à aprovação do PDDU. Ele disse que os debates não devem se limitar ao ambiente legislativo.
De acordo com ele, a Casa está ouvindo os setores organizados da sociedade e as entidades de classe para que possamos, de fato, ter um Plano que seja do interesse de todos. O vereador ainda ressaltou a necessidade de transparência no processo, garantindo que todos tenham acesso às informações. Alertou que não se tratava de uma audiência pública e que irão ocorrer outros debates sobre o tema.
Na ocasião, o presidente do legislativo, Hermínio Oliveira lembrou que o PDDU não é apenas um documento técnico, e sim, um guia que garanta o crescimento e o desenvolvimento da cidade nas próximas décadas. É a base para a construção de um futuro mais sustentável e inclusivo para os cidadãos – afirmou.
O secretário de Infraestrutura do Município, Jackson Youshura, disse que durante anos a cidade continuou crescendo com uma legislação que já não atendia aos anseios de todos. O secretário ressaltou a importância do documento e tudo o que gira em torno dele.
O presidente da Comissão do Plano, vereador Edivaldo Júnior, falou da mobilização em torno da discussão, dizendo que toda sociedade foi convidada para participar. Na oportunidade, destacou a convocação de uma comissão especial para conduzir o desenvolvimento dos trabalhos que tem como base o Projeto de Lei complementar 024/2023 que vem sendo discutido pelas comissões do legislativo em conjunto com a sociedade civil.
O corretor de imóveis, Ubirajara Gil, apontou o planejamento estratégico que representa o Plano na ocupação do solo e na preservação dos recursos naturais do município. Alertou também para a necessidade de um cuidado especial na definição das diretrizes que irão orientar o crescimento urbano, de modo a equilibrar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade ambiental.
O representante das construtoras de Vitória da Conquista, Luciano Bonfim, citou ser a terceira vez que participa da construção do Plano Diretor, acrescentando que o esforço coletivo precisa destravar o crescimento da cidade. De acordo com ele, isso não significa apenas a liberação de terrenos para construção, mas a criação de um ambiente mais favorável ao investimento.
Na sessão especial usaram também da palavra os parlamentares Chico Estrela, Waldemir Dias, Augusto Cândido, Bibia, Lúcia Rocha, Ricardo Babão e Marcus Vinícius.
Waldemir recordou que o lançamento do PDDU foi realizado em 2019, para estudo e elaboração do projeto, ressaltando que a cidade cresce e muda diariamente, alertando que ela não pode ser administrada de forma amadorística. Em sua opinião, o Plano precisa estabelecer regras e, portanto, é construído com a participação da sociedade e da população como um todo.



















