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SARAU COMEMORA SEUS DEZ ANOS

Depois de sete meses no isolamento por causa da pandemia, com todos regramentos e protocolos recomendados, o nosso “Sarau Colaborativo A Estrada” vai dar as caras neste sábado (dia 10/10) para matar a saudade do grupo que sempre se fez presente aos nossos eventos, respirando cultura, saber e conhecimento.

Vamos procurar fazer tudo dentro do distanciamento, com todos os cuidados possíveis entre os participantes que já estão conscientes do momento que ainda não é de relaxamento. No entanto, vamos manter o nosso formato com dois temas a serem escolhidos sobre a “Nação Cigana” e o “Exílio de Jango”, a partir de 1964, no Uruguai.

Além do debate, vamos ter a apresentação de artistas locais da música, com canções variadas, declamação de poemas, causos e o bate-papo descontraído que sempre acontecem em todos os nossos saraus. Nesta edição, vamos aproveitar a ocasião para comemorar os dez anos da atividade cultural, que completou em julho passado, mas não pode ser festejado por causa da Covid-19.

Durante esses dez anos, muita gente passou pelo nosso Espaço Cultural, inclusive de outras regiões e estados. Nesse tempo, discutimos diversos assuntos nas áreas da literatura, da educação, da política e no âmbito social, como Castro Alves, Graciliano Ramos, os movimentos revolucionários de 1968, Cordel, Cultura e Costumes Nordestinos, Gregório de Mattos, Carnaval, A História da Música Brasileira, O Império Romano, dentre outros.

Esse próximo de sábado vai ser diferenciado, em decorrência do coronavírus, que distanciou e separou as pessoas. Depois de sete meses, vamos rever os amigos para mais uma troca de ideias e conhecimento, mas, principalmente, para matar a saudade. Esperamos contar com a compreensão de todos quanto aos protocolos de distanciamento e respeito mútuo. Na verdade, a grande maioria já estava cobrando por esse momento de encontro.

A CIDADE DOS QUEBRA-MOLAS

Além do trânsito que já é complicado, principalmente no centro e imediações, os quebra-molas nas ruas e avenidas de Vitória da Conquista deixam qualquer motorista estressado e com os nervos em frangalhos. A Prefeitura Municipal prometeu retirar esses trambolhos nos locais onde implantou os radares e as lombadas eletrônicas, mas até agora nada foi feito.

Como se considerasse que têm poucos, a Secretaria de Mobilidade Urbana (de Trânsito mesmo) construiu mais nas avenidas Filipinas e Bartolomeu de Gusmão, sem necessidades. Nas avenidas Juracy Magalhães, Integração, Pará, Maranhão, Frei Benjamim, Brumado e outras lá estão eles espalhados de 50 a 50 metros para tortura de todos.

CRIMINOSO

Na descida da Bartolomeu, em direção ao centro, tem um bem criminoso. Esse quebra-molas foi levantado onde foi aberto um desvio na subida do lado oposto e, depois de fechado o retorno, lá ficou o elevado para arrebentar o motorista desavisado, ou visitante que não conhece nada da cidade. Aquilo ali é um absurdo e de uma estupidez sem tamanho.

Nem é preciso dizer aqui o mal que fazem esses horríveis quebra-molas em termos de prejuízos para os veículos, sem contar o consumo de combustível, que está com seus preços nas alturas. Conquista pode até ganhar um prêmio de cidade que tem o maior do mundo, que é o “bigode” de Pedral, na Avenida Regis Pacheco.

Basta acontecer um acidente numa esquina qualquer com vítima e aí os moradores logo pedem a instalação do maldito. No outro dia o poder público está lá com seus homens para fazer mais um. O paradoxal é que em todos lugares de quebra-molas existem sinalizações de “PARE” e avisos de preferencial, sem contar os verticais de entradas liberadas e proibidas.

Tenho a curiosidade de saber quantos quebra-molas existem em Conquista, só para comprar com outras cidades do mesmo porte. Na minha imaginação, passam de dois mil, se não tiver mais que isso. Acho que nem a Secretaria sabe quantos são os monstrengos, que são desaprovados pelo próprio Conselho Nacional de Trânsito. E aqueles que próprios moradores fazem por conta própria?

VERDADEIRAS PRAGAS

Eles vão aparecendo como verdadeiras pragas, como vírus a contaminar nosso sistema neurológico. É um tal de reduzir marcha nessa cidade que, ao fim do dia, as molas e suspensões dos carros estão arrebentados, principalmente os dos taxistas, vans e ônibus. Por mais que a pessoa esteja atenta, sempre se esbarra em um, e aí já está feito o estrago.

Não poderia, pelo menos, reduzir o número deles e se tomar uma decisão de não mais construir outros. Será que lá dentro da Prefeitura existe a política do quebra-molas? Não sabia que dava tantos votos! Não é dessa maneira que se educa o motorista para que dirija com atenção e com velocidade mais moderada na cidade.

