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EDITAL DE CITAÇÃO PARA PAGAMENTO DE QUANTIA

JUÍZO DE DIREITO DA 5ª VARA DE RELS. DE CONSUMO, CÍVEL ETC. DA COMARCA DE VITÓRIA DA CONQUISTA (BA).

  1. Min. Victor Nunes Leal, 75, 3º andar, Cidade Universitária, 45031-140, 77-3229-1150, 08:00 às 18:00 horas.

Processo nº: 0507300-02.2017.8.05.0274

Classe Assunto: Execução de Título Extrajudicial – Prestação de Serviços 

Exequente: Vinicius Andrade de Benedictis

Executado: EMANUELA SOUSA SILVA

Prazo: 20 

EDITAL DE CITAÇÃO PARA PAGAMENTO DE QUANTIA

O Doutor CÉSAR BATISTA DE SANTANA, MM. Juiz de Direito Titular da 5ª Vara de Relações de Consumo, Cível e Comercial desta Comarca de Vitória da Conquista, Estado da Bahia, na forma da lei, FAZ SABER a todos quantos o presente Edital virem ou dele tiverem conhecimento, especialmente a pessoa de EMANUELA SOUSA SILVA, CPF n° 010.358.415-33, cuja localização é incerta e não conhecida, que por este Juízo e sua respectiva Secretaria, tramitam os autos do processo acima identificado, sendo Exequente VINICIUS ANDRADE DE BENEDICTIS contra a Executada, EMANUELA SOUSA SILVA, cuja petição inicial apresenta as alegações fáticas e postulações, em síntese: Que o Exequente fora constituído de advogado pela Executada para propor Ação de Alimentos que desencadeou no processo n° 0503746-64.2014.8.05.0274, com contrato de honorários fixado em 20% sobre o valor total do proveito econômico anual percebido pela Contratante/Executada, uma vez que se trata de Ação de Alimentos. Que Proposta a ação, o MM. Juízo fixou os alimentos provisórios em 03 salários mínimos. Ocorre que a decisão não foi cumprida em sua totalidade, motivo pelo qual o ora Exequente interpôs uma Execução de Alimentos, conforme processo n° 0506421- 97.2014.8.05.0274. Quem em 28.05.2016 foi realizada audiência no processo 0503746-64.2014.8.05.0274, e a dívida no momento estava em quantia superior a R$ 15.000,00, contudo, a Executada realizou um acordo no qual passaria a perceber mensalmente o valor de R$ 1.182,00 a título de pensão alimentícia para seus filhos, e ainda reduziu o valor a ser recebido de R$ 15.000,00 para R$ 10.000,00, referente ao processo de Execução de Alimentos. Que antes de a Executada aceitar o acordo supramencionado, o Exequente àquele momento alertou-a de que dentre os R$ 10.000,00 do processo de Execução de Alimentos, R$ 2.657,71 consistiam em honorários advocatícios de sucumbência arbitrados pelo Douto Julgador. Que, desse modo, findada a audiência, a Executada solicitou ao Exequente um desconto no valor total devido ao mesmo e ainda o pagamento parcelado do débito. Assim, as partes firmaram novo acordo referente aos dois processos promovidos pelo advogado, bem como, incluindo também o valor da sucumbência, fixando o débito no valor de R$ 7.000,00, a ser pago em 07 parcelas iguais, mensais e sucessivas, no valor de R$ 1.000,00 cada, com vencimento até o dia 28 de cada mês, sendo a primeira parcela em junho de 2015 e a última em dezembro de 2015. Que, no entanto, desde as datas estipuladas para o pagamento até o presente momento, nenhuma das parcelas acima discriminadas foram quitadas e mesmo com todas as tentativas do Exequente em resolver a situação de forma amigável, o mesmo não logrou êxito, pelo que se propõe a presente ação, visando o recebimento de seu crédito. E, tendo em vista a alegação do Autor da ação de que a Ré está em lugar incerto e não sabido, foi determinada a publicação do presente edital de sua CITAÇÃO para pagar, no prazo de 03 (três) dias, a dívida no valor de R$ 9.116,12 (nove mil, cento e dezesseis reais e doze centavos), acrescida de honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) sobre o montante, reduzível à metade se houver pagamento nesse prazo, considerando-se consumada a citação depois de transcorrido vinte dias contados do primeiro modo de publicação, a partir de quando fluirá o prazo para intervenção, cientificando-lhe de que não havendo manifestação, serlhe-á nomeado curador especial, tudo de acordo com a r. Decisão de fls. 35. E, para que chegue ao conhecimento de todos, especialmente da Ré, EMANUELA SOUSA SILVA, mandou o(a) MM(a). Juiz(a) de Direito expedir o presente Edital que será publicado no Diário do Poder Judiciário, bem como em dois jornais eletrônicos (blogs) sediados nesta comarca. Dado e passado nesta cidade e Comarca de Vitória da Conquista (BA), em 18 de março de 2019. Eu, Mirella Maria Sertão de Almeida Vasconcelos, Diretora de Secretaria, digitei e subscrevi.

