UMA MADRUGADA NA LAPA
Quando os romeiros cansados foram para seus ranchos, pensões e cabanas dormir, depois de um dia e parte da noite fazendo suas orações e promessa, em sua solidão, o jornalista Jeremias Macário flagrou com suas lentes uma madrugada em Bom Jesus da Lapa. A torre a cruz, como guardiões da cidade e dos romeiros, abençoam a todos para o outro dia. Só uma mulher, com seu rosto cicatrizado pelo tempo, a tudo observa ao seu redor e, no silêncio de sua alma, passa para seu dormitório. Tudo é calma e existência, que vão dar lugar ao borborinho logo ao amanhecer do dia, com mais preces e pressa em testemunhar a fé. 
GENTE QUE É GENTE
Poema do jornalista e escritor Jeremias Macário
Por esse lenho da Vera Cruz
Desceram os espíritos da nau
Atrás do venal cobiçado metal
Com doenças do corpo e da alma
Inocular o vírus predador do mal
Na gente virgem mata selvagem.
Armada de doutrina sagrada
Comeu nativo na cruz e na tara
Cuspiu gente que ainda faz gente
Do açoite do cipó, do reio e da vara
Do ouro, do mel da cana e da boiada.
Neste visceral árido caminho
Vaga a ampulheta da morte
De uma gente andante solitária
Que se humilha pra ser gente
E não é vista pela sua gente
Indiferente e inconsequente.
Depois de um sono de engano
Raios de luz batem na janela
Crianças choram de fome
E a paisagem do mar da favela
Na curva da esquina some.
Nas bocas fumacentas do crack
Nos escombros e nas ruínas
Trapos, farrapos amontoados
Mães, meninos e meninas
Das guerras tiranas assassinas
De uma gente que não vê sua gente.
Gente de fé e luta cangaceira
Da seca cinzenta e inclemente
De rostos marcados nas feiras
Carrega seu bocapio de poeiras
Cheio de esperança de ser gente.
Vejo os mortos vivos
Perambulando nesta estrada
Do pergaminho curto da vida
Como códigos de um ninho
Misterioso de uma gente crente
Que nem sabe se é mesmo gente.
A alma da terra dessa gente
Que não tem na capanga a moeda
Para dar ao barqueiro Caronte
Vaga pelas margens do rio
No viaduto e debaixo da ponte.
Atrás daquele monte de pedras
Pode existir uma doce fonte
Uma flor rara e solitária
Outro horizonte perdido
Outra gente que ama gente
E ensina como mudar a mente.
Gente que é gente do ter e do ser
Gente braçal e de todos os rincões
Gente do pensar mágico simpático
Das fábricas, campos construções
É preciso fazer a hora acontecer.
OS MAIORES PREÇOS DA BAHIA
No mês de junho percorri muitos trechos da Bahia, saindo de Vitória da Conquista a Salvador e depois ao norte até Juazeiro e retornando por várias cidades da Chapada Diamantina e tive a curiosidade de observar os preços da gasolina nos postos por onde transitava. Constatei que o custo da gasolina em Conquista é o mais alto, só igualando em algumas unidades a Juazeiro por motivos de distância, mais de 500 quilômetros de Salvador, enquanto aqui o combustível é transportado a 150 quilômetros, em Jequié.
Confesso que passei toda viagem comentando o fato e fui até um chato revoltado. Na minha cabeça, e acho que na de todos os conquistenses, a única explicação é que aqui existe um cartel dos empresários, uma máfia do monopólio, e nada é feito pelas autoridades (poder público, procuradoria pública, promotores, Procon e a sociedade em geral) para desbancar esse complô contra os consumidores que já penam com outros preços altos dos combustíveis, inclusive o gás de cozinha.
VAI BAIXANDO
Basta sair da cidade que o preço vai baixando a partir do Bairro Lagoa das Flores, em patamares diferentes. Vi gasolina de R$4,34 o litro em Milagres a cerca de 150 quilômetros de Jequié onde se encontram os dutos da Petrobrás. Descendo até Salvador não se encontra uma tabela que se iguale a Conquista em termos de custo. Diante do absurdo e da afronta ao povo conquistense, sempre lembrava que esta cidade, chamada erradamente de suíça baiana, já teve os preços mais baixos da Bahia.
