CONQUISTA E AS CHUVAS
Não sou engenheiro e nem especialista no assunto, mas não é necessário para antever que Vitória da Conquista está na mira das tragédias e desastres em futuro próximo diante das mudanças climáticas (aquecimento global) com os temporais das fortes chuvas que hoje castigam o planeta e todo Brasil. Qualquer leigo mais esclarecido sabe que Conquista não tem mais estrutura para receber fortes chuvas, e o que vem acontecendo nas últimas semanas prova isso. Cabem às esferas municipal, estadual e federal, sem intrigas políticas partidárias, tomarem urgentes providências na realização de obras de macro e micro drenagem na cidade, porque os custos são altos e envolvem pesados investimentos. Conquista cresceu rapidamente sem uma infraestrutura adequada. Os serviços de drenagem feitos há mais de 30 ou 40 anos estão totalmente defasados e precisam ser ampliados, com capacidade para receber as grandes enxurradas, principalmente as que descem da Serra do Piripiri, durante muito tempo depredada pela ação humana. Não me lembro da demolição de casas condenadas pela Defesa Civil em áreas irregulares de risco, como ocorreram nesta semana. É um sinal que vem coisa bem pior por aí, a começar pelas encostas da Serra em bairros pobres, como Pedrinhas, Senhorinha Cairo (existem casebres no topo da Serra), Bruno Bacelar, Miro Cairo, imediações da Vila Serrana e outras localidades de invasões. Só vão cuidar quando acontecerem tragédias de grandes proporções. Toda essa encosta da Serra deveria ter sido preservada pelas prefeituras passadas, mas, exatamente elas têm a maior parcela de culpa pela destruição do meio ambiente. Não é por menos que já chamaram a Serra do Piripiri de “Serra Pelada”. Conquista está na rota das tragédias com deslizamentos de terras.












