AINDA SOBRE QUIOSQUES FECHADOS NO CRISTO DA SERRA DO PERIPERI
Quanto a questão dos quiosques fechados no Cristo da Serra do Periperi, por mim abordada nesta semana, em áudio o professor Durval Menezes disse ser muito simples e objetiva a resposta. De acordo com ele, tudo está na falta de segurança para que haja abertura de qualquer comércio no local, no que concordo plenamente com o mestre memorialista.
Há mais de 40 anos que o monumento do artista plástico Mário Cravo foi cravado no alto da Serra, pouca coisa mudou de lá para cá, e o conquistense ainda tem medo de visitar o Cristo e ser assaltado. Se quer uma prova do que digo é só perguntar a qualquer um.
Como comentei, cada prefeito colocou um tijolo e hoje temos um mirante, mas o cenário permanece de abandono e isolamento. Sempre que levo alguém com a máquina fotográfica e outros objetos, logo na subida ouço uma advertência: Vamos ter muito cuidado e não demorar muito!
Durval afirmou que ninguém se arrisca explorar o comércio de comes e bebes no alto do Cristo porque toda mercadoria será saqueada e o proprietário ainda corre o risco de ser morto. “Apesar do alto da Serra estar sob a proteção do Cristo, talvez seja a área mais perigosa de Vitória da Conquista”.
Há muitos anos, conforme Menezes, que o banditismo ocupa aquela área, fazendo do Poço Escuro seu quartel general. “Por muito tempo o banditismo decretou quem deveria entrar ou sair do Alto do Cruzeiro. Os Correios deixaram de entregar encomendas, bem como as empresas de gás”.
Em sua opinião, o alto da Serra poderia ser o maior ponto turístico de Conquista, um cartão postal para as pessoas tirarem fotografias e apreciarem a cidade lá do alto. “Os quiosques seriam mais uma atração, desde que houvesse uma fiscalização segura para não se tornarem pontos de vendas de drogas”.
Eu vou mais além, meu amigo professor, e defendo que toda aquela área em torno do Cristo seja ampliada e urbanizada, com iluminação, maior espaço para estacionamento de veículos, um posto policial permanente, bem como implantação de um restaurante que pudesse funcionar até durante à noite. Todos ganhariam com isso e, sem dúvidas, o Cristo seria a maior atração turística.
Estive visitando o local no último final de semana e observei o vazio de pessoas, sem considerar a expressão de receio em seus rostos apressados para deixar a área. Quem chega ali é logo recepcionado pelo latido ensurdecedor da cachorrada que ocupa a frente dos quiosques. O visitante pode até ser atacado por um cão de rua.
EVENTOS DA POLÍCIA
Em épocas de verão, a corporação da polícia militar, como está previsto para este final de semana (sábado e domingo) realiza eventos de shows musicais e outras atividades culturais, oferecendo todo suporte de segurança, embora o espaço para estacionamento é exíguo. Da última vez que fui, tive que parar o carro perto do Anel Viário, dentro dos matos e pagar uma taxa ao “guardador”.
A iniciativa é louvável, mas tudo não passa de uma enganação porque depois, durante o resto do ano, a situação de abandono continua a mesma, sendo um ponto perigoso para visitas. Quem se atreve ir ali à noite, no máximo acompanhado num pôr-do-sol?
Como não existe muita opção nesta “Suíça Baiana” (ridícula a denominação) todos vão subir contentes a pés, de bicicleta, de moto, correndo, de carro próprio e festejar as atrações, mas ninguém tem a sã consciência de reivindicar e cobrar melhorias para a área. Tudo continua como dantes na casa de Abrantes.
Comandante Paulo, o que queremos é um posto policial permanente e que o poder executivo, em parceria com o setor privado, invista na urbanização do espaço, de modo a oferecer condições para que haja eventos todos os finais de semana e não somente em edições esporádicas.
Sei que um empreendimento dessa natureza não é da alçada da polícia militar, mas da Prefeitura Municipal que nunca teve esta visão de transformar o alto do Cristo do escultor Mário Cravo no maior ponto de visitação dos moradores e de pessoas que chegam de fora.
Com um projeto desse porte, ganhariam os artistas da cidade com suas apresentações culturais, os comerciantes, o próprio executivo com a arrecadação de impostos e todos os conquistenses em geral, inclusive aproveitando o nosso período invernoso, que não é uma “Suíça Baiana”, mas é friento.
NAZARENOS CONTRA OS CANGACEIROS
“A FORÇA DE NAZARÉ/É VALENTE E TEM AÇÃO/ANOITECE E AMANHECE/ NO RSTRO DE LAMPIÃO”
Em pleno sertão pernambucano, na região do Pajeú, com uma população pacata e simples, várias vilas e povoados começaram a prosperar no comércio e na agricultura nos primeiros anos de 1900 do século passado, principalmente lá pelos meados da segunda década, mas começaram a ser fustigados pelos cangaceiros. No vale as terras eram mais férteis.