No outro roteiro, cortando parte da Chapada até Juazeiro, fiz questão de fazer a mesma coisa, olhando as bombas, com tabelas bem mais baixas que Conquista, variando de R$4,38, 4, 42, 4,46, 4,48, 4,56, 4,60, 4,65 nas cidades de Iaçu, Itaberaba, Ruy Barbosa, Macajuba, Baixa Grande, Mairí, Capim Groso e só aumentando um pouco a partir de Senhor do Bonfim até Juazeiro. Passei também por Jacobina, Piritiba e Mundo Novo, e não vi coisa igual como nos postos de Conquista.
Em outra rota, saindo daqui e entrando no sertão de Anagé, Aracatu, Brumado, Caetité, Guanambi e outras cidades, inclusive Bom Jesus da Lapa, Conquista também continua sendo campeã nos preços altos da gasolina, principalmente. Talvez pelo seu crescimento nos últimos anos, mais gente chegando, mais empresas e mais prédios e faculdades, Conquista tornou-se uma cidade de alto custo para se morar, não somente nos combustíveis, mas também em outros itens de consumo, inclusive na gastronomia, e olha que aqui não é uma zona urbana turística. É sempre a ganância do capitalismo que só pensa em lucrar mais e mais e tirar proveito da situação.
Quanto ao caso específico da gasolina, nesta semana alguns postos resolveram baixar os preços, mas ainda continuam altos em comparação a outras cidades da Bahia, conforme citadas. Pode ser apenas um disfarce, diante das pressões da Câmara de Vereadores com a CPI, da mídia e da provocação popular para que o Procon, O Ministério Público , Defensoria Pública e a própria OAB tomem providências conjuntas porque o consumidor não aguenta mais esse quartel, a única explicação cabível para se pagar preços tão altos e extorsivos.
Nas entrevistas só aparecem os gerentes dos postos tentando justificar o injustificável, e colocando sempre a culpa na cotação das importações da Petrobrás e outras companhias, e nos impostos, que são altos sim e escorchantes, mas convencem Conquista ter um dos preços mais altos da Bahia. Os donos e os representantes do sindicato dos patrões se blindam atrás de uma caixa preta que precisa ser aberta e punir os responsáveis por esse crime contra ao nosso povo conquistense.
TIBÉRIO ASSUMIU O REINADO SEM LUTAS E O EXÉRCITO 0 APOIOU COMO IMPERADOR
Depois de ter governado por mais de 40 anos, Augusto morreu no ano 14 da nossa era. Considerava o principado como uma instituição permanente. O primeiro dos herdeiros era o sobrinho Marcelo, casado com Júlia, a filha do imperador, mas morreu cedo em 23 a.C. O herdeiro seguinte foi Agripa, que se casou com Júlia, mas cedeu para Caio e Lúcio, seus filhos com Júlia, mas também morreram.
Então, Augusto foi obrigado, por influência da esposa Lívia, a adotar Tibério Cláudio Nero, filho da mulher com o primeiro marido, como único membro da família. A vontade de Augusto era que fosse Germânico, o sobrinho de Tibério, irmão de Druso, mas não deu. Para manutenção da paz, todos concordavam que o principado era indispensável. Sem luta, Tibério tomou as rédeas do governo.
O exército o reconheceu como imperador, e o Senado conferiu-lhe todos os poderes especiais que haviam feito a Augusto. Até o suicídio de Nero, o trono foi ocupado por membros da Casa Cláudia, dos quais os dois primeiros foram adotados pela família dos Júlios.
OS FLÁVIOS
Tudo sobre os membros dessa família e os incidentes nos reinados foram descritos pelo historiador Tácito, em seus Anais. Suas Histórias contam a queda daquele poder e o período de confusão que terminou com a ascensão dos Flávios, que não tinham parentesco com Augusto.
Nenhum deles tinham carisma, mas herdaram a popularidade de Augusto e isso justificava a posição que ocupavam. Tibério era um general competente, rigoroso e dedicado ao país. Mostrava as mesmas virtudes como estadista, mas não possuía a energia do seu predecessor. Ao seu lado estava a imponente figura de Lívia a quem devia a subida ao trono. Muitos que ocuparam postos de destaque no reinado anterior lhe eram hostis. Não gostavam do seu orgulho e frieza.
