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:: 7/jul/2026 . 22:55

O DINHEIRO E O PODER

  O dinheiro e o poder. Quem veio primeiro? Acredito que seja mais um enigma a ser decifrado pelos pesquisadores, historiadores, antropólogos, filósofos, teólogos e cientistas, se bem que no sentido divino de um deus, o poder veio primeiro.

   Na concepção de antigamente, o todo poderoso era escolhido pelo divino. Há quem ainda fale isso nos dias atuais. Só não vou citar aqui os nomes bem conhecidos de todos que governam como se fossem deuses opressores do povo.

  Alguém pode dizer que são apenas elucubrações e que cada um tem o seu ponto de vista. Eis a questão, “ser ou não ser”! No plano terreno, o poder foi adquirido por aqueles que tinham mais posses e forças para guerrear e dominar outras tribos.

  Pela carruagem do tempo, no início só havia o escambo, ou troca de mercadorias entre os povos sedentários que eram agricultores e domesticadores dos animais. Os colhedores e caçadores eram nômades livres e não ligavam muito para essa coisa de poder.

  Do escambo nasceu o dinheiro através do metal vil do ouro e da prata lá na Lídia (hoje Turquia), bem antes de Cristo. Somente depois apareceu o bicho diabo dinheiro em espécie, confeccionado pela China. A partir daí o poder humano tornou-se mais forte com a injeção do dinheiro.

  Bem, essa história saiu da minha cabeça, mas pode ser contestada. Como diz o Chicó, “só sei que foi assim”, mas ainda ficou embolado sobre quem nasceu primeiro. Em meu juízo já com meus neurônios desgastados, considero que o poder veio primeiro, bem antes da invenção do dinheiro, depois do escambo.

   Nem sei o que me deu na cachola hoje de escrever algumas linhas sobre este tema complicado. Pode ter sido os entreveros que passei, os quais me levaram a essa doideira desse negócio de dinheiro e poder. É que estamos sempre ligados aos dois neste sistema capitalista em que vivemos e deles somos escravos.

   Como já me meti nessa enrascada ou nessa barca furada, lembrei da antiga Grécia com o surgimento da democracia que diz que “todo poder emana do povo”. Acho que isso é uma grande furada que os filósofos criaram, o mesmo que “a voz do povo, é a voz de Deus”.

   Fui olhar no dicionário o significado de “emanar”, do latim emanare. Michaelis 2000 (Moderno Dicionário da Língua Portuguesa), explica que a palavra significa originar-se, proceder, provir, sair de, desprender-se, disseminar-se em partículas sutis.

  Ora, nem lá na Grécia isso tudo saia do povo e sim do poder para dominar o povo. Então acho que é o contrário, ou seja, todo povo emana do poder, principalmente nessa era evolutiva da tecnologia e desde antes da revolução industrial lá pelo final do século XVIII.

  Na minha modesta análise, hoje para se alcançar o poder é preciso ter muito dinheiro, caso das nossas eleições, não somente no Brasil, mas, principalmente, no mundo capitalista ocidental. Quanto mais dinheiro, mais probabilidade de se chegar ao poder e com ele, mais dinheiro para se perpetuar nele.

  Portanto, mesmo numa democracia como a nossa, ainda tão falha que não preenche todos requisitos emanados (olhe aí o emanar) da Constituição retalhada e enxovalhada, com tanta desigualdade social, não engulo essa de que “todo poder emana do povo”.

   Terminei misturando dinheiro e poder com democracia e povo. Acho que fiz uma miscelânea e não vou mais me esticar pela frente senão acabo falando mais besteiras e asneiras.

  E para você, quem veio primeiro, o dinheiro ou o poder? Para quem gosta de polêmica, como meu amigo Manno, este assunto é um bom prato para ser saboreado a dois ou mais gente numa mesa de bar. Pode ser também numa roda de discussão de sarau. Não é meu companheiro Dal Farias. Isso é coisa para Itamar esmiuçar.

