:: ‘Na Rota da Poesia’
SAMUEL, O UNGIDO
Um poema de Jeremias Macário ao seu neto Samuel
O bíblico ungiu Saul e David,
Em nome de Deus viu o futuro,
Dissipou a fumaça no ar escuro,
Entre chamas ardendo os biomas,
E nesse meio veio o nosso Samuel,
De olhar ungido da árvore saído,
No céu primaveril do brotar florir.
Que seja vento anunciador da chuva,
Para molhar a mãe terra e dar o fruto;
Que seja infinito na finitude desse ser,
Para com o saber transformar o bruto;
Que seja sempre criança temperança,
Para curar qualquer ferida do tempo,
E fazer a sua hora antes do amanhecer.
Do índio caboclo de sangue mestiço,
Mouro ibérico desse nosso Brasil,
Do ventre saiu o Samuel desafio,
De uma era incerta que lhe espera,
Para navegar na corrente correta,
Como guerreiro que vem, vê e vence,
A peleja estradeira do eterno existir.
BIOMAS EM CHAMAS
Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Esses malditos agro-capitais,
Querem é derrubar e queimar,
Nossas milenares florestas tropicais.
Bendito é o rio que corre livre das chamas!
Louvado o canto divino do sabiá nordestino,
Que roga ao Norte a se unir ao pampa sulino,
Para defender proteger nossos ricos biomas.
Em meus olhos desse Supremo Criador,
Oh quanta tristeza ver essa beleza em chamas!
Pelo cruel homem destruidor dos biomas,
Na ganância do sempre ter mais riqueza
As araras da caatinga presas em suas garras,
O tuiuiú pantaneiro voa na fumaça da secura,
Nas selvas raras reina a canção do uirapuru,
Os nativos em seus ritos benzem seus biomas,
Para que a mãe terra pare de arder em chamas.
No enlace sacro das águas com as divindades,
Da foz que se enrosca com o balanço do mar,
No namoro eterno que nasce do vento com o ar,
Cada ronco do motosserra é um gemido vil,
Da morte animal nas chamas do nosso Brasil.
No árido deserto das fornalhas de carvão,
Sumiram a rolinha ”fogo pagou” e o gavião,
No cerrado granado só a soja para a China,
Não mais o pequi e o esvoaçar da campina,
Sai o madeireiro e entra o mercúrio garimpeiro,
E a vida ora em memória da fauna e da flora,
Do Saci e do Curupira banidos da nossa cultura,
E nada cura essa ira de um futuro de chamas,
Ao dele fazer um monturo de nossos biomas.
No Brasil de nossas eras destas bestas feras,
De ratos em suas farras a esporrar suas taras,
O cara acusa o índio-caboclo de incendiários,
Assim fez Nero com os cristãos na Roma real,
E nele se encarnou do seu mal lá do seu altar,
Para varrer da Amazônia, os donos do seu lar.
Esses malditos agro-capitais,
Querem é derrubar e queimar,
Nossas milenares florestas tropicais.
TAPA NA CARA
Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário
Deixaram o corpo estirado na maca,
No corredor de um sujo hospital,
Não ganhou nem o seu funeral,
E eu, nem ao menos protestei,
Por nos tratar como bruaca.
Fizeram esculacho da nossa lei,
Escarraram em minha cara,
Nos surraram com reio e caiçara,
Na carne tremida pelo frio vento,
Da urina fedida do cru cimento,
E mais uma vez com tudo me calei.
A noite pode até ser uma menina,
Mas o dia é uma ave de rapina,
Entre chibatas nos espinhaços,
E rações nos tachos de melaços,
Lembram as épocas da coivara,
Que se acordava com tapa na cara.
O tempo que amacia e suaviza,
Também alisa e retalha a pele,
Penetra e endurece as juntas,
Torce e retorce o seu corpo,
E nos faz andar lentamente,
Até nos deixar seco indiferente.