César Batista Santana

Juiz Tit. da 5ª Vara de Rels. de Consumo

 

 

UMA NOITE COM GREGÓRIO DE MATOS NO “SARAU A ESTRADA”

A poesia de circunstância, aquela voltada para o meio social, a cidade e o Recôncavo, a poesia lírica, denominada erótico-irônica e a religiosa que tematiza a culpa e o perdão, na crítica do pesquisador José Miguel Wisnik, de Gregório de Matos Guerra, o “Boca do Inferno” foram debatidas no “Sarau do Espaço Cultural A Estrada”, no último sábado (dia 13/04) pela palestrante Nádia Márcia Campos, com a contribuição do jornalista Jeremias Macário, os professores Jovino Moreira, Itamar Aguiar e demais participantes do encontro.

Foi um tema empolgante que atraiu as mais de 20 pessoas que estiveram presentes ao evento colaborativo, recheado entre algumas cantorias, contação de causos e declamações de poemas, de um bom vinho, umas cervejas geladas e bons petiscos e tira-gostos trazidos pelos frequentadores. Mais uma vez, recebemos em nosso espaço, visitantes, como a atriz e pintora Elizabeth David, Valdir, Claudinésia Rocha e Fabiana Cristina de Oliveira.

A Academia de Letras de Vitória da Conquista esteve representada nas pessoas de Rozânia e Evandro Brito, e outras pessoas que sempre prestigiaram nosso sarau, como a cantora Marta Moreno, Maria Cleide Santos Teles, Gildásio Amorim, o fotógrafo José Silva, Tânia Macedo, Aline, Jhesus e demais presentes que foram recebidos pela anfitriã da casa Vandilza Gonçalves.

Foi mais uma noite de descontração num papo diversificado e fraternal que varou a madrugada como sempre acontece em nossos saraus culturais que estão completando nove anos de existência. Nas discussões e na troca de ideias, todos deram suas contribuições, como a atriz Elizabeth (Beth) que apresentou seu álbum de pinturas, e até Jhesus deu uma de cantor sertanejo, sem contar que foram ouvidos vinis de Zé Ramalho, Raul Seixas, Ruy Maurity e artistas nordestinos.

Gregório de Matos e seu outro lado

Nádia Márcia fez uma bela explanação sobre o poeta seiscentista barroco do século XVII, nascido em Salvador, de pais fidalgos, em 20 de dezembro de 1633, e falecido em 1696. Teve como irmãos Pedro de Matos e o orador Eusébio de Matos que tiveram complicações com a Companhia dos Jesuítas. Gregório formou-se em direito em Coimbra e, em Lisboa, foi juiz Civil de Crime e de Órfãos. Com estilo camoniano, Gregório teve em Quevedo e Gângora as suas grandes referências.

Além de suas críticas à burguesia negociante corrupta e subserviente à metrópole de Portugal da metade do século XVII, a palestrante do tema mostrou também o lado bonachão, machista e preconceituoso no tratamento com as mulheres, principalmente as negras e as mulatas, chegando a afirmar que se fosse no tempo atual, o poeta seria enquadrado na Lei Maria da Penha. Ela citou alguns poemas onde Gregório trata a mulher como objeto sexual.

