AS CPIS QUE NÃO DÃO EM NADA
É só bate-boca, aparição na mídia para ganhar mais visibilidade e voto, mais dinheiro gasto do contribuinte e depois tudo é arquivado. Os responsáveis pelos crimes cometidos continuam impunes. A mais recente que foi para apurar as responsabilidades nas possíveis compras superfaturadas de vacinas e atrasos na vacinação contra a Covid-19 é um bom exemplo disso.
Existiram tantas outras CPIs, como a do mensalão, em 2005, onde depois todos foram inocentados pela Justiça tardia e cega. Tudo não passa de uma palhaçada e um circo dos horrores que os brasileiros já estão cansados de assistir pelas redes sociais e televisão. Elas perderam totalmente a credibilidade, tanto que ninguém nem dá mais importância.
Agora estão instalando a CPI mista da Câmara e do Senado (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as invasões do oito de janeiro nos três poderes (Congresso Nacional, Executivo e Supremo Tribunal Federal), quando o próprio STF já está cuidando disso para apontar os verdadeiros culpados. Mesmo assim, tudo termina em pizza e samba, como já se diz no Brasil.
Além dessa, outras estão vindo aí para “investigar” as ações de invasões de terras do MST pelo Brasil. Tem até a das Lojas Americanas sobre o rombo que deram nas finanças da empresa. Tem outra CPI aí que agora não estou me lembrando porque são tantas!
Podemos afirmar que é uma safra de CPIs, quando o Congresso Nacional deveria sim aprovar um projeto de lei para realizar uma verdadeira reforma política eleitoral, reduzindo seu contingente de parlamentares e os custos de suas mordomais, bem como, mudar esse sistema arcaico de capitanias hereditárias no poder.
Sobre essa questão ninguém quer tocar no assunto, nem a esquerda, o centro e a direita. Todos preferem que as coisas continuem como estão onde eles utilizam a máquina e sempre se elegem. Conheço deputado, por exemplo, que já está no poder há mais de 40 anos. Esse tipo já sabe a medida certa de votos dos ignorantes e daqueles que lhe devem “favores”. De certa forma, o voto continua sendo comprado no estilo coronelista.
Quando não aguentam mais, eles transferem seus eleitores para seus filhos, sobrinhos, primos e netos como espécie de herança de bens. Transformam o público em privado. Para completar a lambança, ainda existe o senador biônico como nos tempos da ditadura civil-militar de 1964, que nunca recebeu um voto.
Quando você vota num senador existe por detrás dele um suplente na chapa que pode ser um amante ou uma amante, um parente e até um empregado seu que é pago com o dinheiro do pobre ignorante contribuinte. Ficam oito anos gozando das benesses pagas pelos otários que somos nós mesmos.
Durante as campanhas, eles nunca revelam quem é o seu suplente. O personagem ou a personagem só aparece quando ocorre um incidente ou acidente em que o eleito é impossibilitado de continuar no cargo.
Entra eleição e sai eleição, entra governo e sai governo, e tudo permanece com dantes na casa de Abrantes, ou seja, nada muda. Agora inventam esses CPIs para enganar o povo de que eles estão preocupados com os malfeitos do país quando os próprios são os malfeitores.
No final, tudo é arquivado e todos inocentados por “falta de provas”, como na Operação Lava-Jato. Esse Brasil, durante todos os meus anos de vida ainda não me deu motivos para me orgulhar dele. Não tenho nenhum receio de dizer que sinto vergonha.