A vida na corte tornou-se impossível quando seu sobrinho Germânico morreu no Oriente. Muitos achavam que ele foi vítima de uma trama de Tibério e Lívia. Por tudo isso, Tibério deixou Roma e foi morar em Capri. De lá, o único homem em que confiava era Sejano, prefeito da guarda pretoriana, a quem deixou como seu representante em Roma. Sejano tornou-se governador da cidade.
AS INTRIGAS PALACIANAS
Enquanto isso, as intrigas palacianas continuavam, e Sejano resolveu aproveitar. Houve uma longa série de crimes sombrios, como o assassinato de Druso (filho de Tibério) envenenado pela esposa, que fora seduzida por Sejano. Os filhos de Agripina foram mortos, e ela foi exilada e morta. Depois foi descoberto que Sejano conspirava contra o imperador. Por isso, ele foi executado, seguido de um período de terror com a morte de inocentes.
Calígula sucedeu a Tibério e reinou de 37 a 41 da nossa era. Filho de Germânico, cresceu cercado de jovens helênicos corrompidos, temendo perder a vida por causa das brigas palacianas. Era único membro da família Juliana e, em seu reinado, deu prova de insanidade mental.
O louco Calígula destruía, sem piedade, todos aqueles que lhe inspiravam medo. Educado entre príncipes jovens do Oriente, exigia que lhe fossem prestadas honras divinas e declarou-se senhor e deus (dominus et deus). Provocou a ira de seu povo, introduzindo na corte costumes helênicos. Calígula teve ligações abertas com suas irmãs e proclamou uma delas sua mulher e deusa. Os conspiradores da guarda pretoriana deram-lhe um fim violento.
A GUARDA PRETORIANA
PÔR-DO-SOL NO SANTIAGO
Em Juazeiro muita gente aprecia o pôr-do-sol na orla do Rio São Francisco, o “Velho Chico”, como nesta praça ao lado com a estátua de Santiago Maior, em imagem flagrada pelo jornalista e escritor Jeremias Macário em suas andanças pela Bahia, onde já fez muitas farras com amigos. O pôr-do-sol no “Velho Chico” é também paragem de reflexão poética e existencial.
ENTRE UM E O OUTRO
Poema do jornalista Jeremias Macário
Brigam a ciência e o mistério,
pela verdade do peregrino,
mas poucos levam a sério.
Misturam religião e profano,
nas festas de todo o ano.
Uns vão e outros ficam,
na curva escura da vida.
Uns preferem a linha reta;
outros duvidam da seta.
A saudade aperta,
quando termina a festa,
e o encontro se desfaz,
no ar como o gás.
Entre a água e o fogo,
fico com o fogo.
Entre a terra e o ar,
fico com o ar para respirar.
Entre a pauta e o roteiro,
temo ficar com os dois,
e ser escolhido pra depois.
Entre a morte e a vida,
não tem mais saída.
Entre a treva e a luz,
fico com a que me conduz.
Entre a música e a literatura,
só se tiver conteúdo e cultura.
Entre o deletar e a tortura,
me leve para a sepultura.
Entre o amor e a dor,
nos dois eu sou.
Entre a capela e a catedral,
sou a mais simples pra rezar,
e chegar do outro lado de lá.
Entre o amigo só das festas,
fico com o das horas incertas.
Entre Raul, Chico e Gil,
melhor se for de vinil.
Entre Milton e Vandré,
fico também com Tom Zé.
Entre a religião e a filosofia,
prefiro a popular sabedoria.
Entre esse espaço de aço
e a sociedade alternativa,
fico com a criatura primitiva.
Entre a chuva e a maré,
prefiro ir seguindo a pé.
A CULTURA DE CONQUISTA
Carlos Albán González – jornalista
Colega e amigo Jeremias, entendo perfeitamente seu desapontamento com o movimento cultural, que não é de hoje, não somente em Vitória da Conquista, mas em todo o País. Concordo que é frustrante para um escritor, após três anos de trabalho, ver que o seu livro será lido por poucos. Você deve estar lembrado que, recentemente, um nosso colega aqui esteve, a convite da prefeitura. Naquela noite, no Memorial Régis Pacheco, ele autografou apenas quatro exemplares de sua obra literária.
