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:: 12/abr/2023 . 22:33

É TUDO ENROLAÇÃO DA VIA BAHIA

Tudo não passou de mais uma encenação no encontro dos segmentos da sociedade conquistense (CDL, OAB, Associação das Indústrias, Câmara de Vereadores, representantes do poder executivo e demais entidades) com a Via Bahia, promovido pelo movimento dos empresários “Duplica Sudoeste”, realizado no auditório do Cemae há quase um mês.

Infelizmente, o presidente da empresa concessionária dos pedágios na BR-116, José Bartolomeu, deve ter imaginado que tudo aquilo ali não passava de uma palhaçada. Sua fala por último foi horrível e, porque não dizer, desrespeitosa com todos que foram ao evento na esperança de que iria sair alguma coisa concreta.

Foi mais que ridículo o sr. Bartolomeu afirmar que a Via Bahia opera com déficit e até culpar os órgãos do governo federal que não cumprem com as cláusulas e as exigências adicionais para fazer a duplicação da BR, sendo que Vitória da Conquista pede apenas um trecho.

Quem foi à reunião deve ter saído dali se sentindo um palhaço (muitos nem puderam expressar sua opinião). Na verdade, foi um insulto porque o homem português enrolou aquela gente como Cabral fez com os índios quando invadiu nossas terras e dela só fez extrair suas riquezas. Alguém aí acreditou no que ele disse?

Numa mensagem pelo seu Zap, José Maria Caires, organizador do movimento, informa que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) não virá mais a Conquista como combinado e acrescenta que a Via Bahia utiliza da revisão contratual como forma de não cumprir o contrato.

Ele denuncia que a ANTT, responsável pela concessão de fiscalização, não tem cumprido com rigor com suas atribuições. José Maria endossa as palavras do Tribunal de Contas da União de que realizou auditoria para avaliar os contratos de concessão de rodovias e que a Agência é a responsável por administrar esses acordos com as 21 concessionárias que administram mais de 10 mil quilômetros de estradas no país.

O empresário destacou ainda que o TCU encontrou diversas falhas no gerenciamento e fiscalização dos contratos. “Já ouvimos a Via Bahia e sabemos que sem revisão e reequilíbrio ela não fará viadutos, passarelas e nem duplicação da BR-116 (só duplicou de Feira de Santana até o Paraguaçu). Estamos convidando a ANTT para prestar esclarecimentos à sociedade, porém, até agora não temos respostas” – disse José Maria.

Pelo visto, tudo não passa de uma máfia portuguesa, com certeza, com a devida omissão da ANTT que se nega a conversar com a sociedade de Vitória da Conquista. Com relação a esse problema, gostaria de saber qual a posição do novo governo federal e o que ele deve fazer no caso da Via Bahia.

Por sua vez, onde estão os políticos representantes do município e de toda região sudoeste que é também diretamente beneficiária da duplicação da rodovia? Só de Conquista, temos dois deputados estaduais e um federal, sem deixar de fora a Câmara de Vereadores que sempre diz ser a casa do povo.

Se esgotaram os diálogos, cabem outros meios de pressionar a Via Bahia, como manifestações, protestos e até fechamento de pontos estratégicos da rodovia para que a empresa comece logo com as obras de duplicação, ou caia fora dando lugar a uma nova licitação. Como alguém já disse certa vez, não sei se o estadista francês Charles de Gaulle, este não é um país sério, ou “que país é este? ”.

 





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