O FURDUNÇO NO SUPREMO
Houve tempo em que o Supremo Tribunal Federal (STF) era uma das instituições de maior credibilidade no país junto à Polícia Federal. Hoje se tornou uma vergonha, uma imoralidade e um furdunço que deixou toda nação brasileira estarrecida. Mais parece um comitê político dividido, cada um com seu candidato.
Essa deterioração de desvios de conduta e do princípio maior de guardião da Constituição já vinha ocorrendo nos últimos anos quando os ministros, com raras exceções, deixaram infiltrar em seu seio a política partidária. Ela foi corroendo o ambiente e separando seus membros entre o ódio e a intolerância, como no Brasil atual.
Quando eles mesmos abrem a boca e dizem que o Supremo é um poder independente que julga com isenção e imparcialidade, mentem para si mesmos e para toda sociedade. Virou um grupo político, cada um com sua tendência de esquerda, centro e direita.
Fosse um anjo enviado por Deus para salvar Gomorra da sua perdição orgística, diria ao Supremo Criador que somente livraria do fogo ardente uma mulher e um homem e recomendaria que eles não olhassem para trás se não quisessem se transformar em pedras de sal.
Está difícil arrumar a bagunça e catar os cacos dos destrambelhados e trapalhões. Não queria estar na pele do presidente Edson Fachin. A única solução seria a suspenção ou “demissão” de alguns, que ele não tem essa prerrogativa, de modo a tirar as frutas podres do cesto. Teria que refazer quase toda a corte.
Se tivessem hombridade, vergonha na cara, como o oriental japonês quando comete um malfeito e se sacrifica, no mínimo deixariam suas togas e pediriam para sair pelo bem do país e harmonia dos poderes, mas eles não largam o osso e preferem permanecer desmoralizados.
Se o Supremo é o protetor da Constituição, somente a ela deve satisfação e não ao executivo ou ao legislativo. Em minha opinião, e acho que de todos brasileiros de sã consciência, usando das suas faculdades mentais e razão lógica, ministro nenhum deve se envolver com política partidária. Os julgamentos e as sentenças devem ser técnicos e justos, não importando qual governo seja.
Para evitar essa contaminação pelo vírus letal da política, ministro não deveria ser indicado por presidente nem Senado, não ser vitalício até os 75 anos, de modo a não criar raízes apodrecidas em suas cadeiras ou poltronas confortáveis. Seu tempo seria no máximo de oito anos.
Existem três castas de poderes no Brasil e o Judiciário é uma delas, que há séculos atravancam o desenvolvimento social, aprofunda as desigualdades e concentra a renda nas mãos de poucos. Parem cara pálidas de falar que o povo é o patrão. Não passamos de súditos e escravos submissos.
O povo é apenas inocente útil nessa democracia mambembe tupiniquim. Se a população fosse literalmente patrão, arrancaria de lá os maus elementos, como o Alexandre, o Mendonça, o Gilmar Mendes engavetador de processos, o Tofolli e outros que mais deveriam estar no legislativo fazendo seus conchavos.
Pelas minhas humildes origens de filho de lavradores, sempre fui um socialista de esquerda e, pela minha formação que meus pais me deram, jamais compactuaria com um ministro de Supremo ligado à política partidária. Aquela Casa deve ser um templo sagrado da Constituição, livre das sujeiras mundanas e profanas.
Aquele tapete luxuoso da plenária, que não condiz com a pobreza do país, está cheio de ratos, ácaros e outros insetos. Com esses escândalos e decisões monocráticas de viés tendencioso, não é uma sessão para avaliar as escutas da Polícia Federal que irá restabelecer a ordem e a credibilidade. O estrago já foi feito. Não se cola uma taça de cristal quebrada.
Diante de todo esse furdunço macabro, como na Operação Lava-Jato, corre-se o risco dos processos contra aqueles que atentaram contra a democracia e a favor de uma intervenção militar, com as invasões do oito de janeiro de 2023, serem anulados com mais uma anistia, como aconteceu em 1979, beneficiando até torturadores da ditadura.
Os incautos deveriam baixar a cabeça e humildemente pedir perdão à toda nação por serem os verdadeiros culpados que fizeram do Supremo um furdunço ou num puteiro da Casa de Maria Joana. Estamos numa encruzilhada entre várias veredas que nem macumbeiro dos bons sabe indicar o caminho de saída.
Nem a esquerda e nem a direita devem colocar uma tarja preta nos olhos e defender o seu malfeitor que quebrou seu juramento e não honra a toga que vestiu. Se nem os brasileiros pensam em seu país, e tão somente em seus interesses egoístas individuais, temos uma tropa de traidores, uns explícitos, e outros incubados enrustidos.