O FIM E O NOVO
Poema do jornalista Jeremias Macário. Este e outros podem ser encontrados em seu novo livro “Andanças”
De um tempo fizeram fatias,
e para uma noite criaram fogos;
inventaram a dança dos códigos,
na língua divinha da quirologia,
das cartas viradas e dos tarôs,
para ir ao futuro do ar e da jia,
de sonhos melados de fantasias.
É o final das contas de um ano…
um novo a contar que se anuncia;
é a despedida da via gregoriana,
religiosa, dionisíaca e profana,
de um reino espártaco e romano,
decifrado pela suma quiromancia.
É mais o fim de um ano…
da hora pontual da terra ranger;
dos mortos-vivos ressuscitarem;
explodirem as luzes do show,
quando o seu relógio zerar,
para o pacto entre amor e dor.
É mais o fim de um ano…
e um novo de Jeová, ou de Alá;
do deus da orgia sodomitana,
do ritual celta da bela cigana,
e do espírito cristão de se rezar.
Cada um pode fazer o seu fim,
para começar um outro novo,
com a cara pintada de humano,
nas águas desse imenso oceano,
onde vai se banhar nosso povo.
O novo pode ser o início do fim,
para quem não segue seus planos,
de se purificar dos apegos carnais;
dos caprichos capitais mundanos,
e não escolhe os simples portais.
Na sua taça fina da embriaguez,
borbulha o glamour da nudez,
girando o luxo em câmara lenta,
no ácido disfarçado de água benta.
Os foguetes dos canibais globais,
são explodidos em nossos quintais.
Os devotos fazem rituais viscerais,
de oferendas para seus orixás locais,
banhando todo de branco os litorais.
Os morros estendem os seus varais,
como se fossem concurso de festivais,
de pobres vistos como os anormais;
e a violência é manchete nos jornais.
No final se reparte o PIB desigual,
com a cara de um novo sujo imoral,
na disputa do Ocidente e do Oriente,
entre o Israel poderoso e o mulçumano,
vivendo todos na mira do Americano,
e que se dane a fome fatal do africano.
É o pipocar dos velhos espumantes,
na Paris milenar de seus viajantes,
nos mares lunares dos transatlânticos,
na companhia dos tarados amantes,
ou na Londres aristocrata imperial,
e na Atenas da sabedoria imortal,
derramando toda riqueza de um ano,
no consumo varado da compulsão,
enquanto nobres se fartam de brioche,
e os miseráveis ficam sem o seu pão.
No mosteiro do fim de ano,
ora o monge do alto monte tibetano,
pelo seu opressor filho das dinastias,
e na ilha das prisões de Guatânamo,
vivem acorrentadas de ódio as etnias.
Nem no fim, nem no novo,
se ouve o roncar da barriga vazia,
nem o apelo do santo peregrino,
para dividir parte dessa fortuna,
para matar a fome do nordestino,
e não derrubar a única baraúna.
A roleta da vida gira outra vez,
e passa o final, e passa o novo,
na rota mitológica de cada povo,
como dos heróis da mesopotâmia,
que têm que derrotar os monstros,
para livrar-se da saga cruel do caos:
matar o rei num sacrifício penoso,
para lavar todo pecado criminoso.
No novo da Pérsia e da Babilônia,
os escravos tomavam o assento
dos seus notáveis mestres das lidas,
para narrar e cantar seu lamento,
lambendo suas próprias feridas.
A Grécia celebrava o seu novo,
com a luta de Zeus contra Titã,
encenando uma liturgia pagã.
Os romanos festejavam a saturnália;
soltavam na arena a grande fera;
Cristo cortava o deserto de sandália,
para anunciar ao povo uma nova Era.
TANTA GENTE!
Poeminha de autoria do jornalista Jeremias Macário, do seu livro “Andanças”
Nunca vi,
tanta adversidade,
um monte de falsidade,
cinismo e egoísmo,
falando de socialismo.
