Autoria do escritor e jornalista Jeremias Macário

Os deuses do Olimpo

Te deram o divino dom,

De ser o bruxo da bola,

Com ela fazer malabares,

Como violonista do som,

E tu preferiste:

Festa e luxo,

Boates, cabarés e bares.

 

Passastes

Como cometa no fluxo,

Esse bruxo da bola,

Na enrola de muito Mané,

Com sua mágica,

Grudava a redonda em seu pé.

 

Fostes o espetáculo do mundo:

Por duas vezes o melhor,

No drible um cartola,

Maior que Garrinha na ré,

Maradona, Messi e Pelé.

 

Caneta pra lá,

Banho de lua,

Pedala pra cá,

Deixastes

O adversário no chão,

Comendo grama,

Achando ser pão,

E a bola cola,

No bruxo da bola.

 

A torcida contra

Levanta e canta,

Para aplaudir,

Gritar e curtir,

O bruxo da bola.

 

No campo ele sorrir,

Faz outra marola,

O bruxo da bola.

Lá vai o bruxo da bola,

Com ela presa na sola,

E o estádio inteiro,

Encanta com o efeito,

Que no canto enganou,

Desolou na rede o goleiro,

E goza o bruxo da bola.