Quem ultrapassa os limites e não obedece aos sinais deve ser rigorosamente punido, mas aqui no Brasil existe a cultura de se conter os excessos na base da brutalidade, da força policial, ou de outro instrumento coercitivo como são esses infernais quebra-molas assassinos.

Outro problema sério no nosso trânsito são as faixas apagadas de pedestres. A grande maioria nem tem mais listas. O mais difícil é você encontrar uma faixa pintada, colocando em risco o transeunte e o próprio motorista, especialmente daquele visitante que está passando pela cidad

UMA COMPARAÇÃO ENTRE AS SOCIEDADES EURASIANAS E AMERÍNDIAS A PARTIR DE 1492

No capítulo “A Colisão dos Hemisférios”, o cientista e pesquisador Jared Diamond, em seu livro “Armas, Germes e Aço”, fala do encontro dos povos ameríndios e eurasianos, dizendo que tudo começou quando o exército de Pizarro capturou o imperador inca Ataualpa, governante absoluto do maior, mais rico, mais populoso e avançado Estado americano nativo.

Destaca que a diferença mais marcante entre a produção de alimentos americana e a eurasiana eram as espécies de grandes mamíferos domésticos. Até que as rodas hidráulicas e os cataventos começassem a substituir os mamíferos da Eurásia na época medieval, esses grandes animais também foram fonte principal da força industrial, movendo os moinhos e puxando água.

A LHAMA/ALPACA

Quanto as Américas, só existia a Lhama/Alpaca numa pequena área dos Andes. Embora sua carne e lã fossem aproveitados e utilizadas para o transporte de mercadorias, nunca produziu leite para o consumo humano, não carregava o nativo, não puxava arado, nem servia como fonte de energia.

De acordo com Jared, existem muitas diferenças entre os ameríndios e os eurasianos, em parte causada pela extinção da maioria das espécies da América do Norte e do Sul. Não fosse isso, a história moderna poderia ter tomado outro rumo. Quando Cortez desembarcou na costa mexicana, em 1519, poderia ter sido mandado de volta ao mar pelos milhares de nativos montados em seus cavalos.

“Essas extinções acabaram deixando a Eurásia com muito mais candidatos selvagens à domesticação do que as Américas. Os dois hemisférios haviam domesticado pequenos mamíferos. O peru, porquinho-da-índia, o pato-do mato e o cão nas Américas. Galinhas, gansos, patos, gatos, cães, abelhas e bichos-da-seda na Eurásia.

O autor da obra conta que, em 1492, a agricultura estava difundida na Eurásia. Entre os caçadores-coletores estavam os ainos do norte do Japão, as sociedades siberianas sem renas e os pequenos grupos espalhados pelas florestas da Índia e do sudeste da Ásia, comerciando com vizinhos. A agricultura também estava nas Américas, mas os caçadores ocupavam espaços maiores do que na Eurásia.

A América do Sul, as planícies canadenses e parte setentrional da América do Norte não tinham produção de alimentos. Depois da chegada dos europeus, essas partes passaram a ser produtivas, inclusive o trigo no Canadá, na Argentina e no Chile na zona temperada. A inexistência na produção de alimentos era em razão da escassez de animais, de plantas domésticas e as barreiras geográficas e ecológicas nas Américas.

Essas terras tornaram-se produtivas para os colonos europeus e também para ameríndios, assim que os invasores introduziram culturas agrícolas e animais domésticos. Nas regiões das Américas, a agricultura era refreada por desvantagens em face da lavoura eurasiana. O milho das Américas tinha baixo teor proteico, em vez dos cereais da Eurásia. Contava ainda o trabalho manual individual, em vez de amplas semeaduras com o arado.

MAIS CALORIAS

“Essas diferenças sugerem que a agricultura eurasiana, a partir de 1492, deve ter produzido, na média, mais calorias e proteínas por homem/hora trabalhada do que a ameríndia. Essas diferenças representam causa importante e decisiva das desigualdades entre as duas sociedades”. Entre os fatores imediatos por trás das conquistas, o mais importante incluía diferenças nos germes, na tecnologia, organização política e na escrita. Os germes foram os que mais pesaram.

Contra os germes, como a gripe, varíola, sarampo, peste bubônica, tuberculose, tifo, cólera e malárias, os eurasianos desenvolveram resistência. Foram os maiores assassinos da história que contaminaram os ameríndios, os quais contraíram poucos micróbios porque as aldeias só surgiram milhares de anos depois de seu aparecimento na Eurásia.

Outro motivo dos ameríndios serem livres dessas doenças é que as regiões dos Andes, a Mesoamérica e o sudeste dos Estados Unidos não eram ligadas entre si por um comércio volumoso como o que levou a peste, a gripe e a varíola da Ásia para a Europa.

