COM A MINHA DESISTÊNCIA NA DISPUTA POR UMA CADEIRA À CÂMARA DE VEREADORES, OPTEI EM APOIAR O NOME DE MOZART TANAJURA PELA SUA ÉTICA E CAPACIDADE.

Por mais que se fale para o eleitor que vote consciente no candidato, para que sua escolha não seja errada, é muito difícil essa advertência ser seguida em nosso país, devido a vários motivos por demais conhecidos, como, por exemplo, o baixo nível educacional. Mais uma eleição, agora municipais, onde falam mais alto o dinheiro e a “máquina” pública dos que estão no páreo pela reeleição.

Vamos particularizar o pleito em Vitória da Conquista fazendo referência aos 21 vereadores da Câmara (um número absurdo para nossa realidade) onde somente poucos contam com a competência para legislar e exercer seu papel, conforme é exigido por lei de um representante parlamentar. Sempre tenho dito que a nossa Câmara está num nível bem abaixo da posição da nossa cidade como a terceira maior da Bahia.

POUCA RENOVAÇÃO

Como acontece de quatro em quatro anos, não será dessa vez que vamos ter uma renovação digna e expressiva, com eleitos preparados e conscientes do seu dever para o cargo, principalmente em termos de conteúdo e seriedade. Logo de largada, sabemos os que vão ser reeleitos, porque a disputa é totalmente desigual para os novos, mas ninguém quer saber de uma reforma política.

É uma disputa que já começa com os 21 lá na frente, dobrando a curva para a reta de chegada. Para alcançar alguns e ficar entre os vencedores, infelizmente, conta muito ter uma boa grana para investir nesse curto tempo de propaganda. Ouvi gente falando aqui, em Conquista, em gastar um milhão de reais, o que não deixa de ser um chute, ou exagero.

Geralmente, quem vai “torrar” muito dinheiro para tentar ser eleito não é o candidato ideal, pois esse cara já entra na Casa com outras intenções, não de representar o povo e buscar melhorias para a comunidade em termos coletivos. No frigir dos ovos, a renovação que houver não vai significar real mudança. Tudo vai continuar como Dantes…

Muitos, inclusive faço referência à minha pessoa, desistiram de prosseguir na caminhada por questões financeiras, porque o núcleo regional do partido não dispõe de recursos para, pelo menos, ajudar seu filiado na divulgação do seu nome entre o eleitorado. Como o sistema é bruto, não adianta ter boas intenções e se considerar capaz para sua função.

Outro problema que me fez desistir foi a pandemia da Covid-19, sabendo que muitos inescrupulosos colocam sua candidatura acima da vida e passa por cima das leis porque sabem que não existe punição severa. A Justiça Eleitoral neste Brasil é uma das mais fracas, talvez a mais, no quesito rigor no cumprimento das regras.

Diante de tantas ilegalidades que se vê por aí, quando muito ela elege um bode expiatório e aplica uma multa, a qual nunca é paga porque se recorre. Essa Justiça não tem estrutura eficiente e até faz vistas grosas para quem age desonestamente com fake news, dinheiro ilegal por debaixo do pano, compra de votos nas madrugadas das noites, assistencialismo barato, dentre outras falcatruas.

Para ser bem realista, nunca foi uma Justiça confiável, desde os tempos iniciais da República e do coronelismo. Vale sempre a lei do mais forte. Como tive que desistir, embora com a vontade de marcar meu espaço e dar a minha contribuição leal, com ética na política, optei por apoiar o candidato Mozart Tanajura pelo seu passado de retidão e porque é uma pessoa preparada para representar nossa cidade no legislativo.