Nunca vi,
tanto stress e ansiedade,
armação de malandragem,
atrativo de embalagem,
de conteúdo sujo e vazio,
e tanta gente viciado no cio.
Nunca vi,
tanta procura pela cura,
doutrina holística e divina,
tanta maldade assassina.
Nunca vi,
tanta gente desatina,
furando o limite da fronteira,
como na correria cigana,
atrás do sonho de uma mina,
numa roleta cumprindo sina.
Nunca vi,
tanta gente robotizada,
em aparências falsificadas,
de faces plastificadas,
ocas e despreparadas.
Nunca vi,
tanto pacote tecnológico,
com a perda do lógico,
grudado ao emocional,
pra moldar o corporal.
Nunca vi,
tanta gente
se endividar tanto,
e depois limpar o nome,
voltar às compras contente,
no entra e sai do consome,
e de novo ficar inadimplente.
Nunca vi,
tanta gente acelerada,
nas ruas agitadas,
como estouro das boiadas,
vivendo em espaço apertado,
sem conhecer o outro do lado.
Nunca vi,
a natureza tão poluída,
a terra tão arrasada,
gente vivendo excluída
dos direitos normais
dos tratados universais.
Nunca vi,
tanta gente angustiada,
o homem aceitando calado
a corrida desenfreada
pela ganância material,
na UTI espiritual.
Nunca vi,
tanta indiferença nessa gente,
que não é mais temente,
nem sente o pulsar da veia,
o visual galopante do poente,
que nem ver passar a lua cheia.
Nunca vi,
tanta gente que mente,
prometendo o que não faz,
com promessa de obra falsa,
que só tem pintura de cal,
como poço d´água de sal.
Nunca vi,
o ser ficar tão sozinho,
no silêncio do seu ninho,
procurando o ponto calmo,
no livro do sábio salmo,
pra encontrar seu caminho.
Uns não acreditam em nada,
outros engolem tudo de vez;
acreditam até em conto de fada;
igualam religião, seita e magia;
confundem fé com filosofia,
candomblé e ciência com feitiçaria.
UNS BROTAM E OUTROS SUGAM
Autoria repentina do jornalista Jeremias Macário
Tem uns poemas que borbulham e brotam,
Como olhos d´água nas nascentes;
Outros lhe torturam e sugam sua alma,
Como vampiros de afiados dentes.
Não sei se é inspiração,
Ou o tema que lhe deixa com edema,
Pra botar uma dose na cuca
Viajar no extremo ácido surreal,
Mesmo que não seja coisa real,
E sentir o céu e o inferno;
Transar com o eterno Supremo,
Na pegada de uma corona bituca,
Da mística beleza maluca.
Só sei que uns brotam,
E outros sugam,
Mas alguma coisa fica e liga,
Como intriga política,
Onde tem o ódio e a intolerância,
Dos imbecis que arrotam,
Preconceito e ignorância.
Tem os racismos,
Os sabichões dos ismos
E a cria da homofobia,
Mas sempre vencem,
A fé, a ciência e a sabedoria
Misture, então, seu moço,
Esse extremo colosso,
De uns com os outros,
Que pode brotar,
Do espinho, a flor da poesia,
Que alguns chamam de amor,
Outros dizem que é dor,
E assim, uns brotam,
Outros torturam e sugam.
“NO OLHO DA RUA”
O mais recente poema do jornalista Jeremias Macário, que aborda a situação dos moradores de rua
Foto de Jeremias Macário
Sentado aqui neste banco de jardim,
Vejo carros a passar entre mortos-vivos,
Mergulho nesse faminto doer em mim,
Do amor que se quebrou em desencanto,
Sonhos partidos de desalento e pranto,
Que um dia foram parar no olho da rua.
Oh quão desigual essa tirana divisão social!
