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:: 30/jul/2026 . 22:33

A TERRA ESTÁ SE TORNANDO NUM INFERNO CRIADO PELO SER HUMANO

O que será do nosso planeta daqui a uns 100 anos, se as catástrofes provocadas pelo aquecimento global já estão deixando visível um cenário de escombros como nos filmes de ficção que se tornaram realidade? Quem viver, verá esse apocalipse!  A terra se tornará num planeta desabitado como tantos outros.

Os próprios cientistas estão concluindo, através de pesquisas, que no Brasil, por exemplo, já existem pontos que já foram tão degradados que não têm mais retorno de recuperação, caso da floresta Amazônica que tende a ser no futuro uma savana. Uma hipótese de reverter a situação seria zerar de vez o desmatamento, tarefa praticamente impossível.

Agora eles brigam pelas terras raras para fabricar mais e mais tecnologias sofisticadas e não largam mão da exploração dos combustíveis fósseis. Não há mais volta para desconstruir esse processo de destruição. O lucro está acima de tudo.

Fogo com altas labaredas, terremotos, tornados, inclusive no Brasil, granizos, enchentes que arrastam tudo pela frente, ventos devastadores, ciclones, calor de mais de 40 graus e secas estão transformando a terra num caldeirão do inferno.

São tragédias anunciadas há anos pela natureza que não mais suporta a agressão gananciosa do ser humano que se acha civilizado e evoluído pelo avanço da ciência e da tecnologia que não são capazes de prever o imprevisível.

Além dos fenômenos climáticos, que deixam um rastro de terror, os brutos e estúpidos bárbaros cruzam seus foguetes nos céus em guerras de nações contra nações com extermínios genocidas. Os gangsteres não poupam civis; balas zunem nas grandes cidades entre quadrilhas organizadas e policiais com seus tanques, fuzis, bombas e metralhadoras.

Massacres se tornaram comuns nesse inferno onde o diabo ou o satanás faz a sua dança do acasalamento com os poderosos da luxúria e da corrupção para exterminar os desvalidos desgraçados que servem de bucha de canhão, ou matéria-prima como lenha das fogueiras onde todos estão sendo queimados e carbonizados.

De um lado os horrores da natureza que apenas dá o seu troco e não perdoa os castigos sofridos há séculos por esses seres humanos, cujo Criador a tudo assisti arrependido pela criatura que se fez monstro incontrolável do consumismo insaciável.

Do outro os assassinos de plantão, a violência brutal com requintes de barbaridades, piores que nos tempos medievais, o ódio, a intolerância, a inveja, o levar vantagem em tudo a qualquer custo, a banalização da morte e a idolatria do deus dinheiro que estão torrando nossas esperanças. Estão roubando as flores dos nossos jardins dos tempos de infância e invadindo nossos lares.

As chamas da bondade, do amor, da paz, da generosidade, da união entre os povos, da solidariedade, da concórdia, da tolerância, da igualdade e do respeito ao outro estão se apagando para dar lugar à escuridão e às trevas.

Estamos vivendo, infelizmente, entre o mundo da comédia satírica social de Aristófanes e Menandro e a tragédia escrita pelos antigos gregos Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Será que ainda existe salvação para Sodoma e Gomorra ou serão vulcanizadas?

KOKOS/KABAÇAS E CORDEL

 O artesanato KOKOS E KABAÇAS e o cordel estiveram ao nosso lado na Praça Nove de Novembro, no dia 24/07, prestigiando nosso “Sarau na Rua”, com suas artes indo onde o povo está. O músico e compositor Walter Lajes, com suas criações através dos cocos e cabaças e Aílton Dias, com seus versos cordelistas, homenagearam a nossa iniciativa de levar cultura à comunidade conquistense. Foi um evento inédito do “Sarau A Estrada” que está completando 16 anos de existência, reunindo artistas, intelectuais, estudantes, professores e pessoas interessadas pelo conhecimento e pelo saber na troca de ideias, com debates sobre variados assuntos, cantorias musicais, declamação de poemas autorais e contação de causos. Esse projeto foi um marco na história da cultura de Vitória da Conquista e outros deverão ser realizados em outros pontos da cidade, graças ao apoio de abnegados que colocaram a mão na massa para levar cultura à população. Louvor à Comissão Organizadora. O “Sarau na Rua” foi uma ousadia e um desafio de um sonho sonhado junto que se tornou realidade, como já dizia o nosso grande cancioneiro baiano Raul Seixas, em “Prelúdio”. Nos próximos, pretendemos incluir outras linguagens artísticas. Conquista teve sua cultura abandonada pelo poder público, mas continuamos na trincheira da resistência na luta pela revitalização do setor e clamamos pela criação urgente do Plano Municipal de Cultura que se encontra emperrado no poder executivo e ainda não foi enviado à Câmara Municipal de Vereadores para ser aprovado. O “Sarau A Estrada” também está nessa luta porque uma cidade sem cultura é como uma cidade sem alma.

AQUELE SEU OLHAR

Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Eu aqui triste, tão só,

E num repente,

Seu olhar

Beijou meu rosto,

Queimado pelo sol,

Senti seu gosto

Ardente do sertão,

Depois sumiu,

Sem me dar adeus,

Fazendo palpitar

Meu clandestino coração.

 

Aquele seu olhar

Perfumou minha alma,

Com seu encanto da paixão,

Deixou ela mais calma,

Como feitiço de verão.

 

No açoite do tempo,

Envergado pelo vento,

Nos embates da ditadura

Contra o regime opressor,

Com a mesma ternura,

Encontrei aquele olhar

Verde como a cor do mar,

Que curou a minha dor.

 

Na tortura, ela se foi.

Virou estrela de luar,

Mas, seu olhar

Em mim ficou

Como eterno amor.

 

Aquele seu olhar,

Morena linda e serena,

Foi como um beija-flor

Em chuva de gravatá,

Com suas asas pousou

E livre ao céu voou.





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