 

 

UMA DERROTA ANUNCIADA

   Depois de sepultar o defunto, os comentaristas da Rede Globo e demais analistas do futebol apontam os criminosos, no caso a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) que há anos se tornou uma entidade de disputas entre o poder, foco de denúncias de corrupção e malfeitos, sem contar as trapalhadas.

   As críticas só apareceram quando o juiz norte-americano, que ainda deu uma ajuda ao Brasil ao marcar aquele último pênalti (não existiu) e esticou o tempo, apitou a peleja, dominada totalmente pela Noruega, que não é lá esse bicho papão. Passou pelo Japão no sufoco, como aconteceu no empate contra o Marrocos.

  Todos esses escândalos da CBF tendem a refletir no campo, como as influências políticas e econômicas das contratações que não deveriam acontecer.

   Algumas indicações tiveram o dedo oculto do dinheiro sobre aquele jogador que dá maior faturamento através do marketing, caso específico do Neymar, que no final da partida teve que exibir seu papel de moleque ao bater boca com o goleiro, como se estivesse num baba de várzea, fato este antiprofissional.

  Poderia repetir tudo aqui o que já foi dito por milhões de brasileiros que acreditavam, sem acreditar, quando entraram na onda, ou na pilha, dos chamados “influenciadores” em ficar “secando” os prováveis adversários mais fortes para perder, inclusive torcendo contra Argentina e outros países. Quem assim age, demonstra que não confia em seu time.

  Para mim, que venho acompanhando a Copa e a participação do Brasil desde 1962, esta foi a maior derrota anunciada de toda sua história. O futebol do Brasil começou sua fase de decadência a partir da leva de jogadores que por grana foram para Europa e outros países, deixando para trás a nossa escola do gingado, da “malandragem” no bom sentido e a cultura do nosso futebol arte.

  Ouvi muito papo de que os nossos atletas não tiveram garra, não suaram a camisa, não lutaram em campo como deveriam, ou coisa parecida, mas tudo isso não conta e nem adianta quando temos uma seleção mediana, isto é, sem altos craques como antigamente. O jogador um pouco acima da média é o Vinícius Júnior.

  Outros ainda comentaram sobre as contusões de Paquetá, Rafinha e até do Militão, mas nenhum desses comprometeu com o “desempenho” da seleção porque não são craques e peças que decidem uma partida. Todos são praticamente do mesmo nível. Qualquer substituição equivalia a trocar seis por meia dúzia.

   O desfalque seria preocupante se ali estivesse um Pelé, um Garricha, um Rivelino, Tostão, Romário, o Ronaldinho Gaúcho, o Ronaldo Fenômeno ou outro semelhante, do mesmo patamar.

  Mesmo assim, naquele tempo das nossas saudosas seleções, quando um craque era lesionado, entrava outro, como ocorreu em 1962 com Pelé, na Copa do Chile.

   Continua a mania de trazer muitos jogadores de fora que atuam em outros países (não são lá esses craques), quando poderia incluir no elenco mais atletas dos nossos campeonatos. Muitos que mereciam ser indicados, terminaram ficando de fora.

  Após a derrota anunciada, a fala dos jogadores, no sentido de “erguer a cabeça”, corrigir os erros e trabalhar mais forte deu a impressão que a gente estava num Campeonato Brasileiro e tinham mais jogos pela frente para recuperar o fracasso.

   Acho que eles não entenderam que o jogo foi de “mata a mata” e quem perdia tinha que arrumar as malas e vir para casa. Será que  o técnico Ancelotti, que chegou num momento conturbado, não alertou sobre isso no vestiário?

Com essa seleção, o melhor treinador do mundo não chegaria à final da Copa. No futebol, não se fabrica craques. O máximo que se pode fazer é melhorar o nível técnico, seu posicionamento em campo, o acerto de passes e o domínio da bola. Por falar nisso, essa seleção machucou e maltratou a deusa bola. Coitada dela, sofreu bastante!





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