De andantes invisíveis desse algoz capital,
De olhos vagos rasgados latinos franzinos,
Como dos meninos, filhos dessa droga diária,
Fuzilados na sangria matança da Candelária,
Quando a noite se silencia no olho da rua.
Da pandemia viral que mais trabalho cortou,
Como o cachorro que o dono o escorraçou,
O casal se refugia na procura da cura da dor,
Em cada marquise, em cada esquina e viaduto,
Tem a marca concreta desumana do produto,
Da crua realidade de ir morar no olho da rua.
Livre das amarras do sistema tempo e hora,
Sua coberta de papelão pode arder em fogo,
Nas labaredas intestinais roendo em fome,
E em cada ser existe uma história para contar,
Tem quem chora e quem apaga da memória,
Sua vida que lhe levou a cair no olho da rua.
DE PAI PRA FILHO
Autoria do jornalista Jeremias Macário
Oh, Supremo Pai Eterno!
Agradeço sua passagem,
De viagem pra voltar à terra,
Onde fui chicoteado e crucificado;
Pedi pra afastar de mim esse cálice,
Quando me cuspiram na face,
Me julgaram ser rei dos romanos,
E duelei com o diabo no inferno.
Os terráqueos querem ser o Senhor,
Mandar foguetes para o espaço,
Pra desvendar o mistério universal,
Mas não passam de primatas do aço,
Adoradores das orgias e das armas,
Que criam ódio, intolerância e dor,
E nem cuidam da miséria de sua casa,
Onde espalhou a fome, o deus capital.
Querem criar a vida, algozes da natureza,
Que plantam germes e outras doenças;
Semeiam guerras como arte e beleza;
Atiram nas araras e derrubam as matas;
Pregam em seu Nome fanáticas crenças,
Sem caráter, mentem e fingem ser feliz;
E dizem que tudo foi Deus que assim quis.
Oh, Pai, essa humanidade não se une!
Nem no mortal coronavírus vendaval,
Onde os poderosos para ter imunidade,
Viram piratas de aparelhos respiratórios;
Injetam vírus nos chips dos computadores,
Para extrair pesquisas dos laboratórios,
E deixar os pobres sem a vacina da cura.
Oh, Pai, não me mande mais pra terra,
Onde a humanidade faz apologia do mal:
Tudo é comunista e vão me assassinar,
Como naquele Brasil da louca psicopatia,
De corruptos da matança pelo metal vil,
Que roubam a comida, a água e só dão sal,
Ainda deixam o povo analfabeto irracional.
Filho, meu, Você é a única salvação,
Para separar o honesto do ladrão,
Renovar o cálice com um novo vinho;
Fazer uma outra pregação da montanha;
Banir com a palavra os radicais extremistas;
Chicotear a pele desses imbecis racistas.
De couraça selvagem como porco-espinho.
Pai, seu mandamento foi-se ao vento!
E se perdeu na orgia bacanal do tempo;
Todos sempre estão a mudar de amor,
Que murcha mais rápido que a flor;
Não vou mais carregar essa pesada cruz,
Onde não existe no homem mais luz.
Veja lá, meu Pai, aquele tal Brasil,
Onde a empatia ao irmão dele sumiu,
E a multidão como boiada em manada,
Não mais sabe distinguir o errado do certo;
Seu ensino voa pelas areias do deserto,
E até sua Igreja mente pra seu rebanho,
Mais preocupada com o dízimo do ganho.
Meu Filho, pelo menos dê a cara por lá
Naquela pátria de malandragem a roubar,
Nem que seja pra clarear fundamentalista,
Que não acredita no saber do cientista;
Mistura religião com ganância capitalista,
E troca o emocional pela linha da razão.
Perdoe, meu Pai! Eles fingem que sou amado,
Preferem a intolerância e viver de armas na mão,
Se lá Eu for, serei como um intruso devorado;
Em defesa da justiça e da sua Santa Trindade,
Fui uma vez crucificado na terra de Salomão.