Além do São Francisco, a vila de Nazaré, nas proximidades da Vila Bela (Serra Talhada) e Floresta, foi um dos destaques dessa prosperidade e também de resistência e bravura contra o banditismo, exemplo de que a união faz a força. Através da família Ferraz Flor, os sertanejos se armaram para defender a vila.
Como em Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde Lampião e seu bando foram impedidos, em 1926, de tomar a cidade, o rei do cangaço também encontrou barreiras para dominar a vila que sempre foi visada pelos irmãos Ferreiras (Virgulino, Ezequiel, Livino e Antônio).
Quem conta esta história épica dos sertões dos tempos do cangaceirismo dos anos 20, com auge em 1926/27, como destaca o historiador Frederico Pernambucano de Melo, é a escritora e professora Marilourdes Ferraz em sua obra “O Canto do Acauã”, uma ave de canto agourento do Nordeste místico.
Em sua narrativa, baseada em testemunhas e, sobretudo, nas memórias do seu pai Manoel Ferraz Flor, que chegou a ser coronel das volantes, ela pinta os irmãos Ferreiras como encrenqueiros e que Lampião começou a provocar os nazarenos com furtos e roubos e, como foi revidado, por vingança passou a atacar a vila constantemente.
Tudo começou quando a família Ferreira se mudou para Nazaré vindo do Poço Negro por causa das intrigas e tiroteios de morte contra José Saturnino Borges, isto num acordo de se acabar de vez com as desavenças. Seus pais foram depois morar em Água Branca (Alagoas), mas os irmãos voltaram para infernizar a região.
Marilourdes faz uma imagem positiva das volantes como homens corajosos e heróis, apesar das deficiências em termos de recursos materiais e humanos. No entanto, o que se ouve era que muitos combatentes se davam à violência, inclusive contra as mulheres.
Existe fundo de verdade nisso e muitos soldados torturavam sertanejos para confessar o paradeiro dos cangaceiros. Por sua vez, as pessoas de bem temiam as represálias e ficavam caladas, como ocorre nos tempos atuais nas favelas das grandes cidades.
Os militares entram derrubando portas de moradores com suas botinas, como se todos fossem bandidos. No tempo do cangaço, nem todos eram cangaceiros. A maioria era gente ordeira que só queria trabalhar sossegada para sobreviver às adversidades das secas. Ficavam entre a cruz e a espada, ou seja, as estiagens e os bandoleiros.
ALISTAMENTO DOS CIVIS
Segundo ela, a situação ficou tão crítica que os moradores de Nazaré se armaram e muitos se alistaram nas forças das volantes para combater os bandoleiros, como naqueles filmes de faroeste, mas Lampião não desistia e sempre estava armando suas ciladas e emboscadas, especialmente nos anos 20.
Marilourdes narra várias escaramuças e diz que Lampião passou a ser perseguido quando se encontrava próximo entre Serra Talhada e Floresta, tudo para evitar sua entrada em Nazaré que se tornou uma fortaleza. Faz lembrar daqueles povoados mexicanos lutando de dentro de suas casas contra os bandidos do Oeste, do outro lado da fronteira.
A escritora descreve em seu livro várias batalhas, como a de novembro de 1925 quando Lampião se encontrava na fazenda Cipó, às margens do riacho São Domingos, em Serra Talhada e rumava para a Serra dos Pereiros. Prontamente João Ferraz, Manoel Flor e outros se prepararam para dar buscas aos bandidos. Houve um tiroteio sangrento num campo de algodoal que correu muito sangue.
No capítulo “Alistamento no Sertão” ela fala das dificuldades de enfrentar os cangaceiros, não somente Lampião, naquelas caatingas íngremes. Foi aí que o comerciante a agricultor João Flor teve a ideia de solicitar ao coronel paraibano José Pereira, da cidade Princesa Isabel, o alistamento dos civis.
PEDÁGIO E SEQUESTRO
Ferraz cita o cangaceiro José Gomes, o Palmeira, que se incumbia da tarefa de extermínio, colocando o povo em pânico (muitos fugiam de suas casas). Com o mesmo modus operandi dos traficantes e milicianos urbanos das favelas, os cangaceiros extorquiam os proprietários e obrigavam a pagar um pedágio de segurança.
Esse José Gomes chegava na residência ou numa casa comercial com um rifle papo-amarelo na horizontal à altura do pescoço, configurando uma cruz, com os braços estendidos para prender o coice da arma com a mão direita e o cano com a esquerda. “Ele era o protótipo do cangaceiro representado nestes versos: “Eu sou cabra ignorante/ Só aprendo a matar/Fazer a ponta da faca/Limpar rifle e disparar/ Só sei fazer pontaria/ E ver o cabra embolar”.