No livro “Poemas Escolhidos de Gregório de Matos”, o prefaciador relata que o poeta exercitou-se em sátiras contundentes e teve acesso ao rei Pedro II. Depois ficou viúvo e caiu das graças do rei por rejeitar a missão de devassar, no Rio de Janeiro, os crimes de Salvador Correia Benevides.

Destaca Miguel que o poeta baiano retornou ao Brasil em 1681 a convite do arcebispo da Bahia, aceitando o cargo de vigário-geral, ao qual não se adaptou pelas suas atitudes nada convencionais, e foi desligado de suas funções. Casou-se com Maria dos Povos a quem dedicou famoso soneto “Discreta e Formosíssima Maria”. Vendeu terras que recebeu como dote e jogou o dinheiro num saco no canto da casa, gastando-o fartamente.

A certa altura deixou cargos e encargos e saiu pelo Recôncavo como cantador itinerante, convivendo com todas as camadas da população, metendo-se no meio de festas populares. Era um boêmio. Diz José Miguel, confirmado por Nádia, que o “Boca do Inferno”, diante da sua crítica da corrupção, dos desmandos, dos arremedos da fidalguia e pelo puro prazer de sádico, foi deportado para Angola. “De lá pode retornar sob condição, desde que não à Bahia, mas a Pernambuco, e calado a sátira num rigoroso “ponto em boca”.

Gregório, de acordo com a crítica de Miguel, viveu numa época de transição na Bahia entre a decadência dos produtores da cana-de-açúcar e a ascendência da burguesia negociante. No período, os engenhos viviam em plena crise. Afirma o prefaciador do livro da “Companhia das Letras” que na poesia de Gregório de Matos trava-se a luta de duas sociedades, cada uma delas absurdas perante a outra.

“UMA GAROTADA SEM INTERESSE PELA POLÍTICA”

Os adultos também devem parar de pensar e não mais se interessar por política, que é coisa do diabo, ou do satanás belzebu. Mas, quem não se interessa por política, já está fazendo  política, que é uma atitude negativa e neutra de se isolar e se acomodar, só que ele não sabe disso. Assim agindo, a pessoa está anulando a si mesma.

Mais uma das barbaridades do capitão-presidente de que “quer uma garotada sem interesses em política”, quando da posse do novo gringo no Ministério da Educação militarizada, nos deixa estarrecidos, isto é, nem todos, porque a maioria está aceitando os atentados contra o livre pensar. O rumo que as coisas estão tomando pode nos levar à morte lenta da democracia e da liberdade, das quais ele tanto fala para nos enganar.

Até agora, a estratégia nestes 100 dias de governo, pouco percebida, tem sido de enfraquecer e minar as instituições, o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público (ninguém fala mais do caso do filho senador e suas trambicagens quando deputado pelo Rio de Janeiro) e criar uma animosidade com o Congresso Nacional para angariar a simpatia do povo e dar o golpe fatal para montar seu esquema autoritário, chamada de “democracia de força”, com os generais comandando o poder.

Pela reforma da Previdência Social, com o papo de se tratar de uma categoria com peculiaridades especiais e diferentes, a classe militar está sendo alçada ao seu posto mais privilegiado dentre as outras castas já existentes dos três poderes, incluindo ai o setor empresarial e o financeiro. Ao povo de trabalhadores e de menor poder aquisitivo dá-se um alento mentiroso de que os deputados vão ter suas aposentadorias igualdas.

O pacote da PEC contra a violência está nele incluído uma cláusula onde dá permissão e autorização ao militar para matar, como aconteceu recentemente com o fuzilamento do músico e sua família no Rio de Janeiro. O capitão Bozó nada falou (só depois de dias saiu dele um morno lamento), e o exército apenas prendeu os soldados para dar uma hipócrita satisfação à sociedade. Em pouco tempo, não se fala mais nisso. No caso da Marielle, prendem os milicianos, e não se vai mais longe quanto aos verdadeiros mandantes. A mídia está sendo amaciada e vai fazendo seu factual para a calada e muda sociedade.