As diferenças tecnológicas entre um hemisfério e outro estavam na história mais longa da Eurásia com sociedades populosas, economicamente especializadas, politicamente centralizada, baseada na produção de alimentos, interagindo e competindo entre si.

CINCO ÁREAS DA TECNOLOGIA

Nesse aspecto, o autor destaca cinco áreas da tecnologia, como os metais (cobre, bronze e o ferro), que eram usados para fabricar ferramentas nas sociedades eurasianas complexas a partir de 1492. Nos Andes ainda se usava a pedra, a madeira e o osso. O cobre era limitado.

Outra questão de superioridade era a tecnologia militar. As armas europeias eram espadas de aço, lanças, punhais, de fogo e artilharia, enquanto os ameríndios utilizavam bastões e machados de pedra e madeira, fundas, arcos, flechas e armaduras acolchoadas.

Em terceiro lugar, os eurasianos tinham uma vantagem, imensa nas suas fontes de energia para operar as máquinas. Outro avanço era o uso de animais (cavalos e burros), para puxar arados e girar as rodas para moer grãos, irrigar e drenar os campos.

Uma revolução industrial, baseada na força da água e do vento, já havia começado na era medieval, bem antes da utilização do vapor como energia no século XVIII, na Inglaterra. Ainda na área da tecnologia, Jared cita o transporte marítimo. Muitas sociedades eurasianas criaram grandes embarcações, capazes de navegar contra o vento e cruzar o oceano, bem equipadas (bússolas, lemes de poupa e canhões).

As duas sociedades eram diferentes no que tange à organização política. No final da Idade Média, a maior parte da Eurásia já era governada por Estados organizados, como dos Habsburgo, otomano, chineses, mogol  na Índia e o mongol em seu auge no século XIII.

 

 

 

LULA À DIREITA NA RENDA CIDADÃ E A CORRUPÇÃO DE VENTO EM POPA

Sempre se ouve por aí que política é pura sujeira e costumam incluir todos no mesmo saco dos corruptos e oportunistas, sem caráter, princípios e ética, mas quando começam as eleições, todos, por interesses particulares, caem dentro como porcos em lavagem, cada um para defender seu ladrão. Nós brasileiros, nos alimentamos da incoerência e seguimos aquela cultura secular do assistencialismo, para permanecermos no país da pobreza e da miséria.

Mesmo no curso da pandemia, as imagens das aglomerações nas campanhas pelo interior a fora não negam. Até mesmo antes da corrida oficial, todos estão lá no ajuntamento, pulando, soltando fogos e fazendo suas zoeiras na torcida pelos seus candidatos, tudo por um lugar ao sol, ou à doce sombra na sua Prefeitura e na Câmara. Definitivamente, não existe essa de ideologia. Fazemos de conta que a briga é por um país melhor e sem injustiças sociais. O negócio mesmo é mamar nas tetas da nação.

UMA VERSÃO MELHORADA

No embalo da festa, que muitos “entendidos do riscado” chamam de cívica e democrática, o Bozó, lá do alto do seu trono, resolveu, que ele também não é besta, dar uma de Lula à direita, anunciando seu Renda Cidadã, uma versão melhorada do Bolsa Família, com mais “dindim”, para cair mais votos nas urnas a seu favor e levantar sua popularidade de “mãe dos pobres”.

Para justificar os fins e sobrar uma grana para seu populismo, o governo federal falou em tirar recursos do Ministério da Educação e em dar um calote nas dívidas dos precatórios. Afinal de contas, para que educação e cultura nesse país onde os próprios brasileiros preferem sepultar o conhecimento e sair por aí proferindo um monte de besteiras nos botecos da vida, desde que tenham um dinheirinho no bolso para tomar umas geladas e comprar um carrinho e um celular.

A briga agora é entre os ministros fura-tetos e os contra. Lembra aquele animal que popularmente é conhecido como furão. Enquanto isso, cada semana sai mais um retrocesso contra as conquistas da sociedade. Do lado do Ministério do Meio Ambiente retira-se a proteção às áreas de restingas e manguezais. Por sua vez, o Ministério da Educação, chefiado por um homofóbico, baixa um decreto excluindo as pessoas com deficiência a frequentarem escolas do ensino normal, ou inclusivas.

O saber dá muita canseira e queima os neurônios. O conhecer é coisa de esquerda comunista metido a intelectual. Melhor mesmo é ser teleguiado, sem consciência política e massa de manobra, mas com uma renda esmola. Para que progredir na vida com seu próprio esforço e trabalho, se ela é mesmo passageira? Vamos mesmo no varejo, na mesma toada de sempre, tocando a mula ao estilo brasileiro, ou dançando conforme a música, sem pressa de avançar! Melhor ficar na roça no cabo da enxada, do que ir para escola aprender a lição!