A título de consolo, peço permissão para afirmar que, naquele encontro do último dia 14, tanto você como a artista plástica Elizabeth David, que expôs seus belos quadros, devem ter feito uma avaliação dos amigos que aqui possuem, dispostos a impedir que a cultura em Vitória da Conquista atinja o fundo do poço. Ninguém em sã consciência perdoa a ausência de um representante da Secretaria de Cultura do município, e da Câmara de Vereadores.
Imperdoável é que entre os ausentes figurem dezenas de conquistenses que você prestou favores e lhe bajularam durante o período (14 anos) em que exerceu a chefia da sucursal de “A Tarde” em Conquista. O próprio município tem uma dívida a lhe pagar, em troca da divulgação, inclusive na área cultural, de toda a região sudoeste do estado, pelo jornal de maior circulação do Norte e Nordeste do País.
Seria reprovável de minha parte se não elogiasse iniciativas que deveriam servir de exemplo, Refiro-me à programação artística do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, e a sensatez da prefeitura em contratar para os festejos juninos artistas da terra, autênticos forrozeiros, em vez de pagar altos cachês a safadões, intérpretes de um “lixo” que eles chamam de música.
Receio, prezado companheiro, que a censura política, que já pesa sobre a cabeça de alguns dos nossos colegas, venha lacerar as nossas manifestações artísticas. Repórter de “O Estado de S. Paulo”, no período da ditadura militar, que matérias vetadas pelos censores, eram substituídas por poemas de Camões, inseridos na primeira página do jornal; testemunhei a invasão da Redação de “A Tarde” por soldados armados, para prender um colega, que nunca mais foi visto.
Cinema
Na terra de Glauber Rocha, aplaudido como maior cineasta brasileiro, nem o cinema nacional tem vez.
Como o tema desse comentário é cultura, peço licença para colocar em pauta a 7ª arte, talvez a minha preferida. Começo recordando Glauber, o mais discutido personagem do cinema nacional. Tenho convicção de que a maioria dos conquistenses jamais assistiu a um filme do seu conterrâneo mais famoso, e vai continuar sem ver, enquanto não mudar o raciocínio dos programadores das salas de cinema da cidade.
DE VOLTA AO “VELHO CHICO”
Estou aqui, mais uma vez, em Juazeiro, no norte e agreste do sertão, celeiro das frutas que emanam das terras áridas, revendo o Rio São Francisco, mais carinhosamente chamado de o “Velho Chico” que tanto deu e ainda dá sustento a este povo. Não se sabe até quando ele vai resistir aos maltratos dos homens que só fazem dele retirar suas riquezas e não repor as perdas e revitalizá-lo.
Basta uma temporada de estiagem e o “Velho Chico” entra em colapso e em estado terminal, mostrando extensas áreas de areia e o mar invadindo suas águas na foz. Os governantes lá de cima de suas mordomias e castas sempre prometem cuidar, repor suas matas ciliares e não sugar tanto suas águas, mas não passa disso. A ganância do capitalismo vil só quer saber de lucrar e tome mais projetos de irrigação, sem a devida sustentabilidade.
Quando batem as chuvas em suas cabeceiras, ele volta a se erguer e se encorpar, e aí o governo federal esquece de colocar em prática a revitalização. Ainda bem que estou revendo, porque não se sabe até quando o “Velho Chico” vai aguentar tanta destruição! Suas margens não são mais as mesmas, e as cidades em torno dele derramam esgotos e todo tipo de sujeiras.
Mesmo em decadência, ele continua transportando e rendendo frutos, como uvas, mangas e melões que são exportados para diversos países do mundo. Os pescadores e ribeirinhos não têm mais a mesma fartura de anos passados, depois de tantas hidrelétricas, da transposição em canais para outros estados nordestinos e falta de preservação. Os peixes estão escassos e não é mais navegável como antes. Só os barquinhos atravessam com dificuldades
O seu futuro é incerto, principalmente agora com o governo do capitão-presidente que só pensa em castigar o meio ambiente com seus projetos malucos, como o de transformar o paraíso de Angra dos Reis num lixo capitalista de uma Cancun mexicana. O “Velho Chico” pede socorro e seus afluentes vão desaparecendo desde Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
Sempre que venho a Juazeiro, ou visito outras cidades banhadas pelas suas águas, presto a minha homenagem ao “Velho Chico” estraçalhado, cujas nascentes estão sumindo na Serra da Canastra. Do jeito como está, haverá um dia que se transformará num fiapo, ou num riacho. Ai será o desastre para todo Nordeste.