GAROTADA SEM POLÍTICA

A grande maioria da nossa juventude atual, infelizmente, detesta estudar, ler e pensar, e agora recebendo está injeção venenosa de não mais se interessar pela política, vai ficar mais inculta e alienada. O capitão está derrubando todos os conceitos científicos e filosóficos, inclusive dos sábios gregos Sócrates, Aristóteles, Platão, Arquimedes e outros que diziam que o homem é por natureza um ser político, e que é ela que move o mundo para o bem ou para o mal. o qual está sempre acordado e vencendo porque o outro dorme. :: LEIA MAIS »

JÚLIO CÉSAR E O TRIUNVIRATO QUE LEVOU ROMA A UMA GUERRA CIVIL

macariojeremias@yahoo.com.br

O grande general calculista e ardiloso Caio Júlio César combateu vários inimigos, como Pompeu; subjugou o Senado; impôs suas leis e reformas; dominou o poder com mão de ferro; e terminou sendo assassinado por gente que vivia ao seu lado. Depois da sua morte, isto por volta dos anos 40 a.C., o reino foi dividido por ambiciosos que levaram Roma a uma guerra civil. Ali nasceu a ideia de mudar o império para o Oriente.

Lépido, Marco Antônio (astuto não confiável) e Otávio, o Otaviano Augusto (sobrinho ou filho de Júlio César) formaram um triunvirato de intrigas e acordos não cumpridos que levaram Roma a uma guerra civil entre seus exércitos. Otávio levou a melhor contra Antônio que queria o trono, conservando Roma no seu nível de império mundial.

Quem conta essa história em seus detalhes, mostrando as circunstâncias políticas e econômicas da época é o pesquisador e historiador M. Rostovtzeff em “História de Roma”.  Indro Montanelli também dá a sua versão de uma forma mais empolgante, destacando as figuras ímpares de Júlio César e Otávio, com algumas curiosidades a mais. Vamos aos fatos desses personagens que se imortalizaram na história.

O ódio partidário

De acordo com Rostovtzeff, Roma e a Itália viviam o ódio partidário entre o grupo popular (democratas) e os aristocratas que odiavam o Senado. Os distúrbios eram fortes entre a multidão de escravos. A tentativa de melhorar as condições sociais e econômicas dos cidadãos foi esquecida. A Constituição do Senado e de Sila tinha muitos inimigos.

Entre aqueles que ambicionavam o lugar de Sila havia um homem jovem e hábil chamado Pompeu. Conquistara sua posição graças ao seu desempenho nos períodos revolucionários. Combateu ao lado de Sila durante a guerra civil anterior. Pela sua atuação, foi enviado à Sicília e à África para combater os exércitos democráticos.

Ao voltar, recebeu o nome de “O Grande”, e a honra da marcha triunfal, recebido como herói, mesmo sem ter direito a ela por não ser magistrado, nem ter sido vencedor do inimigo estrangeiro numa guerra justa (bellum iustum). Quando Sila morreu, Pompeu estava na Itália, comandando um exército, e o Senado o usou para esmagar a tentativa revolucionária de Lépido. Pompeu exigiu um comando na Espanha para combater Sertório. A guerra na Espanha arrastou-se por sete anos, de 78 a 72 a.C.

Diante das crises no Leste e no Oriente, Pompeu e Crasso se juntaram para enfrentar o Senado, atraindo os cavaleiros (homens de negócios) e os democratas. Isso mostra como os programas políticos e a ideia do bem comum foram superados pela ambição pessoal dos chefes militares. O Senado foi obrigado a ceder. Pompeu e Crasso foram cônsules em 70ª.C. A anarquia política que Sila contornara, voltou a reinar em Roma.

Em 67 a.C., com apoio dos tribunos, Pompeu recebeu poderes extraordinários para eliminar os piratas no Mediterrâneo e realizou a tarefa com êxito, tanto que substituiu Lúculo no comando contra Mitridates no Leste. Em pouco tempo conseguiu o controle total sobre todo o Leste. Em seguida, anexou as províncias orientais de Roma como partes do reino sírio, incluindo a Judéia e Jerusalém.

Em Roma, os democratas, cujo líder político era Júlio César, tentavam acabar com a Constituição de Sila, mas pairava a ameaça de uma segunda ditadura quando Pompeu voltasse. Ele foi um coadjutor de Sila. O Senado também desconfiava dele. Encontraram em Sérgio Catilina, aristocrata arruinado, homem de ambição que possuía grande influência sobre os jovens nobres empobrecidos e sobre a ralé da sociedade em Roma, um instrumento para aumentar a agitação. Na verdade, ele queria ser cônsul.

