:: 4/mar/2026 . 23:09
E OS EQUIPAMENTOS CULTURAIS?
A Secretaria de Cultura de Vitória da Conquista vem anunciando a elaboração do Plano Municipal de Cultura através de reuniões com diversos setores das artes, e agora com escutas territoriais que, segundo o poder público, orientará as políticas culturais pelos próximos dez anos. Por que não, vinte anos?
Para este ciclo de debates será utilizada a Carreta da Cultura, tendo como objetivo assegurar a participação popular e democrática, de modo que contemple as comunidades conquistenses. Diz a Secretaria que a partir dessa etapa serão definidas metas e ações que irão compor o documento.
Pelo tempo que os artistas da cidade vêm cobrando este plano, mais parece “coisa para inglês ver”. Como tudo nesse Brasil e, particularmente, em nossa Bahia, é lento e atrasado, quando ele chegar, muitos já se foram na poeira do tempo, sem falar que deixamos de realizar diversas ações e atividades importantes.
Nos últimos meses só se vem falando nisso, como se fosse uma tática da Prefeitura Municipal de que está mesmo preocupada com a cultura (não engulo essa), ou uma maneira de se esquecer de outros problemas cruciais envolvendo o setor. Para ser sincero, nunca vi um governo tão apático com relação à nossa cultura.
Com esse plano, pra lá e pra cá, ninguém comenta mais sobre os equipamentos culturais que estão fechados há cerca de dez anos. Estão abandonados e entregues à destruição do tempo, principalmente com essas chuvaradas. Vamos repetir aqui a grave situação do Teatro Carlos Jheovah, o Cine Madrigal e a Casa Glauber Rocha.
Esses espaços, se ativos estivessem, estavam sendo utilizados pelos artistas em geral para realização de seus ensaios e espetáculos, beneficiando toda sociedade, inclusive os empresários do comércio.
Infelizmente, essa categoria empresarial não tem a mínima noção disso e trata a cultura como se fosse um patinho feio. Definitivamente, a mentalidade desse segmento é atrasada e só pensa em juntar dinheiro para adquirir imóveis e colocar o dinheiro nos colchões bancários.
Há muitos anos tenho cobrado a elaboração desse plano, desde quando fui presidente do Conselho Municipal de Cultura, mas emperraram os trâmites. Pelo período de enrolação, entendo, dentro da minha modesta visão, que a abertura dos equipamentos seria prioritária.
O que mais me incomoda mesmo é que o poder executivo fez um voto de silencio quanto a esses equipamentos, como se eles não fizessem mais parte dos planos da cultura. Será que a prefeitura tem a intenção de vender essas edificações históricas para o setor imobiliário, ou deixá-las esquecidas até que caiam?
Sei que o nosso povo, pela sua própria ignorância e falta de instrução, nem está aí para as questões da cultura e nem sabe que sem a arte somos apenas animais desalmados e brutos. O que essa gente quer é pavimentação de ruas, e é até compreensível.
No entanto, é de responsabilidade dos poderes constituídos zelar, preservar e incentivar a cultura, porque não somente de pão vive o homem. Para lamento, tristeza e vergonha dos mais esclarecidos, Conquista já foi uma cidade cultural. Infelizmente, hoje não é mais.
CONQUISTA PRECISA DE OBRAS DE DRENAGEM PARA EVITAR ESTRAGOS
As fortes chuvas que caíram em Vitória da Conquista, na última semana e provocaram estragos em diversos pontos da cidade, foi o assunto dominante nas falas dos vereadores durante a sessão ordinária desta quarta-feira (dia 04/02), na Câmara Municipal.
Os parlamentares fizeram um apelo às esferas municipal, estadual e federal para, em conjunto, construírem com urgência obras de macro e micro drenagem, de modo a enfrentar as mudanças climáticas.
Antes dos pronunciamentos, os vereadores apreciaram diversos projetos do poder executivo, como o pedido de autorização para que o município conceda subvenção social à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – Apae; e ampliação do número de vagas para o cargo de provimento efetivo de nutricionistas no quadro de pessoal.
Constaram ainda da pauta de discussões, a solicitação para passar a denominar a Rua “J” em Adonias Rebouças São José, no Bairro Zabelê; também denominar a Avenida Padre Aguiar, no lugar da atual Oswaldo Cruz (antiga Avenida H), localizada no Conveima I.
No âmbito administrativo, requer a mudança de denominação da Secretaria de Serviços Públicos, para Sec. Municipal de Ordem Pública; bem como, Secretaria de Gestão e Inovação, para Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão- Seplag.
Os parlamentares presentes usaram a tribuna para se referir às fortes chuvas e seus estragos. Adinilson Pereira destacou os prejuízos causados no Choça, na Lagoa das Flores e outras localidades. Segundo ele, a chuva é uma benção para os sertanejos, mas causou prejuízos graves na cidade que precisa de obras de drenagem, sendo que em alguns locais os serviços devem ser feitos com urgência.
Na ocasião, pediu ao poder executivo que fiscalize algumas obras particulares (galpões) que estão sendo erguidas no Centro Industrial, em sua opinião, de forma irregular, causando impactos ambientais.
Quem também tratou da questão das chuvas foi o vereador Andreson, que citou a presença em plenário do ex-deputado Clovis Flores. Lembrou que março é o mês das mulheres e fez um apelo para que sejam realizadas campanhas educativas entre as crianças de maneira que no futuro próximo sejam reduzidos os atos de violência contra a categoria.
Sobre as chuvas, solicitou que a Prefeitura Municipal comece as obras de tapa buracos porque todas as ruas estão em estado lastimável. O parlamentar Edjaine Rosa (Bibia) foi na mesma toada e adiantou que em abril o executivo vai receber 200 milhões de reais do empréstimo dos 400 milhões, para realizar obras de reparos as chuvas.
A parlamentar Cris Rocha informou que fez uma visita ao distrito de Inhobim e requereu que a prefeitura faça uma reforma do posto de saúde, para o qual nosso mandado destinou 100 mil reais da emenda impositiva. Para o distrito, indicou ainda a pavimentação da rua Plínio Flores, bem como a revitalização da praça principal.
Luis Carlos Dudé, além de falar das fortes chuvas e da necessidade de obras de drenagem na cidade, aproveitou para informar sobre a chegada da imagem de Nossa Senhora de Fátima a Conquista vinda de Portugal. Essa imagem ficará de forma permanente na Igreja de N. Senhora de Fátima (Convento dos Capuchinhos).
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