QUEREM  É QUEIMAR O FILME DELE

Diante de tudo isso, campeia, ou navega a corrupção em mar aberto, de vento em popa, sem mais essa de investigações dessa Força Tarefa da Lava Jato. Deixa os meninos curtirem suas estripulias de pestinhas danados e ficarem bem escolados nas roubalheiras! O povo já se acostumou com esse jogo, e até gosta da brincadeira! Acha divertida a competição cheia de truques, tramas e golpes de mestre, como acontece num filme de efeitos especiais.

Os esquemas de estratégias de roubo têm audiências garantidas com milhões de visualizações para os mais espertos que conseguem sair do fogo cruzado. No final, os arquivos vão ser mesmo arquivados! Tudo começa novamente, e todos serão felizes para sempre! Agora, a tática política é inocentar Lula de todos os processos para queimar de vez o filme do ex-juiz Sérgio Moro, e eliminar suas pretensões de se candidatar a presidente da República. Quem é seu maior desafeto, depois de ter sido endeusado?

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NO PAÍS DA IMPUNIDADE

Carlos González – jornalista

Dissimulados, embiocados, camuflados e submetidos a cirurgias plásticas faciais; morando em luxuosas mansões, apartamentos e em fazendas-modelo; levando uma vida de nababo; evitando os olhares curiosos dos vizinhos e o assédio da imprensa; fazem voto de silêncio, Assim vive uma casta de brasileiros. Investigados por crimes contra o erário público, – raros são os que passam alguns dias numa cela – porque logo são transferidos para o regime da prisão domiciliar. Eles têm consciência de que vivem no país da impunidade.

Nessa lista de privilegiados figuram presidentes, governadores e prefeitos, seus ministros e secretários, políticos, diretores de estatais, assessores parlamentares, empresários, magistrados, funcionários públicos do alto escalão, lideranças neopentecostais e dirigentes esportivos. A maioria continua a receber gordas aposentadorias.

Alguns desses endinheirados cidadãos contaram na sua vitoriosa carreira criminosa com fieis auxiliares, os chamados testas-de-ferro, também apelidados de “laranjas”. O silêncio é a arma de defesa dos acusados. Denunciar (ou ameaçar) quem está por detrás dos desvios de verbas públicas e de lavagem de dinheiro pode significar a morte.

Dessa extensa lista lembro os nomes dos ex-policiais Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, genuínos bodes expiatórios, acusados de autoria dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes; vítima de “queima de arquivo”, capitão PM Adriano Nóbrega, morto em Esplanada, na Bahia, antes de revelar uma suposta ligação dos Bolsonaro com a milícia carioca; sequestro e morte, em janeiro de 2002, do prefeito Celso Daniel, de Santo André (SP), crime praticamente insolúvel, que colocou o PT como suspeito.

PC e Fabrício

Tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello às eleições presidências de 1989, o empresário PC Farias exorbitou de suas funções na captação de recursos. Após a posse de Collor, a  sede de poder do assessor e amigo se estendeu por toda a cadeia governamental, envolvendo o presidente, que passou a ser alvo de protestos populares, estimulados pela delação do irmão Pedro Collor. Pressionado, renunciou em 29 de dezembro de 1992, horas antes de o Congresso aprovar o impeachment.

Acusado de extorsão e formação de quadrilha, PC fugiu do país. Preso em novembro de 93, em Bangcoc, na Tailândia, foi condenado a sete anos de prisão; em dezembro de 95 ganhou a liberdade condicional; em 23 de junho de 96 foi morto, junto com a namorada Suzana Marcolino. Suicídio, crime passional, duplo homicídio. A dúvida perdura até hoje. Quatro dos seus seguranças foram indiciados como autores, mas, posteriormente, absolvidos por um júri popular.

Muito se discute a semelhança entre os dois “tesoureiros” Além da calvície e da estatura mediana, Fabrício Queiroz e PC Farias  estiveram e estão ligados ao poder central. O alagoano foi, de fato, o principal assessor de Fernando Collor, que não vê analogia nos dois casos; Fabrício goza da confiança do clã Bolsonaro, haja vista que fez do silêncio um juramento, mesmo tendo experimentado por quase dois meses a dura vida numa prisão.

Fabrício e a mulher Márcia Aguiar (levou um período foragida) cumprem prisão domiciliar, concedida pelo ministro Gilmar Mendes, da STF, e sob  a proteção do advogado bolsonarista Frederico Wassef, o Anjo, numa rua discreta em Jacarepaguá.

Segurança e motorista dos Bolsonaro desde 1984, o ex-PM foi acusado de operar a “rachadinha” (apropriação de parte dos salários dos funcionários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, hoje ocupando uma cadeira no Senado).

O dinheiro arrecadado entre os assessores parlamentares, incluindo suas duas filhas, apontadas como “laranjas” do esquema criminoso, era “lavado” no mercado imobiliário ou repassado para diversas contas bancárias. Uma delas, pertencente a Michelle Bolsonaro, recebeu cheques no valor total de R$ 89 mil. Essa transação inspirou o roqueiro Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas, a compor a música “Micheque”.

