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:: 6/abr/2023 . 23:57

“O OLHO DA RUA”

Bem em frente das flores, das palmeiras e das árvores da Praça Tancredo Neves, em Vitória da Conquista, na Casa Régis Pacheco, uma expografia conta as personagens, histórias, profissões e culturas da região e dos bairros da cidade. Trata-se de um trabalho de fotografias dos estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb, intitulado de “O Olho da Rua”, que foi aberto no último dia 30 de março e vai até 30 de abril, e pode ser visitado por fotógrafos, estudantes, professores e interessados em apreciar a boa arte.

Ainda bem que essa iniciativa está saindo do âmbito de uma universidade para se integrar à comunidade, e não fica fechada dentro da própria instituição, longe do alcance de centenas de pessoas, como, na maioria das vezes, acontecem com outras atividades acadêmicas. É como se estivesse saindo das quatro paredes para ganhar a rua.

A coordenação do programa é da professora Adriana Camargo que afirma que o projeto é um espaço que se coloca aberto à experimentação da imagem, do som e das artes integradas… Acima de tudo, a exposição mostra as diversidades dos bairros de Conquista e é uma viagem à realidade da vida onde os estudantes do curso colocaram suas imaginações para trabalhar. É um grande aprendizado teórico que sai das salas de aulas para o campo da prática. Isso é o que nós chamamos de fotojornalismo onde cada estudante desenvolve sua criatividade para mostrar o que aprendeu. “O Olho da Rua” é uma exposição que merece ser visitada por todos.

ALMAS PERDIDAS

Autoria de Jeremias Macário

Dizem que fantasmas

São almas perdidas,

Que vagam no vaivém,

Coisas de carmas,

De abertas feridas.

Para espíritas, morte é vida,

Que retornam do além,

Para pagar suas dívidas,

Encarnam em alguém.

 

Tudo é mistério e confusão.

“Só sei que nada sei”

De céu, purgatório e inferno:

Só sinto o verão e o inverno;

O resto é assombração.

 

Almas perdidas!

Andantes vivas-mortas

Nesta terra de guerra,

Que não são ativas,

E circulam por linhas tortas;

Sem visível passagem

Nessa passageira viagem,

Onde ninguém nota,

Sua atribulada rota.

 

Almas perdidas!

Sem idas e saídas.

Almas perdidas!

Rogai por elas, oh Senhor!

Para que desatem seus nós

De seus antepassados e avós.

 

Almas perdidas!

Meu canto é um pranto,

Cada um com seu santo,

E cada dor em seu canto.





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