:: 13/abr/2023 . 22:14
AS FLORES E AS FRUTAS
Nada mais aprazível do que você adentrar no jardim da Praça Tancredo Neves, em Vitória da Conquista, e se deparar com as flores que acalentam sua alma, como estas clicadas pelas minhas lentes. Elas são como bálsamos para suas feridas abertas pelos problemas e desafios do seu dia. Exalam perfumes da natureza fresca e têm o poder de contrastar com essa selva de pedra agitada do corre-corre. Ainda bem que temos plantas, árvores e flores nas cidades, mas muitos passam avexados em nem param um pouco para se desafogar e sentir o alívio que elas propiciam ao seu espírito. É bom ter momentos de reflexão e conversar com as flores.
Outro colorido que também faz bem à alma e ao corpo são as frutas, de preferência as espalhadas nas bancas e barracas das feiras, uma das tradições mais antigas da humanidade onde cada agricultor, depois da sua colheita, levava seus produtos para comerciar, não por dinheiro em espécie, mas na base do chamado escambo. Tanto as flores como as frutas são saudáveis à saúde do corpo e do espírito. O homem moderno dos grandes centros costuma consumir porcarias enlatadas industrializadas e pouca importância dá às frutas naturais, se bem que elas hoje estão tão caras que somente os de maior poder aquisitivo têm acesso. A maioria das nossas frutas são originárias da agricultura familiar que coloca o alimento na mesa do brasileiro, bem diferente dos plantadores de soja e pecuaristas que visam tão somente o mercado externo por causa dos lucros. Uma mesa deveria ser composta de flores e frutas.
NOS TEMPOS DO CANDEEIRO
Autoria do jornalista Jeremias Macário
Sou dos tempos do candeeiro,
Do pavio no óleo da mamona,
Pilada no velho pilão,
Pra clarear o forró do sanfoneiro,
A sanfona do Gonzagão,
E o xaxado dos cabras de Lampião.
Sou dos tempos do candeeiro,
Do oi de casa!
Oi de fora. É de bem?
É da paz, que a paz esteja nesta casa!
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Para sempre seja louvado!
Saudavam o rancho e o rancheiro,
Com abraços e café no bule,
Pra com fé prosear,
Em noites de luar.
Sou dos tempos do candeeiro,
Do ferro em brasa,
Da goma de engomar,
Pra missa da Vila Umbuzeiro,
Que o padre não se atrasa,
Quando o sino toca pra rezar.
Sou do candeeiro,
Do fole do ferreiro,
Da ferradura na tropa do tropeiro,
Do namoro distante respeitoso,
Do jovem que respeitava idoso.
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