DECASSÍLABO
Autor : Evandro Gomes Brito
Homenagem a Jeremias Macário de Oliveira, cujo nome é um verso de dez sílabas com acento na sexta e na décima silabas, no seu livro “TERRA RASGADA”.
“ O casal finge que casou,
A prostituta que gozou…
A Igreja finge que não pecou
E que a Inquisição já passou…
O caminhão é o cavalo de aço do asfalto”
Jeremias Macário de Oliveira,
No seu livro voraz, “Terra Rasgada”,
No Centro de Cultura, vez primeira,
Já nos veio trazer grande alvorada.
E deixando de lado o preconceito,
Usa língua do nosso bravo povo:
…”Prostituta”…”Gozou” eu já aceito
Em tudo fingimento, agora louvo.
“A Igreja”… vem dizer “que não pecou”.
Feroz Inquisição se foi embora:
E vem pregar com fé o grande amor,
Dizendo que os famintos ela chora.
Jeremias Macário de Oliveira,
Nossa vida é assim grande floresta,
Mas rugir do vulcão, lava certeira,
Na palavra candente que nos resta.
Com imagens tão lindas, coerentes,
Canta a vida, o sertão de nossos pais,
Falando das boiadas, dessas gentes,
Tempos idos, costumes nunca mais!
Do asfalto, caminhão, cavalo de aço,
Corre veloz com medo dum assalto,
Homenagem prestar, eu hoje faço,
Os seus versos vivazes já ressalto.
AGRADECIMENTO DO HOMENAGEADO:
Meu companheiro e grande amigo Evandro,
Não mereço tanta louvação desse seu celeiro.
Só escrevo para libertar a mente,
Enxugar meu pranto e continuar lavrando,
Misturando as letras no suor dessa gente.
O CAVALO DEUS REI
Um dos poemas mais recentes de autoria do jornalistas Jeremias Macário
Como nas carruagens de fogo,
Galopeia, galopeia o deus rei,
Livre no orvalho a galopar,
Na poeira do cascalho da areia,
Que arou o chão do agricultor.
Como um poderoso Prometeu,
Da Ásia ao Novo Mundo veio,
Como deus dos incas-astecas,
Com Pizarro executou Ataualpa,
Cortez prendeu o rei Montezuma,
Massacrou os índios das Américas,
Do oeste sem lei, puxou diligências,
Tudo pelo ouro pra suas excelências.
Do cavalo o homem sua força sugou,
Cortou serras e matas da mãe terra,
Nas bigas da arena foi gladiador,
Mudou todas as formas de guerra,
Criou novos reinos e fez heranças,
Com aço espalhou armas e doenças,
Ainda impôs suas fanáticas crenças,
Como nas Cruzadas das matanças.
Cavalo-vaqueiro nos rastros da res,
Nos agrestes dos engaços do Nordeste,
Das Volantes no cerco à Coluna Prestes,
De valentes tenentes rumo ao Pantanal,
E sem ele não teria o Caubói faroeste,
Nem o som da divina canção do genial,
Assovio italiano de Ênio Marricone,
Nas filmagens áridas de Sérgio Leone.
Campolina, manga-larga machador,
O puro sangue mustang e o árabe,
Pelo deserto beduíno o alado voou,
Na África teve que arrastar escravos,
Com Alexandre cavalgou até a Índia,
Colonizaram nações com os bravos,
O deus rei cavalo dos papas templários,
Dos arsenais, santuários e das catedrais.
No frio russo como máquinas biônicas,
Guerreou nas batalhas napoleônicas;
Júlio César no rio ergueu sua espada,
Por anos foi o maior rei dos romanos,
E o sanguinário Átila usou seus cascos,
Pra queimar toda grama por onde passou,
E os mangoiós adoravam o deus animal,
O feroz que lutou até a I Guerra mundial.