As canções hoje não falam mais de sua abundância de outrora, mas do seu definhamento e do seu fim. São cantos e poemas de lamento. É muito triste ver o que está acontecendo, mas faço a minha oração para que os homens se compadeçam e não fiquem só esperando por “milagres” das chuvas de São Pedro. Passou da hora de todo o povo, os artistas, intelectuais, ambientalistas e toda gente, sem distinção, se levantar e protestar contra sua depredação. Não vamos deixar o “Velho Chico” morrer e só ficar na lembrança das fotos.
UM LANÇAMENTO MUITO ESPERADO
Quero agradecer aos amantes da cultura que estiveram presentes ao lançamento do livro “ANDANÇAS”, de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário, na noite do último dia 14 de junho, na Casa Regis Pacheco. Foi uma noite cultural também de lançamento do nosso “CD Sarau A Estrada” e exposição de artes plásticas da pintora e artista Elizabeth David.
O que mais importou não foi a quantidade, mas a qualidade dos amigos, artistas, como Alex Baducha, Walter Lajes e Alan Karded, intelectuais e outras pessoas que ainda se mostram como força resistente em defesa da cultura, que está tão desprezada e com suas flores murchas, como assinalou o autor da obra.
O livro foi um lançamento que estava sendo esperado há muito tempo porque foi um projeto colaborativo onde muitos assinaram o “Livro de Ouro”, numa espécie de pré-venda. A impressão do trabalho na gráfica Eureka, com arte final e visual de Beto Veroneze, foi um dever cumprido que durou mais de três anos, mas saiu com uma linda capa.
Perdeu que não compareceu e ainda não adquiriu a obra de contos, causos, prosas e versos, com várias letras já musicadas por artistas da terra, como Walter Lajes, Papalo Monteiro e Dorinho Chaves. Ainda haverá outros lançamentos em breve, em Vitória da Conquista, e em outras cidades da região.
Na ocasião, o autor apresentou seus outros livros “Terra Rasgada”, “A Imprensa e o Coronelismo” e “Uma Conquista Cassada” que fala da ditadura civil-militar em Conquista, na Bahia e no Brasil e que está sendo útil para pesquisas de estudantes e professores, inclusive sendo indicado nas escolas e faculdades.
“Andanças” foi um trabalho árduo e difícil por falta de patrocínio, mas muitos colaboraram para que o projeto fosse concretizado. É isso, caros ,amigos, fazer cultura neste país é coisa de “doido” , mas estamos aí para continuar na luta pela divulgação do conhecimento e do saber que, infelizmente, os governantes nem querem saber, e entendem, como o atual capitão, que educação é gasto e não investimento.
O CD Sarau foi outro projeto inédito que exigiu muito sacrifício, mas terminou saindo com 22 faixas intercaladas com músicas, poemas e causos. Foi o resultado dos nossos saraus no “Espaço Cultural A Estrada” que completou nove anos. Participam músicos e compositores como Alex Baducha, Walter Lajes, Marta Moreno, Jânio Arapiranga. Evandro Correia, Dorinho Chaves e outros poetas e contadores de causos. O CD começa com abertura de um texto onde conta a história do sarau e como surgiu a ideia da obra documental.
A exposição de artes de plásticas, de Elizabeth David, veio a se juntar à nossa noite cultural na Casa Regis Pacheco, e muitos tiveram a oportunidade de apreciar seus belos quadros campestres, com muito colorido e alegres, que mostram flores vivas e paisagens do campo. Vamos continuar unindo literatura com outras linguagens artísticas porque, na verdade, todas são irmãs e nos dão sentido à vida.





