Dizendo-se vítima de ofensa, calúnia, injúria e difamação, Michelle procurou a Delegacia de Crimes Eletrônicos, de São Paulo, solicitando que a obra satírica seja retirada das plataformas digitais e que se proíba sua execução em locais públicos e privados.

Antes de se refazer de uma contrariedade, a primeira-dama volta às páginas dos jornais. Segundo o noticiário dessa quinta-feira, os R$ 7,5 milhões doados pelo frigorífico Marfrig para a realização de 100 mil testes rápidos da Covid 19, foram desviados para o programa “Pátria Voluntária”, administrado por Michelle, e repassados pela ministra Damares Alves, a que encontrou Jesus no alto da goiabeira, para distribuição, sem concorrência, entre instituições evangélicas.

 

 

NA ESPERA DE NOVOS PROJETOS

Fotos de Jeremias Macário

Estamos na corrida eleitoral para vereadores e para prefeito, que irão comandar por mais quatro anos os destinos da terceira maior cidade da Bahia. E o que Vitória da Conquista mais espera dos candidatos eleitos? Diria que mais projetos de infraestrutura que estejam à altura do tamanho da nossa cidade. Um dos primeiros é a questão da água através da construção de uma nova barragem, cujo empreendimento caiu no esquecimento depois que São Pedro mandou chuvas mais constantes para o município. É bom lembrar que se trata de uma promessa política de mais de 20 anos, passando pelos governos do PT. Outro problema sério é quanto à mobilidade urbana onde o transporte coletivo é um caos, e o povo sofre com falência de empresas e ônibus lotados caindo aos pedaços. Conquista necessita de inovações com outros meios de deslocamento, como BRT e VLT. Mesmo com algumas mudanças (novos semáforos, aberturas de algumas ruas e outras sinalizações), o trânsito continua travado, e não é a tal reforma do apertado Terminal de Lauro de Freitas que vai desafogar as ruas e avenidas. Locais de lazer e entretenimento  são outras urgências para que a nossa cidade se torne mais humana, com melhor qualidade de vida. Não basta urbanizar algumas praças e avenidas. A Lagoa das Bateias continua abandonada, suja e sendo local de despejo de esgotos. Nada se fez nos últimos oito anos para que o local passasse a ser atração de todos moradores em finais de semana. Outra carência é a falta de uma política cultural que contemple todas as linguagens artísticas, como artes plásticas, literatura, teatro, dança, música e demais expressões. A cultura tem sido tratada como um objeto de decoração na mesa do prefeito. Como prioridade de tudo isso, está a educação que precisa ser bem mais valorizada, tanto o corpo docente como discente. Pelo seu porte, Conquista espera por obras de grande porte e de uma Câmara autêntica, competente e fiscalizadora, que não passe todo o tempo dizendo amém para o poder executivo, aprovando moções de aplausos e fazendo assistencialismo. Por fim, vamos elaborar um novo plano diretor urbano, para o seu ordenamento.

BIOMAS EM CHAMAS

Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Esses malditos agro-capitais,

Querem é derrubar e queimar,

Nossas milenares florestas tropicais.

 

Bendito é o rio que corre livre das chamas!

Louvado o canto divino do sabiá nordestino,

Que roga ao Norte a se unir ao pampa sulino,

Para defender proteger nossos ricos biomas.

 

Em meus olhos desse Supremo Criador,

Oh quanta tristeza ver essa beleza em chamas!

Pelo cruel homem destruidor dos biomas,

Na ganância do sempre ter mais riqueza

 

As araras da caatinga presas em suas garras,

O tuiuiú pantaneiro voa na fumaça da secura,

Nas selvas raras reina a canção do uirapuru,

Os nativos em seus ritos benzem seus biomas,

Para que a mãe terra pare de arder em chamas.

 

No enlace sacro das águas com as divindades,

Da foz que se enrosca com o balanço do mar,

No namoro eterno que nasce do vento com o ar,

Cada ronco do motosserra é um gemido vil,

Da morte animal nas chamas do nosso Brasil.

 

No árido deserto das fornalhas de carvão,

Sumiram a rolinha ”fogo pagou” e o gavião,

No cerrado granado só a soja para a China,

Não mais o pequi e o esvoaçar da campina,

 

Sai o madeireiro e entra o mercúrio garimpeiro,

E a vida ora em memória da fauna e da flora,

Do Saci e do Curupira banidos da nossa cultura,

E nada cura essa ira de um futuro de chamas,

Ao dele fazer um monturo de nossos biomas.