De acordo com a escritora, Lampião foi o primeiro cangaceiro, na história do Nordeste e talvez do Brasil, a inventar o sequestro de resgate de fazendeiros e comerciantes ricos. Ela relata, com sua linguagem simples e atrativa, numa contação de histórias, a invasão de Sousa (Paraíba) por Livino Ferreira e seu bando.
Nesse episódio foi sequestrado o magistrado da cidade e seu resgate foi pago. O fato ocorreu em julho de 1924. Depois o bando atravessou a fronteira de Pernambuco. Para perseguir os bandoleiros, o major Teófanes Torres (foi ele quem prendeu o cangaceiro Antônio Silvino) assumiu o comando.
Sob suas ordens estavam muitos nazarenos, como Odilon Flor. Manoel e Euclides Flor, João Domingos Ferraz, dentre outros. Nessa empreitada teve o reforço do valentão Clementino “Quelé” que em 1922 cometeu um, homicídio e entrou no grupo de Lampião.
Durou pouco tempo no bando por causa de divergências, inclusive com o “Meia-Noite”, o homem de confiança de Virgulino. Na retirada disse que não passasse em seu sítio, mas a ordem foi desobedecida e “Quelè” foi cercado em sua casa. Recebeu o socorro do destacamento de Triunfo. Perdeu dois irmãos e se alistou na força volante. Diz que ele enfrentou Lampião e chamou para uma briga a sós.
No estado da Paraíba, as localidades de Princesa, Conceição, Misericórdia e Piancó eram as áreas preferidas dos cangaceiros. Muitas famílias foram trucidadas. Nesse ano de 24/25, foi ouvida uma canção cujo estribilho era assim: “Ô seu Virgulino?!/ Me espere, faz favô,/ Pra receber o recado / Que seu Quelé te mandô”. Em outra diz: “Canta tanta pabulage/ Mas no pisada rebêra/Quando vê Quilimintino/ Sai danado na carrera”.
TRAIDOR SEMPRE TEM UM FIM TRÁGICO
De acordo com a história da humanidade, o traidor sempre teve um fim trágico, principalmente quando age contra sua pátria, seu povo, além de ser vergonhoso, nojento e acaba sendo renegado pelo derrotado e pelo vencedor, que não mais confia no agente denunciador.
Judas traiu Cristo em troca de 30 moedas e terminou se enforcando por arrependimento, Joaquim Silvério dos Reis traiu a Inconfidência Mineira (1798) no lugar do perdão da dívida que tinha para com a Coroa de Portugal e morreu abandonado e desprezado no Maranhão, em 1819, Sabina Druz denunciou o movimento dos Malês, que seria entre 24 e 25 de janeiro, na Bahia, em 1835, e não se sabe qual fim levou, os romanos Brutus e Decimus, depois de trair Júlio César, foram cruelmente mortos pelos soldados de César Augusto.
Existe uma lista enorme de traidores que se lascaram. Em nossa atualidade, em pleno século XXI, a venezuelana María Corina Machado está fazendo jus a este papel tão ridículo e terá um fim fracassado e humilhante, aliás já está tendo. Nem precisa esperar pela história.
Ela está sendo tão repugnante que foi à Casa Branca (há meses vem pedindo a intervenção do seu país pelos Estados Unidos) entregar o Prêmio Nobel da Paz para o Donald Trump e entrou pelas portas dos fundos, como se fosse uma empregada doméstica do ditador yanque.
Que papelão feio, María Corina! Seus conterrâneos, inclusive seus apoiadores, devem estar envergonhados e não mais irão às ruas lhe aplaudir, a não ser uns gatos pingados traidores. Onde está a sua propalada democracia, liberdade e independência? Como vender a soberania da sua nação? Isto que você fez é uma grande covardia!
Não se trata aqui de defender o regime de Maduro que já estava podre por muito tempo. Fazer oposição a uma ditadura é uma coisa nobre, mas entregar o seu país a um pirata estrangeiro, é outra totalmente diferente. Que ela continuasse sua luta, mesmo sendo perseguida, mas não agir como uma traidora, imaginando que seria premiada com o poder.
Corina já está pagando pela maior besteira e idiotice que fez em sua vida. Na realidade, a venezuelana jogou sua credibilidade e sua confiança, conquistadas com sacrifício, no primeiro lixo que encontro na esquina, ou na porta dos fundos da Casa Branca. Foi uma cena lamentável e triste de se ver!
Por falar nisso, os administradores suecos da Fundação Nobel devem estar tremendamente arrependidos. O inventor da dinamite (se sentia um mercador da morte), Alfred Nobel (nasceu em 1832), que criou o Prêmio para incentivar várias categorias profissionais (Medicina, Literatura, Física, Química, da Paz e depois Economia), em 1895 (faleceu no ano seguinte), deve estar se revirando no túmulo.