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ASSIM NASCEU CONQUISTA

Foto reprodução de José Silva. Assim nasceu a vila do arraial de Conquista  que hoje é a terceira maior cidade da Bahia, cheia de progresso, mas também de problemas de infraestrutura para serem resolvidos pelos governantes e pela sociedade. Conquista espera por todos.

SUA IMAGEM

Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

Fui fluir a saudade no vento

(do campo).

Nas flores perfumadas do sertão

(em cores),

vi sua imagem toda colorida

(do verde verão).

Fui buscar o sentido da vida

(nos espinhos).

Os pássaros em festa voaram

(de seus ninhos),

e lá na barragem estava sentada

(na mesa de sempre).

Mirei a paisagem para encontrar

(a paz).

Meu pensamento voou até as nuvens

(de cera),

e sua imagem esculpida na pedra

(faceira).

As árvores viçosas brotaram

(da seca).

Quero consumir todo o seu amor

(por inteira).

Não consigo descolar sua imagem

(dessa minha viagem).

0 ABANDONO DO “CARLOS JEHOVAH” E OS PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO

O vereador do PT, Coriolano Moraes, denunciou, ontem (dia 10/04), na sessão da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o estado lamentável em que se encontra o Teatro Carlos Jehovah onde falta até o básico para os artistas e o público quando acontece um show no local. Disse que a casa de espetáculo foi abandonada pelo poder público, destacando a inexistência de segurança durante a noite, e equipamentos como banheiros e o camarim sujos e sem materiais de uso.

Numa conversa rápida com o radialista Wilson Brasil, da FM Melodia, ele resumiu numa só frase que toda Conquista sabe da situação precária do Teatro. No último sábado, dia 06/04, aconteceu o show “Cantorias A Estrada”, e os artistas que participaram do evento ficaram decepcionados com o quadro de abandono, sem vigias e sem um administrador para cuidar e zelar pelo estabelecimento cultural.

EDUCAÇÃO

Sem educação não existe cultura, e é isso que está ocorrendo em Conquista, na Bahia e no Brasil em geral. Na mesma sessão da Câmara, a presidente do Sindicato dos Professores do Município, Ana Cristina Silva Novais, ocupou a Tribuna Livre para criticar os problema na educação e solicitar dos parlamentares ajuda para encontrar as soluções.

De acordo com ela, o ano letivo de 2019 teve início com problemas ainda maiores do que no ano passado, sobretudo nas questões do transporte escolar e até na falta de merendeiras. Denunciou que não existe diálogo entre os professores e a equipe do prefeito Herzem Gusmão, principalmente no tocante ao plano de saúde e de carreiras.

Em seguimento à sua palavra, citou que o projeto “Conquista Criança” está abandonado e prestes a fechar as portas. “O projeto não pertence ao prefeito, mas à sociedade, e os pais estão preocupados e não puder contar mais com o Conquista Criança”, criado nos anos 90 no governo de Guilherme Menezes.

O parlamentar David Salomão bradou da Tribuna sobre a falta de segurança na cidade, apontando que Conquista está entre as 50 cidades mais violentas do Brasil, e culpou o prefeito pela situação, dizendo que quando foi eleito, sugeriu a ele a criação de uma Secretaria de Segurança e a implantação de uma polícia municipal, mas não foi ouvido. Segundo ele, a única coisa que o executivo fez até agora foi instalar a indústria das multas para atanazar os cidadãos e arrecadar mais dinheiro. “Precisamos de um prefeito de verdade”.

Outras questões foram abordadas, como a falta de água na zona rural, pelo vereador Bibia; o abandono da parte oeste da cidade, por Nildma Ribeiro; e Lúcia Rocha pediu a implantação de um SAC no Bairro Brasil. Cícero Custódio também defendeu mais atenção por parte do poder público para com a zona oeste.

Na ocasião, a Câmara de Vereadores prestou uma homenagem ao juiz Reno Soares, da Vara Criminal de Conquista, pelos serviços prestados com seriedade e retidão à comunidade. Há dez anos, o juiz atua em Conquista realizando um trabalho de destaque, sempre ágil em suas ações contra a criminalidade.