 

No Brasil de nossas eras destas bestas feras,

De ratos em suas farras a esporrar suas taras,

O cara acusa o índio-caboclo de incendiários,

Assim fez Nero com os cristãos na Roma real,

E nele se encarnou do seu mal lá do seu altar,

Para varrer da Amazônia, os donos do seu lar.

 

Esses malditos agro-capitais,

Querem é derrubar e queimar,

Nossas milenares florestas tropicais.

 

 

O DINHEIRO E A “MÁQUINA” SEMPRE FALAM MAIS MALTO NAS ELEIÇÕES

COM A MINHA DESISTÊNCIA NA DISPUTA POR UMA CADEIRA À CÂMARA DE VEREADORES, OPTEI EM APOIAR O NOME DE MOZART TANAJURA PELA SUA ÉTICA E CAPACIDADE.

Por mais que se fale para o eleitor que vote consciente no candidato, para que sua escolha não seja errada, é muito difícil essa advertência ser seguida em nosso país, devido a vários motivos por demais conhecidos, como, por exemplo, o baixo nível educacional. Mais uma eleição, agora municipais, onde falam mais alto o dinheiro e a “máquina” pública dos que estão no páreo pela reeleição.

Vamos particularizar o pleito em Vitória da Conquista fazendo referência aos 21 vereadores da Câmara (um número absurdo para nossa realidade) onde somente poucos contam com a competência para legislar e exercer seu papel, conforme é exigido por lei de um representante parlamentar. Sempre tenho dito que a nossa Câmara está num nível bem abaixo da posição da nossa cidade como a terceira maior da Bahia.

POUCA RENOVAÇÃO

Como acontece de quatro em quatro anos, não será dessa vez que vamos ter uma renovação digna e expressiva, com eleitos preparados e conscientes do seu dever para o cargo, principalmente em termos de conteúdo e seriedade. Logo de largada, sabemos os que vão ser reeleitos, porque a disputa é totalmente desigual para os novos, mas ninguém quer saber de uma reforma política.

É uma disputa que já começa com os 21 lá na frente, dobrando a curva para a reta de chegada. Para alcançar alguns e ficar entre os vencedores, infelizmente, conta muito ter uma boa grana para investir nesse curto tempo de propaganda. Ouvi gente falando aqui, em Conquista, em gastar um milhão de reais, o que não deixa de ser um chute, ou exagero.

Geralmente, quem vai “torrar” muito dinheiro para tentar ser eleito não é o candidato ideal, pois esse cara já entra na Casa com outras intenções, não de representar o povo e buscar melhorias para a comunidade em termos coletivos. No frigir dos ovos, a renovação que houver não vai significar real mudança. Tudo vai continuar como Dantes…

Muitos, inclusive faço referência à minha pessoa, desistiram de prosseguir na caminhada por questões financeiras, porque o núcleo regional do partido não dispõe de recursos para, pelo menos, ajudar seu filiado na divulgação do seu nome entre o eleitorado. Como o sistema é bruto, não adianta ter boas intenções e se considerar capaz para sua função.

Outro problema que me fez desistir foi a pandemia da Covid-19, sabendo que muitos inescrupulosos colocam sua candidatura acima da vida e passa por cima das leis porque sabem que não existe punição severa. A Justiça Eleitoral neste Brasil é uma das mais fracas, talvez a mais, no quesito rigor no cumprimento das regras.

Diante de tantas ilegalidades que se vê por aí, quando muito ela elege um bode expiatório e aplica uma multa, a qual nunca é paga porque se recorre. Essa Justiça não tem estrutura eficiente e até faz vistas grosas para quem age desonestamente com fake news, dinheiro ilegal por debaixo do pano, compra de votos nas madrugadas das noites, assistencialismo barato, dentre outras falcatruas.

Para ser bem realista, nunca foi uma Justiça confiável, desde os tempos iniciais da República e do coronelismo. Vale sempre a lei do mais forte. Como tive que desistir, embora com a vontade de marcar meu espaço e dar a minha contribuição leal, com ética na política, optei por apoiar o candidato Mozart Tanajura pelo seu passado de retidão e porque é uma pessoa preparada para representar nossa cidade no legislativo.

UMA HOMENAGEM À CIÊNCIA NA ARTE DO ESCULTOR ALAN KARDEC

Confesso que não consegui entender as críticas veladas e raivosas contra a escultura de um coronavírus e nele sendo aplicado uma injeção, ou uma vacina, feita pelo artista Alan Kardec, e que foi instalada nas imediações da Avenida Olívia Flores.

Muitos se expressaram nas redes sociais – e até aí é um direito de cada um – como um desrespeito e uma afronta aos mortos pela Covid-19, que em Vitória da Conquista está em torno de 140 pessoas e mais de 140 mil no Brasil.

NÃO COM ÓDIO E DEBOCHES

Em minha opinião, é uma homenagem prestada à ciência, aos médicos e aos técnicos da área de saúde que estão na linha de frente nos hospitais no combate à doença, e salvando vidas. De um modo geral, a arte é para ser vista e interpretada subjetivamente de várias maneiras, e é passível de críticas, mas não com manifestações de ódio, intolerância e até deboches, com memes.