Pelo menos a Corina conseguiu realizar um fato inédito na história do Prêmio (começou em 1901) que foi transferir sua comenda para um terceiro que mandou atacar seu povo. Como falou o diretor da Fundação, o Prêmio é intransferível. Trump se apoderou dele no pau.
Não tenho dúvidas que seu fim, Corina Machado, será igual ao dos outros traidores da história. No máximo poderá ser colocada no poder na base da força militar dos EUA – o que não acredito – e, mesmo que isto aconteça, não passará de uma marionete nas mãos de um facínora. No mínimo será uma funcionária de recado, oprimida pelo opressor, sem democracia e liberdade de agir.
TANGER O MEDO
(Chico Ribeiro Neto)
Um cartaz de papel colado à parede de um bar na Barra diz: “Fim do Medo”.
Medo da professora, do leão do circo, do palhaço, do escuro, medo de Donald Trump.
Medo de perder o emprego, a vergonha, a esperança, o vestibular e a mulher.
Medo de careta, da polícia e do ladrão. De perder o ônibus, o carro e a vontade de viver.
Medo de deixar de crer no país, do vizinho e de sair à noite em Salvador. De assombração, de avião, de avestruz e de onça.
De barata, de dentista e de lagartixa.
Medo do banco, de emprestar dinheiro e do golpe no celular.
Medo de gafanhoto, de trovoada e de cara escroto.
Lembro o belo poema de Carlos Drummond de Andrade, “Congresso Internacional do Medo”:
“Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas”.
Com as armas de Jorge, a certeza das flores e um certo brilho nos olhos, vamos tanger esse medo para bem longe, pra casa da zorra ou, como dizia meu pai Waldemar, “pra lá onde Judas perdeu as botas”.
(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)
QUIOSQUES FECHADOS
Todas as vezes que vou visitar o Cristo da Serra do Periperi, do artista plástico Mário Cravo, fico a me perguntar do porquê aqueles quiosques sempre estarem fechados, quando poderiam estar abertos para atender os visitantes com lanches e bebidas? Ninguém se interessou em se habilitar para explorar aqueles pontos, ou a Prefeitura Municipal não abriu concorrência? Os quiosques se transformaram em pontos das cachorradas de ruas, como flagraram minhas lentes, na mais recente ida ao local, no feriadão de final de ano, quando levei meu filho, sua esposa e minha neta que vieram do Rio de Janeiro. Apesar das obras elevatórias para se ter uma vista melhor da cidade lá do alto, pouca gente tirando fotos e uma sensação de insegurança. O local, que poderia ser um cartão postal de Vitória da Conquista, bem visitado, passa uma impressão de verdadeiro abandono, sem uma digna urbanização e mais vigilância para quem chega de fora. Há 35 anos, quando vim trabalhar em Conquista como jornalista de A Tarde, pouca coisa mudou, e cada prefeito faz um tiquinho. Passa um tempão para vir outro e colocar um tijolo para dizer que fez alguma coisa. Aqui ali era para ser um ponto de encontro, lazer e divertimento todos os dias, principalmente em finais de semana, com bares e restaurantes abertos, com muita segurança e estrutura. Toda vez que subo à Serra ao encontro do Cristo, tenho a sensação que ele se sente esquecido, na solidão do tempo e no zunir do vento. Aliás, sua base está suja de velas, santinhos e outros objetos como sinais de promessas de religiosos. Nada contra a fé, mas a escultura do Cristo não pode se transformar numa romaria. É lamentável e vergonhoso!
NO TEMPO DAS QUESTÕES
Do grande Ariano Suassuna, retratando como era e se vivia no antigo sertão, terra isolada e sem lei.
Aqui reinava um Rei quando eu menino:
Vestia ouro e castanho no Gibão.
Pedra-da-sorte sobre o meu Destino
Pulsava junto ao meu seu coração.
Para mim, seu cantar era divino
Quando, ao som da viola e do baião
Cantava, com voz rouca, o Destino.
O riso, o sangue e as mortes do Sertão.
Também, coisas das antigas do fundo do baú, uma modinha do século XIX, cantada por João Flor em suas andanças na caatinga durante seus combates contra os cangaceiros. Era assim:
“Há quatro anos passados
Eu era alegre e feliz
Hoje me vejo sofrendo
Foi minha sorte quem quis.
Antes eu nunca te visse
Porque não te tinha amizade
Hoje me vejo sofrendo
No rigor desta saudade.
Antes eu nunca te visse
Porque não te tinha amor
Hoje me vejo sofrendo
No rigor da cruel dor
Quem por si se despreza
Merece ser castigado
Não me queixo da sorte
Vivo de ti separado”.
Também gostava de cantar:
“Morena, minha morena
Quem te ensinou a nadar?