COMO CONQUISTAR OS LEITORES PERDIDOS PELAS FAKE NEWS?

Na troca dos gringos no Ministério da Educação, o capitão quer “uma garotada sem interesse na política”. Ele quer uma garotada alienada, do tipo robô, burra, amordaçada, que não pense, mais ignorante e manipulada em suas fileiras, que cresça e sirva somente para votar. É este o Brasil lindo, acima de tudo. E a sociedade continua calada.

Em entrevista à revista “Muito” do jornal A Tarde, o jornalista de economia Alexander Busch fala da grande onda das fake news nas redes sociais que têm 70%, conforme pesquisa, de serem vistas como verdadeiras, e diz que a imprensa escrita pode combatê-las usando sua seriedade e responsabilidade profissional jornalística.

Num dos trechos da entrevista, o repórter cita que na internet circulam comentários de que a história diz sobre a ditadura militar do Brasil é exagero, por exemplo. Até o holocausto foi contestado. É como se a história fosse frágil e ninguém mais confiasse em nada. O que se pode fazer para reverter isso?

Em sua resposta, ele chega a afirmar que no Brasil vai ser muito difícil. Na Europa se dá muito prestígio ao passado.. Tem muitas pessoas jovens que estudam a história. Aqui no Brasil, se a gente olha 50 ano para trás, já é muito. Aqui não se dá valor para as coisas passadas, analisar os acontecimentos passados para tirar uma conclusão do hoje.

O senhor publicou o livro Brasil, país do presente, em 2009. Fala do crescimento econômico do país e da perspectiva de nos tornarmos uma potência mundial. Qual sua visão de hoje? Evoluímos ou regredimos?

Meu livro fez muito sucesso na Alemanha e foi, inclusive, traduzido para o chinês, mas acho que hoje, 10 anos depois, as minhas projeções, a minha esperança que tinha nesse livro, sobre pontos fortes da economia, da política, da sociedade brasileira, não se confirmaram. Naquele momento, a análise estava certa, mas essas coisas que achei fortes… empresários que entrevistei, políticos e metade deles  estão presos. É uma grande decepção.

Em sua coluna na Deutsche Welle diz que a imprensa europeia tem perdido o interesse no Brasil. Quando fala com jornalistas estrangeiros, o que eles perguntam sobre o país? Como está a nossa imagem lá fora?

A pessoa do presidente está chamando muito a atenção. Eu nunca tinha visto isso. Na Alemanha, independentemente de pessoa e até quem vive no campo, todo mundo pergunta quem é esse cara lá, que está falando essas coisas, essas baboseiras. A imagem do Brasil lá fora é muito ruim

Você acha que piorou? Sem dúvida, piorou. Na Alemanha, mesmo os de direita não gostam de homofóbicos, de pessoas que desprezam a democracia, de pessoas que falam “vamos fazer uma festa para o golpe de 1964”. Acho que vai ser muito difícil para os políticos de lá receberem o Bolsonaro. Acho que uma Ângela Merkel, a chanceler alemã, não iria querer dar a mão para um Bolsonaro. Vai ser como no Chile onde o presidente do Senado não participou de um jantar.

A TROCA DE GRINGOS RETRÓGRADOS

Por ironia, o capitão-presidente trocou um gringo por outro com a mesma mentalidade atrasada de querer negar a história e criar uma escola, não sem partido, mas sem pensar, onde os alunos consumam seu slogan e aprendam somente as matérias dentro da sua ótica deturpada de visão.

Ele não trocou o ministro da Educação por suas declarações destrambelhadas, conservadoras e de extrema-direita, mas porque ele não tem capacidade nem para administrar uma creche sequer. Como no tempo da ditadura, a qual eles negam ter existido, a educação no Brasil está sendo militarizada. Na pasta só vão ficar os militares.

Como acabou de dizer o jornalista Alexander Busch, a imagem do Brasil lá fora só tende a piorar. Será que são todos comunistas de esquerda? Em pleno século XXI, com a evolução do pensamento, mudanças de conceitos e de comportamentos, comunista neste país ainda é visto como comedor de criancinhas e matador de velhos.