O próprio autor da arte, um grande e talentoso escultor conquistense que tem dedicado toda sua vida a mostrar seu valioso trabalho, com recursos próprios, disse encarar as críticas com naturalidade, e que sua intenção foi puramente a de homenagear à ciência que está batalhando para encontrar uma vacina, ou medicamentos para acabar de vez com o vírus, de forma que a vida no planeta, de cerca de oito bilhões de habitantes, volte ao seu normal.

Alan, que é muito conhecido por suas polêmicas – e assim deve ser a vida inquieta de um artista – tem centenas, ou até milhares de obras espalhadas pela cidade que são apreciadas por muita gente. Como se não bastasse, em breve ele deverá entregar ao público o “Museu Kard” de esculturas, fruto do seu incansável trabalho de um operário abelha ou cigarra da cultura.

Infelizmente, não somente em Conquista, mas em todo nosso país, a nossa cultura tem sido jogada na cesta de lixo, censurada por moralistas dos “bons costumes” e até esconjurada. Arte deixou de ser reflexão da vida e da alma.

Essa gente das críticas ácidas, na sua grande maioria sem base fundamentada de conhecimento, não tem coragem de fazer cultura, não liga e nem dá importância para ela. Pouquíssimos hoje valorizam uma boa música, um bom filme, uma boa peça teatral, um poema, a leitura de um bom livro e, raramente, frequentam museus e salões de artes plásticas.

Nessa era de trevas, com odor podre medieval inquisitório ultraconservador, quase todos artistas hoje são vistos como comunistas esquerdistas que merecem ser queimados nas fogueiras. São espécies em extinção, como centenas de animais da nossa natureza. São pessoas que têm se mantido solitários nas trincheiras da resistência.

A SOLIDÃO DOS ARTISTAS

Como jornalista, pelo pouco que tenho feito pela cultura, escrevendo e elaborando minhas letras poéticas, me sinto vítima dessa solidão, onde meu produto tem o mínimo de valorização e merecimento. Também respondo como Alan, de que as críticas não me abalam. Muito pelo contrário, me dão mais forças para continuar na peleja.

Um exemplo disso são os nossos pioneiros vídeos de textos-poéticos que, com uma pequena equipe e um celular na mão (Jeremias Macário, Vandilza Gonçalves e José Carlos D´Almeida) vêm sendo realizados desde o início de março com a chegada da pandemia, e distribuídos para grupos de amigos, conhecidos, interessados e parentes. Com a colaboração financeira de algumas pessoas, conseguimos fechar um curta-metragem de pouco mais de 20 minutos.

Temos ainda o nosso “Sarau Cultural A Estrada” que neste ano completou dez anos de existência, produzindo conhecimento e troca de ideias. Com meus textos, tenho ouvido e recebido críticas invejosas de forte cunho ideológico, mas não é por isso que vou parar, e creio também que Alan está ainda mais inspirado para nos brindar com suas novas criações.

Neste Brasil de tantos retrocessos, arte hoje é destruir o meio ambiente, com derrubadas de árvores e queimadas; praticar a homofobia e o racismo; chamar o negro de escória; e defender que a terra é plana. Arte hoje em nosso país é acabar com o Ministério da Cultura, com a nossa cinemateca; apoiar a volta da ditadura; negar a ciência; e dizer que a Covid é uma “gripezinha”. Arte hoje é reduzir recursos do Ministério da Educação; roubar os cofres públicos e alimentar a corrupção com o fim da Força Tarefa da Lava Jato. Arte hoje é chamar os artistas de comunistas e bando de vagabundos imprestáveis.

CALDEIRÕES DE RAÇAS COM EXCEÇÃO DA CHINA QUE TEVE UNIFICAÇÃO PRECOCE

As seis nações mais populosas do mundo, com exceção da China, são caldeirões de raças que conquistaram a unificação política, e que ainda mantém centenas de línguas e grupos étnicos. A Rússia, um país eslavo, nem mesmo havia começado sua expansão além dos Montes Urais até 1582 – ressalta o cientista Jared Diamond, em seu livro “Armas, Germes e Aço”.

Índia, Indonésia e Brasil também são criações políticas, abrigando cerca de 850, 670 e 210 línguas, respectivamente. Somente a China revela-se política, cultural e linguisticamente monolítica. Foi unificada politicamente em 210 a.C. Ela só teve um sistema de escrita, ao passo que a Europa utiliza vários alfabetos modificados. Com mais de 1 bilhão de habitantes, mais de 800 milhões falam o mandarim, e outros 300 milhões sete outros dialetos.