Foi o tombo do navio
Foi o balanço do mar”
Vale lembrar que “Muié Rendeira” era de um cangaceiro por apelido “Cacheado”.
Extraído do livro “O Canto do Acauã”, de Marilourdes Ferraz
UM MUNDO ESTARRECIDO PELA BARBÁRIE!
As travessuras do Donald Trump, que vem ocupando diariamente os noticiários da mídia nacional e internacional, estão deixando o mundo estarrecido e em pânico, talvez com maiores proporções do que na época da guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, a partir dos anos 60, quando era eminente uma hecatombe nuclear.
Ainda jovem, lembro bem daqueles tempos tenebrosos e pensava muito em meus rebentos recém-nascidos. Era o capitalismo e o comunismo, como classificava a imprensa, dividindo o planeta em duas partes ideológicas.
Nas campanhas propagandistas, um era o deus divino do paraíso e o outro o satanás do inferno. Com a queda do muro de Berlim, por volta de 1989/90, e o declínio do bloco socialista, esse medo foi se dissipado, embora as guerras colonialistas nunca deixaram de existir.
Trinta e seis anos depois aparece um maluco na Casa Branca, que poderia ser pintada de roxo ou preto, com o símbolo de uma caveira, para reascender o terror na humanidade, numa repetição macabra da história.
De um lado, convivemos com tragédias e catástrofes provocadas pelo aquecimento global. Do outro, um presidente norte-americano que se acha dono da terra e no direito de intervir em qualquer país que não esteja ao seu lado.
Em nome de Deus, com a promessa de tornar os Estados Unidos numa Super Nação para orgulho dos americanos e de uma abstrata segurança nacional para seus compatriotas, está a psicopatia doentia do alinhamento ao seu modelo político e o domínio das riquezas naturais (petróleo), ou os chamados metais raros.
Além de ameaçar anexar o Canadá e o México, dentro da sua ótica de um EUA Grande, sua primeira estratégia maligna e demoníaca foi investir contra os imigrantes e deportá-los acorrentados, escancarando todo uma barbaridade a ser vista pelo mundo, tudo isto com a conivência das instituições judiciária, legislativa e da força militar. Bem que os yanques estão se sentindo mais ainda arrogantes e prepotentes, com autoestima.
Aos poucos, o Trump foi transformando um país, dito defensor e exemplo de democracia e liberdade, numa tirânica ditadura. Junto com o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o genocida “Bibi”, contribuiu para o massacre de milhares de palestinos através das bombas e da fome, transformando a Faixa de Gaza numa terra arrasada. Um silêncio ensurdecedor.
Depois de tantos atos criminosos e sanguinários, forçou um acordo e ainda queria ser premiado com o Nobel da Paz, dado à traidora “patriótica” María Corina Machado. Ela pediu a intervenção do Trump em seu próprio país e ainda prometeu transferir sua comenda para o neonazista.
Não contente, invadiu a Venezuela e sequestrou o presidente (não estou aqui defendendo o regime de Maduro), sob o falso argumento de ser chefe narcotraficante, como nos velhos tempos, no caso do Panamá e outros países da América Latina, mas o povo não tem memória.
O cauboy salteador de diligências do Oeste, como um gangster raivoso, que muito lembra os filmes de faroeste, encasquetou em comprar na tora a Groelândia, território autônomo da Dinamarca, ou tomar na força, se não quiserem vender.
O método é muito parecido com a grilagem de terra comum no Brasil, sobretudo entre os séculos XIX e XX, praticado por grandes fazendeiros latifundiários e coronéis contra os pequenos proprietários, principalmente no Norte e Nordeste.
Quase ninguém apoia o regime fundamentalista da República Teocrática Islâmica dos Aiatolás do Irã, que está pegando fogo com os protestos, resultando numa barbárie com milhares de mortos pela Guarda Nacional. Não se pode ser a favor de um regime opressor religioso ou político.
No entanto, é ser muito ingênuo para negar que não esteja, desde o início, havendo forte interferência ou o dedo dos Estados Unidos através da CIA (Israel também), visando aumentar a convulsão social, para derrubar o poder, como ocorreu no passado com as ditaduras na América do Sul.
Ninguém comenta sobre a ditadura de ferro mantida há anos pelos Estados Unidos e os xeiques do petróleo da Arábia Saudita. A tirania de lá não é diferente da do Irã, mas a força fala mais alto, ao ponto de mandar esquartejar um jornalista. O yanque dos EUA vem fazendo quase o mesmo contra a mídia e a quem a ele se coloca em oposição.
“O Grande Ditador”, do filme de 1940, do cineasta Charles Chaplin, onde satiriza o nazista Hitler, está mobilizando todas as bases militares espalhadas em redor do mundo, para atacar ferozmente com suas garras outros países, não apenas o Irã. Sua mais recente arbitrariedade foi decretar a negação de visto para mais de 70 países, como se fossem todos terroristas.
