Poeminha de autoria do escritor e jornalista Jeremias Macário

Quando do sono despertam os poetas,

Os pássaros no raiar fazem suas sonoras,

E as visões misteriosas abrem suas frestas.

 

Dos barracos morros na porta bate a fome,

Na virada da noite dos tiroteios de balas,

Onde prospera a exclusão do Estado que some.

 

Nos mocambos a educação sem redes e sinais.

Corta a navalha a alma dos despossuídos,

E adormecem os poetas na língua dos intelectuais.