Se o nível de conhecimento educacional no Brasil já é um dos piores do mundo, vamos engrossar agora as fileiras dos alienados, e negar até que houve escravidão, torturas, chacinas, Inconfidência Mineira e outras revoltas contra a opressão. Só vai sobrar a República do marechal Teodoro da Fonseca. A nossa cultura é finada e quem tenta ressuscitá-la merece ser internado em camisa de força, ou ser herói nacional. Vamos de fake news.

“CANTORIAS A ESTRADA” FOI UM SUCESSO DE APRESENTAÇÃO DE GRANDES ARTISTAS

Um encontro inédito de grandes artistas locais da música e da poesia resultou num dos maiores espetáculos de Vitória da Conquista, realizado no último sábado (dia 06/04), no Teatro Carlos Jehovah, com cantorias, causos e poemas, pena que o público foi pequeno para a grandiosidade cultural do evento, e quem não foi perdeu de ouvir lindas canções que deixaram todos encantados e maravilhados.

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Fotos de José Carlos D´Almeida

Lamentável o nível baixo a que está sendo relegada a nossa cultura em Conquista, na Bahia e no Brasil, mas foi uma noite memorável que reuniu Alisson Menezes, Jânio Arapiranga, Evandro Correia, Papalo Monteiro (convidados especiais), Marta Moreno, Alex Baducha, Dorinho Chaves e Paulo Gabiru que fazem parte do grupo do CD Sarau, e entoaram lindas canções autorais e de artistas nacionais da música popular brasileira.

Além da música de boa qualidade, o “Cantorias A Estrada” contou ainda com a apresentação de causos e declamações de poemas de Vandilza Gonçalves, Regina Chaves, José Carlos D´Almeida, Gildásio Amorim, Jhesus, Dorinho Chaves e Jeremias Macário que também se encarregou do cerimonial, ao lado de Vandilza. Marta Moreno, acompanhada de Jânio Arapiranga e Baducha, cantou de sua autoria “Flores Amarelas”.

O show foi aberto com a narração da história sobre o “Sarau a Estrada” que está completando nove anos, e como surgiu a ideia de criação de um CD do Sarau para documentar nossos eventos de debates, música, poemas e um bom bate-papo descontraído e fraternal. Logo em seguida, Paulo Gabiru brindou o público com uma música de Dorinho.

O “Cantorias A Estrada” prosseguiu cada vez melhor com grandes canções violadas, intercaladas com poemas que deixaram o público extasiado com o nível das apresentações dos artistas durante uma hora e meia de pura cultura. Todos queriam mais, mas o convidado Alisson Menezes, com sua voz e violão afinados, fechou “O Cantorias” com duas belas canções, para lamento dos presentes.

No final todos os artistas se apresentaram no palco para cantar em conjunto com o público a música “Pau de Atiradeira”. E foram só elogios no encerramento. Muitos chegaram a dizer que em Conquista nunca houve um show que reunisse tantos artistas da terra, 14 ao todo porque não puderam comparecer o cantor e compositor Walter Lajes, o professor Itamar Aguiar e a atriz Edna Brito por questões de força maior.

Todo o grupo do CD Sarau que está arrecadando recursos para gravação de uma mídia, agradeceu a boa vontade dos participantes especiais Jànio Arapiranga, Papalo Monteiro que musicou e interpretou a letra “Nas Ciladas da Lua Cheia”, de Jeremias Macário, Evandro Correia e Alisson Menezes. O grupo agradeceu também a divulgação feita sobre o evento pelas rádios da cidade, pelos blogs e pela TV Sudoeste.

Teatro em abandono

O ponto destoante do show foi o aspecto em que se encontra o Teatro Carlos Jehovah, em total abandono, com camarim sujo, sem as mínimas condições de abrigar os artistas, banheiros sujos e até sem papel higiênico. Todos artistas ficaram estarrecidos com o quadro e comentaram que a cultura em nossa cidade está sendo destruída e jogada no lixo.