A Europa enfraquecida a tudo assiste sem se mover, emitindo apenas notas de repúdio e contestação, como vem operando a China e a Rússia, que também têm seus interesses de poderios em outros territórios. O Putin fica com a Ucrânia, a China com Taiwan, e os Estados Unidos com o resto. A América Latina já é o seu quintal.
Diante de toda essa barbaridade humana, não consigo entender como ainda tem brasileiro que se humilha como um cão vira lata numa embaixada ou consulado para rogar por uma entrada nos Estados Unidos! Nunca tive o mínimo interesse de visitar aquele país, nem que fosse o último do mundo.
TRUMP, “O GRANDE DITADOR”
Quem não se lembra dos grandes clássicos do famoso cineasta Charles Chaplin, nascido em Londres, em 1889, sendo um dos maiores ícones do cinema mudo, conhecido pelo personagem “O Vagabundo”! Seus clássicos continuam atuais como “Os Tempos Modernos”, “O Grande Ditador”, “Luzes da Cidade”, “O Garoto”, “O Circo”, “O imigrante” e “Luzes da Ribalta”, dentre outros.
Pois é, gente, mas quero focar aqui em “O Grande Ditador”, filmado justamente entre setembro de 1936 e o início de 1940, no auge da II Guerra Mundial, sendo a primeira obra falada de Chaplin e uma sátira ao nazifascismo. Por coincidência, a película foi filmada nos Estados Unidos, em Hollywood.
Chaplin escreveu o roteiro em 1937/38, quando Hitler ainda era visto por muitos de forma diferente. Com sua visão futurista, ele se arriscou fazer uma sátira sobre Hitler e acertou na mosca, só que o ditador não conseguiu dominar o mundo enquanto na filmagem brincava com o globo terrestre.
Hitler foi detido em 1945 pela Rússia, os aliados europeus e o próprio Estados Unidos. Nas cenas, Chaplin, com aquele bigode de Hitler, brincava contente como uma criança chutando e se rolando com o globo. A conotação era que aquele brinquedo era só seu e ninguém tascava. Era o tipo do “menino” egoísta e mimado.
Para hoje, um bom chargista ou desenhista só faz mudar o figurino e colocar aquela cabeleira loira de leão do Trump. Aliás, a própria Inteligência Artificial encarrega de lhe entrega tudo pronto. Ficaria perfeito e poderia até ser um filme mudo. O resto é só fazer voar a imaginação.
Por isso que sempre digo que o Chaplin, que morou muitos anos nos Estados Unidos e nunca se naturalizou, vindo a falecer, em 25 de dezembro de 1977, na Suíça (não confunda com a “Suíça Baiana”), era um gênio dos gênios.
Imagina se Chaplin fosse vivo! Suas obras seriam demonizadas e o inglês seria algemado, acorrentado e deportado como terrorista ou preso em Guantánamo, na ilha de Cuba. As figuras em termos físicos entre o Trump e o Hitler são diferentes, bem como as descendências, mas que a imagem dele dando ponta pés no globo, seria bem engraçada, isso seria, além de realista.
Neste segundo mandato (no primeiro foi atrapalhado pela pandemia), o Trump está virando a terra (em sua concepção é quadrada) de cabeça para baixo e mudando sua rotação, como se fosse um deus irado, tirano, dominador e demolidor.
Não vou aqui entrar na questão política em termos ideológicos, mas nenhum governante do mundo, por mais poderoso que seja e por justificativa nenhuma, tem o direito de entrar em outro país e sequestrar um presidente; ameaçar de invasão outros territórios soberanos; ter o desplante de propor comprar; ou tomar na marra como se fosse um assalto a mão armada.
Ele não pode ficar brincando de chutar o globo terrestre, embora a história esteja sempre se repetindo, só que a geopolítica é outra, a guerra fria passou, as armas são ogivas nucleares e não podemos voltar ao pânico constante de uma hecatombe planetária.
Bem melhor se fixar somente naquele clássico satírico de Chaplin, um fantástico-realístico bem divertido, brinquedo que não deu certo, mas deixou um estrago incalculável na humanidade com milhões de mortes e massacres hediondos.
Naquela época, Chaplin poderia até ter colocado outras personagens chutando o globo. Agora seria Trump e o Benjamin Netanyahu, o “Bibi”, de Israel, contra o resto? É hilário, mas é sério e pavoroso! O clássico é imortal, como foi o seu autor.
O MUNDO ESTÁ MELHOR, OU PIOR?
Esta questão sobre se a vida no mundo está melhor, ou pior sempre rola em roda de conversas com vários pontos de vista. Desta vez prefiro não emitir minha posição. Alguém pode até considerar estranho e achar que não esteja sendo correto ficando fora dessa.
