A CIDADE DOS QUEBRA-MOLAS
Além do trânsito que já é complicado, principalmente no centro e imediações, os quebra-molas nas ruas e avenidas de Vitória da Conquista deixam qualquer motorista estressado e com os nervos em frangalhos. A Prefeitura Municipal prometeu retirar esses trambolhos nos locais onde implantou os radares e as lombadas eletrônicas, mas até agora nada foi feito.
Como se considerasse que têm poucos, a Secretaria de Mobilidade Urbana (de Trânsito mesmo) construiu mais nas avenidas Filipinas e Bartolomeu de Gusmão, sem necessidades. Nas avenidas Juracy Magalhães, Integração, Pará, Maranhão, Frei Benjamim, Brumado e outras lá estão eles espalhados de 50 a 50 metros para tortura de todos.
CRIMINOSO
Na descida da Bartolomeu, em direção ao centro, tem um bem criminoso. Esse quebra-molas foi levantado onde foi aberto um desvio na subida do lado oposto e, depois de fechado o retorno, lá ficou o elevado para arrebentar o motorista desavisado, ou visitante que não conhece nada da cidade. Aquilo ali é um absurdo e de uma estupidez sem tamanho.
Nem é preciso dizer aqui o mal que fazem esses horríveis quebra-molas em termos de prejuízos para os veículos, sem contar o consumo de combustível, que está com seus preços nas alturas. Conquista pode até ganhar um prêmio de cidade que tem o maior do mundo, que é o “bigode” de Pedral, na Avenida Regis Pacheco.
Basta acontecer um acidente numa esquina qualquer com vítima e aí os moradores logo pedem a instalação do maldito. No outro dia o poder público está lá com seus homens para fazer mais um. O paradoxal é que em todos lugares de quebra-molas existem sinalizações de “PARE” e avisos de preferencial, sem contar os verticais de entradas liberadas e proibidas.
Tenho a curiosidade de saber quantos quebra-molas existem em Conquista, só para comprar com outras cidades do mesmo porte. Na minha imaginação, passam de dois mil, se não tiver mais que isso. Acho que nem a Secretaria sabe quantos são os monstrengos, que são desaprovados pelo próprio Conselho Nacional de Trânsito. E aqueles que próprios moradores fazem por conta própria?
VERDADEIRAS PRAGAS
Eles vão aparecendo como verdadeiras pragas, como vírus a contaminar nosso sistema neurológico. É um tal de reduzir marcha nessa cidade que, ao fim do dia, as molas e suspensões dos carros estão arrebentados, principalmente os dos taxistas, vans e ônibus. Por mais que a pessoa esteja atenta, sempre se esbarra em um, e aí já está feito o estrago.
Não poderia, pelo menos, reduzir o número deles e se tomar uma decisão de não mais construir outros. Será que lá dentro da Prefeitura existe a política do quebra-molas? Não sabia que dava tantos votos! Não é dessa maneira que se educa o motorista para que dirija com atenção e com velocidade mais moderada na cidade.
Quem ultrapassa os limites e não obedece aos sinais deve ser rigorosamente punido, mas aqui no Brasil existe a cultura de se conter os excessos na base da brutalidade, da força policial, ou de outro instrumento coercitivo como são esses infernais quebra-molas assassinos.
Outro problema sério no nosso trânsito são as faixas apagadas de pedestres. A grande maioria nem tem mais listas. O mais difícil é você encontrar uma faixa pintada, colocando em risco o transeunte e o próprio motorista, especialmente daquele visitante que está passando pela cidad