CHINESES DIFERENTES

É bem verdade, que os chineses do norte e os do sul são geneticamente e fisicamente diferentes. Os do norte (mais altos, mais pesados, mais pálidos e olhos menores) são parecidos com os tibetanos e os nepaleses, enquanto os do sul, mais semelhantes aos vietnamitas e aos filipinos.

A Europa ocidental absorveu cerca de 40 idiomas só no período de seis a oito mil anos desde a chegada das línguas indo-europeias, como o inglês, o finlandês e o russo. A China tem também mais de 130 pequenas línguas, faladas apenas para alguns milhares. Por exemplo, os falantes do miao-iao (Cerca de 100 mil) são refugiados do Vietnã e levaram essa família de língua para os Estados Unidos, onde são conhecidos pelo nome de hmong.

Outro grupo é a austro-asiática que está espalhada pelo leste do Vietnã à península malaia e ao sul da Índia setentrional. Boa parte dessa fragmentação ocorreu nos últimos 2.500 anos e “está bem documentado historicamente”. Outros grupos étnicos chineses eram menosprezados e considerados como primitivos. A história da dinastia Zhou, de 1100 a 210 a.C. descreve a conquista e a absorção da maioria da população de línguas não-chinesas pelos Estados de falantes do chinês.

A China setentrional era originalmente ocupada por falantes do chinês e de outras línguas sino-tibetanas. Diz o autor do livro, que um motim linguístico deve ter passado sobre o sudeste da Ásia para o sul da China (Tailândia, Miamar, Camboja, Vietnã e Malásia).

Sabemos que o inglês não substituía a língua dos índios. Para acontecer isso, os imigrantes que falavam o inglês mataram a maioria dos índios por meio da guerra, homicídios e introduzindo doenças, sendo os sobreviventes obrigados a adotar o inglês,

PRIMEIROS CENTROS

A China foi um dos primeiros centros mundiais de domesticação de plantas e animais. As culturas mais identificadas eram o milhete ao norte, e arroz ao sul. Os sítios chineses pesquisados também continham ossos de porcos e galinhas. O búfalo-da-índia, o bicho-da-seda, os patos e gansos eram importantes. Os produtos posteriores incluem feijão, soja, cânhamo, frutas cítricas, chá, damascos, pêssegos e peras.  As contribuições ocidentais mais significativas para a China foram o trigo, a cevada, vacas, cavalos e cabras.

A tradição chinesa da metalurgia do bronze teve suas origens no terceiro milênio a.C., e acabou resultando na mais antiga produção de ferro no mundo, por volta de 500 a.C. Nos 1500 anos seguintes houve uma grande proliferação de invenções tecnológicas, como o papel, a bússola e a pólvora. Surgiram cidades fortificadas no terceiro milênio a.C., com cemitérios simples e suntuosos, mostrando as diferenças de classe.

A imensas muralhas urbanas de defesa, palácios e o Grande Canal comprovam que existiram governantes com mobilidades de forças populares. Relatos escritos das primeiras dinastias, remontando a Xia, também indicaram o grande potencial chinês, por volta de 2000 a.C.  Textos europeus dos tempos romanos e medievais descrevem a chegada da peste bubônica e da varíola, de modo que esses germes podiam ser de origem asiática oriental. A gripe dos porcos deve ter aparecido na China.

Os extensos rios que atravessam a China (O Amarelo e o Yang-tsé) facilitaram a difusão de culturas agrícolas e de tecnologia entre a costa e o interior. Todos esses fatores geográficos contribuíram para a unificação cultural e política precoce na China, ao passo que a Europa, com terreno mais acidentado, resistiu à unificação. A China desenvolveu um único sistema de escrita, ao contrário de outras civilizações.

As três primeiras dinastias Xia, Shang e Zhou surgiram na China setentrional no segundo milênio a.C. Escritas preservadas do primeiro milênio a.C. mostram que o chinês étnico já se sentia culturalmente superior aos “bárbaros” não-chineses. Os do norte costumavam considerar “bárbaros” até mesmo os chineses do sul.

Os Estados organizados pela dinastia Zhou do norte espalharam-se para o sul durante o primeiro milénio a.C., culminando na unificação política, em 210 a.C. O primeiro imperador Qin condenou todos os livros históricos por considerá-los inúteis e ordenou que fossem queimados. As históricas expansões para o sul dos birmaneses e laosianos completaram a sinificação do sudeste tropical da Ásia.

Até mesmo a Coréia e o Japão foram influenciados pela China, embora o isolamento geográfico garantiu que não perderiam seu idioma, ou a distinção física e genética, como aconteceu no sudeste tropical da Ásia. A Coréia e o Japão adotaram o arroz da China, o trigo, a cevada, a metalurgia do bronze e a escrita entre o segundo e o primeiro milênio a.C. “O prestígio da cultura chinesa ainda é tão grande na Coréia e no Japão que este país nem pensa em descarta seu sistema de escrita derivado do chinês”.

 





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