Cada um deve fazer sua reflexão e colocar sua imaginação para voar nas asas da filosofia, da sociologia e da história. Temos aqui uma crônica sobre as coisas da vida, um tempo que muda e segue sem parar, cada vez mais apressado e corrido no tropel do cavalo com seu cavaleiro.
Vou apenas colocar algumas situações comparativas sobre a vida nos tempos passados, o presente da era tecnológico e o futuro que nos aguarda. Sei que existem os pros e os contras sobre este tema que me atrevo a escrever. Nesse burburinho da vida atual, poucos param para fazer esta análise. Só a geração mais antiga, que tudo viu e observa, pode fazer está avaliação. Como ficará o pêndulo da balança? Para que lado vai mais inclinar?
Lá atrás, pelos anos 40, 50 e até os 60, mais gente vivia no campo do que nas cidades que começavam a se desenvolver nas áreas industrial, econômico e social. Mais de 70% eram rurais, sem energia (o fogão era a lenha), sem água em torneiras, sem moedores elétricos (tudo era pisado no pilão), ainda existiam as mulheres rendeiras, as costureiras, os alfaiates, as lavadeiras, os sapateiros (hoje são raros) e os utensílios das casas eram todos manuais. Era a época do fifó.
A educação era bastante precária, com poucas escolas, cujos professores e professoras eram leigos. As crianças trabalhavam na roça e brincavam nos terreiros de pés descalços. O índice de analfabetismo era alto, sem bem que 90% hoje são analfabetos funcionais.
Os mais pobres e os pequenos proprietários viviam sob o jugo dos latifundiários. Os governantes não davam nenhuma assistência ao sertanejo do interior (ainda é insuficiente), principalmente no que diz respeito à educação e à saúde, mas havia um maior sentimento de solidariedade e companheirismo, com mutirões, adjutórios e outros meios de ajuda. Eram todos por um e um por todos.
Sem assistência social, secas intensas e alternativas de melhorias, sobretudo, para o futuro das crianças e dos jovens, o quadro foi se invertendo e, com o passar dos anos, o campo foi se esvaziando. Levas e mais levas de gente foram para as pequenas, médias e grandes cidades. Da população brasileira atual, mais de 70% estão nos centros urbanos.
Sem especialização e conhecimento para um emprego qualificado, a grande maioria de pobres se instalou nas periferias, em morros e favelas. As cidades incharam e não deram conta da demanda por saneamento básico e outros setores. Muitas daquelas crianças passaram a perambular pelas ruas e aumentou o número de pedintes, apesar das escolas públicas terem um ensino de qualidade que foi caindo de nível no decorrer da ditadura e com a redemocratização.
Nas cidades, a pobreza cresceu e aprofundaram as desigualdades sociais, mesmo com o ensino sendo universal para todos, com mais escolas. Cresceu a quantidade e piorou a qualidade. Com o SUS, a saúde é para todos, mas o serviço é ineficiente e muitos morrem nos corredores dos hospitais por falta de atendimento médico.
As cidades hoje viraram um amontado de gente, uns morando numa selva de concreto em apartamentos ou apertamentos e muitos em casebres e casas modestas em áreas irregulares perigosas, numa “guerra” desenfreada pela sobrevivência para pagar suas dívidas. No embalo do consumismo compulsivo, as pessoas hoje vivem endividadas e poluindo mais o planeta.
A violência se espalhou por todos os cantos e muitos jovens, sem opções e carências, nela se embarcaram; a corrupção mais que duplicou em todos os níveis; e não se confia mais nas pessoas como antigamente. O senso coletivo – não estou aqui falando de doações e campanhas de alimentos – deu lugar para o individualismo, do tipo cada um por si e os outros que se lasquem. Prevalece a lei da vantagem e a do mais forte. Não se respeita mais os outros.
Nessa linha de raciocínio, o progresso teve seu lado bom, mas outro perverso e triturador do ser humano. Na ganância pelo deus dinheiro, depredaram e destruíram o meio ambiente ao ponto de já estarmos em pleno aquecimento global, com tormentas e tragédias. Vivemos numa turbulenta decadência da humanidade, com ideias e comportamentos medievais, apesar do avanço das tecnologias sofisticadas e modernas.
Por falar nisso, hoje você tem uma máquina potente de lavar (antes batia roupa em tanques e lajedos), utensílios domésticos automáticos de primeira geração que logo dão defeitos para fazer a economia rodar, casas com inteligência artificial (tudo é mais fácil, sem esforço), celular para se comunicar com maior rapidez (nada de cartas e telefones antigos), redes sociais cheias de fofocas e besteirol, com textos curtos e português errado, pagamentos rápidos pelo pix e outro montão de facilidades tecnológicas.