No sábado meio dia, mesmo com pedido feito à Secretaria de Cultura, não foi possível encontrar um funcionário para abrir o teatro para uma tomada de entrevista com a TV Sudoeste. O Teatro necessita urgentemente de um administrador para cuidar do equipamento. Como está, fica difícil e complicado realizar um evento ali, mesmo com uma boa divulgação por parte da mídia, como foi o caso do show do último sábado.

O pior de tudo é a falta de segurança no local, tanto que o rapaz que cuidou do som, recomendou que não ficássemos com dinheiro na entrada porque corríamos o risco de passar um bandido e levar tudo. Não existia, pelo menos, um vigia para nos proteger, e depois do show as pessoas tiveram que sair em grupo com medo de assalto.

As pessoas temem ir ao Teatro à noite com medo de se deparar com um ladrão ou assassino, daí tão pequeno o público que tem comparecido ao local, ameaçado de desaparecer. Existe também o perigo de bandidos fazerem um arrastão durante um evento e levarem celulares e pertences de todos, o som e objetos do Teatro, além dos instrumentos dos artistas.

 

PELAS TREVAS DAS NEGAÇÕES DA HISTÓRIA

Como no poema de Maiakovski em que o sujeito invade o seu quintal, quebra suas flores e a pessoa nada faz, o capitão-presidente Bozó nega que  houve ditadura, e a sociedade fica calada. A ministra da Mulher e dos Direitos Humanos diz que menino veste azul e menina veste rosa, e a sociedade não reage. O ministro das Relações Exteriores declara, em Israel, que o nazismo foi um movimento de esquerda, e só alguns pronunciamentos de contestação. Agora vem o ministro da Educação, o gringo que não fala português, anuncia que vai mudar os livros didáticos para ensinar nas escolas que não houve golpe militar, nem ditadura, e sim uma “democracia de força”, e a sociedade fica calada. Só apenas alguns ruídos contrários.

Do quintal, eles vão entrar em nossas casas à força e levar tudo que ainda nos resta de dignidade, de princípios, de conhecimento, de conquistas igualitárias, e nos impor a negação da história, nos deixando nas trevas. É este o caminho que estão traçando para um nazifascismo, segundo os próprios, de esquerda, fazendo o Brasil voltar pra trás. É um massacre lento e compassado de ideias retrógradas, selvagens e primitivas, atingindo, principalmente, as minorias, com seus preconceitos homofóbicos, xenófobos e racistas.

Diante do que ele já falou de impropérios no passado contra mulheres, gays, negros e outros segmentos da sociedade, o próprio capitão nem imaginaria que seria eleito. Entrou como um aventureiro e tomou um susto quando começou a ser carregado nos braços do povo. Eleito, deve hoje reconhecer que não tinha nenhum preparo para o cargo, e que o maior culpado foi o próprio povo que, tomado de raiva, o escolheu para se vingar do outro.

Em toda a minha vida nunca esperava que iria ouvir este termo destrambelhado de “democracia de força”; que fossem negar uma ditadura de torturas e mortes só porque, a princípio, o golpe contou com apoio dos civis e até da Igreja Católica! Nunca esperava ouvir que o nazismo foi um movimento de esquerda. Que regime é esse de democracia de força quando um Ai 5 oprimiu, censurou, fechou Congresso, torturou e matou nos porões escuros e sujos de sangue, dores e gemidos? Agora estão querendo negar tudo isso e ensinar aos nossos jovens outra história falsa e mentirosa!

Num artigo da imprensa da capital, “O País do Carnaval”, o arquiteto e professor Paulo Ormindo de Andrade, diz num dos trechos que as canções e a ironia são trincheiras da resistência. “Vencemos a ditadura de 64 embalados pelas músicas de Vandré, Chico Buarque e outros”. Cita o Barão de Itararé (1895-1971), crítico de Vargas, depois de ser espancado pelos agentes do Dops, colocou na porta: “Entre sem bater”, que ganhou a mídia censurada.

Acrescenta o professor que são dele frases como “o voto deve ser rigorosamente secreto, só assim o eleitor não terá vergonha de votar no candidato”; “a crítica diz o que faz, o velho o que fez e o idiota o que vai fazer”; “nunca desista de seu sonho, se acabou em uma padaria, procure em outra”; “este mundo é redondo, mas está ficando muito chato (terraplanistas)”.

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