PARDOS-BRANCOS E OUTROS ASSUNTOS
A esta altura no Brasil ainda estamos discutindo, brigando e xingando por causa da cor da pele, se branco, negro, pardo, amarelo, cabo-verde ou caboclo. Não se prega que todos somos iguais perante a Constituição? Dizem que o sertão vai virar mar. Digo que o sertão vai é virar deserto. Não concordo que a voz do povo é a voz de Deus, e que tudo que acontece foi Ele que assim quis.
Essa política de cotas no país, inclusive para LGBT e mulheres, é puro populismo eleitoreiro que, ao invés de unir, só faz separar e criar mais ódio. Desprezamos a meritocracia dos mais esforçados, inclusive do pobre, seja lá qual for o tom da sua cútis, que derramam suor, lágrimas e sacrifícios para alcançar seus objetivos e premiamos muitos que terminam se acomodando com essa reserva de mercado.
Deixamos de enaltecer o mérito e preferimos o contraditório. O patrulhamento nos vigia dia e noite e não podemos emitir nossa opinião contrária, senão seremos logo rotulados de politicamente incorretos, racistas ou outra coisa bem pior.
Nesse entrevero da moléstia, o pardo não pode entrar com um pedido de cota senão ele será processado e execrado como branco oportunista. É o pardo-branco. Num Brasil tão miscigenado, como distinguir que o indivíduo é branco ou pardo? Seus antepassados não contam?
Meu companheiro jornalista Carlos Gonzalez me disse ter consultado a página do IBGE na internet e constatado que os pardos em Vitória da Conquista são maioria. “Na questão da premiação do edital da Lei Paulo Gustavo (citação dele), o beneficiado deveria ser o branco, com apenas 15%”. Não é contraditório e paradoxal?
Para as eleições municipais aprovaram uma carreta de 5 bilhões de reais para os partidos esbanjarem. Os maiores, cujos políticos com mandatos têm uma máquina de benesses e privilégios nas mãos, são os que levam a maior fatia do bolo. Isso é justo?
Não deveria ser o contrário? Como o pequeno vai disputar com esse grande? Ainda existem as cotas. Como resultado, temos a perpetuação no poder por 30, 40 e até 50 anos e, quando o político “velha raposa” larga o osso, deixa para seu herdeiro. As ditas “reformas” são tapa-buracos num barco apodrecido comandado pelos coronéis, não importando se de esquerda, direita, centro ou de extrema.
É a vida como ela é, meu amigo, de um sistema retrógrado que nunca vai mudar esse país. É esse esquema bruto que mantém as profundas desigualdades sociais, a pobreza e a miséria. Eles não querem incentivar a cultura, mas injetar mais ignorância e analfabetismo nas veias do povo. O menor de idade não pode ser responsabilizado pelos seus atos criminalmente, mas tem o direito de votar porque essa categoria é fácil de ser manipulada.
Outra questão que não consigo engolir são esses programas de Fies, Prouni, Sisu e outros que só fazem encher as burras de dinheiro das faculdades privadas. Por que não pegar esses bilhões de reais e investir nas universidades públicas, qualificá-las melhor, ampliar as vagas e torná-las mais atrativas para que todos nelas estudem, sem distinção de cor e gênero? Só queria entender!
Na verdade, a intenção é fazer a política do pai dos pobres ou das minorias e mãe dos ricos e da elite para agradar a todos. O jogo é ficar bem na fita, e ai de quem contestar! O nosso QI é abaixo da média internacional e vamos levando aquela vidinha de pataca.
Quem manda nesse Brasil (o maior problema) é o sistema financeiro bancário. Os quatro maiores bancos tiveram um lucro de 25 bilhões de reais no último trimestre. Por dia, essas instituições lucram 400 milhões de reais e dois bilhões por semana. Os outros não passam de idiotas otários sem capacidade para refletir ou discernir o certo do errado.
Quem comunga e concorda com essas pontuações feitas por mim (não me incomoda a ira e podem jogar suas pedras que não me atingem) é considerado portador de uma linguagem direitista e atrasada porque toca na ferida deles. Preferem que as coisas continuem como estão. Confundem o que é esquerda progressista e o que é direita conservadora. Muitas ideias parecem ser de esquerda, mas não são, e vice-versa.
Para finalizar minha salada de questionamentos, as pessoas hoje estão sendo classificadas e rotuladas através de siglas e letras como se fossem placas de veículos. Não vai demorar e logo nossos nomes vão ser trocados por esses ícones nas certidões de nascimentos. Não temos mais privacidades. As câmaras vigiam nossos passos e logo a inteligência artificial vai revelar nossos pensamentos.