Em contrapartida, as doenças aumentaram e muitas delas desconhecidas e exóticas; mais vírus se espalharam pelo mundo, mas a medicina e a ciência se modernizaram. Inventaram curas e tratamento com vacinas e medicamentos, embora poucos têm acesso. Não entro aqui no cenário das guerras, atrocidades e tiranias porque elas sempre existiram desde os primórdios das civilizações.
Teríamos aqui uma vasta lista de fatos, de mudanças, acontecimentos e episódios para colocarmos num cesto e realizar nossas escolas. Creio que muitos seriam chamados de saudosistas e estes taxariam os atuais de alienados, apenas peças de uma engrenagem de triturar humanos. A polêmica não teria fim. Seria uma discussão do fim do mundo.
Sem mais delongas, para não me alongar (poucos são os leitores e a nossa cultura está em baixa), com todas essas vantagens e desvantagens entre o passado e o presente, você hoje vive mais feliz com todo esse avanço tecnológico na mão?
O mundo de hoje está melhor, ou pior? Você vislumbra um futuro mais promissor e mais humanista, sem muitas matanças, ódio e intolerância? Você decide e, como já falei lá em cima, não vou aqui revelar a minha opinião. Um abraço a todos os navegantes desse barco chamado de terra, ou nessa nau de sensatos e insensatos.
AOS POETAS DAS IMAGENS NO DIA COMEMORATIVO AO FOTÓGRAFO
Sei que foi no dia 8 de janeiro e a data passa, de forma injusta, praticamente despercebida. É a cultura brasileira da desmemorização dos valores artísticos, e o celular não é o maior culpado desse fenômeno do esquecimento. Certo que o novo aparelho “mágico” virtual automático contribuiu para esse menosprezo, mas esses profissionais das lentes continuam sendo os poetas das imagens.
Em qualquer evento, shows, aniversários, festas, passeios turísticos, casamentos, encontros familiares, nos bares e restaurantes, lá está cada um com o celular em mãos para fazer umas selfies e registrar os momentos, para postar, imediatamente, nas redes sociais. É uma mania generalizada. Diria até que é uma febre, só que depois deletam para dar espaço para outras.
Acontece que nos acontecimentos importantes (casamentos, formaturas e outros), lá está a presença do profissional porque tratam de fotografias com maior nitidez, foco e resolução. Não podemos deixar aqui também de mencionar sua atuação imprescindível na função do repórter jornalístico, ou o fotojornalismo, bem diferente do retratista.
Eles estão na linha de frente das guerras, das manifestações, dos protestos e movimentos sociais, para pegar os melhores ângulos e flagrantes que o amador do celular não consegue captar, tanto quanto o fotógrafo. É ele quem sabe o momento certo de clicar, fazer a abertura correta do diafragma, fixar a medida do ISSO e a sua velocidade, para que a deusa luz, natural do deus sol, ou a artificial dos humanos, projete a sua imagem para dentro da câmara escura.
Em nome dos grandes fotógrafos nacionais e universais, como Sebastião Salgado (humanismo e documentário), Evandro Teixeira (meu saudoso amigo das impactantes fotos da ditadura), Araquém Alcântara (natureza brasileira), Cláudia Andujar (Amazônia), Walter Firmo, de cores vibrantes, Henri Cartier-Bresson (fundador do fotojornalismo), Ansel Adams (paisagens), Paul Nicklen (vida selvagem), dentre outros, homenageio todos os fotógrafos conquistenses e baianos, como meu companheiro de lutas José Silva, Raimundo Laser, José Carlos D´Almeida, Cadete, com quem também trabalhei, Edna Nolasco e seu pai (saudosos) Neca Correia, Manoelito Melo e tantos outros.
Todos eles são nossos poetas das imagens, nas quais brotam textos das nossas cabeças, a depender da fotografia, especialmente quando são lindas paisagens da natureza ou expressões humanas. Como se diz no popular, existem fotos que falam por mil palavras. No jornalismo, por exemplo, não dá para publicar uma matéria sem fotos, como manifestações, tragédias, incêndios, guerras e tantos outros fatos.
Uma foto profissional é como se fosse uma poesia, e dela brota a inspiração para se fazer uma bela legenda, mesmo que o jornalista e o escritor não tenha trabalhado ao seu lado. Apesar da internet, e mesmo nela, a fotografia ainda é e sempre será essencial para traduzir as memórias e construir nossa história por meio do passado e do presente.
Lá estão nossos poetas nas manchetes dos jornais, nas revistas e nas ilustrações de obras dos escritores em geral. Fotografia é também história e é através dela que nos faz recordar e escrever sobre o passado. São como documentos em cartórios, desde o seu processo analógico até os nossos tempos do virtual. Meu abraço a todos os fotógrafos com suas poéticas fotografias.



















