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:: 21/jul/2026 . 22:04

DEPOIS DA COPA, AS ELEIÇÕES

  Ia falar de sonhos, como o mais comentado pelos brasileiros de baixa renda que é o da casa própria, se bem que tem gente que prefere o carro. No entanto, vamos aterrissar em terra firme que depois da Copa Mundial de Futebol (um fracasso brasileiro) vem aí as eleições.

   Quanto a Copa, agora só em 2030, quando reascende o sonho da fogueira do hexa, se bem que os torcedores já estão escaldados e cansados de esperar. O jeito é recordar as competições de 1958, 62, 70, 94 e 2002, e recolher as mágoas das grandes derrotas e fracassos decepcionantes. Nem é bom lembrar.

   Pode conseguir o hexa no 30, mas não ouvi nenhum comentário que para chegar lá temos que ter um time igual ou melhor do que a Espanha e a França, com aquele futebol envolvente, do tic-toc e um conjunto de passes certeiros. A Espanha de hoje é o Brasil de antigamente. Temos que voltar à escola de antes e praticar o futebol arte.

  Outra coisa que ninguém se atentou é o fato de que a maioria dos jogadores dessas duas equipes é composta de jovens que farão a base de suas seleções, ainda mais fortes e com mais técnica e experiência. O Brasil tem que renovar, planejar, repensar todo esquema para ser superior. Se a CBF continuar como está, desorganizada e corrupta, nada feito.

  Vamos deixar essa coisa de Copa para lá porque as eleições estão batendo em nossas portas. Por ter me referido aos sonhos, lá na abertura, o meu é que o brasileiro votasse certo em nomes comprometidos socialmente com a causa do povo, sérios, honestos e de caráter, não esses cafajestes e bandidos que aí estão.

   Sinto muito ter que dizer isso, mas, infelizmente, está difícil conseguir essa proeza. O nosso povo permanece inculto, sem consciência política e ainda vende seu voto por favores, como nos tempos dos coronéis, só que de uma forma mais discreta e sofisticada, no jeitinho brasileiro.

  Para ser sincero, entendo como uma grande contradição um jovem de 16 anos votar, visto que pelo Estatuto da Criança e do Adolescente ele continua vulnerável, sem a capacidade de discernimento.

   Ainda dentro da lei não é passível de ser punido pelos seus atos. Numa eleição, a grande maioria, com raras exceções, este jovem tende a ser influenciado pelos seus colegas, pela religião do pastor e pelos próprios pais.

  Será que estou interpretando errado sobre isso? Quem aprovou essa emenda foram eles lá de cima, cientes da vulnerabilidade desses adolescentes que podem ser facilmente manipulados. Não me venham com blábláblá de que as coisas mudaram e o jovem de hoje está mais consciente politicamente!

   Confesso que fico triste com este Brasil em que vivemos e mais ainda certo de que, infelizmente, as eleições não trazem mudanças para melhor. Bem que gostaria que ocorresse o contrário, mas a realidade é bem outra, e nada de conversa fiada para boi dormir.

  Vamos ser diretos e falar no popular, sem rodeios. Passam eleições e entram outras e os cabras lá de Brasil, sejam de direita, de centro, extrema ou esquerda nem querem discutir em fazer uma reforma eleitoral para mudar esse sistema selvagem e bruto.

  No máximo fazem umas mudanças aqui e acolá, mas nada de substituir as regras sujas e mafiosas que beneficiam todos eles, onde cabe a cada um ser mais astuto e esperto que o outro. Quem tem mais bala na agulha e for o cawboy mais rápido desse faroeste, vence o duelo no entardecer melancólico do fechamento das urnas.

 





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